terça-feira, 24 de novembro de 2009

Melhores do Brasileirão 2009

Dunga e Jorginho divulgaram os indicados para o Prêmio Craque do Brasileirão 2009. Os indicados foram escolhidos em votação feita com jogadores, técnicos e jornalistas. Como sempre, nada que agrade a todos. Mas, desta vez, alguns nomes aparecem muito mais pelo que foi feito em 2008, como em 2009. Outros, estão ali sabe-se lá por que. E tem algumas coisas como "volante pela direita", ao invés de primeiro volante, ou jogadores do mesmo time brigando pela mesma posição, que criam uma salada. Enfim, vamos à lista e à análise.

Goleiro: Bruno (Flamengo), Marcos (Palmeiras) e Victor (Grêmio);

- Bruno, ao meu ver, aparece como surpresa. Mais pela fase do time e pelos últimos jogos. Não fez um campeonato tão regular. Marcos fez um bom ótimo primeiro turno, mas caiu um pouco no segundo. Já Victor, vencedor ano passado, apareceu como um dos destaques do tricolor gaúcho, com boas atuações e grandes defesas.

Esqueceram: Glédson (Náutico) - Sem ele, o Timbu tinha ido antes do Sport; Fábio (Cruzeiro) - Teve atuações parecidas com a de Bruno e Marcos, mas foi melhor.

Voto: Victor (Grêmio).

Lateral-Direito: Jonathan (Cruzeiro), Léo Moura (Flamengo) e Vítor (Goiás);

- Jonathan foi bem e merece a indicação. Léo Moura conseguiu a regularidade, foi menos decisivo, mas jogou muito pelo time. Vítor fez um bom primeiro turno, mas não voltou tão bem depois de contusão.

Esqueceram: Ninguém. Se Figueroa (Palmeiras) jogasse mais algumas partidas, entraria fácil. Apodi (Vitória) fez um grande primeiro turno, mas caiu com o time.

Voto: Léo Moura (Flamengo).

Zagueiro Central (ou pela direita): André Dias (São Paulo), Chicão (Corinthians) e Danilo (Palmeiras);

- André Dias aparece mais uma vez na lista, e com justiça. Tem bom posicionamento e tempo de bola. Danilo (embora que Maurício Ramos jogasse mais pela direita. Danilo seria o quarto-zagueiro, ou o que atua pela esquerda) foi muito bem na zaga palmeirense, até mesmo na queda de produção do time. Bem no jogo aéreo e na marcação . Já Chicão, sabe-se lá por que apareceu na lista. Teve um ótimo primeiro semestre (leia bem, semestre), mas no Brasileirão, foi irregular como todo o time corintiano. Tem muita gente melhor que ele.

Esqueceram: Para lembrar alguns que foram melhor que Chicão: Juninho (Botafogo), Álvaro (Flamengo) e André Luís (Barueri). Entre outros.

Voto: Danilo (Palmeiras).

Quarto-Zagueiro (ou pela esquerda): Miranda (São Paulo), Réver (Grêmio) e Ronaldo Angelim (Flamengo);

- Os mesmos três que disputaram o prêmio ano passado. Miranda caiu nos últimos jogos, mas tem crédito pelo geral. Posiciona-se como poucos e tem tranquilidade com a bola nos pés. Réver se firma cada vez mais como um bom zagueiro. Tem inteligência e controle. Já Ronaldo Angelim não fez muito para chegar a lista. Não foi o mesmo do ano passado.

Esqueceram: como nunca se sabe como é feita a análise do posicionamento da zaga, repito aqui Álvaro (Flamengo) e Maurício Ramos (Palmeiras), já que Danilo foi colocado como zagueiro-central.

Voto: Miranda (São Paulo).

Lateral-Esquerdo: Armero (Palmeiras), Júlio César (Goiás) e Kléber (Internacional);

- A posição mais injusta entre todas. Armero teve bons jogos, mas na maioria, foi apático. Não tem regularidade. Kléber mais uma vez aparece muito mais pelo nome do que por méritos. Jogou bem nesta última parte, e em alguns jogos. Já Júlio César foi, ao meu ver, um dos melhores jogadores do primeiro turno, caiu um pouco no segundo, mas merece estar na lista - o que não ocorreu ano passado.

Esqueceram: Eltinho (Avaí), Diego Renan (Cruzeiro) e Márcio Careca (Barueri). O primeiro, principalmente, fez um grande campeonato e merecia estar na lista. Diego Renan foi a grata revelação da Raposa, e Márcio Careca foi regular. Tudo o que Kléber e Armero não foram ou fizeram.

Voto: Júlio César (Goiás).

Volante pela direita (deveria ser primeiro volante): Hernanes (São Paulo), Pierre (Palmeiras) e Willians (Flamengo);

- Só para a CBF - ou sei lá quem - que Hernanes e Pierre jogaram na mesma posição nesse Brasileiro. Hernanes foi muito mais meia que volante. E jogou bem. Aliás, o São Paulo cresceu quando ele evoluiu. Fez o time jogar. Pierre foi o bom e velho guerreiro, com marcação e disposição incríveis. Willians foi muito bem, não tanto como Pierre, mas também marca e desarma muito.

Esqueceram: Ninguém, já que os três merecem a indicação. Mas, o certo seria colocar ou Sandro ou Guiñazu (Internacional) aqui, e Hernanes como volante pela esquerda, ou seja, segundo volante. Principalmente Sandro. Porém, alguém acha que os dois jogam na mesma posição dentro do mesmo time, e Hernanes é quase um cabeça-de-área. Então...

Voto: pela posição (primeiro volante), seria Pierre (Palmeiras). Mas, entre os três, fico com Hernanes (São Paulo).

Volante pela esquerda (deveria ser segundo volante): Guiñazu (Internacional), Maldonado (Flamengo) e Sandro (Internacional);

- Repito que colocar Sandro e Guiñazu na mesma posição é uma burrice. Os dois jogam juntos. Como atuariam na mesma posição? Enfim... Guiñazu fez um bom primeiro turno, mas sumiu no segundo. Não vejo muitos méritos. Sandro foi bem, marca com eficiência e aparece na saída de jogo. Foi lembrado por Dunga justamente por isso. Maldonado é o bom e velho das outras passagens pelo país. Dá um equilíbrio incrível ao meio-campo. Já disse algumas vezes que vejo o chileno como grande responsável pela ascenção do Flamengo. Prova disso é a má atuação do rubro-negro sem ele, contra o Goiás.

Esqueceram: Pode parecer loucura, mas Léo Lima (Goiás) merecia um lugar nessa lista, ao invés de Guiñazu.

Voto: Maldonado (Flamengo).

Meia-Direita: Cleiton Xavier (Palmeiras), Diego Souza (Palmeiras) e Souza (Grêmio);

- Os dois meias palmeirenses brigando como meia-direita é mais um fato dos que só a organização da premiação pode explicar. Mas, os três nomes estão aí com justiça. O PB colocou Cleiton Xavier como craque do primeiro turno. Pelos pés dele, o Palmeiras chegava ao gol. E sua saída do time provocou, junto com outros fatos, a queda de rendimento na competição. Foi o garçom e o homem de equilíbrio. Diego Souza tem o Brasileiro dividido entre "antes da Bolívia" e "depois da Bolívia". O jogador não conseguiu render o mesmo depois da passagem pela Seleção. Logicamente que isso também se dá pela mudança tática, após a saída de CX. Porém, no geral , Diego mais desequilibrou do que sumiu. E Souza entra com méritos na lista. Mesmo com o Grêmio não mantendo um bom futebol, o meia seguiu fazendo seu papel com honra.

Esqueceram: Se um dos dois palmeirenses saíssem dessa parte e fossem para o lado esquerdo, Paulo Baier (Atlético/PR) e Marquinhos (Avaí) mereciam a lembrança.

Voto: Cleiton Xavier (Palmeiras).

