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quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

#Brasileirão: Balanço Geral – Caiu

Fechando a análise sobre cada time do Brasileirão, vamos aos últimos. O fim triste dos quatro rebaixados para Série B. Que não é o inferno. Mas é o purgatório dos grandes.
Sport: Sonhou tão alto que caiu. Achava que tinha um timaço. Não tinha. Achava que poderia brigar até por um G4. Não podia. Apostava na mística da Ilha do Retiro. A Bombonilha não existiu neste Brasileirão. Até lutou no fim e quase escapou. Porém, acabou caindo aos pés do grande rival. Não merecia um castigo tão ruim.
Palmeiras: O triste fim de um ano que poderia ser redentor. A conquista da Copa do Brasil iludiu. O time, limitado e fraco, parecia ter super poderes. Dependia demais da bola parada de Marcos Assunção e dos gols de Barcos. Como ambos não jogavam sempre e não resolviam em todo jogo, a má campanha foi acumulando. O time tropeçava em campo e batia cabeça para reforçar. Agonizou no segundo turno. Sofreu até cair faltando duas rodadas. A Série B está de volta, dez anos depois. A Copa do Brasil acabou sendo um acaso.
Atlético (GO): Não terminar como lanterna foi a grande conquista do péssimo Atlético (GO). Diferente dos últimos anos, quando até chegava a incomodar, o Dragão foi mansinho, franzino e inofensivo. A única aparição foi a vitória contra o campeão Fluminense, fora de casa. Para quem ficou na última posição por mais que meio campeonato (22 rodadas não-consecutivas), a queda “fez bem” e deixou o time ao menos em penúltimo.
Figueirense: A impressão é que poderia ser diferente. Contando com alguns bons valores (principalmente o ótimo atacante Aloísio), reforçado pelos renegados botafoguenses Loco Abreu (nada fez) e Caio (pouco fez), o torcedor não esperava um fim tão triste. Mas com uma defesa pífia e um meio-campo sem criatividade, o Figueira rolou ladeira abaixo. Não foi tão ruim a ponto de uma lanterna. Mas caiu tanto que chegou lá. Nem o Orlando Scarpelli fez efeito.

domingo, 30 de setembro de 2012

#Brasileirão: 27ª rodada – empate ruim e vitória necessária

- Portuguesa 1x1 Atlético (MG): O empate soma um ponto para cada time. Essa é a regra. Mas não é assim para quem briga pelo título. Nesse caso, são dois pontos a menos. O resultado não foi ruim para o Atlético com relação ao jogo. Mas foi péssimo na luta pela liderança.
O empate não foi ruim porque o Galo viu a Lusa arriscar mais, abrir o placar no começo do segundo tempo e dar trabalho ao goleiro Victor. Conseguiu empatar, mas ficou com um a menos logo depois, após expulsão de Leonardo Silva. Mesmo assim, mandou bola na trave e tudo. No fim, suportou a pressão da Portuguesa.
Resultado: um ponto para cada que faz o Atlético ver o Fluminense abrir vantagem e a Portuguesa seguir em alerta quanto ao Z4. Ou seja: não foi bom para ninguém.
- Vasco 3x1 Figueirense: O Vasco precisava demais dessa vitória. Não apenas por ser favorito diante do cambaleante Figueirense. Principalmente para tentar readquirir fôlego para seguir no G4. O gol de Caio logo aos 12 minutos acendeu um alerta gigante. Porém, a participação decisiva de Juninho salvou a noite. Duas assistências e um gol. O empate veio na hora certa, ainda no primeiro tempo. A virada saiu quando o time voltava a ser pressionado no começo do segundo tempo. No fim, o Reizinho liquidou a fatura.
Mesmo sem convencer, o Vasco está fazendo sua parte. São quatro jogos invictos sob comando de Marcelo Oliveira. Precisa manter o ritmo, pois se vacilar pode ver o G4 escorrer pelas mãos. O Figueirense já vê a Série B 2013 cada vez mais perto.

