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quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Brasileirão - 17ª rodada - Jogos da quarta (parte II)

- Atlético (MG) 2x3 Corinthians: Vitória de líder, em um jogo com um tempo de cada. O primeiro tempo foi do Atlético. Começou ofensivo, em cima, usando bem o lado esquerdo, com Bernard e Richarlyson aparecendo. O gol não demorou a sair, com Dudu Cearense.

Tudo parecia que seria o jogo para o Galo sair da fase ruim. O Corinthians chegava pouco ao ataque. Por outro lado, o Atlético pressionava. E, de pênalti, Guilherme ampliou.

Jogo ganho? Parecia. Mas a entrada de Émerson Sheik no lugar de Alessandro (por onde o Galo fazia o que queria) mudou o Corinthians - e a partida. Foi dele o primeiro gol do Timão. Ele também sofreu o pênalti, que provocou a expulsão de Réver. Alex bateu e empatou. Isso tudo em menos de 10 minutos.

O Galo sentiu. Saiu do papel de dominador para dominado. O Corinthians adiantou a marcação e foi para cima. Mandou no segundo tempo inteiro. Pressionou até virar, e assim o fez, com Liédson - recebeu desvio de cabeça de Émerson. Ficou 3 a 2. Poderia ser quatro, caso Alex não perdesse o pênalti no fim.

Tite ganhou o jogo no vestiário. Bastou a entrada de Émerson no lugar de Alessandro, que não fez nada no primeiro tempo, e pronto. Outra postura tática. Outra atitude do time. Vitória de líder, derrota de quem vai ter que suar muito para não cair. O Atlético fez no primeiro tempo o que não faz há muito tempo. Fez no segundo o que vem fazendo há algum tempo. Nesse ritmo, vai ser difícil escapar da Seéri B.

- Santos 2x3 Coritiba: Peixe em queda. Em jogo equilibrado, mais uma derrota santista. Não era o esperado quando Borges abriu o placar logo no começo. Mas o Coritiba mostrou sua força. Foi ao ataque, mandou uma na trave e conseguiu o empate, com Jéci.

O segundo tempo teve retrato parecido. Não demorou para Borges mostrar oportunismo e fazer 2 a 1. Porém, mais um vez o Coritiba mostrou que não é bobo. Foi ganhando espaço, aproveitou a oportunidade e Marcos Aurélio empatou.

As coisas começaram a cair para o Santos no pênalti que Borges bateu e Edson Bastos defendeu. Pronto. O Coritiba animou ainda mais. Perdeu algumas chances. Viu a situação melhorar na expulsão de Pará. E matou o jogo com Léo Gago, após jogada individual em contra-ataque: 3 a 2. Com Edu Dracena também expulso, o Santos entregou os pontos.

Incrível a queda do Santos. Futebol comum, sem nenhum brilho. Ganso apagado. Neymar mediano. Borges matador, mas sozinho. O meio dá muito espaço, os laterais não funcionaram. Pegou um Coritiba muito bem organizado taticamente, que soube aproveitar os espaços e chegar ao ataque para liquidar a partida. Não foi genial, mas soube o que fazer. Coxa com cara de quem vai ficar no meio da tabela. Santos precisa acordar.

- Internacional 1x0 Botafogo: Partida decidida no detalhe. E o detalhe foi Leandro Damião. Botafogo começou mais ofensivo, mas o Inter equilibrou o jogo. O alvinegro chegava, mas sem grande perigo. Já o Inter dava trabalho para Jefferson.

No segundo tempo, o Colorado se impôs. Foi para cima. E chegou ao gol, com Leandro Damião. O Botafogo conseguiu chegar com perigo, mas nada de gols. No resto, os dois times iam ao ataque, mas sem perigo.

Inter não foi tão bem, mas ganhou corpo. Dedo de Dorival ou não, o time pode engrenar ainda neste Brasileiro. Jô e Leandro Damião começam a se entender. Vão dar trabalho. O Botafogo merecia sorte melhor. Faltou um detalhe. Ou alguém que fizesse esse detalhe.

Brasileirão - 17ª rodada - Jogos da quarta (parte I)

- Avaí 0x2 Vasco: Vasco vence e mostra estar na briga. Ganhou jogando o básico. O Avaí pressionou em quase todo o primeiro tempo. Parou em Fernando Prass e Dedé. O time vascaíno precisou de um lance para abrir o placar, com Diego Souza.

O ritmo do Avaí diminuiu no segundo tempo. O Vasco arriscou mais. E matou o jogo com Dedé. O time catarinense pressionou. Parou na defesa vascaína.

Vitória muito importante para o Vasco seguir na briga pela liderança. Jogou para o gasto e conseguiu. Grande atuação da defesa, principalmente Dedé e Fernando Prass. O Avaí parecia reagir no Brasileiro. Falsa impressão. Vai brigar para não cair.

- Fluminense 3x0 Figueirense: Vitória para sair do sufoco. O Flu dominou boa parte do primeiro tempo, mas não achou o gol. O tricolor chegava bem, usando a esquerda e a boa atuação de Lanzini e Rafael Moura. O Figueira foi aos poucos ganhando espaço e deu alguns sustos.