Meia-Esquerda: Conca (Fluminense), Marcelinho Paraíba (Coritiba) e Petkovic (Flamengo);

- Outra lista em desacordo. Conca foi bem, mas penso que não o suficiente para aparecer na lista de melhores. Marcelinho Paraíba foi muito mais atacante do que meia. Jogou muito, mas aparece na posição errada. Já Petkovic é o que todo mundo tem falado. O cara que deu a qualidade de criação e o homem que desequilibrou quando o Flamengo precisou. Se ser craque é desequilibrar nas decisões, o prêmio é dele. Basta lembrar o que ele fez contra São Paulo, Palmeiras e Atlético/MG.

Esqueceram: penso que Diego Souza (Palmeiras) competiria aqui, e não como meia-direita. Entrariam aqui: Giuliano (Internacional), Jorge Wagner (São Paulo) e Gilberto (Cruzeiro). O primeiro foi esquecido talvez pela ausência em parte do Brasileiro, devido à Seleção Sub-20. Jorge Wagner é, junto com Hernanes, os grandes responsáveis pelo crescimento e chegada do São Paulo. Já Gilberto, que chegou para ser lateral, vestiu a camisa 10 e levou o Cruzeiro para uma arrancada incrível.

Voto: Petkovic (Flamengo).

Primeiro atacante: Diego Tardelli (Atlético/MG), Fernandinho (Barueri) e Fred (Fluminense);

- Diego Tardelli foi bem durante todo a competição. É sim um dos grandes responsáveis pelo Galo estar até agora brigando pela parte de cima da tabela. Não só fez gols, mas jogou pelo time, brigando, voltando para marcar e dando bons passes. Fernandinho entra na lista pelo primeiro turno. Rápido e ousado, caiu depois do afastamento devido problemas de contrato. Já Fred está pelo que fez no segundo turno. Foi chamado de decepção, por ter saído do time no meio do campeonato (devido uma contusão). Hoje é visto, com razão, como peça fundamental para o tricolor carioca ainda estar vivo na luta contra o rebaixamento. Porém, Fernandinho foi bem no primeiro, Fred foi bem no segundo. Mas, Tardelli foi bem nos dois turnos.

Esqueceram: Dagoberto (São Paulo). Foi mais regular e decisivo do que Fernandinho. Marcelinho Paraíba (Coritiba) também entraria aqui, mas foi colocado como meia.

Voto: Diego Tardelli (Atlético/MG).

Segundo Atacante: Adriano (Flamengo), Iarley (Goiás) e Ronaldo (Corinthians);

- Artilheiro e decisivo. Assim foi Adriano nesse Brasileiro. A referência que faltava ao ataque rubro-negro nos últimos anos. Cada dia mais se aproxima de ser o bom e velho Imperador. Por isso, ajudou muito o Fla a estar na briga pelo título. Iarley alternou bons e mals momentos. Porém, mais bons do que mals. Ronaldo não jogou muitos jogos e o elenco corintiano também não ajudou. Mas, ele resolveu sempre que pode, com boas jogadas e gols. Não foi o mesmo do primeiro semestre. Porém, merece aparecer aqui.

Esqueceram: Alecsandro (Internacional). Foi melhor que Iarley, apesar de não mostrar muita regularidade.

Voto: Adriano (Flamengo).

Treinador: Andrade (Flamengo), Celso Roth (Atlético/MG) e Silas (Avaí).

- É justo que os três estejam na lista. Andrade pegou um Flamengo desorganizado, superou a impaciência de torcida e alguns dirigentes, para levar o time a lutar pelo título até o fim. Celso Roth mais uma vez repetiu o que vez com o Grêmio ano passado. Começou bem, caiu de produção, deixou os rivais chegarem e pode ver até a Libertadores escapar. Mas, nenhum dos dois conseguiram fazer o que Silas fez. Levar um time tecnicamente fraco a brigar, matematicamente, por um G4 até as últimas rodadas, não é pouco. Passou por cima de toda desconfiança do péssimo começo para provocar uma arrancada incrível.

Esqueceram: Ricardo Gomes (São Paulo). Mais um que enfrentou desconfiança de torcida e imprensa e fez o tricolor jogar um futebol, no mínimo, competitivo.

Voto: Silas (Avaí).

Revelação: Fernandinho (Barueri), Giuliano (Internacional) e Paulo Henrique (Santos).

- Gratas revelações. Fernandinho encantou no primeiro turno, com velocidade, ousadia e dribles. Deu muito trabalho para defesas adversárias. Giuliano teve que conquistar seu espaço aos poucos. Tem qualidade técnica incrível. Paulo Henrique foi o único que salvou no fraco time do Santos nesse Brasileiro. Tem tudo para despontar como cerébro do time na próxima temporada. Mas, ainda falta regularidade (palavrinha mágica e quase escassa nesse post).

Esqueceram: Dois que não foram superiores aos três da lista, mas merecem lembrança. Diego Renan (Cruzeiro), bom lateral, que tem qualidade e apoia muito bem. E Jucilei (Corinthians), que jogou sem os holofotes, mas fez um ótimo Brasileiro.

Voto: Fernandinho (Barueri).

Árbitro: Héber Roberto Lopes, Leonardo Gaciba e Paulo César Oliveira.

- Não sou especialista, por isso, serei breve. Héber não comprometeu em seus jogos. Gaciba não foi nada demais. E Paulo César voltou a boa fase.

Voto: Héber Roberto Lopes.

Opine. Amanhã, posto os indicados para a Seleção do PB, onde você poderá votar e participar também.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Quem quer ser campeão?

Entenda. A pergunta acima não quer saber quem vai ser campeão. Mas, a dúvida é saber quem quer levantar o caneco. Incrível o número de tropeços da turma de cima da tabela. Principalmente nesse segundo turno. A rodada esquentou ainda mais a briga pelo título. Principalmente, serviu para trazer de volta o Internacional. E o colorado ganhou um fôlego e tanto. Vamos aos jogos.

- No sábado, o Náutico surpreendeu, saiu na frente, sofreu a virada para o Corinthians, mas foi atrás e conseguiu a vitória no último minuto: 3 a 2. Porém, com os resultados de Fluminense e Botafogo, é pouco provável que o Timbu fique na Série A. Já o alvinegro, como já tinha dito, está de férias desde o clássico contra o Palmeiras (ou até antes) e perdeu um semestre para arrumar o time para 2010.

- Na Arena da Baixada, um bom jogo com um empate ruim para Atlético/PR e Cruzeiro. O Furacão segue com risco de rebaixamento. A Raposa deixou o G4 abrir vantagem. Ou seja: quase um "morrer abraçado". Mas, entre os dois, teoricamente o resultado acabou sendo pior para o Cruzeiro, que dificilmente conquistará uma vaga na Libertadores do ano que vem.

- O grande jogo da rodada foi no Engenhão. O Botafogo errou menos e, por isso, venceu o São Paulo. Não foi um grande jogo tecnicamente. Porém, foi muito brigado, disputado, como uma decisão. Jóbson abriu o placar com um golaço. Washington empatou no último minuto do primeiro tempo. O gol fez o tricolor voltar melhor para a segunda etapa. Jorge Wagner fez o segundo. Mas, quando alguns davam o Botafogo como morto, o alvinegro adiantou a marcação, foi para cima e logo depois chegou ao empate, com Renato completando jogada de Jóbson. O São Paulo ainda perdeu duas boas chances de liquidar a partida. Quem fez isso foi o nome do jogo: Jóbson. Após um tiro-de-meta que seria escanteio (no lance, Hernanes chutou de fora e Jefferson desviou com a ponta dos dedos), Victor Simões desviou de cabeça, Jóbson dominou, cortou Miranda e fuzilou: 3 a 2 Bota. Vale dizer que, nessa altura, Richarlyson e Juninho haviam sido expulsos. Depois, o time carioca perdeu mais dois (Jóbson, logo após o gol, e Rodrigo Dantas, no finalzinho). Uma vitória comemorada no Engenhão e no Maracanã. E em mais um monte de lugar.

Botafogo continua respirando fora do Z4. Se não vencesse, ficaria na zona de rebaixamento. Mesmo com a derrota, o São Paulo segue líder e depende só de si mesmo para ser tetra. Porém, o time sentiu os desfalques. Resta saber se Ricardo Gomes encontrará solução durante a semana.

