Domingo, 12 de Julho de 2009

Rapidinhas da Série A

- Palmeiras 4x1 Naútico: Vitória fácil do Verdão, que deveria efetivar Jorginho. E o Náutico tem um time fraco demais.

- Avaí 1x2 Botafogo: Bom vitória do Bota, que porém ainda não sai da zona de rebaixamento. O Avaí não é ruim, mas é muito pouco para a Série A.

- Barueri 3x1 Coritiba: Mais uma vitória na boa campanha do Barueri. Vale lembrar que o time do ABC só tem uma derrota na competição - para os reservas do Corinthians. Esperamos que tenha fôlego para chegar até o fim. Já o Coxa, segue a gangorra.

- São Paulo 2x2 Flamengo: Jogo marcado por erros, como o do goleiro Dênis e do árbitro, que deveria marcar pênalti sobre Washington quando o jogo estava empatado. O resultado foi melhor para o rubro-negro. O tricolor segue com o mesmo futebol mediano.

- Atlético/PR 3x2 Internacional: Resultado que deixa Tite pressionado. O Atlético faz valer mais uma vez a Arena, vence e sai da zona de rebaixamento.

- Cruzeiro 0x3 Atlético/MG: Com uma expulsão relâmpago, ficou mais fácil para o Galo atropelar os reservas da Raposa. Quebra um jejum de 12 jogos contra o rival e não está nem aí se o time celeste jogou com os reservas. Para melhorar, novamente líder. E o Cruzeiro quer mais é saber da Libertadores. O resto é conversa.

- Grêmio 3x0 Corinthians: Passeio tricolor. Tudo em jogadas pelo alto. Até Alex Mineiro voltou a fazer gol. Ressaca corintiana? Pode ser.

- Fluminense 0x1 Santo André: Volto a repetir: só Conca e Fred não vão salvar o Flu. É muito pouco. E Parreira não é totalmente isento. Já o Santo André vai indo, entre altos e baixos e segue pelo menos na zona da Sul-Americana.

- Vitória 6x2 Santos: Incrível goleada rubro-negra. Em menos de trinta minutos, já estava 4 a 0. Roger parece ter encontrado o caminho dos gols em Salvador. No Barradão, só dá Vitória. E Vagner Mancini vai passar mais uma semana vendo as sombras de Luxemburgo e Muricy na Vila.

- Sport 1x0 Goiás: Dois times que seguem de altos e baixos. Desta vez foram os pernambucanos que se recuperaram e saíram da zona de degola. Porém, Émerson Leão já alertou: precisa de reforços para levar a sério a competição. Já o Goiás precisa deixar a gangorra.

Amanhã os posts definitivos.

Sábado, 11 de Julho de 2009

Bugre sobra e Vasco volta a vencer

- A décima rodada da Série B deixou o Guarani mais líder ainda. Venceu o Brasiliense, na terça, por 2 a 1, com um gol aos 44 do segundo tempo e ficou seis pontos à frente do Atlético/GO . O Bugre segue me surpreendendo e dá sinais que pode sim chegar lá. Se não é fantástico, pelo menos é competitivo. Resta saber se aguentará até o fim. Destaco os bons Maranhão, lateral-direito, e Caíque, atacante. O Brasiliense caiu para terceiro, tem um time razoável e pode também pensar em subir.

- E o Campinense finalmente voltou a vencer e saiu da lanterna. Bateu o fraco Juventude, por 1 a 0. Aliás, foi um confronto que, se os dois times não acordarem, poderá ocorrer novamente ano que vem, mas na Série C, mesmo com os gaúchos fora da zona de rebaixamento - por enquanto.

- São Caetano e Portuguesa ficaram no empate em 1 a 1, na sexta-feira. Os dois times conseguiram desperdiçar uma penalidade cada. O Azulão é o lanterna da competição. A Lusa não conseguiu voltar ao G4.

- O Figueirense vai se recuperando. Venceu o Fortaleza, em casa, por 3 a 1, e já é o sexto. O tricolor cearense é o 15°. Bom esse Rafael Coelho, artilheiro da Série B, com nove gols. Merece atenção.