sábado, 22 de setembro de 2012

#Brasileirão Assunção palmeirense

Assunção. Segundo o Aurélio, “Ato ou efeito de assumir; Elevação a um cargo ou dignidade”. A vitória palmeirense teve sobrenome Assunção e nome Marcos. A boa e velha arma funcionou e os três pontos vieram.
O Palmeiras precisava ver seu ânimo ser elevado, a confiança subir novamente, o número de pontos crescer. Precisava também de alguém que chamasse para si a liderança. O “ato de assumir” coube a Marcos Assunção, o capitão.
Bastaram sete minutos para as coisas começarem a dar certo. Bastou uma bola parada para que o Palmeiras lembrasse exatamente aquele campeão da Copa do Brasil. Bola dos pés do camisa 20 à cabeça de Thiago Heleno, passando pela falha de Wilson. Logo depois, novamente, a bola saiu dos pés de Assunção para Henrique subir e antecipar o goleiro: 2 a 0 Palmeiras.
O placar poderia ficar 3 a 0, se não fosse marcado impedimento do saltitante Valdívia na frente do goleiro. A cobrança de falta perfeita de Marcos Assunção acabou sendo anulada. A sorte também voltou. O Figueirense poderia ter diminuído antes dos 19 minutos do segundo tempo. Parou no travessão e no goleiro Bruno. Aloisio conseguiu finalmente diminuir.
Mas a noite era dos visitantes. Era de Assunção. Bastaram dois minutos de susto e preocupação para o torcedor palmeirense. Barcos cruzou e o goleiro tentou tirar. A bola procurou os pés de Marcos Assunção, que apenas deu um tapa na bola e comemorou.
Foi a primeira de 13 partidas decisivas. Um jogo que pode marcar muito mais que a boa estreia de Gilson Kleina como técnico do Palmeiras. Pode ser a partida da assunção palmeirense para sair da degola.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

#Brasileirão 21ª rodada: Todo recuo será castigado


- Figueirense 2x2 Fluminense: Ótimo começo de segundo tempo, 2 a 0 no placar e jogando fora de casa. Elementos que deixam uma vitória bem encaminhada. Era o que o Fluminense tinha nas mãos contra o Figueirense. Porém, em jogo de 2 a 0, todo recuo é castigado. E o tricolor carioca pagou o preço por isso.

O primeiro tempo foi muito equilibrado. Os dois times criavam oportunidades, mas era o Fluminense quem ficou mais perto de abrir o placar. Foi uma bola na trave para cada lado. O zero a zero no placar não retratava a partida.

Veio o segundo tempo. Em sete minutos, o tricolor carioca fez 2 a 0. Primeiro com Digão, depois com Rafael Sóbis. O retrato era o escrito no começo deste texto. O Figueirense, lanterna e pressionado, sentiu o golpe. Mas o jogo mudou aos 21 minutos.

Abel Braga resolveu tirar Wellington Nem, que se movimentava bem na frente, para colocar o volante Diguinho. Um recuo providencial para o Figueira, que aproveitou para diminuir logo na sequência, com Aloisio.

Os catarinenses cresceram, foram para cima e conseguiram o empate no fim, em belo gol de João Paulo, numa cobrança de falta perfeita. Antes, tiveram um gol mal anulado pela arbitragem, com Aloisio. O Fluminense tentou correr atrás nos últimos minutos e por pouco não saiu com a vitória após falta cobrada por Jean. A bola bateu caprichosamente no travessão.

O Fluminense pagou o preço de não aproveitar um jogo dominado. Diminuiu o ritmo quando deixou o adversário nas cordas. O Figueirense aproveitou, foi para cima e conseguiu o empate. A equipe catarinense melhorou após a saída de Hélio dos Anjos. Precisa vacilar menos. Enquanto isso, o tricolor carioca foi beneficiado pela rodada, mas sai com a sensação de que poderia ser líder. Até o centenário tricolor Nelson Rodrigues diria: todo recuo será castigado. E assim foi.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

#Brasileirão 20ª rodada: Uma grande virada

- Náutico 3x2 Figueirense: Foi o jogo das viradas para o Náutico. Perdeu um pênalti (?) logo nos primeiros minutos. Depois, sofreu o primeiro gol em falha do goleiro, onde Caio aproveitou. Gideão até se redimiu, mas não conseguiu salvar o chute de Aloisio, que ampliou para o Figueirense. Por mais que o alvirrubro tentasse se impor em busca de diminuir o placar, era o time catarinense quem  ficava mais perto de ampliar.