- Outro resultado importante na parte de baixo da tabela foi a boa vitória do Fluminense sobre o Sport, na Ilha. Um 3 a 0 que só começou após o rubro-negro ficar com um a menos, após a expulsão de Moacir. O tricolor por pouco não saiu da zona de rebaixamento. Uma coisa é fato: o Flu merece estar ali pelo que fez em boa parte do Brasileiro. Mas, essa arrancada no fim é digna de se livrar da situação. E o Sport mostra cada dia mais porque caiu.

- O Santo André venceu o Avaí, por 4 a 2, e ainda respira. Por aparelhos, mas respira. Porém, não escapa. E o Avaí já conseguiu muito. Uma Libertadores seria demais.

- Na Vila, o Santos finalmente resolveu jogar bola: 4 a 0 sobre o Coritiba. E o Coxa vê a zona de rebaixamento mais perto. Pelo time e o treinador que tem, não merece. Porém, quem perde de 4 a 0 para esse time do Santos...

- Mais de 83 mil pessoas. Mosaico, festa, comemoração desde a vitória do Botafogo. Estava tudo pronto pro Flamengo chegar a liderança. Só esqueceram de avisar que, para isso, tinha que vencer o Goiás. O Esmeraldino deu um sufoco no primeiro tempo, obrigando Bruno a fazer boas defesas. Do outro lado, Harley também tinha trabalho. O rubro-negro abusou de perder gols. Pet não estava em bom dia. Adriano também não. E o time percebeu como Maldonado faz diferença na parte tática. Ele controla o meio. Com tudo isso, zero a zero que não valeu muita coisa para o Fla. Agora o Goiás tentará travar o caminho do São Paulo.

- Com gols de Leandro Domingues e Roger, o Vitória bateu o Barueri e lançou fora qualquer possibilidade de cair. Ambos vão apenas "curtir" o fim do Brasileiro.

- Fechando a rodada, outra decisão. No Mineirão, o simples 1 a 0 colocou o Internacional de novo na briga pelo título e deixa o Atlético/MG mais longe da vaga pela Libertadores. Jogando de maneira inteligente, o Inter fez 1 a 0, em boa troca de passes até sobrar para Giuliano completar. Depois, os gaúchos travaram o Atlético, que pouco conseguiu fazer. O colorado não depende de si, mas pode chegar na última rodada com grandes chances de ser campeão. Por incrível que pareça, isso é fato. E o Galo ainda depende de si para chegar ao G4. Pela frente, mais uma "final", agora contra o Palmeiras. É "só" vencer.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

E o Verdão deu adeus ao título

A derrota de 2 a 0 do Palmeiras para o Grêmio não foi incomum. Perder no Olímpico não é anormal, já que o tricolor gaúcho está a mais de um ano invicto em sua casa. O resultado no Olímpico apenas acaba com o sonho palmeirense de ser mais uma vez campeão brasileiro. Título que, muitas vezes, era claro para muitos. Mas, que escapou pelas mãos.

Pouco mais de um mês - dia 4 de outubro, para ser mais exato - e o Palmeiras venceu o Santos, na Vila Belmiro, por 3 a 1, com superioridade e boa exibição de Diego Souza e Cleiton Xavier. Ali, o PB disse o seguinte: "o Palmeiras tem cada vez mais cara de campeão". Tinha. Uma rodada depois, o Palmeiras de Muricy Ramalho começou a triste queda. Para quem não lembra: logo após a vitória contra o Peixe, o Verdão empatou em casa contra o Avaí, na raça. A partir daquela vitória na Vila, esperava-se que o time embalasse de vez, para matar o Brasileirão com duas ou três rodadas de antecedência - ou seja, essa. Não aconteceu. Dos 27 pontos disputados após aquele jogo, computou apenas seis. Não derrotou nenhum dos adversários que se encontram na zona de rebaixamento - perdeu para Náutico, Santo André e Fluminense, e empatou no sufoco contra o rebaixado Sport. Caiu diante do Flamengo, em casa, em um dos jogos de "seis pontos". E, na rodada que alguns diziam que seria até de um possível título palmeirense, o que se vê é o contrário: o time sai da briga.

O torcedor mais fanático pode dizer: mas, ainda dá. Matematicamente sim. Estruturalmente e emocionalmente, não. A briga entre Maurício e Obina, na saída para o intervalo, foi apenas o ápice de um elenco que dá sinais de racha algumas rodadas. Nas entrevistas, sempre escapava um "tem gente que não se dedica"ou "pensa que é chegar, ganhar bem, e pronto". Nem Muricy, que sempre conseguiu reverter problemas em elenco, dessa vez não foi capaz.

O Palmeiras merecia ser campeão? Sim. Há um mês atrás. Dali pra frente, se viu um time mal organizado, sem disposição tática. Vale lembrar que o time perdeu três jogadores de referência no time: Maurício Ramos, que vinha em boa fase com Danilo; Pierre, que dispensa comentários e é o melhor volante do campeonato; e Cleiton Xavier, rei das assistências e motor do time. Isso interferiu sim. Porém, são vários pontos que terminam com esse capítulo: o Palmeiras não será campeão.

Agora, resta a Muricy e seus comandados, pelo menos assegurar uma vaga na Libertadores. E olhe que, pela situação, se ela vier, será lucro. Uma certeza já se tem: 2010 começa com muita pressão sobre o Palestra Itália.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Um final de semana daqueles - Parte I

Depois de uma 33ª rodada, onde tivemos um jogo disputado entre Palmeiras e Corinthians, vitória apertada do São Paulo sobre o Barueri, Bruno salvando o Flamengo contra o Santos, Atlético/MG vencendo no sufoco o Goiás e Inter e Cruzeiro tropeçando em casa, a briga pelo título ganhou novos ares de emoção em mais uma rodada. Some também a briga na parte de baixo da tabela, com as ótimas vitórias de Botafogo, no Beira-Rio, e Fluminense, no Mineirão, e do Santo André, sobre o Grêmio. além do Náutico derrotando o Sport no clássico pernambucano.

Depois disso, a 34ª rodada começou com tudo, em um jogo travado entre Grêmio e São Paulo, no Olímpico. Com direito a três expulsões do tricolor paulista, Rogério Ceni salvando em cima da linha e o Grêmio abusando de errar. No fim, 1 a 1, e São Paulo líder. Pelo menos por enquanto.

O final de semana promete. Em destaque, dois jogos. Dois grandes confrontos, com cara de decisão. Mais dois "mata-mata". Além de outros duelos interessantes.

- No Mineirão: Atlético/MG e Flamengo. Duelo dos artilheiros Diego Tardelli e Adriano. Confronto com casa cheia, lotada. Dois times que conquistaram uma vitória suada. Um empate não é bom para ninguém. Além disso, um duelo a parte entre Celso Roth e Andrade. Treinadores que muitos queriam que caíssem, mas seguiram e estão na briga pelo título.

- No Maracanã, um jogo de opostos. Fluminense jogando a vida e tentando ganhar fôlego para escapar da Série B. Palmeiras também joga tudo para voltar a liderança e, com uma vitória, abrir dois pontos. Flu vem embalado pela virada contra o Cruzeiro, domingo, e a classificação na Sul-Americana. Verdão sem Marcos, conseguiu um heróico empate no clássico e teve semana inteira livre. Jogaço.

Além dos dois duelos com cara de final, quase todo jogo vale muito - pelo menos para um.

- Santos x Náutico: Peixe só tenta garantir uma vaguinha na Sul-Americana. Para o Timbu, vale a fuga do rebaixamento;

- Vitória x Avaí: Vale muito pouco. Só Sul-Americana em jogo. E os dois estão quase lá;

- Sport x Cruzeiro: Sport praticamente cai para a B se não vencer. Cruzeiro tem que ganhar se quiser continuar com o sonho de G4;

- Corinthians x Santo André: Timão em férias. Ramalhão, embalado com duas boas vitórias, tenta fugir do Z4;

- Barueri x Internacional: O Inter sonha com o G4. Falar em título é complicado mas, a rodada pode sim recolocar o Colorado na briga. Para o Barueri, vale apenas complicar.

- Atlético/PR x Goiás: Furacão quer dizer tchau para qualquer perigo de rebaixamento. Goiás tenta vencer uma depois de sete jogos e sair da ladeira.

