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domingo, 21 de agosto de 2011

Uma noite de Oscar

O gol de Oscar no começo do jogo e o empate logo depois de Portugal, com Alex, mostrava que seria um jogaço. E em grandes jogos, sempre aparece uma estrela. Nesse caso, o nome foi Oscar.

O meia do Inter abriu o placar no começo do jogo, com ajuda do zagueiro português, em desvio na cobrança de falta. Porém, Portugal respondeu logo depois, em jogada da ótima dupla de ataque. Nelson Oliveira fez a jogada e deixou Alex livre para marcar.

Não demorou e o Brasil quase fez o segundo. A bola cortada pelo zagueiro quicou e bateu na trave e no travessão. A Seleção comandada por Ney Franco pressionou. Teve boas chances, quase sempre saindo dos pés de Oscar. Portugal, bem organizado ofensivamente, chegava mais nos contra-ataques.

Veio o segundo tempo. Ney Franco fez as mesmas mudanças que realizou contra o México, com Allan no lugar de Gabriel Silva e com Negueba substituindo William. Mas, em contra-ataque, Nelson Oliveira foi sozinho pela direita e marcou: 2 a 1.

Ney Franco não esperou. Tirou Philippe Coutinho - apático e falhou no começo da jogada que resultou no gol português - e colocou Dudu. Mesmo assim, Portugal chegava com perigo nos contra-golpes.

O ritmo do jogo não era o mesmo do primeiro tempo. Como esperado, ficou mais brigado, disputado. Mas era a noite de Oscar. Dudu fez bela jogada pela esquerda e o meia aproveitou o rebote do goleiro: 2 a 2. O gol animou o Brasil, mas a decisão foi para a prorrogação.

Portugal teve a chance de matar o jogo. Parou em Gabriel. O Brasil também, duas vezes com Danilo. Porém, a noite iluminada tinha nome. Oscar cruzou, mas a bola queria consagrar o garoto como heroi. Ela foi direto para as redes. Um golaço sem querer. Gol do título. Henrique ainda perdeu mais um no fim. Não fez falta.

Ele não fez um gol sequer antes. Guardou tudo para a decisão. Um hat-trick inesquecível para o jovem meia do Internacional. Heroi de uma conquista que não foi fácil. Foi a noite de Oscar.

A sombra de Lucas e Neymar esteve em quase toda a competição. O empate na estreia, contra o Egito, gerou dúvidas no torcedor. Mas Ney Franco acertou o time. E a vitória sobre a Espanha, nas quartas-de-final, deram o sinal: a equipe estava pronta.

Ney Franco sai consagrado com este título. Mostra o potencial que tem. Por todas as conquistas, prova que é um dos melhores técnicos atualmente. Leva uma geração ao título. Prova que o talento sobrevive no Brasil. Tudo isso com uma noite iluminada de Oscar. Soma completa que faz do sub-20 brasileiro pentacampeão.

sábado, 30 de julho de 2011

Muito abaixo do esperado

Fraca estreia da seleção sub-20 no Mundial. O Egito foi melhor em boa parte do jogo. O Brasil tinha alguns lampejos de criatividade. Assustava mais na bola parada. E foi assim que conseguiu abrir o placar, com o lateral Danilo, do Santos, de cabeça: 1 a 0.

Mesmo com o gol, quem seguiu melhor foi o Egito. A seleção africana assustou em vários lances, principalmente com Ibrahim, Hamdy e Salah. Com tanta pressão, conseguiu o empate. Danilo falhou e Gader deixou tudo igual.

O Brasil continuou sem grande criatividade na partida. Casemiro, Oscar e Coutinho apareceram em alguns lances, mas muito abaixo do esperado. Nem as entradas de Dudu, Negueba e Henrique deram jeito. No fim, o Brasil pressionou, mas sem nenhum sucesso.

A defesa não foi segura e Gabriel Silva apareceu pouco pela esquerda. Casemiro muito abaixo do esperado. Alan Patrick fraco. Coutinho apagado. Oscar até tentou, mas jogar de atacante não é a dele. William se esforçou. Dudu e Negueba até tentaram, mas muito pouco fizeram. Henrique também. Em resumo: prova de que Lucas e Neymar levaram o Brasil nas costas no Sul-Americano.

Em um grupo teoricamente fraco como esse, o Brasil tem obrigação de se classificar. Não dá para tropeçar em Áustria e Panamá - os dois também empataram na estreia, por 0 a 0.

Vale também dizer: muito bom o time do Egito. Toques rápidos, força e várias jogadas ofensivas. Pode ir longe nesse Mundial.