A virada ficou para o segundo tempo. O Náutico dominou desde o começo. E apareceu Elicarlos. O jogo era festivo pelos seus 150 jogos, mas ele acabou sendo o motivo de festa. O volante aproveitou ótimo passe na área para diminuir, perdeu uma boa chance e depois deixou tudo igual. Tudo em um intervalo de dez minutos.

O jogo agora era do Náutico, que mandava na partida. Wilson salvou duas vezes com grandes defesas. Porém, após tanto insistir, veio a virada no placar. Após cobrança de falta, a zaga fez a linha burra e Souza ficou tranquilo para fazer: 3 a 2.

O Náutico sabe fazer seu papel em casa. Gallo mudou bem o time, que não se entregou pelo mau primeiro tempo e conseguiu a virada. Um grande resultado, para mostrar a boa fase do Timbu. O Figueirense também mostra melhora, mas a defesa segue falhando. Custou caro e impediu uma vitória que seria importante para o time catarinense reagir.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

#Brasileirão: Resumão 1º turno – marola e a fuga da degola


Seguindo o resumo do 1º turno, vamos aos pitacos sobre os times da metade para baixo. Quem briga para não cair e quem vai ficar na marola, sem grandes anseios e preocupações.

FUGA DA DEGOLA

20º - Figueirense
Nem Loco Abreu tem resolvido – e jogado. O fator casa, que já foi um diferencial, não é um peso para os adversários. A defesa é frágil e há problemas no meio. O ataque até que funciona. Porém, a situação do Figueirense não é das melhores. A vitória pós- Hélio dos Anjos pode ser um bom sinal. Mas precisa mudar de postura para isso.

19º - Sport
Outro time que o fator casa não faz diferença. A “Bombonilha” não existe. O Sport foi montando a equipe durante o Brasileirão. Some isso a troca de treinadores, e terá um time em penúltimo, sem projeção de melhora e com raros destaques. A Série B é logo ali.

18º - Atlético (GO)
O Atlético está na gangorra. O técnico Jairo Araújo tem feito um bom papel, mudou bem o time nos últimos jogos e conseguiu alguns pontos por isso. O rubro-negro não jogou a toalha. Mas vai precisar correr muito para escapar.

17º - Palmeiras
Dificilmente cairá, mas precisa ficar ligado. Não é um time ruim, mas não é uma maravilha. A defesa oscila demais. Os laterais não mostram regularidade. O meio-campo depende de Valdívia. O ataque depende de Barcos. O sinal amarelo já está ligado há tempos. Só camisa não salva.

16º - Bahia
Outro time que troca de treinadores, mas não muda a postura. O Bahia até buscou contratar bem, mas não tem conjunto. É mais uma equipe que está montando o elenco durante a competição. Isso sempre significa luta para não cair. E não é diferente para o Bahia.

15º - Coritiba
Não faz um papel tão bom em casa e dificilmente ganha pontos fora. Até por isso, está perto da degola. Tem time para conseguir reverter a situação. Porém, precisa sair da gangorra. Se não, a Série B é logo ali.

MAROLA

14º - Portuguesa
Mais um na gangorra. Vence uma, empata outra, perde duas. É um time sem graça, com rara inspiração. Mesmo assim, dificilmente cairá.

13º - Ponte Preta
Mesma coisa da Portuguesa. Na gangorra, mas tem um pouco mais de graça – mesmo com Roger no ataque. Também não deve cair.

12º - Corinthians
Com a cabeça no Mundial. Tite está utilizando o Brasileirão para acertar as novas peças. E está percebendo que a vida não anda fácil.

11º - Náutico
Bem em casa, o Náutico tem surpreendido. Possui alguns bons destaques individuais, como Gideão, Patric e Souza. Além disso, o ataque é perigoso. Longe de cair.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

#Brasileirão: 19ª rodada (jogos do domingo – parte 2)

- Botafogo 0x0 Flamengo: Um jogo mediano e nada de gols. O primeiro tempo teve alguns momentos de movimentação. O Botafogo começou assustando, mas o Flamengo foi muito mais perigoso. No segundo tempo, muito mais correria do que qualidade. A melhor chance da partida veio no finalzinho. Liedson recebeu cruzamento no meio da área e cabeceou firme, no travessão.