- Botafogo x Coritiba: jogo fundamental para o Botafogo provar que a eliminação na Sul-Americana não afetou o time. Se vencer, dá um bom passo para fugir do Z4.

É só o primeiro de cinco finais de semana geniais. Prepare-se.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Sete Rodadas, Seis Times e Um Só Campeão

Pode-se dizer que, na próxima quarta-feira, começa um "novo" Brasileirão. Inicia pela 32ª rodada. O Palmeiras sai em vantagem mínima, de um ponto. Atrás dele, Atlético/MG. Um pouco mais, Internacional e São Paulo. Quase junto vem o Flamengo. E um pouco mais distante, mas nem tanto, o Cruzeiro. Seis times em busca do mesmo objetivo: ser campeão brasileiro 2009.

Como em praticamente 99% dos blogs, o Pitacos da Bola também fará aqui uma análise sobre cada um desses que brigam pelo caneco. E também, a tabela de jogos restante de cada um.

- Palmeiras: Goiás (c), Corinthians (n), Fluminense (f), Sport (c), Grêmio (f), Atlético/MG (c) e Botafogo (f).

Queimou toda a gordura possível e agora já não pode mais errar. Mais um tropeço nos próximos jogos pode ser fatal. Tem um jogo chato, contra o Goiás, em casa. Depois, o clássico contra o Corinthians, que deve ser o último jogo sério do rival no ano. Aí pega os desesperados Flu, fora, e Sport, em casa. Visita o Grêmio, outra pedreira, no Olímpico. Depois, pode ter uma decisão em casa contra o Galo e fecha contra o Botafogo, talvez tentando ainda fugir do rebaixamento, fora.

O time perdeu a força no meio-campo e, com isso, não consegue se encontrar. Sem Pierre, o momento é de Muricy colocar em prática o tão usado esquema com três zagueiros. Precisa ganhar do Goiás de qualquer jeito. Se não, o título escapará entre os dedos.

- Atlético/MG: Fluminense (f), Goiás (f), Flamengo (c), Coritiba (f), Inter (c), Palmeiras (f) e Corinthians (c).

Outro que tem uma tabela complicada pela frente. Começando pelo desesperado Flu, no Maracanã. Depois, visita o Goiás, também fora. Aí, vem a primeira das três "decisões", contra o Flamengo, no Mineirão. Vai até o Couto Pereira, enfrentar o Coxa e volta para mais duas: Inter, também em casa, e Palmeiras, no Palestra. Encerra contra um provável Corinthians em férias.

Um time com vontade. É o que o Galo tem demonstrado nas últimas partidas. Uma equipe que se entrega em busca da vitória. Foi o que se viu contra São Paulo e Vitória. Deve ser assim nas próximas partidas. Com Correa jogando bem e Diego Tardelli comandando o time, o Atlético pode surpreender. Porém, ainda falta mais regularidade na defesa.

- Internacional: São Paulo (f), Botafogo (c), Barueri (f), Santos (c), Atlético/MG (f), Sport (f) e Santo André (c).

Serão duas decisões e alguns duelos mais tranquilos - teoricamente. Começa com o grande duelo com o São Paulo, no Morumbi. Depois, recebe o Botafogo, que tenta a todo custo fugir da zona de degola. Pega o Barueri, fora, e o Santos, em casa. Dois jogos mais tranquilos para depois tr duas pedreiras fora: o Atlético, no Mineirão, e o desesperado Sport, na Ilha. Fecha contra o Santo André, provavelmente em situação de risco, mas é no Beira-Rio.

Mario Sérgio conseguiu devolver vontade ao time. Ficou evidente no fim do Grenal. Mas, ainda gera desconfiança. Precisa confirmar a regularidade nos próximos jogos. Time para isso tem. Desde o começo todos acreditam nisso. Falta demonstrar isso em campo.

- São Paulo: Inter (c), Barueri (c), Grêmio (f), Vitória (c), Botafogo (f), Goiás (f) e Sport (c).

Não pode se chamar de uma tabela difícil. Teoricamente, os piores duelos são contra a dupla Grenal. O Inter, já nesta quarta, porém, em casa. Depois, tem obrigação de ganhar o Barueri, no Morumbi. Sai para enfrentar o Grêmio, em jogo complicado. Depois, recebe o Vitória, em outro jogo com o dever de vencer. Tem dois duelos fora, contra Botafogo, talvez ainda brigando contra o Z4, e o Goiás. Fecha contra o Sport, ou já rebaixado, ou jogando a vida.

A vitória contra o Santos veio na hora certa e do jeito certo. Suado, com determinação. O duelo contra o Inter é chave: uma vitória trará de volta a importante regularidade. Está acostumado a crescer nessa fase de pontos corridos. Mas, não é o mesmo dos últimos anos. É fato.

- Flamengo: Barueri (f), Santos (c), Atlético/MG (f), Náutico (f), Goiás (c), Corinthians (f) e Grêmio (c).

Uma tabela, teoricamente, tranquila. Barueri, fora, e Santos, no Maraca. Depois, dois duelos complicados: Galo, no Mineirão, e Náutico, nos Aflitos. Depois, fecha com três jogos mais fáceis - lembrando, sempre teoricamente: Goiás, em casa, Corinthians, em férias, fora, e Grêmio, em casa.

Deixaram chegar, agora aguente. Com Pet e Adriano jogando muito, Léo Moura e Juan voltando a boa fase e a torcida junto. Assim chega o Flamengo para essa reta final. Seria uma piada dizer, algumas rodadas atrás, que esse Flamengo chegaria a brigar pelo título. Porém, aconteceu. E, com a massa rubro-negra, isso pode fazer a diferença, como fez anos atrás quando o time brigava somente pelo G4. É o time que apresenta o melhor futebol e em melhor fase. Entra com tudo nessa reta final.

- Cruzeiro: Santo André (c), Fluminense (c), Sport (f), Grêmio (c), Atlético/PR (f), Coritiba (c) e Santos (f).

Se fizer a lição de casa, chega. Terá, de cara, três adversários que brigam contra o rebaixamento. Porém, dois no Mineirão - Santo André e Flu. O Sport, na Ilha, é o jogo mais complicado. Depois, Grêmio, em casa. Atlético/PR, fora, pode ser mais um jogo difícil. Coxa e Santos encerram a campanha, provavelmente sem grandes objetivos.

A chegada do Cruzeiro surpreende. Não se pode dizer, com todas as letras, que a Raposa está na briga pelo título. Porém, a tabela é mais cômoda do que dos outros cinco. O time está motivado, vem de bons resultados e tem treinador e time para brigar. Corre por fora. Mas, como bom time mineiro, pode chegar como quem não quer nada e surpreender ainda mais.

Façam suas apostas, senhoras e senhores! Tudo pode acontecer nessas próximas rodadas. E, para quem fala tanto em "mata-mata": cada jogo agora, será assim. Matar ou morrer.

Amanhã venho com a análise da zona de rebaixamento.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

31ª rodada: mais embolado ainda

Aconteceu tudo o que se previa - e tudo o que o torcedor palmeirense não queria. Todos que poderiam terminar a rodada mais perto do líder, venceram. Com isso, a 31ª rodada chega ao fim com seis times brigando pelo título e, consequentemente, pelo G4. E cinco tentando escapar da Série B. Aos que amam o velho "mata-mata", boa notícia: eles começam na próxima rodada. Vamos aos jogos:

- No sábado, Mineirão lotado e o Atlético venceu o Vitória, por 1 a 0. Diego Tardelli foi um dos nomes da partida: fez o gol da vitória, perdeu um pênalti e marcou como ninguém. Não foi uma partida fácil. O time baiano pressionou e criou boas oportunidades. Carini fez duas boas defesas na segunda etapa. E viu uma bola bater na trave. Foi um jogo de luta, com dois times buscando o gol. Melhor para o Galo, que fica um ponto atrás do Palmeiras e mostra que o Mineirão pode ser diferencial nessa reta decisiva.

- E, nos Aflitos, o Náutico derrotou o Barueri, por 2 a 1, e segue vivo tentando escapar do rebaixamento. O bom Bruno Mineiro abriu o placar, Márcio Careca empatou para os paulistas e Patrick fez o gol da vitória - um gol chorado, por sinal. Carlinhos Bala ainda perdeu um pênalti. Timbu ainda vivo. Porém, precisa de muito mais para escapar.

