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quinta-feira, 5 de julho de 2012

#Libertadores: Os heróis, o comandante e o mito

Uma conquista é feita de personagens. Todos os jogadores entraram para a história do Corinthians. Não há dúvidas. Porém, o caminho despertou heróis. Teve um comandante. Criou um mito.

Começando por Danilo. Chegou ao Corinthians em 2010. Chegou com a estima de ter ajudado o São Paulo em uma Libertadores, em 2005. Não conseguiu ajudar o time alvinegro na competição daquele ano. Foi criticado por torcedores, chegou a perder espaço na equipe. Porém, foi reconquistando seu espaço. Ganhou seu lugar e foi fundamental na conquista do Brasileirão em 2011. De lento e apagado,  hoje é titular absoluto. E agora é herói de uma nação. Fez o gol da classificação contra o Santos. Deu um passe fantástico de calcanhar para Emerson abrir o placar na decisão. Fundamental taticamente e decisivo. Teve a cara do Corinthians.

Não tem como não passar por Paulinho. Para mim, o autor do principal gol da caminhada corintiana. O jogo contra o Vasco estava amarrado. Diego Souza perdeu um gol feito. Eram 42 minutos do segundo tempo. Escanteio para o Corinthians. Alex cobra. A bola voa e encontra a cabeça de Paulinho e vai morrer no canto do gol de Fernando Prass. Ele, que foi marcante na conquista do Brasileirão, saiu como um dos heróis da classificação corintiana. O motor do time precisava deixar seu nome na história.



Cássio merece um espaço entre esses heróis. Sofreu apenas dois gols como titular. E “fez um gol”. Ou o torcedor vai dizer que a defesa com a ponta dos dedos no chute de Diego Souza não valeu por vários gols? Confiante e seguro, transmitia isso para todos, seja jogador ou torcedor. Um paredão.Parecia ter entrado numa fria. Mostrou ter a frieza e competência de um bom goleiro.

Romarinho é herói? Se não fosse o seu gol logo no primeiro toque na bola em uma Libertadores, a história poderia ser bem diferente. O Boca traria o regulamento no braço e talvez não seria tão fácil vencê-los. 

Tite não é apenas um herói. É o comandante. Foi do maior fiasco a maior conquista em pouco mais de um ano. Muitos pediram a cabeça dele após a eliminação contra o Tolima, em 2011. A direção o segurou no cargo. A atitude “ousada” colhe seus bons frutos. O treinador ganhou a confiança da torcida. E ganhou a cara de torcedor. Deu alma ao time. Personificou toda a nação corintiana. Montou um time que aprendeu a ter equilíbrio. Marcava com firmeza e esperava o momento certo para sair e matar o jogo. Passou confiança aos jogadores. Chamou a responsabilidade nas críticas. Transformou o Corinthians e deu à equipe o que tanto se esperava: a cara de Libertadores.

Todos estes são heróis. Emerson também seria. Mas quis o destino transformá-lo em algo mais. O Sheik ganha um espaço acima no coração e na memória corintiana. Sentado ao lado de Basílio, o atacante passou a ser um mito. Aquele que derrubou as barreiras do Boca para fazer o Corinthians ser campeão. Elementos para isso? O golaço contra o Santos, onde quase foi de herói a vilão. O passe para Romarinho. A catimba, a marra, a briga, e claro, os gols contra o Boca. Não precisaria nem ser o artilheiro do time na campanha. Ele fez muito mais para entrar para história alvinegra.

O Corinthians foi mais que um time. Foi um grupo de ganhadores. Por mais que alguns personagens se destaquem, o grande fator deste título tem nome: Conjunto. Jogadores, comissão técnica, direção, torcida. Juntos num só objetivo. E ele foi alcançado.

