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segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

#Paulistão: as primeiras impressões

Começou o Campeonato Paulista. Sonolento, como já se esperava. Porém, com a possibilidade de termos algumas impressões sobre o que pode vir pela frente. 
- São Paulo 2x0 Mirassol: O tricolor teve dificuldades, criou poucas chances de gol e foi muito pressionado no começo do segundo tempo. O gol de Luís Fabiano no começo facilitou a vida. Porém, se não fosse Rogério Ceni e o travessão, a estreia seria bem pior do que se imaginava. Cañete apareceu e pode ser uma opção para Ney Franco. Jadson fechou a conta.
Primeira impressão: São Paulo ainda precisa de vários ajustes. O Mirassol dará trabalho.
- São Bernardo 1x3 Santos: O “novo” Santos, menos dependente de Neymar começou percebendo que depende sim de Neymar. Foi ele quem abriu o placar e, quando o jogo estava empatado e o São Bernardo queria assustar, sofreu a falta que provocou a expulsão de Dudu. Neymar ainda mandou uma no travessão e fez o terceiro gol, já no fim – Miralles fez o segundo. O que pode mudar é o fato de não só o camisa 11 ser o diferencial. E a esperança é Montillo. Outro ponto importante: Bruno Peres. É um ótimo jogador.
Primeira impressão: Por não ter a Libertadores como foco, o Santos é o favorito do Paulistão. O São Bernardo não dá tanto medo.
- Paulista 1x1 Corinthians: Jogo sonolento, ruim e com poucas emoções. Zizao foi o raro destaque. Foi do chinês o passe para o primeiro gol, marcado por Giovanni. João Henrique empatou. Empate justo, que poderia ficar em zero a zero também.
Primeira impressão: Não há primeira impressão do Corinthians com seu fraco time reserva do reserva. E se o Paulista não ganhou deste time, vai sofrer muito no Paulistão.
- Palmeiras 0x0 Bragantino: 2012 ainda não acabou para o Palmeiras. O time até chegou ao gol adversário, pressionou, perdeu pênalti com Barcos, mandou duas bolas na trave, Luan saiu vaiado... Mas a bola não entrou no gol do retrancado Bragantino. Falta de sorte, competência, pense como preferir. O fato que o Palmeiras começou 2013 com a cara do time do rebaixamento.
Primeira impressão: o Paulistão deve servir de reconstrução para o time palmeirense. Um teste para Série B. O Bragantino vai beliscar um lugar entre os oito.
- Outros jogos: Destaque para Penapolense, que mandou 3 a 0 no Ituano, com dois gols de Guaru, e ainda perdeu pênalti. O Botafogo venceu o Oeste por 2 a 0. Sem Rivaldo, o São Caetano passou pelo Atlético Sorocaba por 2 a 1 (fiquem de olho no atacante Danielzinho).
A dupla de Campinas não começou bem. O Guarani perdeu para a Linense, fora, por 2 a 1. A Ponte Preta ficou no zero a zero com o Mogi Mirim em casa. No outro jogo da rodada, União Barbarense e XV de Piracicaba empataram em 1 a 1.

