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terça-feira, 4 de dezembro de 2012

#Brasileirão: Balanço Geral – do meio para baixo

O penúltimo post analisando os clubes no Brasileirão 2012 é para aqueles que ficaram entre a corda do pescoço e o meio do caminho. Alguns aliviados. Outros frustrados.
Flamengo: Ganhou 12, perdeu 12. Sem um bom time, com poucos reforços à altura da camisa e uma diretoria confusa e sem prestígio (as eleições no clube foram prova disso), o Flamengo se arrastou pelo Brasileirão. Teve que se preocupar para fugir da degola. No fim, Vagner Love resolveu. Agora é esperar 2013.
Náutico: O Aflitos foi a grande arma para fazer o Timbu ficar na Série A. Dentro do seu estádio, raramente foi surpreendido (perdeu apenas três jogos). Desta forma, escapou da degola. Além disso, teve como destaques o volante Souza, que volta ao Palmeiras, e o atacante Kieza.
Coritiba: Começou pensando na Copa do Brasil. Perdeu a taça e o rumo. Marcelo Oliveira caiu e Marquinhos Santos chegou para tentar aliviar a barra. Venceu os jogos decisivos contra a degola e escapou com ajuda de Deivid e Lincoln. Termina o ano com a sensação de que poderia bem mais, e de que jogou bem menos.
Ponte Preta: Salvo. Mesmo sem ter um bom time e muito menos um bom elenco, a Macaca não caiu. Nem a saída de Gilson Kleina no meio do caminho afetou tanto. Pode-se dizer que se salvou muito mais pela fraqueza dos outros do que por si próprio.
Bahia: O tricolor de aço sabia que não seria tão fácil – tanto que a melhor posição em todo o campeonato foi o 11º lugar, na 1ª rodada (!). Teve três treinadores. Falcão fez o que pode, Caio Junior fez o de sempre. Jorginho chegou e conseguiu fazer com que a equipe ao menos não se entregasse. Escapou.
Portuguesa: Não teve nada de "BarceLusa". Oscilou do início ao fim. Entrou no segundo turno consciente: iria brigar para não cair até o fim. Faltando dez rodadas, parecia que o alívio estava próximo. Mas o time parou e chegou nas últimas rodadas no desespero. Porém, venceu o Internacional fora de casa e garantiu um lugar na elite em 2013.

domingo, 9 de setembro de 2012

#Brasileirão 23ª rodada: Urubu atropelado

- Coritiba 3x0 Flamengo: Começo de jogo e Negueba chuta para defesa de Vanderlei. O começo ofensivo do Flamengo ficou nisso. Só deu Coritiba no primeiro tempo. Jogando fácil e com aproveitando o enorme espaço deixado pela marcação rubro-negra, o Coxa não demorou para abrir o placar com gol de Lincoln. Porém, o alviverde não soube aproveitar a superioridade para ampliar. O Flamengo raramente ameaçava.


O Coritiba seguiu dominando desde o começo do segundo tempo. Chegava ao ataque diante da péssima marcação adversária. O Flamengo assustou em um chute de Adryan. Só. Rafinha fez 2 a 0 após uma lambança gigante de Welinton. Deivid, estreante, deu ótimo passe e Everton Ribeiro liquidou a fatura: 3 a 0. O rubro-negro tentou descontar, pediu um pênalti (que existiu), mas era muito pouco. Quase nada. O atropelamento já tinha acontecido.

Boa vitória do Coxa na estreia do novo técnico. Porém, o time precisará mostrar mais para dizer que realmente melhorou. Jogou bem sim, mas “empurrou bêbado na descida”. Faz tempo que não via uma defesa errar tanto e dar tanto espaço como a do Flamengo. Dorival, que conseguiu até fazer alguma melhora no rubro-negro, já começa a ser contestado, com números piores do que os de Joel Santana. Trocar o técnico resolve?A degola é logo ali.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

#Brasileirão 20ª rodada: Uma vitória que caiu na mão


- Coritiba 1x0 Internacional: O Internacional foi superior em quase todo o jogo. Teve maior posse de bola e criou as melhores chances de abrir o placar. Perdeu duas ótimas oportunidades no primeiro tempo, uma incrível com Forlán e uma bola na trave com Damião.

O gol do Coritiba veio na sua primeira boa chegada ao ataque, já no segundo tempo. Muriel salvou chute de Lincoln, mas no rebote, a zaga tentou tirar e chutou em cima de Rafinha. A bola bateu no mão do meia e acabou no canto do goleiro. Gol polêmico, mas legal, já que foi um típico “bola na mão”. O colorado seguiu melhor e em busca do empate, mas sem sucesso. No fim, Ayrton quase ampliou, mandando na trave.

Vitória importante do Coritiba, mesmo sem jogar bem. Resultado que dá animo, mas ainda não tira o sinal amarelo. A equipe precisa melhorar e deixar de oscilar tanto. Por outro lado, o Internacional completa quatro jogos sem vencer e vê o G4 virar um sonho distante. O time não se encontra, apesar de ter maior volume de jogo. Forlán, esperança de ser o “cara”, não tem resolvido. Apostar em Fernandão como técnico continua sendo uma grande dúvida e com baixo resultado.