Aqui estão os persongans que libertaram uma nação:
Goleiros: Cássio, Julio César, Danilo Fernandes;
Laterais: Alessandro, Fabio Santos, Weldinho e Ramón;
Zagueiros: Chicão, Leandro Castán, Marquinhos* e Wallace;
Volantes: Ralf, Paulinho, William Arão**
Meias: Danilo, Alex, Douglas e Ramirez;
Atacantes: Emerson, Jorge Henrique, Liédson, William, Elton, Romarinho*** e Gilsinho;
Técnico: Tite.
* inscrito no lugar do atacante Adriano, dispensado; ** inscrito no lugar do zagueiro Paulo André, machucado; *** inscrito no lugar do lateral/volante Edenílson, machucado;

#Libertadores: Um título libertador


O dia da liberdade chegou. A Libertadores é do Corinthians. Acabou o peso de nunca conquistar o maior título das Américas. Fim da espera. Fim da pressão. O 4 de julho deixa de ser apenas especial para a Independência dos Estados Unidos. Agora, deve ser marcado pela Liberdade da Nação Corintiana.

Cara de Libertadores? Eu não sei se a Libertadores tem uma cara. Caso tenha, o Corinthians a teve. Não existe uma estrela, um jogador. Existe um time. Por isso foi campeão.

O Corinthians aprendeu a jogar a Libertadores. Diferente dos outros anos, quando era ganhar ou morrer, desta vez time e torcedor descobriram que para ganhar a competição precisava de outros fatores. A paciência, a entrega, o foco, a entrega. Tudo isso era muito mais importantes. E foi fundamental para o titulo.

Sorte de campeão? Claro que o Corinthians teve. Os gols que saíram no fim, desde o começo contra o Táchira até o de Paulinho contra o Vasco. Os gols salvos no fim, como na partida contra o Emelec e contra o Boca, na primeira partida. Além disso, tantos lances salvou de maneira incrível, como aquele de Diego Souza. Até mesmo a estrela de um estreante tocar pela primeira vez na bola e fazer um gol essencial. As coisas davam certo de tal forma,que o final não parecia ser outro além do título.

Heróis? Toda história de triunfo precisa de alguns. E o Corinthians teve os seus. Todos entram para história. Mas alguns vão além. 

Danilo, com o gol decisivo contra o Santos e o passe de calcanhar para Emerson fazer 1 a 0 no Boca, colocou seu nome na história. Paulinho, o jogador que a bola procurou para fazer o gol mais importante da caminhada na Libertadores, dando a vitória e a classificação sobre o Vasco. Cássio, paredão que entrou numa fria e mostrou ter frieza de um grande goleiro. Fez a defesa que valeu por muitos gols, quando ficou de frente com Diego Souza. Romarinho: primeiro toque, primeiro gol que valeu por um caminho mais leve na grande decisão. 

Émerson vai além dos heróis. Virou mito. Já tem seu lugar ao lado de Basílio no coração e na memória de todo corintiano. Jogou como o próprio bando de loucos diz: maloqueiro e sofredor. Briguento, seja pela bola ou com os adversários. Foi o grande craque corintiano. Artilheiro com cinco gols, três deles nos últimos duelos – contra Santos e Boca. 

Por fim, Tite. Ele é o retrato desse Corinthians. Que caiu contra o Tolima.Que foi liberto contra o Boca. Muitos derrubariam o treinador no revés histórico de 2011. A atitude diferente colhe os melhores frutos  depois de mais de um ano.E o técnico ganhou a alma corintiana.

O torcedor corintiano merece comemorar. O título da Taça Libertadores da América não é apenas mais uma conquista. É um grito de liberdade que ecoa por toda uma nação alvinegra. Um bando de loucos que só esperava a maior alegria depois de 100 anos de história.

Parece até que Socrátes, que sempre buscou a democracia corintiana, se juntou com os deuses do futebol e pediu: 04 de julho: Dia da Liberdade Corintiana.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

#Libertadores: Um toque, um gol. Um herói?


Disputar a final já é um fato histórico para o Corinthians. Chegar a decisão contra o temido Boca Juniors, na Bombonera, torna isso ainda melhor. Isso tudo pensando no time. O que passa então por um jogador, que mal chegou, fez sua estreia na maior competição da América e no primeiro toque ganha status de herói?

Romarinho já havia se apresentado no domingo, no clássico contra o Palmeiras. Quem o acompanhou no Bragantino, sabe que é um jogador habilidoso e de qualidade. A camisa corintiana pesaria? Não pesou no clássico. Não pesou na Libertadores. Nem a Bombonera pesou.