O resultado foi construído no 2º tempo. Logo no começo, Edinho recebeu de Rafael Moura e acertou um chutaço: 1 a 0. Logo depois, Rafael Moura fez o seu e ampliou, após bobeira da zaga catarinense.

Os dois gols acordaram o Figueirense, que foi para cima e deu trabalho para Cavalieri, que apareceu muito bem, com boas defesas. Mas a pressão do Figueira não deu resultado. E Rafael Moura apareceu novamente para matar o jogo. E ele quase fez mais um.

Boa vitória, mas atuação ainda sem convencer. Porém, o time criou mais e chegou mais ao ataque. A defesa ainda dá espaços. Boa atuação de Lanzini no meio e de Rafael Moura na frente. Cavalieri também salvou. O Figueirense poderia arrancar algo melhor. Faltou qualidade.

- Atlético (PR) 2x1 Cruzeiro: Um belo jogo na Baixada. Os dois times começaram criando boas chances de gol, com o Cruzeiro pressionando mais. Porém, quem abriu o placar foi o Atlético, com Marcinho. A resposta da Raposa não demorou e Wellington Paulista deixou tudo igual.

O ritmo caiu no segundo tempo. O jogo ficou mais brigado, com menos lances de perigo. A expulsão de Anselmo Ramon atrapalhou o Cruzeiro e fez o Atlético crescer. E o gol veio no fim, com Cléber Santana.

Renato Gaúcho acertou o Atlético. Não é um time ótimo em qualidade, mas agora é uma equipe mais acertada. Volto a destacar a importância na entrada de Marcinho no rubro-negro. Boa vitória que pode embalar ainda mais a equipe e sair do Z4. Quem precisa acordar é o Cruzeiro. Após um bom começo, Joel Santana viu o time cair muito de produção. A pressão vai aumentar.

- Ceará 3x0 Grêmio: A carroça atropelou o Grêmio. O primeiro tempo foi quase todo do Ceará. O alvinegro arriscou e teve boas chances de abrir o placar. Victor ia salvando o tricolor. Porém, após tanta pressão, veio o gol. Aliás um golaço de Eusébio, em chute do meio da rua, no ângulo.

Se Victor ia salvando no primeiro tempo, ele colaborou com o Ceará no segundo. Logo no primeiro lance, ele falhou e Nicácio aproveitou. Roth mudou, colocou Marquinhos e o Grêmio melhorou, chegando mais ao ataque e criando boas chances.

O Ceará segurou a pressão gremista e aproveitou mais uma falha de Victor para matar o jogo. O goleiro saiu mal com os pés, fez ainda boa defesa, mas Nicácio não perdoou. Mas, justiça seja feita: o goleirão do Grêmio salvou mais do que falhou e evitou uma goleada ainda maior.

O Ceará soube se impor em casa. O Grêmio falhou muito na marcação. O alvinegro usou bem os laterais, Thiago Humbertou voltou a aparecer bem e Nicácio foi decisivo. Victor falhou sim, mas colocar a culpa no goleiro não é justa, já que ele fez várias defesas e impediu uma goleada ainda maior.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Champions League - Cabia muito mais

O Bayern Munique deu grande passo rumo a classificação para a fase de grupos da Champions. Mas poderia ser mais. Jogando em casa, o time bávaro não teve grandes dificuldades diante do Zurich, venceu por 2 a 0, mas perdeu muitos gols.

Não demorou para o gol sair. Robben fez a jogada pela esquerda e Schweinsteiger completou de cabeça.

Foi um caminhão de gols perdidos. O goleiro Leoni, do Zurich, não teve descanso. Robben, Ribéry e Mario Gomez perderam grandes oportunidades durante o jogo.

Após tanto insistir, veio o segundo gol. Robben recebeu na direita e mandou belo chute, fazendo um bonito gol: 2 a 0. Cabia mais, se Mario Gomez não perdesse tantos gols - e se o árbitro marcasse um pênalti claro em cima dele.

Pode cravar: Bayern na fase de grupos. Só se acontecer algo imponderável na partida de ida. O Zurich foi praticamente inofensivo e viu o ataque alemão jogar. Não foi massacrado graças ao goleiro Leoni e a péssima pontaria do Super Mario.

Outros jogos

Nas outras partidas desta quarta-feira, o grande destaque ficou por conta da derrota do Villarreal por 1 a 0 para o Odense, da Dinamarca. O gol da vitória veio no fim, após falha grotesca de Zapata que Andreasen aproveitou. Situação complicada do time espanhol.

O Maccabi Haifa derrtou o Genk, por 2 a 1. Jogando em casa, o time israelense jogou muito bem, mas não soube matar o jogo. Abriu 2 a 0, mas cansou de perder gols. Barda fez o gol dos belgas.

Os croatas do Dínamo Zagreb goleou o Malmö, da Suécia, em casa, por 4 a 1. Sammir (duas vezes), Rukavina e Beciraj fizeram para o Zagreb, enquanto Mehmeti marcou o do Malmö.

Fechando os jogos de hoje, o Wisla Cracóvia, da Polônia, venceu o Apoel, do Chipre, por 1 a 0. O gol foi de Malecki.

Champions League - Ruim, porém eficiente

Por João Pedro Almeida (Total Football)

O Arsenal venceu hoje a Udinese pelos playoffs da Liga dos Campeões da Europa por 1 a 0, com um gol de Walcott. Jogando em casa, o resultado foi ótimo para os Gunners e ruim para os bianconeros, mais pelo jogo em si do que pelo próprio resultado.