- Um jogão na Vila. O placar descreve bem isso: Santos 3x4 São Paulo. Não foi um jogo bonito, de belas jogadas. Foi um jogo movimentado, disputado a cada momento. A arma decisiva foi a bola parada. André abriu o placar para o Peixe, logo aos cinco minutos. Hernanes, em bela cobrança de falta, empatou. Rodrigo Souto, de cabeça, fez o segundo e Washington empatou novamente. Tudo na primeira etapa.

No segundo tempo, o jogo não mudou: correria e disposição dos dois lados. Porém, se no primeiro o Santos pressionou mais, o São Paulo comandava as ações no segundo. Aos 14, Jorge Wagner, com liberdade, acertou belo chute no meio da área e virou o placar. Não demorou muito e o Santos empatou novamente. Triguinho fez boa jogada pela esquerda e Róbson, que acabara de entrar, fez, de cabeça - aliás, os três gols santistas foram assim. Mas, um minuto depois, Rogério Ceni quebrou longo jejum e fez o gol da vitória são-paulina. E acabou expulso um pouco depois. O Peixe pressionou, mas não conseguiu novo empate.

Um belo jogo, que - finalmente - mostrou a Luxemburgo que não tem como o Santos chegar ao G4. E foi o tipo de jogo para acordar novamente o São Paulo. O tricolor precisava de uma vitória assim para voltar à briga.

- Outro time que precisava de uma vitória em clássico, para realmente acordar, era o Internacional. E nada melhor do que bater o rival Grêmio: 1 a 0, gol de D'Alessandro, o carrasco dos Grenais. Gol marcado no início de um jogo truncado, com muita marcação, pegada, discussão e raras chances de gol. Típico de um Grenal. O Grêmio tem time para muito mais do que ficar apenas no meio da tabela. Porém, pagou o preço pela falta de regularidade. E o Inter mostrou, no fim da partida, que voltou a disputa. Não somente pelos dois pontos de diferença do líder. Mas, pela vontade representada na euforia pela vitória de ontem.

- No Couto Pereira, outro bom clássico. O Coritiba lutou e, com um gol no finalzinho, venceu o Atlético/PR, por 3 a 2, e vê a zona de rebaixamento um pouco mais distante. Ariel, atacante do Coxa, fez os dois gols da primeira etapa. O primeiro, contra, ao tentar cortar o escanteio. Mas, logo depois, se redimiu, empatando o jogo. No segundo tempo, Jéci (!) virou o placar para o Coritiba, mas Marcinho empatou novamente. E, no finalzinho, Marcelinho Paraíba cobrou falta e achou Marcos Aurélio livre, para encher o pé e dar a vitória ao Coxa. Um belo jogo, disputado, discutido, pegado. Como todo bom clássico. Digno do ótimo público presente: mais de 30 mil pagantes. Os dois times paranaenses sofreram com o começo da competição. A chegada de Ney Franco e Antônio Lopes colocou a casa em ordem e, se fosse antes, talvez ambos estariam um pouco melhor na tabela.

- Goiás e Fluminense ficaram no 2 a 2, no Serra Dourada. Resultado que impede o Esmeraldino de chegar próximo ao G4 e não ajuda muito tricolor a fugir do rebaixamento. O Goiás começou melhor, dominou o primeiro tempo e abriu 2 a 0 - Iarley e Romerito - em 16 minutos. Mariano, no fim do primeiro tempo, diminuiu. No segundo tempo, o argentino Ezequiel González empatou, em bela cobrança de falta. Mesmo empatando, nos últimos dois jogos - este e contra o Univ. do Chile, pela Sul-Americana - o Flu mostrou uma melhora significativa. Ainda mais por conseguir um empate sem os seus dois melhores jogadores: Alan e Conca. Ainda há esperanças, mas fica cada vez mais complicado. Já o Goiás, confirma o que eu esperava. A falta de camisa pesou na reta final.

- O Corinthians, em ritmo de férias, não conseguiu parar o embalado Cruzeiro, mesmo no Pacaembu; 1 a 0 para a Raposa, que se candidata de vez ao título. Gilberto fez o gol da vitória dos mineiros. O Timão até pressionou na segunda etapa, mas parou na marcação cruzeirense e no goleiro Fábio, com boas defesas. O jogo pragmático feito pelo Cruzeiro deu certo, e deixa a Raposa apenas seis pontos atrás do Palmeiras. Para quem seria um mero espectador até três rodadas atrás, pode surpreender mais ainda, pois tem a tabela mais "fácil" dentre os seis que brigam pelo título - post de amanhã, que já dá para conferir no Twitter (clique no banner ao lado). E o Corinthians está quase em férias. Último jogo antes disso: o clássico contra o Palmeiras.

- Quem vai parar o embalo do Flamengo? O Botafogo até tentou, teve oportunidades, mas parou nos erros de finalização e no pênalti defendido por Bruno. No fim, ganhou quem tinha Adriano. Um belo gol do Imperador, passando no meio de dois e batendo forte, rasteiro. Gil, no fim, perdeu um gol feito. Mas, nada que contenha a ascensão flamenguista, agora três pontos a menos que o Palmeiras. O Bota voltou para a zona de rebaixamento. Vai ter muita briga pela frente, se quiser escapar.

- Por fim, na Ressacada, Avaí e Sport ficaram no 2 a 2, em bom jogo. Em sete minutos, o rubro-negro fez 2 a 0, com Wilson e Luciano Henrique. Mas, Marquinhos, ainda no primeiro tempo, e Luiz Ricardo, no segundo, empataram o jogo. E o Sport acabou no lucro, graças a boa atuação de Magrão. Avai na Série A e na Sul-Americana em 2010. Já é um lucro dos grandes para os catarinenses. Sport tentando respirar a todo custo, mas continua em situação delicada. Quem quer fugir da Série B não pode deixar escapar uma vitória, abrindo 2 a 0.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Temporada de Secadores


Está aberta, mais do que nunca, a temporada de Secadores do Brasileirão. Com o tropeço do Palmeiras contra o Santo André, a posição mudou de lado. A 31ª rodada promete ser de muita emoção e olho vivo em várias partidas.

Primeiro, uma rápida análise da derrota palmeirense. Quem tem acompanhado o PB pelo twitter (twitter.com/pitacosdabola) já viu o que penso. O Palmeiras não tem mais equilíbrio no meio e uma defesa apática. Ver Edmílson como cabeça-de-área é péssimo. Lento, com falhas de posicionamento e marcação - falhas que não são apenas dele, mas do sistema defensivo todo. E o Santo André se aproveitou disso. O trio Camilo-Junior Dutra-Nunes aproveitou as brechas e matou o jogo. Quatro jogos sem vencer e o Palmeiras pode ver todo mundo se aproximar.

Se todo mundo secou o Palmeiras na quarta-feira, a torcida alviverde vai secar meio mundo no fim de semana. E teremos os secadores na parte de baixo da tabela. Secadores, a temporada já está aberta. Vamos aos jogos do final de semana.

- Primeiro, o Atlético/MG, que joga em casa contra o Vitória. Se vencer, o Galo fica um ponto atrás do alviverde. O Vitória precisa vencer se quiser seguir sonhando com um possível G4.

- Nos Aflitos, tudo ou nada para o Náutico contra o Barueri. É vencer ou vencer.

- Domingo de clássicos. Começando pelo SanSão, onde o Santos ainda sonha - vai entender - com o G4 e o São Paulo precisa por fim aos tropeços e ficar a dois pontos do Palmeiras.

- Tem Atletiba, com o Atlético em boa fase, querendo escapar de vez do Z4, e o Coritiba precisando da vitória para distanciar do perigo do rebaixamento.

- No Beira-Rio, um Grenal daqueles. Grêmio ainda sonhando com G4, Inter ainda sonhando com o título. Os colorados também podem ficar a dois pontos do Verdão.

- No Serra Dourada, duelo de opostos. Goiás brigando para se recuperar e continuar vivo na briga pela Libertadores. Fluminense no desespero, aos pedidos de "Joel" e a Série B batendo à porta.