Foi um jogo travado, de muita disputa e poucas chances de gol no primeiro tempo. O Corinthians manteve a mesma disposição tática que o trouxe a final. O Boca, como esperado, tomou a iniciativa. Mas a primeira chance foi corintiana, em chute de Paulinho. Além disso, o único bom lance de ataque foi um voleio de Santiago Silva, que parou em Alessandro. O Boca controlava, mas pouco arriscava.

Com a entrada de Liédson no lugar de Jorge Henrique, o alvinegro perdeu movimentação pelas pontas. O time argentino foi para cima no segundo tempo. Fez em dez minutos muito mais do que em toda primeira etapa. Começou a jogar em cima de Alessandro e Fabio Santos, e ambos tinham dificuldades na marcação.

As jogadas dos xeneizes eram todas carimbadas por Riquelme. Seja nos lances pelo meio, seja nas bolas paradas. O camisa 10 é o cérebro do time. Curiosamente, em um dos raros lances que não passaram por Riquelme, veio o gol do Boca. Mouche cobrou escanteio, Santiago Silva aproveitou desvio e cabeceou. Chicão salvou com o braço (merecia cartão, até ser expulso) e Roncaglia mandou para o gol: 1 a 0 Boca.
O Corinthians seguiu marcando no campo de defesa, deixando o Boca atacar. A pressão continuou. Mas aí Tite resolveu mudar o time. E mudou o jogo.

Eram 37 minutos. Danilo, apagado no jogo, saiu para entrada de Romarinho. Uma aposta tática ou na fase do garoto, que tinha liquidado a partida contra o Palmeiras? Seja o que for, três minutos depois veio o resultado. Émerson deu um belo passe e deixou o garoto na boa. Ele infiltrou na área e deu apenas um toque na bola, certeiro, por cima de Orión, com a frieza e a inteligência de um artilheiro. Um toque digno de Romário. Um gol que pode transformar um jogador em um mito.

O técnico Julio Falcioni quase teve a mesma estrela no fim. Viatri, que entrara no lugar de Santiago Silva, cabeceou no travessão. No rebote, na pequena área, Cvitanichi, que substituiu Mouche, perdeu a chance de fazer o gol da vitória.

O Boca lamentou o resultado. Poderia ter melhor sorte. Foi melhor. Mas podemos dizer: o Corinthians sai da Bombonera com sorte e estrela de campeão. Mas ainda não é. O gol de Romarinho pode entrar para história do clube. Ou ser apenas mais um. Depende do jogo no Pacaembu. Ali ele pode ser de fato o herói. Porém, uma coisa Romarinho conquistou: a confiança, o respeito e um baita espaço no Corinthians.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

#Libertadores: Final dos melhores

Corinthians e Boca Juniors começam a decidir a final da Libertadores. Para os corintianos, o fim de uma espera de mais de meia década, desde o início da competição. Para os argentinos, chegar mostra que o gigante está de volta.

O Boca joga no ritmo de seu maestro: Riquelme. O camisa 10 é quem faz o Boca jogar. Além dele, a equipe conta com a boa dupla de ataque formada por Mouche, sempre acionado nos contra-ataques, e Santiago “El Tanque” Silva, que tem faro de gol. Ledesma aparece bem no meio, junto com Ervitti, saindo mais pelos lados. Com Riquelme, formam um excelente trio. 

Por outro lado, a defesa é lenta. Os laterais raramente vão ao ataque. Mas Orión mostrou que está em boa fase e com sorte. 

Além disso, há uma camisa acostumada com decisões – e com títulos. Uma torcida conhecidamente apaixonada. E um estádio mítico – não tanto como antes, mas ainda mítico. Todos estes ingredientes esperam o Corinthians na final.

O Corinthians está na final da Libertadores por méritos. Não chegou a toa. Não chegou por acaso. Não chegou por causa de um jogador. Chegou porque tem time. E é isso que faz a diferença. Não sei se existe mesmo uma “cara de Libertadores”. Mas, se existir, penso que o Corinthians está com esta cara.  

Cássio mostra estrela no gol. Os laterais são competentes taticamente. A zaga passa segurança. Os volantes fazem a diferença. Ralf destrói, Paulinho é o motor. Danilo faz a diferença. Emerson tem decidido.