Fotos: terra.com e globoesporte.com

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

#Brasileirão: Balanço Geral – Caiu

Fechando a análise sobre cada time do Brasileirão, vamos aos últimos. O fim triste dos quatro rebaixados para Série B. Que não é o inferno. Mas é o purgatório dos grandes.
Sport: Sonhou tão alto que caiu. Achava que tinha um timaço. Não tinha. Achava que poderia brigar até por um G4. Não podia. Apostava na mística da Ilha do Retiro. A Bombonilha não existiu neste Brasileirão. Até lutou no fim e quase escapou. Porém, acabou caindo aos pés do grande rival. Não merecia um castigo tão ruim.
Palmeiras: O triste fim de um ano que poderia ser redentor. A conquista da Copa do Brasil iludiu. O time, limitado e fraco, parecia ter super poderes. Dependia demais da bola parada de Marcos Assunção e dos gols de Barcos. Como ambos não jogavam sempre e não resolviam em todo jogo, a má campanha foi acumulando. O time tropeçava em campo e batia cabeça para reforçar. Agonizou no segundo turno. Sofreu até cair faltando duas rodadas. A Série B está de volta, dez anos depois. A Copa do Brasil acabou sendo um acaso.
Atlético (GO): Não terminar como lanterna foi a grande conquista do péssimo Atlético (GO). Diferente dos últimos anos, quando até chegava a incomodar, o Dragão foi mansinho, franzino e inofensivo. A única aparição foi a vitória contra o campeão Fluminense, fora de casa. Para quem ficou na última posição por mais que meio campeonato (22 rodadas não-consecutivas), a queda “fez bem” e deixou o time ao menos em penúltimo.
Figueirense: A impressão é que poderia ser diferente. Contando com alguns bons valores (principalmente o ótimo atacante Aloísio), reforçado pelos renegados botafoguenses Loco Abreu (nada fez) e Caio (pouco fez), o torcedor não esperava um fim tão triste. Mas com uma defesa pífia e um meio-campo sem criatividade, o Figueira rolou ladeira abaixo. Não foi tão ruim a ponto de uma lanterna. Mas caiu tanto que chegou lá. Nem o Orlando Scarpelli fez efeito.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

#Brasileirão: A queda


2012. Era para ser um ano marcante para o torcedor palmeirense. Ano do despertar de um gigante que voltou a conquistar um título de expressão após vários anos.
Ah, a Copa do Brasil. Tão importante e tão ilusória. O time, fraco e limitado, parecia ser poderoso. Mas não era. O Brasileirão seria apenas uma competição até o começo da Libertadores. E não foi.
Diferente da Copa do Brasil, a bola parada de Marcos Assunção e os gols de Barcos não resolveram sozinhos. A bola não entrava tão facilmente. Não teve jogadores iluminados como Betinho. Contusões, suspensões, limitações, crises. Esses fatores sim foram maiores e mais frequentes.
“Vamos reforçar”, disse a diretoria. Veio Corrêa, Obina, Tiago Real, Leandro... Jogadores que não tem culpa do desespero de uma direção que não soube trabalhar.
Felipão caiu antes. Apenas uma prévia do que viria pela frente. O time agonizou o quanto pode. Até mais do que pode. A chegada de Kleina, as vitórias sobre Figueirense e Ponte Preta. O Palmeiras lutou. Acreditou o quanto pode e não pode. Mas não deu.
Dez anos depois, a queda. O Palmeiras volta para Série B. O ensinamento de 2002 não se tornou aprendizado. Depois de passar pelo céu, o paraíso dos campeões, o time cai direto ao purgatório.
Sim, purgatório. A Série B não é nenhum inferno. Grêmio, Corinthians, Vasco. Esses times não estariam entre os grandes hoje se ficassem apenas agonizando na elite. A queda faz bem. Para quem sabe se reerguer.
O Palmeiras pode fazer isso. Mostrar que 2013 pode ser sim o grande ano do palmeirense, mesmo com a Série B. Fazer com que seja o ano da Libertadores, da Arena e principalmente, do acordar definitivo de um gigante que jamais será pequeno. Que é alviverde imponente pelo hino e pela história.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

#Brasileirão: 31ª rodada – A sobrevida

Bahia 0x1 Palmeiras

Era um jogo decisivo. Era uma batalha. O Palmeiras sabia disso. Era vencer ou vencer. E para toda batalha, é preciso utilizar boas armas. No caso do alviverde, velhas e grandes armas.

Armas estas que foram recrutadas em cima da hora. Marcos Assunção chegou um dia antes. Barcos, horas antes. Sem eles, o Palmeiras foi medíocre. Com eles, voltou a ser grande.