O começo não foi um retrato fiel do que foi o jogo, pois foi arrasador. Após bom cruzamento de Ramsey pela esquerda, Theo Walcott completou de primeira para o gol, sem chances para Handanovic, logo aos 3 minutos de jogo. A partir daí, o Arsenal continuou a pressionar, mas de uma hora para outra, cansou. O jogo ficou morno, até porque a Udinese hora nenhuma escondeu sua tática de jogar apenas em erros do adversário ou (principalmente) em contra-ataques.

E foi exatamente em um deles que surgiu a melhor chance dos friulli. Armero recebeu passe atrás do meio de campo, botou a bola na frente, aproveitou sua velocidade e disparou, levando três jogadores do Arsenal e encheu a bomba. Parou em Szcesny. Aliás, o arqueiro polonês estava inspirado no jogo, teve boa atuação e parece que deve se manter como titular até o fim da temporada se o time não contratar outro goleiro.

A outra boa chance do primeiro tempo veio em cobrança de falta de Di Natale, que carimbou o travessão. Como todo time retrancado, a Udinese teve suas melhores jogadas em bolas paradas e contra-ataques. O jogo se manteve razoável até o fim do primeiro tempo. O Arsenal sentia claramente falta de Van Persie e Fabregas, já que Chamakh e Rosicky, seus substitutos, respectivamente, não faziam boa partida. Sentia falta de um centroavante e de um armador.

O segundo tempo veio e a tônica da partida foi outra. Logo no primeiro minuto da etapa complementar, Wenger tirou Gibbs para a entrada de Djorou. A Udinesemostrou claramente que tinha mudado seu objetivo. Desde o começo pressionou, principalmente com Isla, que fazia papel de Sánchez, enquanto o brasileiroNeuton e Ekstrand faziam as laterais e Armero cumpria um papel parecido com o do chileno, só que do lado esquerdo. Enquanto a Udinese começava a pressionar, o Arsenal se mostrou muito fraco na segunda etapa. Um apagado Gervinho, foi quem mais se movimentou no primeiro tempo, mas pouco fez e sumiu em campo. Enquanto isso, Rosicky fazia partida horrorosa, onde só fazia chutar de fora da área e Chamakh não fazia rigorosamente nada no ataque.

A Udinese teve uma chance de ouro logo no começo, em que, após bom passe de Armero(sempre ele), Di Natale surgiu livre, tirou de Szcesny e parou emDjorou, de carrinho. O suíço, que salvou a pátria nesse lance foi baixa após nove minutos em campo. Sentiu uma contusão e em seu lugar, entrou Jenkinson, jovem lateral de 19 anos recém contratado junto ao Charlton.

Essa substituição foi extremamente prejudicial para o Arsenal, já que o jogador entrou muito mal e ficou na marcação de Isla. O ponta chileno da Udinese fazia o que queria nas costas do jogador dos Gunners e fez várias jogadas de perigo em cima dele.

Deu para ver pelo começo que o segundo tempo foi todo do time italiano. Bom, quase isso. Tiveram uma boa chance em cobrança de falta de Di Natale, excelentemente defendida pelo goleiro do time inglês, que voou para pegar a bola. Mas depois daí, o jogo não foi mais o mesmo. Mesmo com as excelentes jogadas de Armero, Isla e Di Natale, os três melhores do jogo, os bianconeros pareceram se conformar com o resultado de derrota, talvez pelo fato de ser fora de casa e pelo placar mínimo.

Depois disso, a Udinese voltou a se retrancar e o jogo passou a ser do Arsenal. As melhores jogadas dos londrinos vinham dos pés de Ramsey e Walcott, os dois melhores jogadores do lado dos Gunners. Ramsey estava muito bem nas assistências e as jogadas de velocidade pela direita, feitas por Walcott levavam bastante perigo. O jogo seguiu até os 90 minutos sem muito mais emoção, mas com o Arsenal reclamando de 2 pênaltis inexistentes.

Quando chegou aos acréscimos, os ingleses tiveram a chance de fechar o caixão em relação à classificação, em uma jogada diferente da maioria dos ataques deles. Gervinho foi quem trabalhou (e muito bem) na assistência e deixou Walcott cara a cara com Handanovic, só que dessa vez pelo lado esquerdo do ataque. O jovem atacante tentou tirar do goleiro, mas o esloveno fez uma defesa simplesmente espetacular, que renovou as esperanças dos italianos para o segundo jogo, que será disputado em seus domínios.

A Udinese jogou melhor de uma forma geral e merecia no mínimo um empate, mas a vaga está em aberto. Já o Arsenal conseguiu uma vitória e não tomou gol em casa, mas não jogou bem. Portanto foi ruim, mas eficiente. O time ainda precisa urgentemente de contratações para suprir as ausências de Fabregase Nasri, pois não está jogando nada bem. Sua defesa, como sempre, foi muito mal, enquanto na da Udinese, devemos destacar o brasileiro Danilo, absoluto como homem da zaga dos friulli.