- No sábado, o Vasco voltou a vencer. E melhor ainda: convenceu. A vitória por 3 a 0 na então embalada Ponte Preta pode ser fundamental para a sequencia do time, que não vencia a oito jogos. Se mantem na oitava posição, porém a um do G4. Élton fez dois gols e deve ganhar moral. Fágner mostrou serviço e dá mais opção pela direita que Paulo Sérgio. E o goleiro Fernando Prass é muito bom. A Ponte, apesar da derrota, também tem um bom time. Está em sétimo, mas deve chegar.

- O Bragantino venceu o Vila Nova, por 2 a 1. São dois times que não aparentam nada demais, nada de menos.

- Outro time que vem surpreendendo este blogueiro é o América/RN. Goleou o Bahia por 4 a 1, com sobras, e está novamente no G4. É mais um time que teve um início de temporada pífio, mas que vai conseguindo se reerguer. E é incrível a queda de rendimento do tricolor baiano.

- O Ipatinga venceu o Duque de Caxias por 1 a 0. Ambos não são ruins, mas não se firmaram. Principalmente os mineiros.

- No Castelão, o Ceará venceu o ABC por 2 a 0. A vitória afasta o Vovô da zona de rebaixamento e deixa os potiguares por lá.

- Quem também está no G4 do mal é o Paraná, que foi goleado pelo Atlético/GO, no Serra Dourada, por 5 a 0. O Dragão goiano teve uma pequena queda de rendimento, mas já se recupera e é vice-líder. Disse desde o começo que acho o Atlético um time com capacidade de subir. E o Paraná, me parece com capacidade de cair.

Seleção da 9ª Rodada

Rodada cheia de bons atacantes. Eles apareceram! O Palmeiras tem meio time. Vamos a seleção da rodada:

Marcos (Palmeiras); Vítor (Goiás), Juninho (Botafogo), Domingos (Santos) e Márcio Careca (Barueri); Pierre (Palmeiras), Kléberson (Flamengo), Douglas (Corinthians) e Cleiton Xavier (Palmeiras); Obina (Palmeiras) e Ronaldo (Corinthians). Técnico: Jorginho (Palmeiras).

Destaques: o goleiro Andrey (Cruzeiro); os laterais-direitos Fabinho Capixaba (Palmeiras) e Wagner Diniz (Santos); zagueiro Marcel (Santo André); o lateral-esquerdo Douglas Silva (Coritiba); os volantes Leandro Donizete (Coritiba) e Guiñazu (Internacional); os meias Tcheco (Grêmio) e Conca (Fluminense); e os atacantes Maxi Lopez e Herrera (Grêmio), Nilmar (Internacional), Marcos Aurélio e Ariel (Coritiba). Entre os treinadores, René Simões (Coritiba), Paulo Autuori (Grêmio) e Tite (Internacional) merecem ser mencionados.

Pitacos da Bola no Twitter

Salve galera. O Pitacos da Bola agora está no Twitter. Em tempos que notícias são dadas em primeira mão por lá, precisamos estar presente nessa nova ferramenta. Além disso, facilita para comentários rápidos da rodada. Mais uma maneira de interagir com você que nos acompanha.


@pitacosdabola

Entrem lá. Abraço

Quinta-feira, 9 de Julho de 2009

A Raposa e os Argentinos: parte 1

Estudiantes e Cruzeiro abriram a decisão com tudo o que se espera de uma final de Libertadores. Foi difícil, travado, disputado. Foi lutado, sofrido, catimbado. Não poderia faltar nada disso. E, no meio dos argentinos havia um goleiro. Um paredão.