Não foram necessários muitos lances de perigo ou efeito. Bastou apenas um. O chutão de Bruno chegou em Barcos. O argentino foi para o fundo e achou o predestinado Betinho para fazer o gol da vitória. 

Foi só isso. Foi tudo isso. Um gol que vale mais do que qualquer goleada. O Palmeiras não saiu da UTI, mas ainda respira, mesmo que com aparelhos. Uma sobrevida que pode ser o marco para uma saída. Ou apenas uma falsa melhora antes da queda.

Um fato importante. O Palmeiras é outro com Marcos Assunção e Barcos. De um time fraco e digno de rebaixamento, passa ser uma equipe limitada mas focada e guerreira. Capaz de decidir em poucos lances. Ou em apenas um. O que é o suficiente.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

#Brasileirão: 27ª rodada - Balada palmeirense

Sábado, 21h. Enquanto alguns pensavam na balada, os palmeirenses começaram a festa no Pacaembu. No ritmo de El Pirata.
Assim como na estreia de Kleina, o alviverde começou com tudo. Abriu 2 a 0 em menos de 15 minutos. Novamente, liquidou a fatura rapidamente. Os gols mostraram que o time vai além de Marcos Assunção. Passa também por Barcos. O argentino mostrou aproveitamento e bom posicionamento para fazer os dois gols.
Gols que mostram duas jogadas que devem ser muito utilizadas por Kleina. Uma não é novidade: a bola parada através de seu camisa 20. Foi assim que começou o primeiro gol. Outra é a mudança de postura na marcação, pressionando a saída de bola adversária. Assim, Maikon Leite roubou a bola no campo de ataque e deixou Barcos na boa para ampliar.
O Palmeiras joga como “time pequeno”. Marca bem e espera a saída rápida. Por isso Maikon Leite pode ser uma boa. Outra mudança: a posição dos três volantes (Henrique, Marcio Araujo e Marcos Assunção). Dois ficam para um poder sair. Vários ataques começaram assim. O terceiro gol saiu assim, com Marcos Assunção chutando de fora e liquidando a fatura.
A Ponte Preta vai comprovando o que vinha acontecendo desde a saída de Gilson Kleina. O time caiu muito de rendimento. Sentiu os gols, teve maior posse de bola, mas não conseguiu levar tanto perigo. E poderia ter saído do Pacaembu levando bem mais que os 3 a 0, se não fosse a trave. E o gol que o Roger perdeu...
Resultado: Palmeiras bem, animado e motivado. Tudo o que precisava para encarar o clássico contra o São Paulo. Partida essa que pode ser o marco da saída do Z4. Por outro lado, a Ponte está em queda. Ou consegue mudar a postura, ou vai ter que se preocupar ainda mais com o rebaixamento.

sábado, 22 de setembro de 2012

#Brasileirão Assunção palmeirense

Assunção. Segundo o Aurélio, “Ato ou efeito de assumir; Elevação a um cargo ou dignidade”. A vitória palmeirense teve sobrenome Assunção e nome Marcos. A boa e velha arma funcionou e os três pontos vieram.
O Palmeiras precisava ver seu ânimo ser elevado, a confiança subir novamente, o número de pontos crescer. Precisava também de alguém que chamasse para si a liderança. O “ato de assumir” coube a Marcos Assunção, o capitão.
Bastaram sete minutos para as coisas começarem a dar certo. Bastou uma bola parada para que o Palmeiras lembrasse exatamente aquele campeão da Copa do Brasil. Bola dos pés do camisa 20 à cabeça de Thiago Heleno, passando pela falha de Wilson. Logo depois, novamente, a bola saiu dos pés de Assunção para Henrique subir e antecipar o goleiro: 2 a 0 Palmeiras.
O placar poderia ficar 3 a 0, se não fosse marcado impedimento do saltitante Valdívia na frente do goleiro. A cobrança de falta perfeita de Marcos Assunção acabou sendo anulada. A sorte também voltou. O Figueirense poderia ter diminuído antes dos 19 minutos do segundo tempo. Parou no travessão e no goleiro Bruno. Aloisio conseguiu finalmente diminuir.
Mas a noite era dos visitantes. Era de Assunção. Bastaram dois minutos de susto e preocupação para o torcedor palmeirense. Barcos cruzou e o goleiro tentou tirar. A bola procurou os pés de Marcos Assunção, que apenas deu um tapa na bola e comemorou.
Foi a primeira de 13 partidas decisivas. Um jogo que pode marcar muito mais que a boa estreia de Gilson Kleina como técnico do Palmeiras. Pode ser a partida da assunção palmeirense para sair da degola.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