Outros jogos

Também nesta terça-feira, pela fase preliminar da Champions, destaque para a vitória do Lyon sobre o Rubin Kazan, por 3 a 1. Dyadyun fez o gol dos russos, mas Bafétimi Gomis garantiu a virada francesa em casa. Briand deu números finais.

O Benfica ficou no empate com o Twente, da Holanda, por 2 a 2, fora de casa. De Jong abriu o placar para os holandeses. Cardozo empatou e Nolito virou para os Encarnados. Mas nem mesmo a boa atuação do goleiro Arthur salvou o time português. Depois de muito insistir, o Twente empatou com Ruiz, após jogada de John.

Na Dinamarca, o Viktoria Plzen surpreendeu o FC Copenague e venceu por 3 a 1. Kolar, Ottesen (contra) e Fillo marcaram para os visitantes, enquanto Ottesen fez o gol do time da casa. Na Bielorrússia, o BATE Borisov empatou com o Sturm Graz por 1 a 1. Weber abriu o placar para o Graz, mas os donos-da-casa evitaram a derrota com Simic.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Campeonato Inglês - Gigantes sofrem na estreia da Premier League

Por Gilmar Siqueira e Aldir Junior (Total Football)

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Neste fim de semana começou a temporada 2011-2012 da Premier League e o que chamou a atenção foram as más atuações dos favoritos, exceto o Manchester City, que goleou o Swansea por 4x0, com direito a dois gols do estreante Sergio "Kun" Agüero. No domingo (14), o Manchester United venceu o West Bromwich por 2x1, mas assim como Arsenal, Chelsea e Liverpool, não jogou bem.

Liverpool x Sunderland
O Liverpool recebeu o Sunderland, em Anfield, com quatro novos reforços em campo -José Enrique, Downing, Henderson e Charlie Adam- e deu muito trabalho ao também renovado Sunderland no primeiro tempo. Com apenas cinco minutos de jogo Richardson cometeu pênalti em Luis Suárez, que foi para a cobrança e acabou isolando. Mas o atacante uruguaio se recuperou logo aos 12 minutos, quando aproveitou uma cobrança de falta feita por Charlie Adam, melhor em campo na etapa inicial, e abriu o placar para os Reds.

Já no segundo tempo, quem cresceu foi o Sunderland e partiu para cima do Liverpool, obrigando Pepe Reina a fazer ótima defesas. O empate veio com apenas 12 minutos, quando o estreante Sebastian Larsson aproveitou falha de Flanagan e acertou um voleio maravilhoso. Depois disso o Liverpool até foi para cima, mais na base da empolgação do que da técnica e não conseguiu virar.

Há de se levar em consideração que este foi o primeiro jogo dos Reds na Premier e que dos titulares, 4 estavam estreando. Mas as expectativas criadas pela torcida foi de uma atuação no segundo tempo equivalente a do primeiro. Por outro lado, quem se recuperou bem foi o Sunderland. Dos jogadores contratados por Steve Bruce, apenas Wes Brown e Seb Larsson começaram jogando e foram muito bem.

Newcastle x Arsenal
Sem Fàbregas, Nasri e Wilshere o Arsenal foi ao St James' Park enfrentar o Newcastle e não conseguiu tirar o zero do placar. Tendo o tcheco Rosicky atuando na função do ex-capitão, que já é jogador do Barcelona, e Gervinho (contratado junto ao Lille) caindo bem por ambos os flancos, os Gunners dominaram o primeiro tempo em termos de posse de bola, mas não conseguiram grandes chances. Aaron Ramsey -que voltou a jogar em sua posição natural como segundo-volante- foi forçado a deixar Alexander Song sozinho na marcação, por muitas vezes, para apoiar ao ataque, mas nem isso surtiu efeito. Pelo lado dos Magpies, apenas Demba Ba tentava algumas jogadas em velocidade, mas nada conseguia.

Para o segundo tempo, Alan Pardew passou a jogar em um 4-2-3-1, deixando apenas Ameobi isolado na frente e colocando Obertan (que entrou na vaga de Demba Ba) pelo lado direito). Isso fez com que o time da casa passasse a dar mais trabalho e dificultasse a saída de bola dos Gunners, mas não foi o suficiente. No lance mais polêmico do jogo, Gervinho se jogou na área pedindo pênalti, mas o juiz não deu. Indignado com a situação, o polêmico Joey agarrou o marfinense pela camisa e fez com que ele se levantasse. Como se não bastasse isso, o ex-jogador do Lille, ao ser agarrado, deu um tapa em Barton e acabou sendo expulso. O inglês, por outro lado, levou apenas um cartão amarelo.

Stoke City x Chelsea
O Chelsea deu o pontapé inicial na temporada do Campeonato Inglês diante do sempre perigoso e enigmático Stoke City, fora de casa, e terminou como a maioria dos times do chamado “big four” (Man Utd, Arsenal, Chelsea e Liverpool), com um empate decepcionante para seus torcedores.

André Villas-Boas fez sua primeira partida oficial a frente dos “blues”, e logo de cara promoveu o contestado Fernando Torres, com apenas um gol em partidas oficiais com a camisa do time londrino, a condição de titular, deixando o marfinense Didier Drogba esquentando o banco de reservas.