- Corinthians e Cruzeiro duelam no Pacaembu, com os corintianos tentando manter uma boa impressão nesse fim de campeonato e o Cruzeiro louco para manter a subida em busca do G4.


- Botafogo precisando sair da zona de rebaixamento. Flamengo com a chance de ficar apenas três pontinhos abaixo do Palmeiras e entrar de vez na briga pelo título. Esse é o clássico do Engenhão.

- E na Ressacada, o Avaí é mais sonhando com o G4 (!) e o Sport precisando urgentemente vencer.

Ou seja: são 9 times pensando, sonhando ou dentro do G4 (Santos e Barueri, me perdooem, mas não dá...); destes, quatro que podem ficar pertinho do Palmeiras; e seis equipes (mais o Santo André) precisando vencer para fugir do rebaixamento.

Secadores, preparai-vos. Chegou a hora.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

29ª rodada: ótima para o Flamengo, boa para o Cruzeiro

A 29ª rodada não mudou muito para alguns times. Mas, para Flamengo e Cruzeiro, digamos que ela foi quase perfeita. O rubro-negro encostou de vez no G4 e se candidata seriamente a uma vaga na Libertadores. Se o time carioca bobear, a Raposa entrou também nesta briga. E o principal: são dois times que embalam no momento certo, faltando nove rodadas.

Já na briga pelo título, mais uma vez muita coisa poderia mudar, mas não foi o que aconteceu. No sábado o São Paulo perdeu e o Inter empatou. Ontem, derrotas de Palmeias e Atlético/MG, e empate do Goiás. E, querendo ou não, todos que cederam jogadores à Seleção tropeçaram nas últimas duas rodadas. Menos o Flamengo. Vamos aos jogos:

- No Maracanã, uma vitória justa. O São Paulo pode até reclamar do pênalti defendido por Rogério Ceni que o árbitro mandou voltar. Mas, o Flamengo foi superior durante toda a partida. Comandados desdo o ínico por Petkovic, o rubro-negro perdeu várias oportunidades no primeiro tempo. O São Paulo chegou duas vezes, e abriu o placar. Um lançamento primoroso de Dagoberto para Hernanes, que com toda a calma e categoria fez o gol. No segundo tempo, o mesmo jogo, mas com o tricolor se segurando e apostando em mais um contra-ataque. E veio o pênalti de Jorge Wagner em Toró. Pet cobra, Rogério Ceni defende mas, segundo o árbitro, o goleiro se adiantou - o que fez, de fato, mas em lance que se for marcar, 90% das penalidades voltariam. Pet cobrou de novo e, com categoria, empatou. Tome pressão flamenguista, com a zaga sãopaulina e Rogério segurando. Mas Pet apareceu novamente e fez um belo passe para Zé Roberto virar o placar: 2 a 1 Fla. Festa garantida no Maraca.

- E o Fluminense conseguiu imprtante vitória sobre o Santo André, fora, por 2 a 1. Era um dos típicos jogos de seis pontos. Ainda mais para o Flu. Alan - bom atacante - e Fred, de pênalti, abriram o placar ainda no primeiro tempo. Camilo diminuiu. O Ramalhão até pressionou, principalmente nas bolas paradas, com Marcelinho, mas não conseguiu. A situação tricolor ainda é delicada: está a sete pontos do Botafogo, primeiro time fora da zona de rebaixamento. Porém, como diria o sambista: sonhar não custa nada. O mesmo pode-se dizer para o Santo André.

- No Pacaembu, Ronaldo marcou, participou no gol de Elias e ajudou o Corinthians a voltar a vencer: 2 a 1 sobre o Grêmio, que vê escorrer pelas mãos a chance de brigar pelo G4. O tricolor gaúcho pressionou em boa parte do primeiro tempo, mas os dois gols corintianos liquidaram a partida. Nem o gol de Tcheco, no segundo tempo, ajudou. E Ronaldo, inchado, gordo, seja o que for, consegue desequilibrar. Porém, penso que o grande trunfo desse jogo foi o retorno da zaga titular - William e Chicão - que deu maior equilíbrio defensivo, o que faltava a tempos no Corinthians.

- Centenário, no Brasil, é quase igual a decepção. Diga o Coritiba, que na partida que praticamente comemorava os 100 anos do clube - o jogo foi dia 10, e o aniversário, ontem - foi marcado por uma derrota para o Barueri, em pleno Couto Pereira. Os gols vieram no segundo tempo. Márcio Careca abriu o placar para os visitantes, Bruno Batata empatou, mas Thiago Humberto fez, no finalzinho, o gol da vitória do Barueri. A falta de regularidade mata o Coxa, que ainda precisa ficar de olho para não cair - o que acho muito improvável.

- Fechando os jogos de sábado, o Internacional apenas empatou com Atlético/PR, por 1 a 1, e perdeu a chance de encostar nos líderes. O Colorado foi melhor durante boa parte do jogo, tinha mais volume e pressionava mais. Dominou o primeiro e o segundo tempo e via o time rubro-negro apenas se segurar. Porém, Patrick abriu o placar para o Furacão, aos 33 dos segundo tempo. O empate veio na base da pressão e do sufoco, com Alecsandro, aos 44. Mudou o técnico, mas pouca coisa mudou no Inter nesses dois jogos, mas pelo menos se mantém no G4. E o Atlético virou especialista em segurar e complicar jogo fora.

- Em Recife, o líder e desfalcado Palmeiras não teve chances contra o Náutico: 3 a 0. Com sobras. Com muitos desfalques, o alviverde sofreu com a falta de entrosamento. Além disso, pegou um Timbu motivado, bem disposto em campo e jogando bem. Com isso, o placar se tornou justo. Cláudio Luiz abriu o placar no começo, Bruno Mineiro ampliou ainda na primeira etapa e sacramentou o placar no segundo tempo. O único destaque do Palmeiras foi o goleiro Marcos. No Náutico, a zaga foi muito bem e o ataque com velocidade. Uma derrota que só foi "tranquila" para o Verdão porque todo mundo tropeçou. Já o Náutico, venceu na hora certa para tentar escapar da zona de rebaixamento.

- Jogando no Pacaembu, o Santos não passou de um zero a zero com o Vitória. O Peixe pressionou e cansou de desperdiçar chances. O Vitória chegou muito pouco. A torcida santista, que lotou o estádio, perdeu a paciência e pediu a cabeça de muita gente. E Luxemburgo segue acreditando no G4. Vai entender.

- O Goiás empatou com o Sport, em casa, por 1 a 1, e vai dando sinais que perdeu o bom pique que estava antes. E, no Serra Dourada, mais uma torcida perdeu a paciência, desta vez com o treinador Hélio dos Anjos. Injusto, ao meu ver. Léo Lima abriu o placar no começo do segundo tempo, mas Luciano Henrique empatou. Resultado ruim para o Goiás, mais ou menos para o Sport, que precisa de mais para escapar da Série B.

- No Engenhão, uma aula de amadorismo da direção botafoguense, que não esperava a sua torcida em peso no estádio, liberou gente sem ingresso e deixou gente que pagou, fora. Enfim, tirando isso, uma grande partida entre Botafogo e Avaí. Mais uma vez o time catarinense começou muito bem e abriu 2 a 0 de cara, com Émerson e William, ambos no fim do primeiro tempo. No segundo, Estevam Soares apostou em Victor Simões e o "pantera" salvou o alvinegro. Dois gols que garantiram o empate: 2 a 2. E o Bota quase virou. Resultado bom para o Glorioso, pelas circustâncias. E o Avaí não consegue, mais uma vez, aguentar a pressão, assim como aconteceu contra o Palmeiras na quinta. Mas, Silas sabe incomodar. Isso sabe.