#Brasileirão: Cuidado para não cair

“Cuidado para não cair”, já dizia Jorge Ben Jor na sua música “Engenho de Dentro”. Aliás, é uma frase que cai muito bem para Flamengo e Palmeiras. Embora que cair deve ser um verbo evitado pelos torcedores desses dois times. Mesmo que ele esteja cada vez mais evidente.

Palmeiras e Flamengo podem cair da “bicicleta” chamada Brasileirão. Dois times com elencos limitados, apostas contestáveis, falta de reforços e times de baixa qualidade. Ambos vivem na sombra das lambanças e brigas dentro de suas diretorias. Aliás, as semelhanças são muitas.

A proximidade da degola não é surpresa. Por mais que o título da Copa do Brasil possa ter maquiado o alviverde, era claro que o time era ruim. A dependência de Marcos Assunção já dura mais de um ano. E foi só o meia ficar fora do time e pronto, ladeira abaixo.

Já o Flamengo não dependia de ninguém. Esperava mais de Ronaldinho. Esperava mais depois de Ronaldinho. Mas nada aconteceu. A Libertadores foi o primeiro vexame de um ano que já claramente demonstrava que não seria nada bom.

A solução para elencos limitados é apenas uma: contratar. Porém, nunca na histórias desses times as diretorias perderam tantas negociações. Para elencar alguns casos. O rubro-negro “perdeu” o zagueiro Juan para o Internacional, recebeu um estrondoso “não” de Riquelme, entre outros. O alviverde viu o volante Guilherme ir para o Corinthians e não conseguiu trazer reforços para reposição de peças importantes que saíram, como o lateral Cicinho.

Porém, vale lembrar que sim, os times contrataram. Mas não, não se reforçaram. Trazer Correa e Leandro é um leve sinal de falta de opções, com todo respeito aos jogadores. Isso sem falar de Obina, que nem joga. O Flamengo trouxe Ibson e Liédson, ambos bem longe de ser algum reforço. Isso sem falar nas apostas como Tiago Real, Ramon, e outras apostas

Sem reforços, as duas equipes dependem dos gols de seus camisas 9 – Love e Barcos. Sentem falta de um meia de ligação. Sofrem com as contusões de peças importantes. Aposta de forma desesperada em jovens revelações,que precisam mostrar toda personalidade sob uma pressão imensa.

Com tudo isso, quem paga o preço, é claro, é o treinador. Joel Santana caiu. Felipão caiu. No caso do Flamengo, a troca foi até considerada boa, já que trouxe Dorival Junior, mas os números não mostram melhora nenhuma. No Palmeiras, a diretoria demitiu o técnico que tirava água de pedra e conquistou um inexplicável título da Copa do Brasil com gol de Betinho. E pior: não vê ninguém que realmente pareça dar alguma solução.