#Brasileirão: Resumão 1º turno – marola e a fuga da degola


Seguindo o resumo do 1º turno, vamos aos pitacos sobre os times da metade para baixo. Quem briga para não cair e quem vai ficar na marola, sem grandes anseios e preocupações.

FUGA DA DEGOLA

20º - Figueirense
Nem Loco Abreu tem resolvido – e jogado. O fator casa, que já foi um diferencial, não é um peso para os adversários. A defesa é frágil e há problemas no meio. O ataque até que funciona. Porém, a situação do Figueirense não é das melhores. A vitória pós- Hélio dos Anjos pode ser um bom sinal. Mas precisa mudar de postura para isso.

19º - Sport
Outro time que o fator casa não faz diferença. A “Bombonilha” não existe. O Sport foi montando a equipe durante o Brasileirão. Some isso a troca de treinadores, e terá um time em penúltimo, sem projeção de melhora e com raros destaques. A Série B é logo ali.

18º - Atlético (GO)
O Atlético está na gangorra. O técnico Jairo Araújo tem feito um bom papel, mudou bem o time nos últimos jogos e conseguiu alguns pontos por isso. O rubro-negro não jogou a toalha. Mas vai precisar correr muito para escapar.

17º - Palmeiras
Dificilmente cairá, mas precisa ficar ligado. Não é um time ruim, mas não é uma maravilha. A defesa oscila demais. Os laterais não mostram regularidade. O meio-campo depende de Valdívia. O ataque depende de Barcos. O sinal amarelo já está ligado há tempos. Só camisa não salva.

16º - Bahia
Outro time que troca de treinadores, mas não muda a postura. O Bahia até buscou contratar bem, mas não tem conjunto. É mais uma equipe que está montando o elenco durante a competição. Isso sempre significa luta para não cair. E não é diferente para o Bahia.

15º - Coritiba
Não faz um papel tão bom em casa e dificilmente ganha pontos fora. Até por isso, está perto da degola. Tem time para conseguir reverter a situação. Porém, precisa sair da gangorra. Se não, a Série B é logo ali.

MAROLA

14º - Portuguesa
Mais um na gangorra. Vence uma, empata outra, perde duas. É um time sem graça, com rara inspiração. Mesmo assim, dificilmente cairá.

13º - Ponte Preta
Mesma coisa da Portuguesa. Na gangorra, mas tem um pouco mais de graça – mesmo com Roger no ataque. Também não deve cair.

12º - Corinthians
Com a cabeça no Mundial. Tite está utilizando o Brasileirão para acertar as novas peças. E está percebendo que a vida não anda fácil.

11º - Náutico
Bem em casa, o Náutico tem surpreendido. Possui alguns bons destaques individuais, como Gideão, Patric e Souza. Além disso, o ataque é perigoso. Longe de cair.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

#Brasileirão: 19ª rodada (jogos do domingo – parte 2)

- Botafogo 0x0 Flamengo: Um jogo mediano e nada de gols. O primeiro tempo teve alguns momentos de movimentação. O Botafogo começou assustando, mas o Flamengo foi muito mais perigoso. No segundo tempo, muito mais correria do que qualidade. A melhor chance da partida veio no finalzinho. Liedson recebeu cruzamento no meio da área e cabeceou firme, no travessão.

O empate não foi bom para ninguém. Mas deu para perceber um detalhe importante. O Botafogo tem um bom meio-campo, mas não tem chegada ofensiva. O Flamengo está evoluindo muito nas mãos de Dorival Junior. Não é nada fantástico, mas pelo que era... Vale o destaque para a boa arbitragem de Péricles Bassols.

- Figueirense 3x1 Coritiba: Jogo de Aloísio. Ele só não fez chover. Participou de todas as jogadas ofensivas do Figueirense. Ele mesmo abriu o placar, aproveitando rebote para limpar a marcação e fazer 1 a 0. Logo depois, Aloísio recebeu com açúcar de Caio para ampliar. O Coritiba até diminuiu com Anderson Aquino. Aloísio era o rei da tarde e liquidou a partida no começo do segundo tempo. Após isso, nada de bom futebol.

Após demitir Hélio dos Anjos, o Figueirense venceu e jogou bem. Porém, ainda segue na lanterna e precisa de muito mais para mostrar se pode mesmo dar a volta por cima. O Coritiba segue sua sina de não vencer fora de casa. Além disso, segue irregular. Marcelo Oliveira insistiu em colocar Chico na esquerda. Pagou o preço mais uma vez.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

#Sul-Americana: Por um gol


Um gol. Tudo ou nada. Foi esse o diferencial entre o céu e o inferno nos duelos brasileiros pela Copa Sul-Americana.

Começando por Coritiba 3x2 Grêmio. O Coxa, dominando desde o começo, conseguiu abrir o placar com Everton Ribeiro, após belo drible em Gilberto Silva. Tudo levava a crer que o alviverde ampliaria. Mas, em uma das escapadas gremistas, Kléber foi derrubado na área. Elano cobrou e deixou tudo igual.