Fábio fechou o gol. Fez defesas que faz abrirmos os olhos para a fase que ele vive. A cruzeirense Clítia, que acompanha o PB, já havia me alertado sobre isso. Ontem, comprovei. O goleiro teve uma atuação praticamente perfeita: organizou a defesa - só não conseguiu corrigir o mal posicionamento de Anderson - e salvou o time.
O primeiro tempo foi dominado pelo Estudiantes. Motivados pelos mais de 40 mil torcedores que lotavam o estádio em La Plata. O time argentino criou boas oportunidades, mas começou a parar em Fábio logo aos 11 minutos, em cobrança de falta de Verón. O lado esquerdo cruzeirense dava os mesmos sinais de falha de marcação da primeira partida contra o Grêmio. Foi ali a grande chance da primeira etapa. O bom meia Enzo Peréz tabelou e saiu na cara de Fábio, que fez grande defesa. O goleiro ainda fez mais uma boa defesa em chute de Verón, no fim da primeira etapa. O Cruzeiro era inoperante, com Ramires mais recuado, Wagner muito nervoso e a dupla de atacantes bem marcada. Com tudo isso, o zero no placar saiu um bom negócio para o intervalo.

Na volta do intervalo, o jogo continuou com a mesma cara. Os argentinos pressionando e Fábio salvando. Primeiro, Boselli saiu livre dentro da área, e Fábio fechou o ângulo e mandou para escanteio. Na cobrança, Desábato cabeceou bem, com força, e o goleirão celeste fez uma defesaça. Melhor postado no meio campo, o Cruzeiro conseguia bloquear as investidas dos argentinos e apostava nos contra-ataques. Em um deles, a grande chance, aos 35. Andújar cortou cruzamento e a bola sobrou nos pés de Kléber, de frente para o gol, e mandou para fora. Ah, se essa bola entrasse. Por fim, zero a zero no placar. Para o Cruzeiro, bom resultado. Para o Estudiantes, meia boca.

Alguns pontos. Pelo lado do Cruzeiro: o lado esquerdo marcou muito mal no primeiro tempo e por pouco não complicou o time mineiro; Henrique esteva apagado e Jonathan muito recuado; e, principalmente, Wagner aparentava um nervosismo exagerado. Pelo lado do Estudiantes: quem se preocupou com Verón, que é sim o motor do time, viu os argentinos serem comandados pelo bom meia Enzo Pérez; A zaga argentina não é boa; se explorar bem, consegue chegar, como foi no lance de Kléber. Enfim, tudo fica para o Mineirão, quarta-feira que vem. Minhas fichas vão todas no Cruzeiro. E, tudo me leva a crer que a América será azul mais uma vez.
Imagens: GloboEsporte e TerraEsportes.

Ronaldo Hat-trick

Corinthians 4x2 Fluminense: Como não vi o jogo, vou falar pelo pouco que acompanhei. Ronaldo jogou muito contra o Fluminense e deu um baile na fraca defesa tricolor. Bom para o Corinthians, que sobe para quinto e deixa o Flu em 15°, perto da zona de rebaixamento.

Pelo que vi nos melhores momentos, o Flu começou pressionando e por pouco não abriu o placar. Porém, levou três gols em 11 minutos. Não tem quem aguente. Ronaldo fez dois - o primeiro e o terceiro - e participou do segundo, marcado por Dentinho, após bela troca de passes. No segundo tempo, o Tricolor parecia reagir, chegou a 3 a 2 - gols de Conca e Diego, contra - e dava pinta que poderia empatar. Nada. Fred foi expulso por reclamação. Para finalizar, Ronaldo fez mais um - belo gol.

Felipe, Douglas, Dentinho e Ronaldo. Foram os "caras" do jogo. Vale ressaltar o apagão que o Corinthians sofreu, o que por pouco não custou caro. O Flu tem um time médio. O que Parreira vive dizendo é fato: o time precisa de mais um Conca. E de uma zaga, urgentemente. Eu não vejo com bons olhos a campanha tricolor no Brasileiro, caso não se reforce. Só Conca e Fred é muito pouco.

Domingo, 5 de Julho de 2009

Obina, Nilmar e os argentinos

Rodada boa para Inter, Palmeiras e Grêmio no Brasileirão. As vitórias dos três times seviu para reerguer ambos. O colorado da perda do título da Copa do Brasil. O alviverde, dos problemas da demissão de Luxemburgo. E o tricolor, da eliminação na Libertadores. O Inter voltou a liderança, o Grêmio voltou a vencer no Brasileiro um mês depois, e os palmeirenses voltaram ao G4. A nona rodada foi boa também para Flamengo, outro que aliviou a pressão com a vitória, e o Coxa, idem. Vamos aos jogos.