O empate não foi bom para ninguém. Mas deu para perceber um detalhe importante. O Botafogo tem um bom meio-campo, mas não tem chegada ofensiva. O Flamengo está evoluindo muito nas mãos de Dorival Junior. Não é nada fantástico, mas pelo que era... Vale o destaque para a boa arbitragem de Péricles Bassols.

- Figueirense 3x1 Coritiba: Jogo de Aloísio. Ele só não fez chover. Participou de todas as jogadas ofensivas do Figueirense. Ele mesmo abriu o placar, aproveitando rebote para limpar a marcação e fazer 1 a 0. Logo depois, Aloísio recebeu com açúcar de Caio para ampliar. O Coritiba até diminuiu com Anderson Aquino. Aloísio era o rei da tarde e liquidou a partida no começo do segundo tempo. Após isso, nada de bom futebol.

Após demitir Hélio dos Anjos, o Figueirense venceu e jogou bem. Porém, ainda segue na lanterna e precisa de muito mais para mostrar se pode mesmo dar a volta por cima. O Coritiba segue sua sina de não vencer fora de casa. Além disso, segue irregular. Marcelo Oliveira insistiu em colocar Chico na esquerda. Pagou o preço mais uma vez.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

#Brasileirão 18ª rodada (jogos do domingo – 1ª parte)


- Atlético (MG) 3x2 Botafogo: Grande jogo no Independência. Equilibrado, com os dois times buscando o gol desde o começo. Jefferson trabalhava mais, mas o Botafogo também levava perigo nos contra-ataques. Quando o Atlético parecia perto de abrir o placar, quem conseguiu foi o time carioca com Andrezinho. Porém, o Galo não sentiu o golpe e chegou ao empate com Escudero.

A virada atleticana veio com Jô, após passe açucarado de Ronaldinho. O ritmo do jogo caiu, com os dois times encontrando dificuldades para criar. Aí apareceu Seedorf, em belo lançamento para Rafael Marques, que sofreu pênalti. Andrezinho cobrou e deixou tudo igual. Quando tudo levava ao empate, brilhou a estrela de Cuca. Ele que colocara Carlos Cesar e Neto Berola antes do gol, colheu os frutos das alterações no fim. Os dois fizeram uma grande tabela e Neto Berola deu a vitória para o Galo.

O Galo segue líder e jogando muito bem. É difícil não ver o time brigando pelo título até o fim. Cuca mudou a equipe e teve estrela. Ronaldinho jogou muito bem. E o Botafogo também fez uma partidaça. Mas venceu quem é melhor no momento. Por isso deu Atlético. Líder sem contestações.

- Grêmio 4x0 Figueirense: Um passeio tricolor no Olímpico. O Grêmio começou pressionando e aproveitando as falhas da zaga do Figueirense. Marcelo Moreno foi o cara do jogo. Mandou bola na trave, aparecia em quase todas as jogadas ofensivas. O time catarinense até tentou assustar, mas quase nada. O jogo era do Grêmio, que perdeu várias chances até conseguir abrir o placar com Elano, após belo passe de Marcelo Moreno. Porteira aberta, não demorou para Moreno tocar para Leandro limpar a marcação e ampliar.

Cabia mais: no começo do segundo tempo, mais uma assistência de Marcelo Moreno, mais um gol de Leandro. O tricolor diminuiu o ritmo. O Figueirense só chegou uma vez de forma perigosa. André Lima entrou e foi atrás dos seu gol. Após ótima troca de passes, desta vez sem Moreno, Marquinhos chutou e André Lima fechou o placar.

O Grêmio jogou fácil. O setor ofensivo funcionou muito bem. Marcelo Moreno deu um show a parte, mesmo sem fazer nenhum gol. Deu três assistências, duas bolas na trave e um chapéu. Destaque também para Leandro, que substituiu muito bem Kléber, e para boa aparição de Anderson Pico nas jogadas dos gols no primeiro tempo. O Figueirense se arrastou em campo. A zaga batia cabeça. O meio não funcionava. O ataque não levava perigo. Nem mesmo três mudanças no intervalo acordaram. A situação não é boa. Neste ritmo, a Série B é logo ali.

sábado, 18 de agosto de 2012

#Brasileirão: 17ª rodada (jogos da quinta)


- Vasco 2x2 Coritiba: Empate amargo para o Vasco. O time carioca tinha maior volume de jogo, mas finalizava muito pouco. Enquanto isso, deixava espaços para o contra-ataque do Coritiba, que desta forma chegou ao primeiro gol, com Junior Urso. Por mais que o time vascaíno buscasse assustar, era o Coxa quem levava mais perigo, ficando perto de ampliar o placar.