- No Mineirão, tudo azul. Com gol de Wellington Paulista e para alegria da blogueira e amiga do PB, Clítia Milagres, o Cruzeiro derrotou o Atlético/MG e entrou de vez na briga pelo G4. São só cinco pontos que separam a Raposa (6°) do Galo (4°). Confesso que não esperava. E tinha gente já pedindo a cabeça de Adílson Batista. O Cruzeiro foi melhor no primeiro tempo, e fez o gol do jogo com Wellington Paulista, aos 11. Na segunda etapa, o Atlético melhorou, mas sentiu falta de Diego Tardelli. Fábio fez boas defesas e garantiu a vitória cruzeirense. A briga pelo G4 vai ficando cada vez mais emocionante. Se no fim do primeiro turno, acreditava que ficaria entre cinco times, Flamengo e Cruzeiro resolvram esquentar essa disputa. Façam suas apostas.

sábado, 10 de outubro de 2009

28ª rodada: tropeços lá em cima

Análise rápida e mais uma vez com atraso da rodada do Brasileirão.

- Com um show de gols perdidos e boa atuação dos goleiros René e Neneca, Barueri e Santo André ficaram no 0 a 0. Resultado injusto e que deixa ambos na mesma situação na tabela. Pior ainda para o Ramalhão, que voltou para a zona de rebaixamento.

- Na Ilha do Retira, o Santos venceu e afundou o Sport: 1 a 0, gol de Felipe Azevedo. Porém, a vitória só veio porque o goleiro santista Felipe pegou até vento. E ainda tem gente na Vila que acredita em um possível G4. Já o Sport, deixou escapar um resultado importante em casa, e a Série B fica cada vez mais perto.

- Se o zero a zero em Barueri foi injusto, na Arena da Baixada foi o retrato do jogo entre Atlético/PR e Grêmio. O time paranaense se preocupou em defender. O gremista não tinha criatividade. Enfim, o placar diz tudo. Sorte do Grêmio que o pessoal de cima não foi bem e acabou não distanciando.

- No Morumbi, o primeiro tropeço dos líderes. O São Paulo enfrentou um Coritiba muito bem armado em campo e acabou saindo no lucro com o empate. No fim, 2 a 2. Hernanes abriu o placar, Renatinho e Marcelinho Paraíba (que fase!), em belo gol olímpico, viraram para o Coxa, e Washington empatou. No finalzinho, Marcos Aurélio mandou uma sapatada no travessão. Ney Franco mostra, mais uma vez, que tem potencial quando pega em mãos um time equilibrado. Se assumisse antes, o Coxa estaria em melhor colocação. Já o São Paulo não vem jogado bem e tem conseguido os resultados mais na vontade do que na técnica.

- Na estreia de Mário Sérgio, o Internacional derrotou o Náutico, por 3 a 1. Alecsandro marcou dois e D'Alessandro deixou o seu. Bruno fez o do Timbu, cada vez mais na zona de degola. O Inter respira e sonha mais uma vez com o título. Será? Tem que mostrar mais, já que derrotar o Náutico era uma especie de "obrigação", devido a fase do time pernambucano.

- E a sina do Fluminense continua. No Maracanã, o tricolor ficou apenas no empate contra o Corinthians, por 1 a 1. Saiu na frente com a boa promessa Alan, logo no começo, mas bobeou e Dentinho empatou em mais uma das inúmeras falhas da defesa. A saga do Fluminense nesse Campeonato ganha cada vez mais cara de rebaixamento. Infelizmente, essa é a verdade. E o Corinthians vai deixando Mano Menezes cada vez mais insatisfeito. Quem esperava acabar o ano tranquilo no Parque São Jorge, se enganou.

- Em um dos melhores jogos da rodada, Vitória e Flamengo empataram: 3 a 3. Jogo corrido, um gol atrás do outro no primeiro tempo, várias oportunidades no segundo. Foi assim o confronto entre rubro-negros. Denis Marques abriu o placar para o Fla, Roger empatou e Petkovic fez o segundo - cobrança de falta inteligente, como nos velhos tempos. Aí o veterano Ramon apareceu e virou para o Vitória. Tudo isso no primeiro tempo. No finalzinho do segundo, Zé Roberto empatou e deu números finais. O Flamengo cada vez mais acredita no G4. A empolgação merece o sonho. E, quem diria: os gols foram marcados por Denis Marques, Pet e Zé Roberto. Um ou dois meses atrás, jogadores que qualquer um torceria no nariz na Gávea. Enquanto isso, o time baiano vai dando trabalho para todo mundo, mas o empate praticamente tirou qualquer esperança de uma volta ao G4.

- Na quinta-feira, o Cruzeiro passou com superioridade sobre o Goiás: 3 a 0. E olhe que o goleiro Harley fechou o gol no primeiro tempo. Leandro Lima e Wellington Paulista, duas vezes, macaram os gols, todos no segundo tempo. O Esmeraldino pagou o preço por tentar jogar fechado. O Cruzeiro ganha moral. É mais um que sonha com o G4 - agora está oito pontos atrás do Galo, quarto colocado, e segunda-feira tem clássico. Possível é, mas ainda falta colocar em prática a palavrinha chave: regularidade. Já o Goiás, é bom abrir o olho, ou o sonho da Libertadores pode escapar. E, uma dúvida: impressão minha, ou time goiano era melhor, oumais equilibrado, antes de Fernandão?

- Ufa! Muitas rodadas depois, essa foi a expressão usada por muitos torcedores do Botafogo, ao derrotar o Atlético/MG no Engenhão, por 3 a 1, e sair da zona de rebaixamento. Com um ótimo primeiro tempo, o Glorioso liquidou o jogo em 45 minutos. André Lima, Lúcio Flávio e Reinaldo (golaço!) fizeram os gols. Vale destacar a boa atuação do camisa 10, Lúcio Flávio. O melhor - ou primeiro - bom jogo desde sua volta. Correa diminuiu na segunda etapa. Ainda falta muito, mas o Botafogo dá sinais concretos que não cai, contrariando o que esse blogueiro pensava depois da derrota para o Vitória. Porém, vai ter que lutar até o fim para escapar. E o Galo foi mais um dos líderes que tropeçou - embora que esse foi o menor tropeço, por ser fora. Como Diego tardelli faz falta ao time.

- Por fim, um empate heróico, mas amargo para o Palmeiras contra o Avaí: 2 a 2. Heróico pela superação e vontade que o time teve para conseguir buscar o resultado após tomar 2 a 0 - William e Émerson. Os dois gols sofridos em falhas de marcação. Vágner Love diminui ainda no primeiro tempo e Robert fez o de empate, aos 41 do segundo. Os dois times perderam gols incríveis. Para quem não viu, vale procurar a chance que o lateral Eltinho perdeu, embaixo do gol. Destaque para a boa atuação de Muriqui, que deu uma canseira na defesa palmeirense. Tropeço por tropeço, todos tiveram. Mas, como jogou "por último", o Palmeiras foi quem desperdiçou a maior chance, já que poderia terminar a rodada com sete pontos de diferença. Agora, o time de Muricy encara o Náutico, desesperado, fora, com nada menos que sete desfalques. A "gordura" não acumulada contra o Avaí pode fazer falta.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

27ª rodada: Verdão mantém vantagem

Mais um post atrasado, mas antes tarde do que nunca... Verdão segue com boa vantagem na liderança, mas com o São Paulo vivo na briga; Galo vai convencendo que pode figurar sim no G4; Grêmio dando um até breve ao G4; mesma situação do Inter; o Goiás tropeçou e se complicou; e o Flamengo vem com moral. Lá embaixo, Flu cada vez mais lanterna, Sport tenta sair, Botafogo e Santo André respiram e Náutico cada vez mais ameaçado. Em resumo, foi isso que marcou a 27ª rodada do Brasileiro. Vamos a um breve comentário sobre cada jogo:


- Rodada que começou na quarta-feira, com o São Paulo conseguindo uma vitória heróica e no sufoco contra o Náutico, nos Aflitos. Foi uma partida quase toda adversa. Pênalti no começo, gol de Bruno Mineiro, expulsão infantil de Junior Cesar. Tudo isso no primeiro tempo. Parecia que o tricolor deixaria o Palmeiras escapar de vez na liderança. Porém, no segundo tempo, a postura do time mudou. Hernanes, de falta, empatou o jogo. Porém, aos 28, Richarlyson acabou expulso. O Náutico cresceu e desperdiçou boas oportunidades de fazer o segundo. E, no fim, o Timbu foi castigado. Claúdio Luiz foi expulso, aos 34. E, aos 43, Oscar fez a jogada e Hugo fez: 2 a 1 São Paulo. Heróico, empolgante, sofrido. Vitória que mantem o time são-paulino vivo. E o Náutico deixou escapar uma importante vitória, caiu para a zona de rebaixamento e está em situação delicada.