- Santos 1x0 Sport: Foi no sufoco. O Peixe teve muito trabalho para passar pelo congestionado meio-campo que o técnico Émerson Leão montou. O primeiro tempo foi de equilíbrio, com o Santos chegando mais perto do gol. Na segunda etapa, com a entrada de Neymar, o time ganhou mais domínio e qualidade. Para ajudar, Weldon, aos 20 minutos do segundo tempo, deixou os pernambucanos com um a menos. Porém, nada de gol. Pressionado, Vágner Mancini foi pro tudo ou nada: tirou o zagueiro Domingos e colocou Molina, e tirou Léo para dar lugar a Roni. A ousadia foi recompensada. Aos 44, bola alçada na área, Neymar apareceu - impedido - atrás da zaga, chutou de forma medonha, mas contou com a sorte. A bola subiu e Paulo Henrique fez de cabeça: 1 a 0.

Resultado importante para o Santos. Alivia a pressão sobre Mancini, leva o time à oitava posição, mas não empolga. Já o Sport por pouco não sai da Vila com três pontos. Destaque para o autor do gol, Paulo Henrique, que é de longe o mais lúcido do time santista. No Leão, Élder Granja tem jogado muito bem.

Flamengo 2x1 Vitória: Não foi tanto no sufoco, mas não foi fácil. O Flamengo conseguiu se impor sobre o bom time do Vitória, sobe na tabela, e alivia novamente a vida de Cuca. Juan e Émerson fizeram os gols do rubro-negro carioca, e Roger fez o dos baianos. Ibson ainda perdeu um pênalti e, mesmo assim recebeu aplausos em sua despedida. Já Juan fez gol e foi vaiado - justo, porque não jogou bem. O lateral sofreu com as subidas de Apodi. O Flamengo teve maior domínio de jogo, mas não teve boa atuação. Quando estava 2 a 1, Ibson perdeu o pênalti, e quase sofreu o empate. Como bem disse Lédio Carmona, em seu blog, o time flamenguista tem que parar de pensar em "homenagens" - leia Ibson, Adriano e Pet - e se focar no jogo. Se fazer isso, pode ir longe. Enquanto isso, o Vitória precisa aprender a ganhar fora de casa, ou vai ficar no meio da tabela.

- Santo André 1x1 Barueri: O clássico dos "pequenos" paulistas foi marcado pelo erro da arbitragem, que tirou a vitória do Santo André. Val Baiano abriu o placar, de pênalti, para o Barueri. Cesinha chegou a empatar ainda no primeiro tempo, mas o árbitro considerou impedimento - a condição era legal. O empate só veio mesmo aos 36 do segundo tempo, com Marcel. Foi um bom jogo, movimentado e com os dois procurando atacar. Porém, o empate sai amargo para o Ramalhão. O Barueri comemora e se mantem próximo ao G4, na sexta posição. Será que mantém o ritmo?

- Atlético/MG 1x1 Botafogo: No confronto dos opostos, empate. Resultado que tirou ambos das pontas da tabela: o Galo não é mais líder, e o Bota não é mais o lanterna. Um jogo equilibrado, brigado. Éder Luís abriu o placar e Juninho logo depois empatou. Tudo no primeiro tempo. Ney Franco congestionou o meio e, com isso, viu seu time com maior posse de bola e volume de jogo. Tanto que Celso Roth mecheu no esquema do Galo depois do intervalo e veio com três atacantes - quem diria! Deu certo e travou os cariocas. Porém, nada de gol. Alessandro, do Bota, perdeu grande chance no último lance. Empate bom para o Botafogo, que respira um pouco mais. Que o resultado não engane. O time é fraco. E o Galo precisa de um elenco mais forte, se quiser seguir entre os primeiros.