O jogo mudou com a entrada de Carlos Alberto. Foi dele a jogada que terminou no gol de empate marcado por Felipe. Mesmo assim, as chances eram raras para os dois times. O Vasco não conseguia finalizar. O Coritiba esperava mais um bom contra-ataque. A emoção só veio no fim. Wendel conseguiu virar o placar aproveitando cruzamento de Juninho. A vitória heróica virou tragédia dois minutos depois. Após bola alçada na área, a marcação dormiu e Everton Ribeiro aproveitou para deixar tudo igual. No fim, Alecsandro parou no goleiro Vanderlei.

O Vasco perdeu a chance de colar no Atlético. Faltou organização, sobrou espaço para o Coritiba, que aproveitou as chances que teve. O empate foi justo, mas poderia até ser um zero a zero. Coxa fora da degola. Vasco em terceiro. No fim, não foi bom para ninguém.

- Corinthians 1x0 Internacional: Outro jogo de poucas chances de gol, venceu quem soube aproveitar. Foram somente dez finalizações, sendo cinco para cada lado. O primeiro tempo foi morno, sem graça. O Inter chegou um pouco mais, mas sem grandes sustos. O mesmo ritmo seguiu no segundo tempo. O gol corintiano veio em uma jogada isolada. Falta cobrada por Douglas, gol de Paulo André. E nada mais.

A única chance clara de gol fez o resultado da partida. Um Corinthians sem graça, um Internacional perdido e sem criatividade. Os goleiros pouco fizeram. Tudo indicava um jogo sem gols. Mas Paulo André aproveitou a única boa oportunidade. Bom para o Corinthians, péssimo para o Inter, que poderia entrar no G4.

- Figueirense 1x3 Santos: O jogo poderia ser do Figueirense. A expulsão de Juan aos nove minutos, jogando em casa, pressionando muito mais e perdendo boas oportunidades de abrir o placar. O gol era questão de tempo. Mas veio a expulsão (merecia prisão) de Túlio, aos 30. E tudo ficou igual.

O começo do segundo tempo foi eletrizante. Fernandes abriu o placar aproveitando jogadaça de Aloisio. Logo depois, Neymar deixou tudo igual. O Figueirense perdeu boas chances de ampliar, principalmente com Aloisio. O Santos chegava menos, mas também levava perigo. Rafael e Wilson salvavam. Até que Bruno Peres fez bela jogada e marcou um golaço, virando o placar. Os catarinenses ficou perto do gol de empate, mas foi Ganso quem marcou, dando números finais à partida.

Ganso, Neymar e outro Santos. Mas a defesa conseguindo falhando como sempre. Porém, os gols e a atitude voltaram. O Peixe volta a sonhar com G4, mas precisa trabalhar muito. O Figueirense foi o de sempre. Criou chances, teve oportunidades, poderia ganhar a partida. Mas desperdiçou e errou demais. Além disso, caiu nas jogadas individuais do Santos. Nem o fator casa tem feito a diferença, mas dá para escapar da degola, apesar da lanterna.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

#Brasileirão: 16ª rodada (jogos do sábado)


- Bahia 0x1 Cruzeiro: O gol no começo garantiu o placar para o Cruzeiro. O time mineiro teve chances de liquidar a partida no primeiro tempo. Arriscou mais, perdeu chance incrível com Borges. O Bahia só conseguiu pressionar após a metade do segundo tempo. Tentou, desperdiçou algumas oportunidades, mas não conseguiu furar a retranca cruzeirense.

Após duas derrotas, o Cruzeiro se recupera. É um bom time. Precisa apenas de mais regularidade. O Bahia segue no Z4. Um time limitado, com raros valores. Precisa de muito mais para escapar.