A equipe vice-campeã inglesa da última temporada, como era de se esperar, procurou o gol, porém esbarrou na marcação dura armada pelo técnico Tony Pulis. A equipe local tentou levar perigo em sua jogada que virou marca-registrada, a bola alçada na área em cobrança de lateral de Delap. Apesar da confusão que a jogada gera na área do adversário, esse não foi o dia dela se transformar em gol.

Na segunda metade do jogo, o Chelsea voltou mais ligado, pressionando mais e transformando Begovic, goleiro do Stoke, em um grande personagem da partida parando bons ataques do adversário.

Anelka e Drogba entraram com o decorrer do segundo tempo e criaram boas oportunidades de gol não convertidas. A pressão do time da capital inglesa acabou diminuindo, e satisfeito com o resultado, o Stoke não se arriscou no campo ofensivo e a partida terminou 0x0.

Man. United x West Bromwich

Os atuais campeões não decepcionaram, e foram os únicos do “big four” saírem de campo com três pontos. Mas a vitória de 2x1 diante do West Bromwich não foi nada fácil.

A equipe comandada por Sir Alex Ferguson saiu na frente com Rooney, começando bem a temporada, abrindo o marcador após tabelinha na direita do campo. Após o gol, o Manchester United continuou, como em 2010-11 sem mostrar um futebol exuberante, porém eficiente.
Mas quem marcou depois foram os donos da casa. Em mais um falha do goleiro de Gea, contratado junto ao Atlético de Madrid para ter a “ingrata” tarefa de substituir o goleiro Van der Sar. O jovem espanhol vem tentando se adaptar a pressão do gol do maior campeão inglês, mas tem cometido algumas falhas que podem ser muito prejudiciais a equipe em um jogo mais complicado, aonde se é decidido em detalhes (não me refiro ao detalhe que o Parreira diz “o gol é um detalhe”). Em um fraco chute cruzado de Long, De Gea deixou a bola passar e o WBA empatou.

Porém o estigma eficiente do United voltou a campo em um momento no qual o time vermelho de Manchester se mostrava desinteressado com o jogo e tocando insistentemente a bola, o gol saiu. Young, contratado junto ao Aston Villa, recebeu na ponta esquerda, invadiu a área e chutou cruzado, a bola desviou em Reid e entrou, decretando a vitória dos “diabos vermelhos” por 2x1.

Resultados
Wigan 1-1 Norwich
West Brom 1-2 Manchester United
Stoke 0-0 Chelsea
Queens Park Rangers 0-4 Bolton
Newcastle 0-0 Arsenal
Manchester City 4-0 Swansea
Liverpool 1-1 Sunderland
Fulham 0-0 Aston Villa
Blackburn 1-2 Wolverhampton

Seleção PB - 16ª rodada

Renan Rocha (Atlético/PR); Vitor (Cruzeiro), Anderson Martins (Vasco), Antônio Carlos (Botafogo) e Egídio (Ceará); Fabrício (Cruzeiro), Paulinho (Corinthians), Montillo (Cruzeiro) e Elkeson (Botafogo); Alex (Botafogo) e Deivid (Flamengo). Técnico: Caio Júnior (Botafogo).

Craque da rodada: Elkeson (Botafogo)

Rodada díficil de escolher os melhores. Base dividida entre Botafogo e Cruzeiro. Renan Rocha pegou bem contra o São Paulo. Vitor deu duas assistências e abriu caminho para goleada cruzeirense. Anderson Martins foi uma pedra no ataque palmeirense. Antônio Carlos ajudou o Botafogo na virada contra o Coelho. Egídio foi uma grande opção para o Ceará conseguir o empate. No meio, Fabrício e Paulinho, bons na marcação e no ataque. Montillo foi cerebral e Elkeson fundamental. Comandaram Cruzeiro e Botafogo para as goleadas. Na frente, Alex, que entrou e colocou fogo no jogo, e Deivid, oportunista e perigoso. Caio Júnior, pelas mudanças que deram resultado, fica no comando.

Reservas: Muriel (Internacional) - só não pegou o pênalti contra o Bahia; Agenor (Atlético/GO) - fez uma lambança, se recuperou e parou Neymar; Marquinhos (Grêmio) - decisivo na vitória gremista; Rafinha (Coritiba) - comandou o Coxa na goleada; e Anselmo (Atlético/GO) - fez um e deu passe para o outro gol na vitória contra o Peixe.

Brasileirão - 16ª rodada - Jogos do Domingo (parte II)

- Grêmio 2x1 Fluminense: No duelo tricolor, melhor para o Grêmio. O jogo começou morno, com poucas oportunidades para os dois lados. E aí Fred aproveitou o cruzamento e a falha de Victor para abrir o placar. Porém, não demorou para o time gaúcho empatar, com Marquinhos. O jogo seguiu muito brigado e com poucas chances de gol. Mas a noite era de Marquinhos. O meia finalmente teve uma boa atuação com a camisa gremista e virou o placar, em cobrança de falta.

No segundo tempo, o Flu tentou ser mais ofensivo. O Grêmio apostava no contra-ataque. Algumas chances para os dois times, mas nada de gol. Vitória gremista e fim de jejum de cinco jogos.

Roth vai dando uma cara mais "gremista" para o time. Um time mais brigador e mais compacto. Falta ganhar corpo, mas o treinador deve acertar a equipe. O Flu precisa muito para engrenar. Falta um jogador cerebral, um novo "Conca". Seria Martinuccio? Não sei.