- Coritiba 2x0 São Paulo: Com grande atuação da dupla de ataque Marcos Aurélio-Ariel, o Coxa não deu chances ao Tricolor paulista, saiu do sufoco e jogou a pressão pro Morumbi. O Coritiba abriu o placar aos 19 minutos, com Marcos Aurélio. Um golaço. Tem zagueiro são-paulino procurando ele até agora: 1 a 0. O São Paulo arriscava em chutes de longe, mas parava em Vanderlei - ou nos erros de Washington. No segundo tempo, nem deu tempo dos visitantes respirarem. Ariel recebeu, girou e mandou no canto: um belo gol! 2 a 0. Para piorar para o Tricolor, André Dias foi expulso, após entrada criminosa. Se já não conseguia criar, com um a menos, ficou pior. Vitória justa do Coritiba. Situação complicada do São Paulo. É preciso paciência com Ricardo Gomes, pois o elenco não ajuda. E a zona de rebaixamento, pode se dizer, é logo ali.

- Grêmio 4x1 Atlético/PR: Como uma avalanche. Assim o Grêmio começou o jogo e tratou de fazer 3 a 0 sobre o Atlético em apenas onze minutos. Embalado pelo show dos hermanos Maxi e Herrera, e frente a uma equipe fraca, ficou fácil. O tricolor gaúcho mostra que tem um bom time, encontrou sua dupla de ataque e precisa apenas de laterais para se firmar como um forte candidato ao título. Foram dois gols de Maxi Lopez e dois de Herrera. Rafael Moura descontou. O primeiro tempo foi todo dos gaúchos. Na segunda etapa, o Furacão até equilibrou, mas não teve forças para reagir. O Atlético vai mostrando que é forte candidato para brigar para não cair. Ou contrata, ou a Série B vai ficar cada vez mais perto.

- Goiás 1x0 Cruzeiro: Mesmo com os reservas em campo, o Cruzeiro dificultou a vida do Goiás. Bom, melhor dizendo, quem dificultou a vida dos goianos foi Andrey, que pegou tudo. Ou quase tudo. Só passou a falta cobrada por Felipe. O atacante é o artilheiro do Brasileirão, com sete gols, e mostra ter mesmo faro de gol. Tem mantido boa regularidade nas partidas. Foi um jogo todo dominado pelo Esmeraldino, apesar do placar apertado. A Raposa, com a cabeça na final da Libertadores, criou muito pouco e quase não chegou ao ataque. Quando tentava, parava na boa marcação goiana. O Goiás pode não ser um forte candidato a título, mas vai dar muito trabalho. Mais do que muita gente imagina.

- Avaí 0x3 Palmeiras: Comandado por Obina (sim, Obina!), o Palmeiras passou pelo Avaí. Mas, apesar do placar elástico, não foi fácil para o Verdão. O goleiro Marcos teve muito trabalho e, como de costume, foi muito bem. Obina fez um de pênalti no primeiro tempo, outro com oportunismo no começo do segundo tempo. Deu trabalho a defesa do time catarinense e, aos poucos, vai ganhando confiança - e queima a língua desse blogueiro. Com 2 a 0, o Verdão ficou esperando um contra-ataque para matar o jogo. E conseguiu com Cleiton Xavier. O Avaí precisa de mais para, pelo menos, escapar do rebaixamento. E Jorginho escalou o Palmeiras que muita gente queria ver, no 4-4-2, com Ortigoza e Souza titulares. Meu pitaco: se Muricy não vier, porque não dar uma chance ao "interino"?

- utico 0x2 Internacional: Em um jogo fraco, o Inter conseguiu a vitória nos Aflitos. De quebra, voltou a liderança isolada do Brasileirão e se recupera do baque da Copa do Brasil. D'Alessandro ainda perdeu um pênalti, no primeiro tempo. Quando o Náutico chegava, parava no goleiro Lauro. Na etapa final, o Timbu foi para cima, mas continuou sendo parado pela boa atuação - e fase - do goleiro colorado. Percebendo a dificuldade na criação, Tite mecheu no time, sacando D'Ale e Taison, para dar lugar a Andrezinho e Alecsandro. Deu certo. Andrezinho cobrou escanteio e Nilmar pegou a sobra, para abrir o placar. O mesmo Andrezinho lançou para Nilmar, impedido, matar o jogo. Traquilidade ao colorado, que volta a liderança. Sinal de alerta para o Timbu, que só perdeu desde a chegada de Marcio Bittecourt. A Série B é logo ali.