O que o Corinthians tem de especial? Tem um grupo focado. Diferente de outras Libertadores, é um time que se entrega e está focado no que quer. Não vejo uma crise de egos em caso de fracasso na decisão. É uma equipe muito bem organizada e comandada por Tite. Sabe marcar e sabe decidir. E tem a sorte ao seu lado por algumas vezes. 

sexta-feira, 22 de junho de 2012

#Libertadores: O gigante na final

O Boca Juniors está na final da Libertadores. O gigante argentino enfrentará o Corinthians na decisão. Eliminou a Universidad de Chile, jogando de forma consistente as duas partidas. Sem nenhum alarde, eles chegaram. Com a mesma força de sempre. 

Primeiro, sobre o jogo que garantiu a vaga. Com 2 a 0 de vantagem, o Boca esperou os chilenos. Assustou nos contra-ataques e ficou perto do gol com Riquelme e Mouche. A trave e Herrera salvaram La U,que tinha posse de bola, mas não conseguia concluir com perigo no primeiro tempo. 

No segundo tempo, os chilenos foram para cima. Acertaram o travessão em cobrança de falta de Díaz. O Boca seguiu chegando com perigo nos contra-ataques. Enquanto isso, a Universidad de Chile pressionava. Díaz, o cérebro do time, ficou perto do gol por duas vezes, mas parou em Orión e na trave. Por mais que tentava, a bola teimava em não entrar. Os argentinos seguraram o placar e garantiram a vaga na decisão.

O Boca joga no ritmo de seu maestro: Riquelme. O camisa 10 é quem faz o Boca jogar. Além dele, a equipe conta com a boa dupla de ataque formada por Mouche, sempre acionado nos contra-ataques, e Santiago “El Tanque” Silva, que tem faro de gol. Ledesma aparece bem no meio, junto com Ervitti, saindo mais pelos lados. Com Riquelme, formam um excelente trio. 

Por outro lado, a defesa é lenta. Os laterais raramente vão ao ataque. Mas Orión mostrou que está em boa fase e com sorte. 

Além disso, há uma camisa acostumada com decisões – e com títulos. Uma torcida conhecidamente apaixonada. E um estádio mítico – não tanto como antes, mas ainda mítico. Todos estes ingredientes esperam o Corinthians na final.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

#Libertadores: Chegou quem merecia


Chegou quem é melhor. O Corinthians está na final da Libertadores por méritos. Não chegou a toa. Não chegou por acaso. Não chegou por causa de um jogador. Chegou porque tem time. E é isso que faz a diferença. Não sei se existe mesmo uma “cara de Libertadores”. Mas, se existir, penso que o Corinthians está com esta cara.  

O Santos fez um primeiro tempo quase perfeito. Dentro daquilo que precisava. Teve mais posse de bola, errava muito pouco, Juan aparecia bem e Neymar chamou a responsabilidade. O Corinthians, como quase sempre, segurava o jogo, até porque tinha o placar em vantagem. Mas, era certo que o gol santista sairia. E saiu com Neymar começando e completando a jogada, que passou por Alan Kardec, Borges, trave até a bola tocar nos pés do camisa 11 e entrar. 

Tite fez uma mudança no intervalo. Colocou Liédson apostando que poderia ser o dia da redenção do atacante que está em baixa. Mas a grande alteração veio aos dois minutos do segundo tempo. A bola foi alçada na área e sobrou nos pés de Danilo. Façamos aqui uma pausa.

Danilo chegou ao Corinthians em 2010. Chegou com a estima de ter ajudado o São Paulo em uma Libertadores, em 2005. Não conseguiu ajudar o time alvinegro na competição daquele ano. Foi criticado por torcedores, chegou a perder espaço na equipe. Porém, foi reconquistando seu espaço. Ganhou seu lugar e foi fundamental na conquista do Brasileirão em 2011. De lento e apagado,  hoje é titular absoluto. E agora é heroi de uma nação.

A bola foi buscar justamente os pés de Danilo. O meia dominou livre e tirou de Rafael. O gol veio na hora certa para o Corinthians. O Santos sentiu o gol. Ficou nervoso, afobado, desorganizado. Ganso não aparecia. Borges muito menos. Alan Kardec errava. Neymar não resolvia. Muricy mudou dentro do que podia. E percebeu que, com o banco que tem, não poderia fazer muito.

O tempo se arrastou. O gandula apareceu. O auxiliar Altemir Hausmann fez show no final (o que foi aquele semicírculo no gramado?). E a vaga esperada há tanto tempo pelos corintianos veio.