- Bahia 1x1 Internacional: Jogo movimentado em Pituaçu. Desde o começo. Marcelo Lomba precisou salvar o Bahia. Logo depois, dois gols bem anulados, um para cada time. O tricolor baiano era mais perigoso, comandado por Ricardinho, Carlos Alberto e Jóbson. Mas quem abriu o placar foi o Inter, com Leandro Damião aproveitando mais uma falha da zaga.

Só restou para o Bahia ir atrás do resultado nop segundo tempo. Parou em Muriel, que fez boas defesas salvando o Inter. Lomba teve menos trabalho, mas também apareceu bem.

A expulsão de Fabinho dificultou a vida do Bahia, mas mesmo assim seguiu pressionando. Até que achou o gol no pênalti que resultou a expulsão de Índio, do Inter. Jóbson cobrou bem para empatar. No fim, o time colorado por pouco não fez o gol da vitória, perdendo duas chances incríveis.

Mais uma vez o Bahia não consegue vencer em casa. Jogou melhor, mas parou no Inter. O colorado fez o gol, se segurou como pode, mas não aproveitou o fato de estar com um homem a mais em boa parte do segundo tempo. Dorival Júnior vem aí. Eu acho que dará jeito no time.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Brasileirão - 16ª rodada - Jogos do Domingo (parte I)

- Corinthians 2x2 Ceará: Mais um tropeço corintiano em casa. O Corinthians começou melhor. O gol parecia ser uma questão de tempo, e foi. Paulinho tabelou com Danilo e mandou para as redes: 1 a 0.

A alegria do Corinthians durou pouco. Osvaldo aproveitou bobeira da zaga corintiana e empatou o jogo. Mas a alegria cearense durou muito menos. Alex, no minuto seguinte, acertou um balaço e fez um golaço: 2 a 1.

O Corinthians tentou vir no embalo para o segundo tempo. Viu o Ceará ganhar espaço e ir para cima. Liédson entrou e deu trabalho. Mas era o time cearense quem chegava mais ao ataque. Nicácio fez em impedimento e o seu gol foi anulado. O de Rudnei não. No fim do jogo, o volante deixou tudo igual.

Empate sem graça para o Corinthians, que apagou no segundo tempo e deixou o Ceará gostar do jogo. O Timão perdeu um pouco daquele que vinha voando. Mas, segue na ponta. O Ceará é isso. Sempre surpreende de alguma forma.

- Figueirense 2x2 Flamengo: Desde o começo, tenho dito: ganhar no Scarpelli não é fácil. Mas, o jogo era do Flamengo. O Figueira tentou equilibrar o jogo e assustou algumas vezes. Porém, o Fla tinha Deivid em dia inspirado. Fez o primeiro em cruzamento de Léo Moura, perdeu uma ótima chance depois, mas fez o segundo no começo da segunda etapa: 2 a 0.

A impressão ali era de jogo liquidado. Mas, a resposta do Figueira foi imediata, com o gol de Somália. Porém, o gol não embalou o Figueira. O Flamengo perdeu boas chances de matar o jogo.

Mesmo assim, veio o empate. Felipe voltou a fase "catando borboletas" e Edson Silva aproveitou: 2 a 2. E por muito pouco o time catarinense não virou.

O Figueirense não tem um time forte. Mas sabe jogar em casa. O Flamengo não soube matar o jogo quando poderia. Viu Jorginho mexer muito bem no time, Somália mostrar que tem faro de artilheiro e por pouco o Figueira não conseguiu uma grande virada. Mesmo assim, Fla segue junto na liderança e invicto.

- Vasco 1x0 Palmeiras: Quem não faz toma. Foi assim em São Januário. Com Valdívia, o Palmeiras criou diversas chances. Lances claros de gol. Mas a falta de um matador ficou ainda mais evidente. O Vasco chegava nas cobranças de falta, mas sem maior perigo.

O Palmeiras seguiu em cima. Chico mandou uma bola no travessão no primeiro minuto do segundo tempo. Mais um caminhão de gols perdidos em jogadas criadas por Valdívia. Como o alviverde não fazia, o Vasco decidiu ir ao ataque. Bernardo entrou e o time mudou. Mandou uma na trave, deu trabalho em cobrança de falta. E dessa forma conseguiu o gol. Cobrança perfeita, com efeito. Gol da vitória vascaína.

Resultado justo? Claramente não. O Palmeiras teve chances e mais chances para fazer o gol. Valdívia voltou muito bem e está retornando a boa fase. Mas falta um artilheiro. Kléber as vezes resolve, mas não é isso. O Vasco venceu na entrada de Bernardo, que colocou fogo, participou das três melhores chances do time e fez o gol da vitória. E, sem alarde, o Vasco colou nos líderes.

- Coritiba 3x0 Atlético (MG): Uma vitória sem maiores dificuldades para o Coritiba. O time mostrou seu lado ofensivo desde o começo. Chegou várias vezes ao ataque, quase sempre passando pelos pés de Rafinha. O Atlético até assustava, mas não conseguia se acertar. E o Coxa aproveitou. Bill, impedido, abriu o placar, após boa jogada de Tcheco.