Rodada fecha na quarta-feira, com Corinthians x Fluminense.

Série B: Rodada das demissões

A nona rodada da Série B foi marcada pelas quedas de treinadores. Foram dois oficializados - Argel, do lanterna Campinense, e Zé Teodoro, do irregular e fraco Juventude - e mais um que a qualquer hora deve receber a demissão - Alexandre Gallo, no Bahia. E tem mais gente pertinho de ter o mesmo destino.

- Rodada que começou na terça-feira, com o Vasco empatando mais uma vez, agora com o Bragantino, em zero a zero. São oito jogos sem vencer. Um primeiro tempo muito fraco tecnicamente, um início de segundo também, e o time vascaíno só acordou com a entrada de Phillipe Coutinho no lugar de Léo Lima (!). Aí, parou na boa atuação do goleiro Gilvan. O Braga começou muito bem, quase fez o primeiro logo de cara, chegou no contra-ataque outras vezes, mas não foi feliz. Enfim, protestos válidos da torcida e um certo receio: quem vai fazer o papel de Carlos Alberto, de líder e chave do time. Talvez o jovem Coutinho. Porém, a responsabilidade é grande. E Dorival Júnior já está a perigo.

- Outro empate na terça. O Brasiliense não passou pelo Duque de Caxias, mesmo atuando em casa: 1 a 1. E os visitantes começaram na frente, com gol de Geovane. Só aos 37 do segundo tempo, Éder empatou. Resultado bom para o Duque, que para a sequencia de três vitórias do Brasiliense.

- Na sexta-feira, três jogos. A Lusa venceu o Paraná, por 1 a 0 - gol de Fellype Gabriel. O tricolor paranaense precisa acordar. Vale ressaltar que o time paranista ficou com um a menos, em um erro do árbitro. A Portuguesa se aproveitou e chegou ao gol, no final, e conquistou importantes três pontos, que deixa o time em quinto, mas com a mesma pontuação da Ponte Preta, terceira colocada.

- Nos outros dois jogos, o ABC ficou no 1 a 1 contra o Ipatinga, e o líder Guarani empatou fora de casa contra o Vila Nova, em zero a zero. O Bugre segue sozinho, na ponta, e dá sinais de que deve se manter por ali algumas rodadas ainda.

- No sábado, a Ponte Preta confirmou a boa fase, venceu o Juventude por 3 a 0, e é terceira. o goleiro do time gaúcho, Gatti, até tentou, mas não conseguiu salvar o time, que viu seu treinador Zé Teodoro cair. O Juventude está na zona de rebaixamento, com um fraco futebol e com sinais de que irá brigar para não cair.

- Quem deve cair é o Campinense. Oito derrotas em nove jogos. A última foi para o América/RN, por 1 a 0. Resultado que derrrubou Argel. Rumo que pode ser o mesmo de Alexandre Gallo, do Bahia. Seu time perdeu em casa, por 1 a 0, para o Figueirense. Detalhe que o Figueira jogou com um a menos desde o primeiro tempo. Com a vitória, instalou uma crise no tricolor baiano.

- No clássico cearense, nada de gols. O Ceará até foi melhor, mas não saiu do zero contra o Fortaleza. Fechando a rodada, São Caetano e Atlético/GO empataram em 2 a 2. O Azulão é o penúltimo. Ou melhora, ou...

Atualizando: cairam mais dois treinadores nesta segunda-feira: Zetti, do Paraná, e Gallo, do Bahia. Que rodada hein!

Sexta-feira, 3 de Julho de 2009

Raposa Gladiadora

O Cruzeiro está na final da Copa Libertadores. Com inteligência, superou o Grêmio e se garante, com justiça, na decisão da competição. Pela frente, o Estudiantes, rival de primeira fase. Com gosto de chamar a Raposa: o Trem Azul vai em busca do Tri.

