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terça-feira, 4 de dezembro de 2012

#Brasileirão: Balanço Geral – do meio para baixo

O penúltimo post analisando os clubes no Brasileirão 2012 é para aqueles que ficaram entre a corda do pescoço e o meio do caminho. Alguns aliviados. Outros frustrados.
Flamengo: Ganhou 12, perdeu 12. Sem um bom time, com poucos reforços à altura da camisa e uma diretoria confusa e sem prestígio (as eleições no clube foram prova disso), o Flamengo se arrastou pelo Brasileirão. Teve que se preocupar para fugir da degola. No fim, Vagner Love resolveu. Agora é esperar 2013.
Náutico: O Aflitos foi a grande arma para fazer o Timbu ficar na Série A. Dentro do seu estádio, raramente foi surpreendido (perdeu apenas três jogos). Desta forma, escapou da degola. Além disso, teve como destaques o volante Souza, que volta ao Palmeiras, e o atacante Kieza.
Coritiba: Começou pensando na Copa do Brasil. Perdeu a taça e o rumo. Marcelo Oliveira caiu e Marquinhos Santos chegou para tentar aliviar a barra. Venceu os jogos decisivos contra a degola e escapou com ajuda de Deivid e Lincoln. Termina o ano com a sensação de que poderia bem mais, e de que jogou bem menos.
Ponte Preta: Salvo. Mesmo sem ter um bom time e muito menos um bom elenco, a Macaca não caiu. Nem a saída de Gilson Kleina no meio do caminho afetou tanto. Pode-se dizer que se salvou muito mais pela fraqueza dos outros do que por si próprio.
Bahia: O tricolor de aço sabia que não seria tão fácil – tanto que a melhor posição em todo o campeonato foi o 11º lugar, na 1ª rodada (!). Teve três treinadores. Falcão fez o que pode, Caio Junior fez o de sempre. Jorginho chegou e conseguiu fazer com que a equipe ao menos não se entregasse. Escapou.
Portuguesa: Não teve nada de "BarceLusa". Oscilou do início ao fim. Entrou no segundo turno consciente: iria brigar para não cair até o fim. Faltando dez rodadas, parecia que o alívio estava próximo. Mas o time parou e chegou nas últimas rodadas no desespero. Porém, venceu o Internacional fora de casa e garantiu um lugar na elite em 2013.

domingo, 25 de novembro de 2012

#Brasileirão: Reflexos

O Brasileirão 2012 acabou. Só que não. Faltam ainda duas rodadas. Três times brigam diretamente para fugir da última vaga na degola. Para o restante ficaram o clima de férias e o pensamento em 2013 ou nas decisões que estão por vir (caso de São Paulo e Corinthians).

O sábado teve dois clássicos. Poderiam ser decisivos, marcantes ou pelo menos bem disputados. Acabaram sendo apenas reflexo do que os times viveram até aqui.
No Rio, Vasco e Flamengo fizeram uma partida digna de suas campanhas. O time cruzmaltino, em queda livre contra um rubro-negro buscando reconstruir após péssimo Brasileirão.

Resultado: empate e jogo morno. O Vasco abriu o placar, numa bomba de Nilton, e manteve o placar até perto do fim. O Flamengo tinha maior posse de bola, viu Prass salvar em três oportunidades e conseguiu o empate aos 41 do segundo tempo, com Marcos González e leve falha do goleiro vascaíno.
Ou seja: um Vasco que começou melhor, mas não soube administrar a vantagem e viu a vitória escapar; um Flamengo que teve que batalhar muito para não ficar no zero. Fatos que aconteceram em todo o campeonato.
Já no Pacaembu, o clássico era Corinthians x Santos. Foi jogo movimentado. O Corinthians fez sua “despedida” da torcida rumo ao Mundial. Público excelente e partida bem disputada, apesar de Paulinho e Neymar não jogarem.
O retrato da partida: Corinthians chegando muito mais ao ataque, mas sem criar oportunidades claras de gol, enquanto o Santos raramente chegava. Quando chegou, abriu o placar com Felipe Anderson. No segundo tempo, o time corintiano seguiu chegando muito mais ao ataque. Insistiu até empatar com Wallace.
Ou seja: um Corinthians que jogou sem pressão, foi buscando espaço e conseguiu chegar ao empate; um Santos sem criatividade, sem Neymar e que conseguiu o que deu. Igual a história dos dois neste Brasileirão.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