Ali, um gol já fazia diferença. Como o Grêmio venceu por 1 a 0 na primeira partida, o Coritiba precisava não só de mais um, mas de dois gols. Roberto fez 2 a 1 logo no começo, incendiou a partida, mas se machucou. Lincoln não entrou bem, porém mesmo assim o Coxa conseguiu chegar ao esperado terceiro gol com sua arma mortal: bola na área, gol de Pereira.

Classificação heróica? Sim. Mas não para o Coritiba. Partida aberta, goleiros trabalhando e o jogo se arrastou aos 45 minutos do segundo tempo. Um chute torto de fora da área no qual o espírito imortal gremista escreveu uma linha certa até os pés de Marcelo Moreno. Bola no canto do goleiro Vanderlei. Classificação gremista. Reclamação em vão dos jogadores do Coxa.

Logo depois, jogo no Engenhão. Botafogo e Palmeiras. No começo, não bastava apenas um gol. Precisavam ser dois ou mais para classificar o alvinegro carioca. Mas era preciso fazer o primeiro. E assim aconteceu: Lucas – impedido – apareceu pela direita e deixou Seedorf na boa para abrir o marcador.

O torcedor botafoguense mandou pergunta, cantou e... gol do Palmeiras. Gol de Patrick, após grande passe de Barcos. Um gol que valeria mais do que o esperado.

Com  o 1 a 1 no intervalo, o torcedor do desfalcado e remendado Palmeiras estava tranquilo. Mas o Botafogo foi para cima, começou a furar o bloqueio palmeirense e fez o segundo gol com Renato. O tempo passava, Felipão sofria com cada jogador que sentia alguma contusão, até porque não tinha nada além de zagueiros no banco. O alvinegro seguiu pressionando e fez o 3 a 1, com Lodeiro. Pronto. Só mais um gol.

Veio o abafa de um lado, os chutões para o mato do outro. Os dois times pareciam ter se multiplicado em campo. O Botafogo pressionou. O Palmeiras se segurou. Bastava um gol. E ele não veio. Ou veio. Depende do lado que você está.

Nos dois casos, o gol deixou de ser mero detalhe, como diria Parreira. Teve muito mais valor do que se imagina. Para quem fez. Ou para quem deixou de fazer.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

#Brasileirão 18ª rodada (jogos do domingo – 2ª parte)


- Coritiba 4x0 Cruzeiro: Atropelamento do Coxa através dos pés de Ayrton. O lateral comandou a goleada, principalmente através das bolas paradas. Mandou na cabeça de Lucas Mendes para abrir o placar. O Cruzeiro arriscava mais em chutes de fora, porém sem grande perigo. Enquanto isso, o Coritiba chegava com seu lateral nas cobranças de falta. Uma Fábio pegou, outra não. A bola morreu no canto do goleiro.

O gol de Roberto no começo do segundo tempo liquidou o jogo. O Cruzeiro não conseguiu se organizar mais. O Coritiba administrou e conseguiu ampliar com Anderson Aquino, após presente de Rafinha.

Jogo para espantar qualquer rumor de crise do Coritiba e jogar um sinal amarelo no Cruzeiro. O Coxa finalmente fez valer o fator casa, se impôs e conseguiu vencer muito bem. A Raposa vai oscilando muito, vê o G4 mais longe e Celso Roth começa a balançar.

- Santos 3x2 Corinthians: Três erros em um gol. Não tem como falar da vitória do Santos sem mencionar o erro medonho da arbitragem no segundo gol santista. Os dois primeiros dão até para “considerar”. Mas o impedimento de André não. Era muito evidente. E ainda o senhor Emerson Augusto de Carvalho quer trabalhar na Copa do Mundo 2014? Só como voluntário.

Vamos ao jogo. A confirmação de que o Santos está de volta. Com Ganso, Neymar e André, o poder ofensivo voltou. A defesa continua falhando como sempre. Mas as vitórias voltaram. O Corinthians foi mais perigoso desde o começo do primeiro tempo e abriu o placar com Danilo. Não demorou e Neymar aprontou uma das suas para deixar André na boa para empatar.

Veio o segundo tempo, a cobrança de falta pela esquerda, os três impedimentos e o gol de André. Virada no começo do segundo tempo que abalou o Corinthians e iniciou uma pressão santista. O Timão demorou para se reencontrar, mas conseguiu empatar. Bela jogada individual de Martínez, que cortou a marcação e mandou no canto: 2 a 2. Porém, o jogo era do Peixe. Logo após sofrer o empate, Bruno Rodrigo aproveitou cobrança de escanteio e liquidou a fatura: 3 a 2, festa na Vila.

O Santos jogou bem, mas ainda sofre com os espaços na marcação. O Corinthians sentiu o erro da arbitragem e deixou de jogar. Se forçasse um pouco mais, sairia com um empate da Vila. Partida que teve todos os ingredientes de clássico: pegada, bons lances de ataque e polêmica, muita polêmica. Infelizmente.