Cuca mexeu na formação do Galo, tentou deixar o time mais ofensivo, mas faltava qualidade. O Coritiba seguiu no ataque e matou o jogo, em dois pênaltis. Rafinha e Leonardo marcaram: 3 a 0. Entre um gol e outro, mais chances desperdiçadas pelo alviverde. E raros lances do Atlético.

Coritiba vai tentando encontrar seu futebol ofensivo. Rafinha retornando as boas atuações do começo do ano. O Atlético precisa de mudanças drásticas. Cuca vai ter que fazer o mesmo milagre que fez com o Fluminense em 2009. Porém, desta vez, a situação parece muito mais complicada.

domingo, 14 de agosto de 2011

Brasileirão - 16ª rodada - Jogos do Sábado

- São Paulo 2x2 Atlético (PR): Tricolor precisou suar muito para arrancar um empate contra o Atlético. Com um sistema confuso de marcação, o São Paulo viu o time paranaense ganhar espaço e abrir o placar, com Fransérgio.

Mesmo sem jogar bem, o São Paulo conseguiu o empate - um pombo-sem-asa de Ilsinho. A zaga tricolor seguia mal e o Atlético mais perto de ampliar.

O jogo seguiu seu retrato no segundo tempo: equilibrado, com o Atlético aproveitando a fraca marcação sãopaulina. O São Paulo ficou mais solto com a entrada de Rivaldo, mas acabou sofrendo o segundo gol, de Edigar.

Mas, foi justamente Rivaldo que saiu do banco para salvar o tricolor. Gol aos 45 minutos para empatar o jogo e aliviar - bem pouco - a pressão sobre o São Paulo.

Adilson apostou em Lucas mais adiantado, praticamente três volantes... Tudo para jogar em casa. João Felipe e Zé Vitor para uma zaga que teve Alex Silva e Miranda meses atrás é de dar tristeza. Após boa sequência, o treinador do São Paulo vai precisar de um pouco mais de tempo para ganhar a confiança da torcida - se é que ganhará. O Atlético, com Renato, aprendeu a jogar, mesmo com seus limites. A entrada de Marcinho foi muito importante. Madson passou a jogar mais solto. O empate ficou amargo.

- Cruzeiro 5x0 Avaí: Uma goleada sem grande futebol. O Cruzeiro aproveitou muito mais da fragilidade do Avaí para poder vencer novamente. O time catarinense começou bem, assustou, levou susto, mas fazia um jogo equilibrado, principalmente usando o lado direito.

Aos poucos, o Cruzeiro controlou o jogo. Abriu o placar com Fabrício. Não demorou e ampliou com Anselmo Ramón. Duas boas jogadas de Vítor. Com a expulsão do zagueiro Welton Felipe, ficou mais tranquilo. Veio o terceiro, com Montillo, em pênalti. Poderia ser mais. Logo em seguida, outro pênalti, perdido por Montillo.

Jogo liquidado no primeiro tempo, o Cruzeiro quase não tomou sustos e tirou o pé. Perto do fim do jogo, Thiago Ribeiro e Ortigoza - belo gol - deram números finais: 5 a 0.

Apesar do resultado, o Cruzeiro está longe de ser aquele que animou o torcedor no começo da temporada. O Avaí voltou a normalidade. Um time previsível e fraco.

- Atlético (GO) 2x0 Santos: Nem Ganso e Neymar deram jeito e o Santos pós-reforços segue sem engrenar. O primeiro tempo do jogo muito fraco. Neymar quase abriu o placar na bobeira de Agenor, que se recuperou e salvou em cima da linha. Só.

No segundo tempo, o Atlético resolveu dar trabalho para o goleiro Rafael. O Santos também passou a levar perigo. E a partida teve uma certa melhora.

O Atlético (GO) foi parando em Rafael, mas conseguiu o gol. Anselmo aproveitou a bola espirrada e abriu o placar. Não demorou e Diogo Campos ampliou, após jogada do próprio Anselmo. O Santos ainda mandou duas na trave.

Sem brilho, o Santos perde mais uma. Cabeça no Mundial, falta de entrosamento dos reforços, maldição pós-Copa América. São várias teorias. Mas, o Brasileirão vai passando e o Peixe não é o mesmo. O Atlético fez seu papel. Jairo Araújo fez um ótimo trabalho. Eu manteria. Fazer o que ele fez, ganhando pontos importantes contra times fortes, com um grupo limitado não é para qualquer um.

- Botafogo 4x2 América (MG): Grande jogo no Engenhão. Bela virada do Botafogo. O jogo começou complicado para o alvinegro. Alessandro aproveitou lambança de Marcelo Mattos e abriu o placar para o América. O que parecia ruim para o time carioca ficou ainda pior quando Rodriguinho entrou como quis na defesa e fez 2 a 0.

Não era fácil para o Botafogo. Elkeson fez um golaço para tentar acordar o time. Mas, o América seguiu assustando.

Porém, no segundo tempo, o jogo mudou. O alvinegro dominou. Antônio Carlos conseguiu o empate. Elkeson comandava o time. Mas foi a entrada de Alex que mudou a partida. Foi dele o gol da virada botafoguense. As mudanças de Caio Jr. deram certo. Cidinho sofreu pênalti para Alex matar o jogo: 4 a 2.