O que o Corinthians tem de especial? Tem um grupo focado. Diferente de outras Libertadores, é um time que se entrega e está focado no que quer. Não vejo uma crise de egos em caso de fracasso na decisão. É uma equipe muito bem organizada e comandada por Tite. Sabe marcar e sabe decidir. E tem a sorte ao seu lado por algumas vezes. 

Vale lembrar: chegou na final. Não foi campeão. Falta muito para isso. Pela frente, Boca ou La U. Duas grandes equipes. Mas, pode-se afirmar: chegou quem merecia.E o Corinthians é um deles.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

#Libertadores: Peixe classificado


Quem esperava vida fácil, percebeu um detalhe muito importante: o Vélez não era o Guarani e nem o Bolívar. O Santos teve pela frente um adversário bem organizado, com bons jogadores e camisa. A dificuldade para classificar foi reflexo disso.

O Santos não conseguiu jogar bem. Teve dificuldades para encontrar espaços. Neymar pouco fez. Ganso também. Tinha maior posse de bola, mas poucas vezes chegava ao gol adversário. A melhor oportunidade surgiu aos 40 minutos. Neymar recebeu ótimo lançamento de Elano, tirou do goleiro Barovero, que acertou o atacante santista fora da área. Como era o último homem, cartão vermelho. Pena que não deu para aproveitar o embalo de ter um homem a mais no primeiro tempo.

A partida na segunda etapa foi mais aberta. O Santos arriscou mais. O Vélez teve duas chances para matar o jogo. Por outro lado, o goleiro reserva Montoya trabalhou bem. Fez pelo menos três grandes defesas. 

Muricy Ramalho apostou em Léo para o lugar do apagado Juan, com o objetivo de usar mais o lado esquerdo. Deu certo. Léo fez a jogada para Ganso, que deu um toque perfeito para Alan Kardec fazer: 1 a 0. Placar que levou a partida aos pênaltis. 

Kardec, Ganso e Elano (sim, Elano!) marcaram nas suas cobranças. Já pelo lado do Vélez, Martinez fez, Canteros mandou na praia e Rafael defendeu o chute de Papa. Quem ficou com o papel de matar o jogo? Léo. E o lateral não desperdiçou. Para ser de vez o nome do jogo e colocar o Santos nas semifinais da Libertadores.

E teremos novamente um brasileiro na final. Nas semi, Corinthians x Santos. Jogo sem favorito e com rivalidade. Não poderia ser melhor.

#Libertadores: Deu Boca


O gol aos 17 minutos dava impressão que a noite seria muito boa para o Fluminense. O time estava bem organizado, marcava bem e não dava chances para o Boca Juniors. Porém, faltava objetividade. O tricolor pressionava, mas não levava perigo.

Para se ter ideia, entre chutes e ataques, o melhor lance do Fluminense no primeiro tempo foi o chute de Carleto, que originou o gol. Enquanto isso, os argentinos mal conseguiam trocar passes. Porém, o Flu não conseguiu aproveitar a desorganização e o nervosismo adversário.

No segundo tempo, o Boca buscou segurar mais a bola e apostar nas bolas paradas. Mas a primeira grande chance foi do Fluminense, com Thiago Neves batendo cruzado e a bola passando em frente à Rafael Sóbis.
O jogo ficou nervoso, como esperado. O Fluminense ficou ansioso.  Os argentinos travaram a partida e esperaram um lance para quem sabe liquidar a classificação. E assim aconteceu.

Riquelme pegou pouco na bola. Não fez nada genial até os 45 minutos do segundo tempo. Quando todo mundo já pensava nos pênaltis, ele apareceu. Tocou de cabeça, recebeu de volta e em dois toques na bola, lançou Rivero, que apareceu pelo lado direito. O meia invadiu a área e bateu. Diego Cavalieri defendeu, a bola bateu na trave, ia até a outra, e o goleiro espalmou para o meio da área. Ali estava Santiago Silva, que balançou as redes e classificou o Boca.

O Fluminense tinha a partida na mão. Não soube definir. Finalizou pouco e acabou entrando no jogo dos argentinos. Ficou travado na marcação, acabou afobando e irritando com a situação. E em um descuido, perdeu a vaga. 