#Brasileirão: Cuidado para não cair

“Cuidado para não cair”, já dizia Jorge Ben Jor na sua música “Engenho de Dentro”. Aliás, é uma frase que cai muito bem para Flamengo e Palmeiras. Embora que cair deve ser um verbo evitado pelos torcedores desses dois times. Mesmo que ele esteja cada vez mais evidente.

Palmeiras e Flamengo podem cair da “bicicleta” chamada Brasileirão. Dois times com elencos limitados, apostas contestáveis, falta de reforços e times de baixa qualidade. Ambos vivem na sombra das lambanças e brigas dentro de suas diretorias. Aliás, as semelhanças são muitas.

A proximidade da degola não é surpresa. Por mais que o título da Copa do Brasil possa ter maquiado o alviverde, era claro que o time era ruim. A dependência de Marcos Assunção já dura mais de um ano. E foi só o meia ficar fora do time e pronto, ladeira abaixo.

Já o Flamengo não dependia de ninguém. Esperava mais de Ronaldinho. Esperava mais depois de Ronaldinho. Mas nada aconteceu. A Libertadores foi o primeiro vexame de um ano que já claramente demonstrava que não seria nada bom.

A solução para elencos limitados é apenas uma: contratar. Porém, nunca na histórias desses times as diretorias perderam tantas negociações. Para elencar alguns casos. O rubro-negro “perdeu” o zagueiro Juan para o Internacional, recebeu um estrondoso “não” de Riquelme, entre outros. O alviverde viu o volante Guilherme ir para o Corinthians e não conseguiu trazer reforços para reposição de peças importantes que saíram, como o lateral Cicinho.

Porém, vale lembrar que sim, os times contrataram. Mas não, não se reforçaram. Trazer Correa e Leandro é um leve sinal de falta de opções, com todo respeito aos jogadores. Isso sem falar de Obina, que nem joga. O Flamengo trouxe Ibson e Liédson, ambos bem longe de ser algum reforço. Isso sem falar nas apostas como Tiago Real, Ramon, e outras apostas

Sem reforços, as duas equipes dependem dos gols de seus camisas 9 – Love e Barcos. Sentem falta de um meia de ligação. Sofrem com as contusões de peças importantes. Aposta de forma desesperada em jovens revelações,que precisam mostrar toda personalidade sob uma pressão imensa.

Com tudo isso, quem paga o preço, é claro, é o treinador. Joel Santana caiu. Felipão caiu. No caso do Flamengo, a troca foi até considerada boa, já que trouxe Dorival Junior, mas os números não mostram melhora nenhuma. No Palmeiras, a diretoria demitiu o técnico que tirava água de pedra e conquistou um inexplicável título da Copa do Brasil com gol de Betinho. E pior: não vê ninguém que realmente pareça dar alguma solução.

O que o torcedor deve esperar? Do Palmeiras uma reação igual aquela que o Fluminense teve em 2009. Do Flamengo, ao menos uma leve melhora para evitar a entrada na zona de rebaixamento. Porém, a placa já indica: a Série B? É logo ali.

domingo, 9 de setembro de 2012

#Brasileirão 23ª rodada: Urubu atropelado

- Coritiba 3x0 Flamengo: Começo de jogo e Negueba chuta para defesa de Vanderlei. O começo ofensivo do Flamengo ficou nisso. Só deu Coritiba no primeiro tempo. Jogando fácil e com aproveitando o enorme espaço deixado pela marcação rubro-negra, o Coxa não demorou para abrir o placar com gol de Lincoln. Porém, o alviverde não soube aproveitar a superioridade para ampliar. O Flamengo raramente ameaçava.