Em Porto Alegre, o time mineiro tinha boa vantagem, devido o 3 a 1 da primeira partida. O Grêmio teve ao seu lado uma torcida que fez a festa. Cantou do início ao fim e buscou apoiar a equipe em cada momento. Precisando do resultado, o tricolor foi para o abafa desde o começo. Para melhorar, o Cruzeiro errava passes e dava sinais de nervosismo no início. O Grêmio investiu nas bolas alçadas na área, buscando os argentinos Herrera e Maxi Lopez. O time criava grandes oportunidades, mas pecava na hora de concluir. Aos 28, o time gaúcho reclamou pênalti de Leonardo Silva em Herrera, mas o árbitro Oscar Ruiz nada marcou.

Aos 34, surgiu o diferencial do Cruzeiro. O time não jogava bem, poucas vezes atacava, mas em um lance de lucidez de Kléber, saiu o gol que, de certa forma, definiu o jogo. O Gladiador foi esperto, se livrou da marcação de Fábio Santos, invadiu a área e cruzou para Wellington Paulista escorar: 1 a 0. Para matar de vez a pressão gremista, dois minutos depois, Jonathan cruzou e Wellington Paulista apareceu livre, em posição legal, e mandou de cabeça para as redes: 2 a 0.

Retrato parecido da final da Copa do Brasil. Os gaúcho tinham 45 minutos para marcar cinco gols. Missão difícil, ainda mais com o Cruzeiro voltando mais organizado e tranquilo, tocando a bola e matando o tempo. Mesmo assim, o Grêmio foi para um novo abafa. Herrera fez a primeira jogada para incendiar o time. Aos sete, bateu cruzado e Fábio fez boa defesa. Dois minutos depois, Tcheco cobrou escanteio e Réver, de cabeça, diminuiu: 2 a 1. Porém, aos 14, em um contra-ataque, Adílson fez falta dura em Wagner e, como era último homem, foi corretamente expulso. Era o balde de gelo.

O time parou. Buscava apenas em bolas alçadas, mas chegava com pouco perigo. Aos 29, ainda veio o empate. Souza bateu de fora e mandou no canto, em um belo gol: 2 a 2. E ficou nisso. O Cruzeiro foi inteligente e matou a partida. Fim de jogo: Cruzeiro na final.

Sobre o caso Elicarlos. O Grêmio deve ser severamente punido, com perda de mando em grande parte das partidas, seja no Brasileirão, e principalmente nas competições internacionais. Infelizmente, essa deve ser a atitude. Por culpa de alguns seres - que não podemos mencionar como humanos - que se dizem torcedores. Para mim, e para a maioria, torcer está no que grande parte da torcida tricolor fez ontem: incentivar, cantar, festejar, apoiar o tempo todo. Não está em menosprezar um homem por sua cor. Chegamos ao absurdo nos gramados. Além da violência, nos enfrentamos agora uma violência mais suja, que é o preconceito racial. Quando menos se espera, o homem consegue ser mais mesquinho e menos humano. Lamentável.

Voltando ao futebol. Lá vai o Cruzeiro. Contra todos que duvidavam da Raposa, o time chega à final da Libertadores. Chega bem, com moral e convencendo. Tem time com cara de Libertadores. Um elenco que sabe mesclar qualidade, tática e raça. Um bom goleiro, alas que apoiam bem, uma zaga que, se não é totalmente confiável, tem feito seu papel. No meio, um quarteto que sabe sair jogando e marca muito bem. E no ataque, o seu diferencial: Kléber. Como eu disse em outras análises, é o jogador brasileiro com a cara da competição. Raçudo e com habilidade. Ao seu lado, algo que deve ser considerado: Wellington Paulista cresceu na hora certa, e isso pode fazer a diferença. Adílson Batista é um grande treinador e não consigo entender o porque parte da torcida celeste não confia nele. É alguém que se preparou para ser um bom técnico. E tem conseguido isso.

Pela frente, o Estudiantes. O menos esperado entre os argentinos. Que já chegou na final da Sul-Americana ano passado. Não fizeram uma primeira fase convincente, mas cresceram na hora certa. Despacharam três surpresas para chegar a decisão: Libertad, Defensor e Nacional. Os uruguaios foram despachados com duas vitórias. Podemos sim dizer que teve um caminho teoricamente mais fácil que o Cruzeiro. Mas, conduzidos por Verón e Boselli, tem um time perigoso. Deve dar trabalho. Com certeza, dois grandes jogos. Porém, o Cruzeiro tem mais cara de campeão.