O Boca não é aquele de antes, mas é o Boca. Copeiro, com camisa e espírito de Libertadores. E tem sim bons jogadores. Como Riquelme, capaz de decidir um jogo em dois toques na bola. Olho neles.

Ao Fluminense, resta o Brasileirão. Campeonato no qual é sim favorito. Tem elenco para chegar. E tem craques para brigar. Só precisa saber virar a página.

#Libertadores: Com alma corintiana


Eram 42 minutos do segundo tempo. Escanteio para o Corinthians. Alex cobra. A bola voa e encontra a cabeça de Paulinho e vai morrer no canto do gol de Fernando Prass. Um gol que pode ser histórico para o Corinthians.

Foi um jogo de três momentos. Todos no segundo tempo. Cada um com um personagem. Todos fundamentais pela caminhada do Corinthians até aqui.

O primeiro deles aconteceu aos 10 minutos. A expulsão de Tite foi marcante pelo que provocou. A imagem do treinador na torcida, passando informações aos atletas, comemorando o gol da classificação. Tite personificou toda a torcida corintiana. 

Saltamos aos 18 minutos. Alessandro tenta mandar a bola para área. Diego Souza divide e rouba no campo de defesa. Arranca, livre, sem ninguém pela frente. Apenas Cássio.


Apenas não. O goleiro virou um gigante. Esperou o atacante vascaíno definir. Diego chutou no canto esquerdo do camisa 24. Cássio saltou e tocou com a ponta dos dedos. A bola foi correndo até sair próxima a trave. O Vasco perdia ali o gol do jogo. O Corinthians praticamente marcava um naquele momento.

E voltamos aos 42 minutos. O jogo parecia ir aos pênaltis. O zero a zero não parecia querer sair do placar. Os dois times acertaram a trave. Ambos perderam boas chances. Muitos já esperavam as cobranças penais. Paulinho já tinha dado uma cabeçada incrível, para uma defesa fantástica de Fernando Prass. Mas os deuses da bola queriam que o camisa 8 fosse o herói. Ele, que foi marcante na conquista do Brasileirão, saí como um dos heróis da classificação corintiana.

O Corinthians não ganhou nada. Tem uma semifinal complicada pela frente, seja Santos, Universidad de Chile ou Libertad. Mas os três personagens desta partida retratam este time. 

Tite ganhou a confiança da torcida. E ganhou a cara de torcedor. Deu alma ao time. Cássio passa segurança ao time e ao corintiano, o que faltava para um goleiro até aqui. E Paulinho é o retrato deste Corinthians, que marca, corre e consegue chegar ao gol. 

O Corinthians chegou. Tem alma, tem vontade. Não é um time de espetáculo. É um time de resultado. E isso pode ser fundamental para ganhar a tão sonhada América.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Na pressão, Santos na final

O Santos está na final da Libertadores. Aproveitou as chances no primeiro tempo, se segurou como pode no segundo. Assim, arrancou o empate e está garantida na decisão. Com a cara de Muricy.

Logo no primeiro lance de ataque, Zé Love abriu o caminho da classificação do Santos. Ficou ainda mais perto, após lambança da zaga com o goleiro do Cerro. Isso após um chutão de Edu Dracena.

O erro acordou o time paraguaio. Iturbe diminuiu. Logo depois, Rafael salvou. Porém, no fim do 1º tempo, Neymar fez 3 a 1. Jogo ganho? Não em Libertadores. O Cerro abriu, mas o Santos não aproveitar o espaço. Com isso, tome pressão. Lucero, já no segundo tempo, diminuiu em belo chute.

A bola aérea era um terror para a defesa santista. O Santos recuou, Muricy conseguiu melhorar a marcação, mas a equipe não tinha saída de jogo. Rafael salvou o Peixe. Aos 36, veio o empate, em um golaço de Fabbro. No fim, uma bola na trave para cada lado, expulsão de Edu Dracena e mais uma boa defesa de Rafael.

Jogo com cara de Libertadores. Uma bela partida onde o Santos abusou da sorte e conseguiu se segurar. No melhor jeito Muricy e Libertadores, o Peixe está na final. Pela frente, um adversário tão forte quanto os que vieram até agora (América, Once Caldas e Cerro). Seja Vélez ou Peñarol, o Santos terá uma parada muito difícil.