O Coritiba seguiu dominando desde o começo do segundo tempo. Chegava ao ataque diante da péssima marcação adversária. O Flamengo assustou em um chute de Adryan. Só. Rafinha fez 2 a 0 após uma lambança gigante de Welinton. Deivid, estreante, deu ótimo passe e Everton Ribeiro liquidou a fatura: 3 a 0. O rubro-negro tentou descontar, pediu um pênalti (que existiu), mas era muito pouco. Quase nada. O atropelamento já tinha acontecido.

Boa vitória do Coxa na estreia do novo técnico. Porém, o time precisará mostrar mais para dizer que realmente melhorou. Jogou bem sim, mas “empurrou bêbado na descida”. Faz tempo que não via uma defesa errar tanto e dar tanto espaço como a do Flamengo. Dorival, que conseguiu até fazer alguma melhora no rubro-negro, já começa a ser contestado, com números piores do que os de Joel Santana. Trocar o técnico resolve?A degola é logo ali.

sábado, 1 de setembro de 2012

#Brasileirão 20ª rodada: Empate dos goleiros

- Flamengo 1x1 Sport: Felipe e Magrão – principalmente – foram os grandes nomes do empate. O primeiro tempo foi marcado pelos gols. Ibson abriu o placar em belo chute de fora e Felipe Azevedo deixou tudo igual em sequência. Fora isso, os times tentaram, mas pouco assustaram.
No segundo tempo, foi a vez dos goleiros aparecerem. O Sport foi quem ficou perto do gol primeiro, mas Felipe salvou. Depois, foi a vez do Flamengo ir para cima. E foi a vez de Magrão salvar.
A torcida vaiou Dorival Junior. Por mais que tenha errado neste jogo, ele tem feito “milagre” com o Flamengo. Isso não pode ser desprezado. O Sport também melhorou. Mas desperdiça muito as oportunidades que aparecem no jogo. E isso pode custar caro.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

#Brasileirão: Resumão 1º turno – briga pelo título e pela Libertadores


Fim de 1º turno. Hora de um pequeno balanço sobre os 20 times do Brasileirão. Primeiro, vamos dar um pitaco sobre quem pode sonhar com título e quem briga por Libertadores.

CANDIDATOS AO TÍTULO

1º - Atlético (MG)
Líder do Brasileirão com sobras. É o melhor time da competição. Cuca montou uma forte equipe. Tem um bom goleiro (Victor), uma defesa segura (Réver e Leonardo Silva), um bom sistema de marcação no meio (Pierre e Leandro Donizete) e um grande poder ofensivo (Ronaldinho, Bernard e Jô). Além disso, o treinador sabe mudar quando preciso, usando bem suas peças.  Com tudo isso, o Galo é sim um dos mais fortes candidatos ao título.

2º - Fluminense
O tricolor carioca é outro forte candidato ao título. Talvez não seja líder por sofrer algumas vezes com vários desfalques importantes. Por outro lado, mostrou que possui ótimo elenco. Diego Cavalieri está em boa fase, a defesa é a menos vazada da competição e o ataque é o segundo melhor. Se Fred e Deco jogassem mais, o título era quase certo.

3º - Grêmio 
O tricolor gaúcho fecha a lista dos candidatos ao titulo. Méritos de Vanderlei Luxemburgo, que solicitou contratações pontuais e encaixou o Grêmio muito bem. Gilberto Silva é o líder da zaga, bem protegida pela dupla Fernando e Souza. O meio-campo é cerebral, com Elano e Zé Roberto. O ataque conta com uma das melhores duplas do país, com Marcelo Moreno e Kléber. O problema, que não é novo, está nas laterais, que são irregulares. Mas, pode ser a chance que o velho Luxa, rei dos pontos corridos, está de volta.