O que o torcedor deve esperar? Do Palmeiras uma reação igual aquela que o Fluminense teve em 2009. Do Flamengo, ao menos uma leve melhora para evitar a entrada na zona de rebaixamento. Porém, a placa já indica: a Série B? É logo ali.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

#Brasileirão 21ª rodada: Domínio sem gols

- Palmeiras 0x0 Grêmio: Um a mais em quase todo o jogo, 20 chutes a gol... Nada disso foi o suficiente para o Palmeiras vencer o Grêmio. A “defesa que ninguém passa” mudou de lado no Pacaembu.

O Palmeiras foi ao ataque desde o começo. Não poderia ser diferente, até pela situação atual. Perdeu algumas chances, dominou o jogo principalmente quando ficou com a ma a mais aos 18 minutos do primeiro tempo, na justa expulsão de Kleber. O Grêmio chegou apenas três vezes. Mas teve a melhor oportunidade de abrir o placar com Zé Roberto, que tirou do goleiro e parou na defesa.

O segundo tempo foi de ataque contra defesa. O Palmeiras pressionou, tentou de todas as maneiras possíveis, mas parou no goleiro Marcelo Grohe e na boa marcação gremista.

Pode-se dizer que o Palmeiras perdeu dois pontos. Teve tudo para conseguir uma importante vitória em casa, que aliviaria o sinal de alerta. As rodadas vão passando, a bola não entra e a degola vai aumentando. Já o Grêmio garantiu um ponto em um jogo complicado. O empate não foi tão ruim para o tricolor gaúcho, já que a rodada ajudou. 

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

#Brasileirão 20ª rodada: Verde de vergonha

- Portuguesa 3x0 Palmeiras: Situação complicada para o Palmeiras, que foi goleado e segue na degola. O primeiro tempo foi de poucas chances, mas com a Portuguesa já assustando mais. Um leve sinal do que viria na segunda etapa. A defesa palmeirense virou uma peneira e o primeiro gol da Lusa não demorou para sair. Jogada de Ananias pela direita e gol de Bruno Mineiro, que cabeceou livre após escorregão de Leandro Amaro.


O Palmeiras até tentou ir ao ataque, mas não tinha organização e nem saída. Chegou, mas não assustou. Enquanto isso, a Lusa ia aproveitando os espaços para chegar. Em um dos contra-ataques veio o segundo gol. Em mais uma participação de Ananias, Rogério chutou e Bruno Mineiro aproveitou o rebote.

A Lusa conseguiu fechar a goleada. Moisés – que havia perdido um gol feito – recebeu com liberdade e fechou o placar. Enquanto isso, Dida salvou nas duas vezes que foi exigido com maior perigo.

A Portuguesa segue oscilante, porém já fica mais distante da degola. Venceu um confronto direto na briga contra a zona de rebaixamento. O Palmeiras também segue oscilando, mas em um nível bem mais perigoso. O time fica na degola pelo menos por mais uma rodada. A falta de um bom lateral pela direita e a falta de criatividade no meio, que já era conhecida, ficou ainda mais evidente. Sem os gols de bola parada de Marcos Assunção, a situação é o Z4. E precisa acordar logo, se não ficará bem difícil para sair de lá.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

#Brasileirão: Resumão 1º turno – marola e a fuga da degola


Seguindo o resumo do 1º turno, vamos aos pitacos sobre os times da metade para baixo. Quem briga para não cair e quem vai ficar na marola, sem grandes anseios e preocupações.

FUGA DA DEGOLA

20º - Figueirense
Nem Loco Abreu tem resolvido – e jogado. O fator casa, que já foi um diferencial, não é um peso para os adversários. A defesa é frágil e há problemas no meio. O ataque até que funciona. Porém, a situação do Figueirense não é das melhores. A vitória pós- Hélio dos Anjos pode ser um bom sinal. Mas precisa mudar de postura para isso.

19º - Sport
Outro time que o fator casa não faz diferença. A “Bombonilha” não existe. O Sport foi montando a equipe durante o Brasileirão. Some isso a troca de treinadores, e terá um time em penúltimo, sem projeção de melhora e com raros destaques. A Série B é logo ali.