Ps: Abraço especial para Clitía Milagres, parceira do PB, dona do ótimo blog "A Bela e a Bola" e apaixonada pelo Cruzeiro.

Quinta-feira, 2 de Julho de 2009

Timão - Justo Campeão

O Corinthians é tricampeão da Copa do Brasil. Justo. Pela campanha que fez, mesmo com alguns deslizes e sufocos, o alvinegro é merecidamente campeão. Provou isso nas duas partidas contra o Internacional - apesar dos erros de arbitragem.

Compacto como sempre, muito bem postado taticamente, o Corinthians viu pela frente um Internacional afobado, querendo matar o jogo logo. Parecia esquecer que tinha 90 minutos para isso. Era simples: fazer o primeiro gol para chegar ao segundo. Eu disse simples? Teoricamente sim. Mas, como disse antes, a postura tática do Corinthians é o diferencial desse time.

E, aproveitando de uma avenida no lado direito da defesa colorada, o Timão usou sua melhor saída de jogo: o lado esquerdo, com André Santos. Vale dizer que o primeiro gol começou de forma irregular, já que Jorge Henrique fez falta em Bolívar, na ponta esquerda do ataque, após o defensor chutar para frene. Na sequencia do lance, o próprio Jorge Henrique fez de cabeça. Um balde de água fria que seria completo logo depois, quando André Santos recebeu ótimo passe de Ronaldo, invadiu e fuzilou: 2 a 0.

A então festa da torcida se transformou num óbvio desanimo. Se já era complicado, agora então. O árbitro não colaborou. Errou no primeiro gol, no começo do jogo, quando William fez falta clara em Bolívar, e em outros lances. Mas, não é por isso que o título vai para o Parque São Jorge. O Inter precisava fazer gols, mas finalizava muito pouco. A primeira boa chance só veio depois de sofrer os primeiros gols. E parou em grande defesa de Felipe.

O segundo tempo foi apenas de espera. Por mais que o futebol nos pregue algumas peças, era claro que o Inter não tinha forças para marcar cinco gols em um time muito bem em campo. Alecsandro entrou bem e fez dois gols. Mas, a confusão após o segundo gol e a expulsão de D'Alessandro acabou de vez com o jogo. O Corinthians foi malandro. Se hoje os colorados reclamam, é justo. Mas, sabem que isso deveria acontecer caso estivesse em vantagem. Falha da arbitragem, que não se impõe em casos assim - me refiro ao lance em que Cristian é "obrigado" a deitar no gramado para "enrolar" a saída.

Enfim, o Inter foi guerreiro e jogou para sua torcida. Mas foi afobado. E abafado pela boa atuação corintiana. A dupla de ataque Taison-Nilmar não funcionou. Ou não pode, parados pela ótima dupla Chicão-William. Os meias D'Alessandro e Guiñazu até tentaram, mas pouco fizeram. parados por mais uma ótima atuação de Alessandro e Elias. Cercados pelos retornos de Jorge Henrique e Dentinho.

O Corinthians provou uma coisa: hoje, é muito mais que Ronaldo. Se na entrada do atacante, o time sentia sua falta, hoje mostrou que não sente mais. O camisa 9 pouco fez. O elenco fez mais. Fruto de um excelente trabalho de Mano Menezes. Técnico que ganha minha admiração e se mostra um dos melhores do Brasil. Assim como Muricy, sabe fazer jogadores simples brilharem. Mano sabe ter o elenco na mão e fazer cada um jogar pelo time, não por si próprio. E é justamente que faz o Corinthians. Agora deve vir o desmanche - eu coloco como certas as saídas de Elias e André Santos. Mas, ele saberá o que fazer para recompor o time.

Se eu pudesse escolher o craque do campeonato, ele não usaria chuteiras. Seria, sem dúvidas, Mano Menezes.

Imagens: TerraEsportes.com.br