DE OLHO NA LIBERTADORES

4º - Vasco
Até algumas rodadas atrás, o Vasco poderia figurar entre os favoritos ao título. Mas a falta de reposição para algumas peças acabou pesando – e deve pesar mais – na caminhada da equipe. Sem Éder Luís, o técnico Cristovão Borges sente falta de alguém que jogue na posição – e Barbio não é o ideal. O mesmo vale para a saída de Fagner, que deixou uma lacuna na lateral-direita (mesmo espaço que ocupa Éder Luís). Mesmo com Juninho, Felipe e Alecsandro resolvendo, e Fernando Prass fazendo boas defesas, o Vasco não mostra ter forças para brigar pelo título. Mas segue firme por um lugar na Libertadores.

5º - São Paulo
O São Paulo é uma grande incógnita. A falta de regularidade pesa demais para isso. Porém, com os retornos de Rogério Ceni, Lucas e Luis Fabiano, o tricolor paulista voltou a ganhar identidade, o que faltou muito em vários jogos. Desta forma, Ney Franco ganha fôlego para encaixar melhor o time. Falta acertar o lado esquerdo da defesa e a dupla de volantes, que oscila demais. O problema é que só vai conseguir fazer isso agora no segundo turno. Resumindo: o São Paulo briga pelo G4, mas pode também arrancar e brigar pelo topo.

6º - Internacional
O Internacional está devendo. Esperava-se bem mais do time colorado, que começou com cara de brigar pelo título, mas acabou perdendo o ritmo. Não dá para saber se isso é fruto da demissão de Dorival Junior. Mas já está sendo visível que Fernandão não será a solução. O time tem bons nomes. No papel, um timaço, com bons laterais, uma zaga experiente, bons meias (apesar de D’Alessandro seguir fora) e um ataque “classe A”, com Forlán e Damião. Isso no papel. Na prática, o time não equilíbrio e se mostra muitas vezes desorganizado. Falta de um camisa 10, que seria D’Ale na saída de Oscar. Falta mais ainda a mão de um bom treinador.

7º - Botafogo
Outro time que começou com cara de que brigaria até mesmo pelo título. Hoje, mal pode sonhar com a Libertadores. O Botafogo achou que só Seedorf resolveria. Grande engano. O time não tem ataque. Perdeu Herrera, Loco Abreu e Caio. Trouxe Rafael Marques. Grave erro da direção. O meio-campo é ótimo, mas quando a bola chega na frente, não tem quem resolva. E a defesa não é confiável. Na teimosia de Oswaldo de Oliveira, dá para sonhar com G4, mas nem todo sonho vira realidade.

8º - Cruzeiro
O Cruzeiro começou encantando muita gente. Até parecia que teríamos um duelo mineiro no G4. Mas aí vimos que Celso Roth era o treinador. O encanto acabou. O Cruzeiro caiu na tabela e está longe de convencer até que chegará a um G4. O time mineiro fez boas contratações. Trouxe Borges, muito melhor que Wellington Paulista. Trouxe Ceará, que é um dos destaques na lateral-direita deste Brasileiro. Mas ainda depende demais de Montillo. E o argentino não está na sua melhor fase – e isolado na armação. É mais um que sonha.

9º - Flamengo
Dificilmente o Flamengo chegará a Libertadores. Mas pela irregularidade de alguns, quem sabe. Dorival Junior já está fazendo milagres, se comparar o time atual com o que era com Joel Santana. Falta muito, mas a entrada de Cacéres deu uma maior organização ao meio, Vagner Love passou a fazer gols e mais gols, e até a defesa tem aparecido bem. Adriano vem aí, para bem ou para o mal. O tempo dirá.