Por fim: a agressão contra Muricy é algo revoltante. Até quando a Conmebol ficará apenas olhando tais coisas? Até quando será omissa dessa maneira? O Cerro é campeão nesse tipo de confusão. É triste concordar com Muricy: não vão punir. Ridiculamente esperado.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Tropeços tricolores, vitória colorada

- O que acontece com o Fluminense? O time mais badalado no ano não consegue mais se acertar. Desorganizado no setor de criação, sem saída de jogo pelas laterais e volantes, Conca fora de ritmo, Fred (pra variar..) machucado... São vários fatores que vão deixando o time de Muricy em situação delicada, principalmente na Libertadores.

O empate com o Nacional por 0 a 0 foi justo. Nem um dos times jogaram bem, apesar dos uruguaios perderem uma chance incrível. O Fluminense não se acertou. Conca está claramente sem ritmo. Carlinhos não surge como opção na esquerda mesmo com três zagueiros. Marquinho é irregular. Jogar em casa com Rafael Moura como único atacante não funciona. O velho "chuveirinho", tão utilizado nos tempos de São Paulo, é uma opção, mas sem grande sucesso.

O grupo do Fluminense é complicado. São três times de qualidade. Ontem, o Argentino Juniors derrotou o América (MEX) por 3 a 1, de virada, em casa, e assumiu a liderança. Faltam quatro jogos, mas apenas mais um em casa pra o Flu. Situação não é fácil. Impossível não é. Mas, com essa bola que está jogando, não classifica.

- Outro tricolor que tropeçou foi o Grêmio. Jogo complicado, clima pesado. O Grêmio começou bem, trocando passes e chegou ao primeiro gol logo aos quatro minutos, com Borges. Porém, logo após o gol, começou a pressão do Junior Barranquilla. Primeiro, uma bola na trave. Depois, o gol de empate, com Hernández. Quase a virada veio no primeiro tempo.

Renato precisou tirar Carlos Alberto para não ser expulso. Sem Lúcio, machucado, colocou Bruno Collaço, para atuar da mesma forma. O tricolor voltou mais organizado na marcação, tocando mais a bola e parando a pressão colombiana. O ritmo do jogo caiu.

Aos 27, um lance incrível. O zagueiro Rodolfo quase fez um gol histórico. Do campo de defesa, ele viu o goleiro adiantado e chutou. A bola pingou e subiu demais, passando por cima. O mais incrível é que, apenas um minuto depois, o Barranquilla chegou à virada, com Viafára, após cobrança de escanteio.

O Grêmio tem um bom time, mas Lúcio fez falta ao esquema de Renato Gaúcho, assim como a saída antecipada de Carlos Alberto. O que ficou evidente é a falta de opções no mesmo nível. O tricolor enfrentou o melhor de sua chave. Ambos passam sem grandes dificuldades.

Não quero comentar sobre o pós-jogo, onde apedrejaram o ônibus gremista. Isso é lamentável demais. Libertadores tem clima pesado, mas isso já é ridículo e apenas aumentará, já que o Junior joga em Porto Alegre.

- Não vi a goleada do Internacional sobre o Jaguares. Bolatti fez mais dois gols e mostra que marca bem e aparece com eficiência no ataque. Damião e Oscar fecharam no segundo tempo: 4 a 0. Roth foi vaiado e jogou com três volantes, apesar de Guiñazu jogar mais como meia. Tudo normal. O que importa é resultado, não é Roth? Falta apenas convencer o torcedor disso.

Não parece que o Inter terá grandes dificuldades para se classificar. O grupo é fácil. Só não pode bobear igual na estreia.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Lá vai o Cruzeiro

Não foi um jogo fácil, mas nada complicado também. A unica dificuldade do Cruzeiro para golear o Guarani (PAR) foi a forte marcação e a retranca armada pelo time paraguaio. Tirando alguns pequenos sustos, a Raposa comandou quase todo jogo e foi abrindo espaços para fazer o placar: 4 a 0.