- Santos 2x2 Atlético (GO): As coisas não andam fáceis para o Santos pós-Libertadores, mas parece que podem mudar. Levou 1 a 0 no começo, gol de Patric. O Peixe até reagiu, assustou, mas o bom toque de bola do time goiano levou ao segundo gol, com Wesley. Lá atrás, Márcio segurava as pontas.

Veio o segundo tempo. Entrou Patito Rodríguez. Outro Santos. Time mais ofensivo, gol do argentino logo no começo da sua estreia. A pressão santista foi gigante. O empate ficou cada vez mais perto. O Atlético não conseguia assustar. E veio o empate. Miralles sofreu pênalti e bateu para deixar tudo igual: 2 a 2.

Grande estreia de Patito. Pode ser o diferencial para o Santos mudar a situação. Com o retorno de alguns jogadores – não apenas Neymar – e um pouco de regularidade, o Peixe pode voltar a incomodar. O Atlético sabe assustar, mas não consegue segurar o placar. Por isso, está na lanterna.

- Sport 0x1 Figueirense: Aleluia, o Figueira venceu. O primeiro tempo foi horrível. O segundo foi mais movimentado. As chances apareceram. E o gol catarinense também, com Aloisio, aproveitando belo lançamento. O Sport continuou com maior volume de jogo, mas falhava demais nas finalizações. Quem acabou mais perto de marcar foi o Figueirense.

Mancini caiu, pelo bem do Sport. No Figueira, será que Helio dos Anjos fará o mesmo que fez com o Atlético (GO) em 2011?


- Flamengo 2x0 Náutico: Vagner Love. O nome do jogo vem solucionando o problema do Flamengo. Abriu o placar quando o Náutico assustava mais. Ampliou antes do intervalo. O suficiente para a vitória rubro-negra. O segundo tempo foi para administrar. O Náutico não conseguiu reagir.

Efeito Dorival Junior. A subida do Flamengo tem este motivo. Dentro dos limites, o rubro-negro vai se encaixando. Falta muito, mas já é algo. O Náutico é um time mediano. Vai incomodar bastante até o fim. Não cai, não sobe.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

#Brasileirão: 11ª rodada (jogos do domingo – 1ª parte)


- Cruzeiro 1x0 Flamengo: Venceu quem chegou menos, mais soube aproveitar a chance. Com Adryan, o Flamengo criou mais. O Cruzeiro utilizava bem o lado direito, com Ceará. Foi um jogo equilibrado. Fábio trabalhou bem mais que Paulo Victor. E Borges garantiu o placar ainda no primeiro tempo, justamente quando o rubro-negro crescia no jogo. Cruzamento de Ceará e o atacante antecipou para fazer de cabeça.

O Flamengo, como esperado, foi para cima. Pressionou praticamente toda a segunda etapa. Joel Santana errou ao tirar Adryan, mas a entrada de Hernane por pouco não deu resultado. Porém, o lance em que a bola bateu no travessão mostrou: a maré não é boa para o rubro-negro.

A partida teve seus destaques. Fábio mostra que está em grande fase. Seguro, fez boas defesas e garantiu a vitória. Ceará é uma ótima opção pela direita. Marca bem e foi o diferencial na saída cruzeirense no primeiro tempo. Borges não é perfeito, mas faz gols. E isso é o que importa. No Flamengo, Adryan não é o salvador da pátria, e nem pode ser considerado assim. Mas tem qualidade e deu um novo ritmo ao setor ofensivo. Joel Santana cai? Pode to be?

- Figueirense 0x2 São Paulo: Um gol no começo ajuda demais. Facilitou a vida do São Paulo. Ademílson aproveitou a primeira chance e fez 1 a 0. Gol que pressionou ainda mais o Figueirense, mas não agitou a partida. O primeiro tempo foi de tentativas sem grande perigo dos dois times. O Figueira melhorou e teve boas chances na segunda etapa. Pressionou até a expulsão de Fred. No fim, o tricolor matou a partida com William José.

Primeira vitória de Ney Franco. Porém, o São Paulo segue longe de convencer. Notou-se ao menos um pouco mais de determinação. Ney precisa de tempo para acertar a equipe, mas precisa exigir mais atenção e pegada. O Figueirense, que fez dos jogos em casa um diferencial em 2011, segue mal. Falta criação. Adilson Batista vem aí. Agora vai. Resta saber pra onde.