10º - Santos
Fechando os candidatos a uma vaga no G4, o Santos é quem mais pode surpreender. Com o retorno de Neymar, a volta de André e a chegada de Patito, o alvinegro praiano recuperou seu poder de decisão. O velho problema segue na defesa. Mas o Peixe, na mão de Muricy, vai brigar pela Libertadores. Não tenho dúvidas.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

#Brasileirão: 19ª rodada (jogos do domingo – parte 2)

- Botafogo 0x0 Flamengo: Um jogo mediano e nada de gols. O primeiro tempo teve alguns momentos de movimentação. O Botafogo começou assustando, mas o Flamengo foi muito mais perigoso. No segundo tempo, muito mais correria do que qualidade. A melhor chance da partida veio no finalzinho. Liedson recebeu cruzamento no meio da área e cabeceou firme, no travessão.

O empate não foi bom para ninguém. Mas deu para perceber um detalhe importante. O Botafogo tem um bom meio-campo, mas não tem chegada ofensiva. O Flamengo está evoluindo muito nas mãos de Dorival Junior. Não é nada fantástico, mas pelo que era... Vale o destaque para a boa arbitragem de Péricles Bassols.

- Figueirense 3x1 Coritiba: Jogo de Aloísio. Ele só não fez chover. Participou de todas as jogadas ofensivas do Figueirense. Ele mesmo abriu o placar, aproveitando rebote para limpar a marcação e fazer 1 a 0. Logo depois, Aloísio recebeu com açúcar de Caio para ampliar. O Coritiba até diminuiu com Anderson Aquino. Aloísio era o rei da tarde e liquidou a partida no começo do segundo tempo. Após isso, nada de bom futebol.

Após demitir Hélio dos Anjos, o Figueirense venceu e jogou bem. Porém, ainda segue na lanterna e precisa de muito mais para mostrar se pode mesmo dar a volta por cima. O Coritiba segue sua sina de não vencer fora de casa. Além disso, segue irregular. Marcelo Oliveira insistiu em colocar Chico na esquerda. Pagou o preço mais uma vez.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Adriano: A última chance


Adriano voltou ao Flamengo. Era óbvio que isso aconteceria. Assim como é bem claro: é a última chance. O próprio jogador sabe disso. Mas não basta apenas saber. É preciso ser diferente como antes.

A última chance. Não deve ser fácil conviver com essa realidade. É a oportunidade de Adriano poder deixar o futebol com a impressão de que deu a volta por cima e foi muito bom quando esteve em forma. Ou pode ser a prova de que sucumbiu no meio de fatores extra-campos, como bebidas, noitadas, entre outros.

Que Adriano foi craque muita gente concorda. O que fez jogado pela Inter, pela Seleção até 2006 e pelo Flamengo em 2009 é prova disso. Agora, se Adriano ainda é craque, só a nova volta ao rubro-negro poderá dizer.

Se ele não for craque, pode sim ser ao menos decisivo. A prova disso está na própria fracasada passagem pelo Corinthians. O gol contra o Atlético (MG) na antepenúltima rodada do Brasileirão 2011 valeu praticamente o título.

Adriano chega consciente de tudo isso. Ele mesmo falou que é “a última chance”. Já chamou para si a responsabilidade, pois sabe que qualquer pisadinha fora da risca virará manchete no outro dia. E ainda mais num Flamengo, no qual não há um “cara”.

Pedir a 10 é a real prova de que Adriano vai para o racha. Eu ainda acredito que pode dar certo. 

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

#Brasileirão 18ª rodada (jogos do domingo – parte final)


- Flamengo 1x0 Vasco: O Flamengo atacou bem menos. Chegou menos ao ataque. Mas contou com Felipe e Vágner Love para vencer o clássico e aliviar de vez a pressão. Tudo isso graças ao primeiro tempo, onde o rubro-negro assustou um pouco mais no contra-ataque, foi pressionado e achou o gol com Love, aproveitando rebote de Prass em chute de Ramon.