O Cruzeiro atuou com um time parecido do que goleou o Estudiantes. Mas, pela frente, um Guarani com duas linhas de marcação, fechando os espaços e apostando em um possível contra-ataque. Não deu. A Raposa conseguiu espaços e venceu. Mais uma vez, Wallyson foi o destaque. Foram dele os dois primeiros gols. Com boa movimentação, vai aparecendo como titular absoluto em 2011. Depois, no fim, Farías e Thiago Ribeiro - golaço! - fecharam o placar.

O Cruzeiro não é um time de espetáculo. Mas tem um grupo bem armado por Cuca. Os volantes funcionam, Victorino é um ótimo zagueiro, Fábio é seguro no gol. Montillo é fora de série. E Wallyson, como disse antes, funciona. Além disso, Cuca conta com boas opções.

Anotem: o Cruzeiro, sem barulho, vai mais uma vez longe.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Com cara de Grêmio

O Grêmio não foi genial, mas venceu do melhor jeito Grêmio de ser. Na raça, na vontade, na pegada. O juizão ajudou no pênalti que originou o primeiro gol. O caminho foi aberto ali, já que o Oriente Petrolero veio fechado, com duas linhas de quatro, marcando muito. Douglas fez e a vitória começou a ser garantida ali.

No segundo tempo, Gílson e o próprio Douglas deram números finais. Um 3 a 0 sem maiores dificuldades. Com Carlos Alberto e Borges, o setor ofensivo ganha qualidade e uma nova cara. Lúcio jogou como segundo volante, mas deve dar lugar para Escudero (que não é aquele do Corinthians, é melhor). Gílson foi uma agradável surpresa. Aliás, os laterais funcionam razoavelmente bem no tricolor.

O Grêmio não é encantador, não é genial e nem joga bonito. Mas joga com sua cara de sempre: pegada, vontade, raça. Isso pode levar o tricolor longe. Ainda mais em uma Libertadores.

Jeito Roth de ser...

- O Internacional ficou no empate com o Emelec, fora de casa. Faltou sorte. Mas, jogou no jeito Roth. Três volantes, dois meias ofensivos e um grandalhão na área. Assim, o colorado ficou no 1 a 1.

O domínio, em boa parte do jogo, foi do Inter. Várias oportunidades criadas, principalmente pelo lado esquerdo. Porém, um domínio sem grandes sustos. No segundo tempo, o mesmo retrato. O Emelec assustava, mas o Inter era melhor. Abriu o placar com o bom volante argentino Bolatti, de cabeça, em cobrança de escanteio. E aí, tome pressão equatoriana. E tome empate.

Torcedor do Inter, pode se preparar. O time esse ano será com a cara de Roth. Três volantes. Não que isso seja ruim, mas são três que não saem muito para o jogo. Darão liberdade para os três homens ofensivos. Se vai dar certo ou não, os próximos jogos nos mostrarão.

- Nos outros jogos da Libertadores da noite, o Unión Española empatou no finalzinho com o Universidad Católica, no duelo chileno. No fim, 2 a 2. Os dois times estão no grupo 4, o mesmo de Vélez e Caracas. Os argentinos lideram.

Trem Azul atropelou

O Cruzeiro atropelou o Estudiantes na estreia da Libertadores. Nem deu tempo de respirar e Walyson abriu o placar, contando com desvio da zaga. Roger, após belo lançamento de Montillo, ampliou. O próprio Montillo, após tentar algumas vezes, apareceu na cara do gol, tirou do zagueiro, do goleiro e fez: 3 a 0. Tudo no primeiro tempo.

O argentino estava impossível. Ele fez o quarto, pegando de primeira a sobra de uma bela tabela entre Gilberto e Henrique. Um golaço. O Estudiantes até começou a jogar, mas parou em Fábio. Era noite do Cruzeiro. Wallyson, após contra-ataque, liquidou o jogo: 5 a 0.

Foi um verdadeiro atropelamento. Cuca foi ousado e escalou o melhor do Cruzeiro. Gilberto na esquerda, dois volantes com saída de jogo, dois meias de habilidade e criação e um atacante veloz. Foi essa fórmula que fez o trem azul passar por cima do Estudiantes. Verón e Pérez até tentaram, mas não conseguiram jogar. Como joga bola esse Montillo.

Uma goleada para apagar a impressão deixada na goleada sofrida contra o Atlético e para descer da garganta o time argentino. Olho na Raposa. Cuca aprendeu que pode - e deve - ousar com o Cruzeiro.