18º - Atlético (GO)
O Atlético está na gangorra. O técnico Jairo Araújo tem feito um bom papel, mudou bem o time nos últimos jogos e conseguiu alguns pontos por isso. O rubro-negro não jogou a toalha. Mas vai precisar correr muito para escapar.

17º - Palmeiras
Dificilmente cairá, mas precisa ficar ligado. Não é um time ruim, mas não é uma maravilha. A defesa oscila demais. Os laterais não mostram regularidade. O meio-campo depende de Valdívia. O ataque depende de Barcos. O sinal amarelo já está ligado há tempos. Só camisa não salva.

16º - Bahia
Outro time que troca de treinadores, mas não muda a postura. O Bahia até buscou contratar bem, mas não tem conjunto. É mais uma equipe que está montando o elenco durante a competição. Isso sempre significa luta para não cair. E não é diferente para o Bahia.

15º - Coritiba
Não faz um papel tão bom em casa e dificilmente ganha pontos fora. Até por isso, está perto da degola. Tem time para conseguir reverter a situação. Porém, precisa sair da gangorra. Se não, a Série B é logo ali.

MAROLA

14º - Portuguesa
Mais um na gangorra. Vence uma, empata outra, perde duas. É um time sem graça, com rara inspiração. Mesmo assim, dificilmente cairá.

13º - Ponte Preta
Mesma coisa da Portuguesa. Na gangorra, mas tem um pouco mais de graça – mesmo com Roger no ataque. Também não deve cair.

12º - Corinthians
Com a cabeça no Mundial. Tite está utilizando o Brasileirão para acertar as novas peças. E está percebendo que a vida não anda fácil.

11º - Náutico
Bem em casa, o Náutico tem surpreendido. Possui alguns bons destaques individuais, como Gideão, Patric e Souza. Além disso, o ataque é perigoso. Longe de cair.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

#Brasileirão: 19ª rodada (jogos do sábado)


- Vasco 1x2 Fluminense: Jogo bem com cara de clássico. Movimentado, com reclamações da arbitragem e eletrizante no fim. O Vasco foi melhor em boa parte do jogo. Dominou o primeiro tempo. Mas finalizou mal. O Fluminense acordou no segundo tempo, explorando principalmente os contra-ataques. Desta forma, abriu o placar em belo voleio de Thiago Neves. 

Não deu nem para respirar e o Vasco empatou com um gol contra de Gum. A partir daí, ótimas chances para os dois lados. O time vascaíno ficou muito perto da virada com Tenório, que iria fazer um gol de placa no Engenhão. Mas a noite era de Thiago Neves. O camisa 10 cobrou falta com perfeição e matou o clássico.

O Fluminense sobe. O Vasco desce. Uma vitória para manter o tricolor firme na briga pela liderança. Uma derrota para ligar um sinal amarelo para a equipe vascaína. Placar justo? Talvez não. Ganhou quem teve mais brilho. E o brilho no caso se chama Thiago Neves.

- Palmeiras 1x2 Santos: O jogo era do Palmeiras. Acabou sendo de Neymar. Marcando muito bem, saindo com os volantes e comandado por Barcos, o alviverde dominou o primeiro tempo. Abusou de perder gols. Porém, conseguiu abrir o placar. Corrêa, recém-chegado, acertou belo chute de fora e abriu o placar para o Palmeiras. 

O Santos quase não chegou. Quando chegava, era com Neymar. E foi dele o empate santista, logo depois do gol palmeirense, em bela cobrança de empate. O jogo esfriou no segundo tempo. A primeira boa chance veio aos 17 minutos. E veio a virada santista. Gol dele, Neymar, em chute de fora, com leve falha de Bruno. 

O Palmeiras teve grandes chances de empatar. Melhor dizendo, duas. Ambas com Barcos. Uma ele errou, e na outra Rafael fez um milagre. 