Como esperado, o Vasco foi para cima no segundo tempo. Seguiu parando nas boas defesas do goleiro Felipe. Após os 15 minutos, o jogo esfriou. A torcida só acordou quando Léo Moura perdeu o gol mais feito do Brasileirão até aqui. O Vasco até tentava, mas em vão chegar ao ataque.

Sim, Dorival Junior conseguiu fazer com que o Flamengo tivesse bons resultados em um curto período – por incrível que pareça. E nada melhor do que uma vitória sobre o grande rival para afastar a pressão. Por outro lado, o Vasco liga um amarelo de leve. Três jogos sem vencer e a liderança fica mais longe. É preciso voltar a vencer e parar de oscilar tanto dentro da partida.

- Portuguesa 1x1 Internacional: Empate sem muita graça no Canindé. A Lusa precisa agradecer ao goleiro Dida, que salvou o time no primeiro tempo. A segunda etapa foi um pouco mais movimentada, mas com raros bons momentos. Ao menos teve gol. Juan abriu o placar para o Inter, enquanto Marcelo Cordeiro, de pênalti, empatou.

O Internacional tem um bom time. Aliás, no papel, tem um baita elenco. Mas está longe de ter conjunto. Por isso, não convenceu ainda que poderá brigar por um G4 até o fim, mesmo estando na quinta colocação. Precisa mostrar mais para isso. A Portuguesa segue na sua. Vence, empata, perde. Deve mesmo ficar do meio para baixo da tabela.

- Atlético (GO) 2x1 Palmeiras: Outro que segue na gangorra é o Palmeiras, longe de embalar no Brasileirão. O Atlético começou melhor, assustava e abriu o placar em belo gol de Eron. O alviverde raramente chegava. Quando começou a se soltar um pouco mais, empatou com Barcos.

O segundo tempo foi o oposto. Palmeiras em cima, chegando mais ao ataque e levando perigo. O Atlético chegou menos, mas conseguiu o gol da vitória com Rayllan. No fim, o alviverde pressionou, mas não conseguiu o empate.

O Atlético fez seu papel, venceu em casa e vê a luz fora do Z4 – apesar de que não deve sair tão facilmente. Luz que é o próprio Palmeiras, primeiro time fora da zona de degola. Se não tiver uma boa sequência, vai penar para sair deste incômodo lugar.  

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

#Brasileirão: 17ª rodada (jogos da quarta – parte 3)


- Botafogo 2x0 Sport: Aproveitando os erros adversários, o Botafogo venceu. Primeiro tempo de raros lances perigosos e muitos passes errados. O segundo tempo começou um pouco mais movimentado, com os times buscando um pouco mais o ataque. Porém, em um jogo marcado por mais erros do que acertos, os gols só poderiam sair após algumas falhas. Melhor para o Botafogo. Elkeson abriu o placar em belo chute, após a zaga falhar na marcação. Logo depois, erro da zaga pernambucana na saída, Seedorf aproveitou, adiantou e bateu forte: 2 a 0. Jogo liquidado.

Mesmo com a vitória, fica claro que o torcedor do Botafogo não confia em Oswaldo de Oliveira. O time custa a se encaixar no sistema de jogo. Até mesmo Seedorf joga o que sabe, mas claramente perdido. Mesmo assim, o alvinegro se aproxima um pouco mais do G4. E o Sport é mais um que segue na gangorra. Mal na classificação, precisa de muito mais do que trocar de treinador. Precisa de uma nova postura. Principalmente de sua defesa.


- Náutico 3x0 São Paulo: Um passeio do Náutico. O Timbu dominou o jogo. Pressionou desde o começo e não demorou para fazer 1 a 0, em gol de Kieza, de pênalti. Mais um pouco e ampliou com Araújo. Foi o suficiente para liquidar o São Paulo, que assustou apenas em uma cobrança de falta de Rogério Ceni. Justamente ele, o personagem do jogo.

