Os dois times começaram buscando o ataque. Logo aos quatro minutos, Kléber e Wendell se enroscaram e o atacante cruzeirense pediu pênalti. Lance interpretativo. O árbitro não marcou nada. Três minutos depois, a zaga palmeirense - leia Marcão - deu bobeira e Thiago Ribeiro recebeu livre, na entrada da área, e só teve o trabalho de tocar na saída de Marcos: 1 a 0 Cruzeiro.

O Cruzeiro tinha mais volume de jogo e chegava mais ao ataque, principalmente pelas alas. Diego Renan e Gilberto comandavam as ações. Aos 16, nova polêmica. Fabrício recebeu na área e chutou para fora. Jumar chegou atrasado e derrubou o volante da Raposa. Pênalti, que foi ignorado pelo árbitro Evandro Rogério Roman.
Nos contra-ataques, o Palmeiras chegava com perigo, principalmente pelo lado esquerdo. Armero teve boa oportunidade, mas Fábio salvou. Porém, a melhor chance de desempatar foi do Cruzeiro. Diego Renan recebeu belo passe de Kléber, invadiu a área, cortou o marcador e obrigou Marcos a fazer ótima defesa.
O Cruzeiro era mais compacto, porém dava espaços pelas laterais. A defesa palmeirense estava desorganizada, dando vários espaços. Tanto que Muricy voltou com o zagueiro Maurício no lugar de Robert, atuando assim com três zagueiros e Diego Souza mais avançado. Com isso, quem esperou o Palmeiras atrás, acertou. Porém, não antes do golpe de misericórdia.

A partir disso, foi um jogo de "ataque x defesa". O jogo se resumiu no campo defensivo palmeirense. Para complicar a situação do alviverde, Armero fez falta, tomou o segundo amarelo e foi expulso. Com um a mais, Adílson lançou todo o Cruzeiro ao ataque. Porém, não de forma organizada.
Enquanto a Raposa era toda ataque, o Verdão, lógico, era toda defesa. O Cruzeiro continuou explorando as laterais, tentando de todas as formas chegar ao empate. Na melhor chance, aos 25, Kléber recebeu na área, se livrou do marcador e bateu firme. Marcos deu um leve toque e ela caprichosamente bateu na trave. Na sequencia, Leonardo Silva cabeceou, a bola bateu no chão e passou muito perto.
A forte chuva que caiu no Mineirão ajudou o Palmeiras. Com o campo pesado, o time cruzeirense buscava nas bolas alçadas na área a chance de empatar. Nofim, Diego Renan caiu em jogada com Figueroa na área. Pênalti não marcado. Fim de jogo e vitória alviverde. O Palmeiras foi guerreiro e conseguiu se segurar na base da raça. Vitória com cara de campeão, sem nenhum exagero.

Quanto ao Cruzeiro, faltou um camisa 10, de fato. Gilberto não foi mal, mas faltou alguém com mais qualidade de meia. E Adílson deve ter aprendido que não adianta encher o time de atacantes para conseguir um resultado. As vezes, uma jogada bem trabalhada mata um jogo. Foi o que o Palmeiras conseguiu. Com a derrota, o time celeste segue 10 pontos atrás do G4. Ainda é possível, mas muito complicado.
Verdão líder isolado, com três pontos de vantagem e com moral elevado. Dos que brigam pelo título, tem o jogo mais "fácil" na próxima rodada - embora se deu bem nesta, mesmo com o confronto mais complicado. É difícil não apostas as fichas no Palmeiras depois de uma vitória como esta.
2 comentários:
Realmente um jogo digno de decisão...movimentadíssimo. Só que a vitória foi mais pro árbitro do que propriamente para o Palmeiras. Arbitragem péssima e totalmente tendenciosa.
Foi um jogão mas, TOTALMENTE decidido pelo árbitro..
55% erros do juíz
30% incompetência do Cruzeiro
15% virtudes palmeirenses
Roman se juntou a outros ca.na.lhas como Simon, Hora Filho, Bozzano, Beltrame ..
Só faltou gritar ‘EDÍLSON, EDÍLSON’ pra ver se o gatuno ficava constrangido! Mas, quando se tem má fé, má intenção, ficar ruborizado é o de menos!!
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