Com o resultado, o Santos segue embalado. Pode até sonhar com um G4, mas a defesa precisa ajudar. O Palmeiras entra na degola mais uma vez. Tem time para sair. Mas tem um azar acompanhando com contusões, falhas e gols perdidos que até dá medo. Precisa ficar ligado, mas não deve ter grandes problemas. 

- Ponte Preta 2x1 Portuguesa: A Ponte reencontra a vitória. Jogo de poucas chances. Giancarlo abriu o placar logo no começo. O time campineiro seguiu no ataque e parou em Dida. Na primeira boa chance, a Lusa empatou, em gol de Bruno Mineiro. 

No segundo tempo, a Ponte dominou, parou em Dida e conseguiu o segundo gol, novamente com Giancarlo. A Lusa foi para o abafa nas bolas alçadas na área. Conseguiu no máximo uma bola no travessão.

Dois times limitados que dificilmente vão além do meio da tabela. Para a Ponte, a vitória vem em boa hora, para espantar a crise e a proximidade do Z4. A Lusa segue na gangorra. E deve ficar nisso até o fim.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

#Sul-Americana: Por um gol


Um gol. Tudo ou nada. Foi esse o diferencial entre o céu e o inferno nos duelos brasileiros pela Copa Sul-Americana.

Começando por Coritiba 3x2 Grêmio. O Coxa, dominando desde o começo, conseguiu abrir o placar com Everton Ribeiro, após belo drible em Gilberto Silva. Tudo levava a crer que o alviverde ampliaria. Mas, em uma das escapadas gremistas, Kléber foi derrubado na área. Elano cobrou e deixou tudo igual.

Ali, um gol já fazia diferença. Como o Grêmio venceu por 1 a 0 na primeira partida, o Coritiba precisava não só de mais um, mas de dois gols. Roberto fez 2 a 1 logo no começo, incendiou a partida, mas se machucou. Lincoln não entrou bem, porém mesmo assim o Coxa conseguiu chegar ao esperado terceiro gol com sua arma mortal: bola na área, gol de Pereira.

Classificação heróica? Sim. Mas não para o Coritiba. Partida aberta, goleiros trabalhando e o jogo se arrastou aos 45 minutos do segundo tempo. Um chute torto de fora da área no qual o espírito imortal gremista escreveu uma linha certa até os pés de Marcelo Moreno. Bola no canto do goleiro Vanderlei. Classificação gremista. Reclamação em vão dos jogadores do Coxa.

Logo depois, jogo no Engenhão. Botafogo e Palmeiras. No começo, não bastava apenas um gol. Precisavam ser dois ou mais para classificar o alvinegro carioca. Mas era preciso fazer o primeiro. E assim aconteceu: Lucas – impedido – apareceu pela direita e deixou Seedorf na boa para abrir o marcador.

O torcedor botafoguense mandou pergunta, cantou e... gol do Palmeiras. Gol de Patrick, após grande passe de Barcos. Um gol que valeria mais do que o esperado.

Com  o 1 a 1 no intervalo, o torcedor do desfalcado e remendado Palmeiras estava tranquilo. Mas o Botafogo foi para cima, começou a furar o bloqueio palmeirense e fez o segundo gol com Renato. O tempo passava, Felipão sofria com cada jogador que sentia alguma contusão, até porque não tinha nada além de zagueiros no banco. O alvinegro seguiu pressionando e fez o 3 a 1, com Lodeiro. Pronto. Só mais um gol.

Veio o abafa de um lado, os chutões para o mato do outro. Os dois times pareciam ter se multiplicado em campo. O Botafogo pressionou. O Palmeiras se segurou. Bastava um gol. E ele não veio. Ou veio. Depende do lado que você está.

Nos dois casos, o gol deixou de ser mero detalhe, como diria Parreira. Teve muito mais valor do que se imagina. Para quem fez. Ou para quem deixou de fazer.