- No sábado, o Santo André venceu o Vitória por 1 a 0, com gol relâmpago de Nunes. Com isso, o Ramalhão saiu do Z4. Mesmo com um time limitado tecnicamente, vai brigar para não cair. E o Vitória deve ficar mesmo no meio da tabela. A derrota quebrou uma série de três boas vitórias (Palmeiras, Inter e Botafogo) e fez o time baiano ver o G4 mais distante.


- Jogando bem, o Atlético/MG venceu o Barueri, no Mineirão, por 2 a 1, e segue sonhando com o título. Pelo menos o G4 já é novamente uma realidade ao Galo. Diego Tardelli abriu o placar no primeiro tempo, o goleiro Carini defendeu um pênalti. No segundo tempo, Correa cobrou muito bem uma falta e ampliou. No finalzinho, Flavinho aproveitou bobeada da defesa e diminuiu. Mais uma boa partida de Tardelli, outra grande atuação de Correa, que melhorou o time atleticano. E, se Ricardinho entrar em forma, dará o equilíbrio que falta ao Galo. Uma coisa é certa: o time está crescendo no momento certo. O Barueri é mais um que ficará no meio da tabela.


- No Pacaembu, o Corinthians foi facilmente dominado pelo Atlético/PR: 3 a 1 para o Furacão, que vai deixando para trás o perigo do rebaixamento. O Corinthians pode até alegar os desfalques, mas é fato que o time não se encontrou desde as saídas de Cristian, André Santos e Douglas. Edno não parece funcionar como meia de ligação. E não há boa saída pelas laterais. Outro fato é que o Furacão melhorou muito com desde a chegada de Antônio Lopes. No sábado, o treinador fechou o meio-campo e apostou na velocidade de Wesley e Wallyson. Deu certo. Os gols vieram na segunda etapa. Paulo Baier - mais um bom jogo - abriu o placar, Wallyson ampilou. Ambos em falhas de marcação corintiana e aproveitando o espaço do lado direito de ataque. Jucilei diminuiu, mas Wesley - em falha de Felipe - deu números finais: 3 a 1. Resultado que comprova como o time se encaixou nas mãos de Lopes. Já tinha jogado bem contra o Palmeiras, e agora dominou o time corintiano. Já Mano Menezes finalmente se convenceu: é hora de acertar o time para 2010. E tem gente que achava que Paulo André e Marcinho tinham chances de se manter como titulares...


- Na Vila Belmiro, o Palmeiras virou para cima do Santos e se manteve isolado na liderança: 3 a 1. Após um primeiro tempo de muita correria e pouca objetividade, os dois times voltaram para a segunda etapa dispostos a buscar os três pontos. Luizinho abriu o placar, completando jogada de Neymar: 1 a 0 Peixe. Aí entrou Muricy, que tirou Obina para colocar Robert e dar mais movimenatação ao ataque palmeirense. Como disse PVC, se Muricy tem fama de mecher mal, dessa vez acertou. O atacante fez o esperado e o Verdão chegou ao empate, com Diego Souza, outro que resolveu entrar de vez no jogo. O camisa 7 completou de cabeça cruzamento de Figueroa: 1 a 1. Depois, o craque palmeirense fez bela jogada individual na área e chutou cruzado para Robert apenas completar: 2 a 1. O terceiro não demorou a sair. Aproveitando um buraco no meio-campo do Santos, Diego Souza e Cleiton Xavier foram tabelando até a bola chegar em Robert, que chutou e Vagner Love empurrou, quase em cima da linha, para às redes: 3 a 1. Porém, vale dizer que o Santos teve boas chances na partida, mas parou em mais uma boa atuação de Marcos. No fim, vitória palmeirense, que a cada rodada tem mais cara de campeão.


- O Grêmio tinha tudo para terminar a rodada pertinho do G4, mas apenas empatou com o Sport, no Olímpico, e viu a situação se complicar um pouco. A maioria esperava um jogo tranquilo. Jonas, logo no começo, mandou um balaço de fora e fez um belo gol. Mas o Sport veio com muita disposição, diferente dos últimos jogos, e lutou até o fim. Ficou três vezes atrás no placar, mas buscou o empate, aproveitando de bobeiras da defesa gremista e do goleiro Marcelo Grohe, que substituiu Victor, machucado. Vandinho, Paulinho e Fininho marcaram os gols pernambucanos. Maxi López fez dois, mas não conseguiu garantir a vitória gremista. Tcheco ainda desperdiçou um pênalti, bem defendido por Magrão. O goleiro do Sport ainda fez outras boas defesas, garantindo o empate. Lucro para o Sport, prejuízo total para o Grêmio.


- Recebi durante a semana passada alguns comentários perguntando o por que não confiava no Goiás nesta reta final de Brasileiro. A derrota para o Botafogo, domingo, em pleno Serra Dourada, respondeu. Não só pelo resultado em si, mas pela irregularidade do time. Foi um jogo onde o técnico Estevam Soares ganhou na escalação. Colocou três atacantes, atrapalhou a marcação do Esmeraldino e dominou o jogo. Para ajudar os cariocas, João Paulo foi expulso no fim da primeira etapa. Caminho aberto. Jóbson, Victor Simões e André Lima, em 20 minutos, abriram 3 a 0 para o Bota. Lúcio Flávio perdeu um pênalti. Amaral ainda descontou no fim, mas não teve jeito. Mesmo com a derrota, o Goiás segue no G4. Foi sim um jogo atípico. Mas, ainda assim, deu mostras que o Goiás precisa de algo mais para ficar de vez no G4. E esse algo a mais se chama regularidade, principalmente na reta final. Time para isso tem, e já provou. Quanto ao Botafogo, resta manter essa palavrinha chave. Se jogar determinado e bem disposto taticamente - e errar menos passes - como no jogo do Serra Dourada, tem tudo para escapar do Z4. Resta saber se conseguirá.


- Completando os tropeços dos que buscam o G4, o Internacional perdeu para o Coritiba, no Couto Pereira, por 2 a 0, saiu da zona de Libertadorese demitiu Tite. Bom para o Coxa, que se afasta um pouco mais da zona de rebaixamento. O placar só foi garantido nos 15 minutos finais da partida, graças a ousadia de Ney Franco, que colocou quatro atacantes em busca do gol - embora que Marcelinho Paraíba, nesse momento, foi recuado para meia. O Inter jogava bem, mas errava no "passe final" e nas finalizações. O goleiro Edson Bastos salvou o Coxa em alguns lances. Marcos Aurélio, que acabara de entrar, e Thiago Gentil deram a vitória ao Coritiba. Mário Sérgio é o novo técnico do Inter. Passo. Sem dúvidas, é um tampão. Se o Inter chegar a Libertadores, Luxemburgo vem aí. Podem anotar.


- Na Ressacada, tudo igual entre Avaí e Cruzeiro. Leonardo Silva abriu o placar para a Raposa, Léo Gago empatou, Fabrício fez o segundo dos mineiros, mas, nos acréscimos, Cristian fez o gol de empate do Avaí. Não vi nada do jogo, então não comentarei a partida. O resultado não foi bom para nenhum dos dois, porém acabou mais amargo para o Cruzeiro.


- Por fim, o clássico entre Flamengo e Fluminense. Com um Maracanã digno de um Fla-Flu: colorido, lotado, em festa. Como há algum tempo não se via. Os quase 80 mil torcedores que foram até lá, viram Adriano desequilibrar e colocar o Fla mais perto do G4. No primeiro tempo, os dois times criavam mas pecavam nas finalizações - que digam Denis Marques e Alan. Na segunda etapa, Adriano apareceu. Se no primeiro bom lance, Rafael fez um grande defesa, no segundo não teve jeito: 1 a 0 Fla. Logo depois, ele recebeu na área e mandou para as redes: 2 a 0. Rafael ainda teve trabalho e salvou o tricolor de uma goleada. Flu aliás que pouco fez no segundo tempo. No fim, festa rubro-negra, esperançosa por um G4, e tristeza tricolor, cada vez mais lanterna.