O poder de recuperação do Botafogo foi algo fora do comum. Comandado por Elkeson, Alex e as mudanças de Caio Júnior, o time conseguiu uma grande virada. O América foi muito bem, mas falta time. É um sério candidato para queda.

Campeonato Alemão - Te cuida, Heynckes!

Por Felipe Portes (Total Football)

Muita coisa mudou no Bayern desde a final da Liga dos Campeões em maio de 2010, na derrota contra a Inter. A começar pelo comando técnico, não mais de Louis Van Gaal e sim de Jupp Heynckes. O elenco em si continua basicamente o mesmo, exceto as saídas de Demichelis e Altintop e as chegadas de Neuer, Petersen, Rafinha e Boateng.

Teoricamente, o elenco ficaria mais forte com estes reforços. Teoricamente. Quem acompanha a pré temporada dos bávaros pode fazer uma análise e constatar algo preocupante na formação do time e na forma como ele se porta nos jogos.

Isso ficou claro na primeira partida da Bundesliga, contra o M´Gladbach. O ataque não funcionou como deveria, ainda que o meio campo tivesse boa atuação. Mario Gomez perdeu mais de 721 gols frente ao jovem goleiro Stegen. A falha grotesca no setor defensivo evidenciou a péssima instrução para os homens da retaguarda do Bayern. Neuer saiu mal e Boateng errou o bote em cima de Igor De Camargo, que marcou o único tento do duelo. Tudo isso na Allianz Arena.

Contra o Wolfsburg, a síntese foi a posse de bola e as chegadas perto da área. Sem poder culpar Gomez desta vez, quem apareceu foi Kroos. Com duas finalizações erradas, o jovem alemão fazia as vezes de elemento surpresa, revezando com Schweinsteiger nos arremates ao gol de Benaglio, que mal trabalhou durante a peleja. E é nesta tônica que podemos definir este Bayern com uma só palavra: ineficiente.

No segundo tempo do embate contra os lobos, a agremiação bávara começou apertando, mas se acuou depois dos vinte minutos e sofreu fortes investidas do Wolfsburg, que demonstrava mais vontade de chegar ao gol. Basicamente a mesma história do jogo contra o M´Gladbach, o que nos faz concluir que há uma mesmice no esquema implantado por Heynckes. A cada jogo o Bayern parece regredir e involuir no seu estilo, não sendo sombra do campeão nacional de 2008/09.

A parte irônica disso tudo é que em jogada de Ribery, o Bayern chegou ao primeiro gol com Luiz Gustavo, no penúltimo minuto. A vitória veio com contornos de drama, já que o Wolfsburg pressionou nos últimos lances e teve um gol anulado na primeira etapa, de Helmes. (o atacante estava em posição legal, contudo)

Os amigos leitores devem concordar comigo quando digo que uma equipe que tem bons jogadores em seu plantel, mas que não dá resultado, só pode ter um diagnóstico: está sendo mal treinada. Então, como diria o mítico personagem de Chico Anysio, o "símbalo sescual" Alberto Roberto, te cuida, Jupp Heynckes. Ainda sim,Wolfsburg 0-1 Bayern.

Dortmund perde para Hoffenheim e vê Mainz tomar o posto de líder

Habitual freguês do Heim, o Dortmund visitou os azuis na Rhein Neckar Arena e sofreu sua primeira derrota nesta Bundesliga. O placar magro de 1-0 também não é muito diferente dos últimos confrontos envolvendo estes dois times, seja na Signal Iduna Arena ou em qualquer outro estádio. Salihovic marcou para o Hoffenheimaos nove minutos da primeira etapa e assim ficou até o apito final. (Hoffenheim 1-0 Dortmund)

O Schalke começou perdendo para o Colônia, com gol de Podolski, e deu a entender que a urucubaca continuaria instalada nos azuis reais. Todavia, com uma virada impressionante, a equipe de Ralf Rangnick saiu de campo com uma bela goleada, contando com gols de Huntelaar (3) (MEU DEUS!), Holtby e Raúl. Também é cedo para um prognóstico sobre a recuperação do Schalke, mas a goleada dá umboost de confiança nos atletas. Já o Colônia, segue em decadência e mais uma vez pode brigar para não cair. (Schalke 5-1 Colônia)

Hamburgo e Hertha fizeram um bom jogo na HSH Nordbank Arena, e empataram em 2-2. Torun inaugurou o marcador para os berlinenses, Petric empatou de pênalti. Son virou a parada e quando os rothosen acreditavam sair do relvado com os três pontos, foram surpreendidos pelo gol de Mijatovic, que não é aquele que brilhou no Real Madrid nos anos 1990. Frustrante para o Hamburgo que novamente não conseguiu vencer. Bom para o Hertha que consegue equilibrar com os concorrentes de Bundesliga neste retorno à divisão principal do futebol alemão. (Hamburgo 2-2 Hertha)

Para finalizar o giro, o Mainz aprontou das suas e venceu o Freiburg fora de casa por 2-1. Tudo bem que o adversário não era lá essas coisas, mas os números cinco já marcam seu sexto ponto na tabela e permanecem na parte de cima da Bundesliga. Risse e Choupo-Moting balançaram as redes para os vermelhos, enquanto Cissé marcou para o time da casa. (Freiburg 1-2 Mainz).