Personagem porque o Náutico seguiu melhor. Bem organizado, aproveitando os milhares de espaços que a marcação tricolor deixava. Poderia golear se não fosse Rogério Ceni. E goleou por causa dele. No escanteio cobrado por Souza, o goleiro tricolor socou para dentro do próprio gol. Como se fosse um exemplo claro de como anda perdido o São Paulo.

Um placar que descreve o que foi o jogo. Um Náutico superior, mandando no jogo, chegando várias vezes ao ataque. Partidaça de Souza, Araújo e Rhayner. O Timbu não parece que cairá. Tem tudo para sobreviver com apenas um pouco mais de regularidade em casa. E o São Paulo... Ney Franco chegou como solução – e pode ser. Mas, já sabe que a pressão é grande. E a paciência, pequena demais.

- Palmeiras 1x0 Flamengo: Jogo com um show de cartões para o Flamengo e um gol impedido por um nariz, mas que valeu. O Palmeiras já era melhor até a expulsão justa de Ibson. Conseguiu o gol logo após, com Barcos – impedido por muito pouco – aproveitando rebote. Com Valdívia jogando bem e apanhando mais ainda, o alviverde era superior. Teve várias chances de ampliar o placar. O Flamengo só chegou no final do segundo tempo, mas sem nenhum grande perigo.

Vitória de alívio para o Palmeiras. Valdívia voltou e jogou muito bem. Os laterais apareceram. E Barcos, impedido ou não, foi decisivo. Desta forma, o Verdão não vai ser campeão, mas vai dar trabalho. O Flamengo, que vinha embalado, sentiu a falta de Cáceres, responsável por uma melhor organização no meio. A expulsão de Ibson atrapalhou muito. Mas Dorival vai, aos poucos, acertando o rubro-negro. O que já é muito.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

#Brasileirão: 11ª rodada (jogos do domingo – 1ª parte)


- Cruzeiro 1x0 Flamengo: Venceu quem chegou menos, mais soube aproveitar a chance. Com Adryan, o Flamengo criou mais. O Cruzeiro utilizava bem o lado direito, com Ceará. Foi um jogo equilibrado. Fábio trabalhou bem mais que Paulo Victor. E Borges garantiu o placar ainda no primeiro tempo, justamente quando o rubro-negro crescia no jogo. Cruzamento de Ceará e o atacante antecipou para fazer de cabeça.

O Flamengo, como esperado, foi para cima. Pressionou praticamente toda a segunda etapa. Joel Santana errou ao tirar Adryan, mas a entrada de Hernane por pouco não deu resultado. Porém, o lance em que a bola bateu no travessão mostrou: a maré não é boa para o rubro-negro.

A partida teve seus destaques. Fábio mostra que está em grande fase. Seguro, fez boas defesas e garantiu a vitória. Ceará é uma ótima opção pela direita. Marca bem e foi o diferencial na saída cruzeirense no primeiro tempo. Borges não é perfeito, mas faz gols. E isso é o que importa. No Flamengo, Adryan não é o salvador da pátria, e nem pode ser considerado assim. Mas tem qualidade e deu um novo ritmo ao setor ofensivo. Joel Santana cai? Pode to be?

- Figueirense 0x2 São Paulo: Um gol no começo ajuda demais. Facilitou a vida do São Paulo. Ademílson aproveitou a primeira chance e fez 1 a 0. Gol que pressionou ainda mais o Figueirense, mas não agitou a partida. O primeiro tempo foi de tentativas sem grande perigo dos dois times. O Figueira melhorou e teve boas chances na segunda etapa. Pressionou até a expulsão de Fred. No fim, o tricolor matou a partida com William José.

Primeira vitória de Ney Franco. Porém, o São Paulo segue longe de convencer. Notou-se ao menos um pouco mais de determinação. Ney precisa de tempo para acertar a equipe, mas precisa exigir mais atenção e pegada. O Figueirense, que fez dos jogos em casa um diferencial em 2011, segue mal. Falta criação. Adilson Batista vem aí. Agora vai. Resta saber pra onde.