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quarta-feira, 4 de julho de 2012

#Euro2012: Fúria suprema


A Espanha é campeã da Eurocopa 2012. Ok, eu sei que você já sabe, todo mundo sabe, mas o post está atrasado. Porém, este não poderia faltar. 

Não foi uma seleção incrível até a final. Mas na final, foi incrível como se espera da atual campeã mundial e, agora, bicampeã europeia. Para isso, uma goleada sobre ninguém menos que a Itália, tão tradicional por montar bons sistemas defensivos.

A atuação foi além da excessiva posse de bola e toques de lado até achar um espaço. A Espanha fechou o meio-campo, esticou passes, teve velocidade, finalizou de fora. Xavi jogou tudo o que sabe. Fábregas apareceu muito bem novamente. Alba mostrou porque foi a grande revelação da Euro.

E os gols saíram. Em belo passe de Iniesta, Fábregas centrou para David Silva aparecer no meio da área e mandar para o gol. Em mais uma bola esticada, Xavi mandou no tempo certo para Alba ganhar na corrida e tocar na saída de Buffon. Primeiro tempo, 2 a 0. Meio título garantido.

O técnico italiano até buscou mudar o time. Colocou Di Natale, mas não funcionou como esperado. Tentou Thiago Motta para melhorar o passe e ajudar Pirlo, abaixo dos últimos jogos. Deu azar: o brasileiro naturalizado italiano se machucou rapidamente, e como já tinha queimado uma alteração na primeira etapa com Chiellini, ficou com um a menos. 

Título consolidado. A Espanha congelou e pouco fazia até a entrada do trio Pedro, Torres e Mata. Os três liquidaram a partida. Torres fez um e deu passe para o de Mata. Fim de papo, 4 a 0.

A Espanha foi campeã sem grande esforço. Jogou quando precisava. E como jogou. Uma zaga segura, que brecou a língua e o futebol de Balotelli. Um meio-campo que criou e travou Pirlo, até então genial na Euro. Um ataque que não tinha centroavante, mas tinha Fábregas jogando muito e furando a boa defesa da Azurra. Nem Buffon deu conta.

Venceu quem é melhor. Mesmo que não parecia isso. Se a Alemanha era o xodó em toda a competição, o ótimo futebol mostrado na decisão deixou todos convencidos: a supremacia espanhola é justa e faz escola.
Sobre a Euro2012, alguns comentários: o futebol mostrou melhora depois da mediana Copa do Mundo. Bons jogos, ofensividade e qualidade foram vistos novamente. Sinais de que teremos uma boa Copa em 2014. E o Brasil está muito abaixo dos europeus. 

Seleção da Euro2012: Casillas (Espanha); Lahn (Alemanha), Pepe (Portugal), Sergio Ramos (Espanha) e Alba (Espanha); Pirlo (Itália), Khedira (Alemanha), Xavi (Espanha) e Iniesta (Espanha); Fábregas (Espanha) e Cristiano Ronaldo (Portugal). Técnico: Cesare Prandelli (Itália). Banco de reserva com o zagueiro Hummels, da Alemanha, o lateral checo Selassie, o meia português João Moutinho e o atacante italiano Balotelli.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

#Euro2012: Super Balotelli, Super Azurra

Marrento. Polêmico. Bad Boy. A fama de Balotelli não é das boas. Mas a Itália viu nele uma outra qualidade: a de super-herói. Combateu a forte Alemanha e em dois lances liquidou a fatura, colocando a Azurra na final da Eurocopa 2012.

A Itália é feita de vários heróis. A começar por Pirlo, que salvou o gol de Hummels. Buffon também salvou na pressão dos alemães. Porém, a Azurra não é feita apenas de defensores.

Cassano ia beliscando uma chance. Até que fez uma grande jogada pela esquerda. O cruzamento sai perfeito. A cabeçada de Balotelli é como um chute. Sem chances para Neuer. E lá vai a bola novamente. Em busca do herói marrento. Lançamento de Montolivo. Balotelli dominou, carregou e encheu o pé: 2 a 0.

A Alemanha tentou. Mostrou seu bom futebol dos últimos jogos. Porém, o gol não saia. A Itália esperava nos contra-ataques. Por pouco não liquidou a fatura. Teve quatro boas chances para isso. 

O jogo se arrastava. A Alemanha tentava, mas sem forças. Até que veio um pênalti no fim. Özil fez. E os minutos finais ganharam dramaticidade. Neuer foi para área. Em vão. O tempo acabou. A Itália classificou para a final. 

A Azurra chegou desacreditada. Parece ser um ingrediente para os italianos conseguirem ir além nas competições. Foi assim em 1982, em 2006, quando conquistou a Copa do Mundo. É assim novamente nesta Euro.

Muito além da mística da camisa azul, a Itália é guiada por três “heróis”. Buffon está em grande fase. Segurou a pressão alemã. Pirlo é o melhor da Eurocopa. É por ele que a bola passa. É ele quem dita o ritmo italiano. É ele quem acalma e acelera.

Além disso, Balotelli mostrou: quer sair da Euro como herói. Seja pelo racismo que sofre. Seja pela fama de mal. O Super Mario italiano quer mostrar que vai além disso. Balotelli tem talento e pode decidir.Ele pode incendiar de vez esta Itália.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

#Euro2012: Fúria na final


A Espanha está na final da Eurocopa 2012. Sem convencer, sem brilhar, sem grandes exibições. Mesmo assim chegou e deve ser respeitada. Se o toque de bola incomoda e cansa, pelo menos dá resultado.

O esperado “jogão” não aconteceu. A partida foi cansativa. Portugal apresentou uma marcação avançada, forçando a Espanha dar passes longos e ter menor posse de bola. Mesmo com tudo isso, a Fúria teve as melhores chances no primeiro tempo. As mudanças feitas no segundo tempo deram maior movimentação ao ataque espanhol. Portugal só assustou em cobranças de falta com Cristiano Ronaldo. No geral, nada de chances reais de gol. O zero a zero era retrato fiel da partida. Na prorrogação, a Espanha foi para cima e teve boas chances de fazer o gol da vitória. Parou em Rui Patrício.

O zero a zero persistia de tal maneira que os dois primeiros pênaltis foram defendidos pelos goleiros Rui Patrício e Casillas – Xabi Alonso e João Moutinho perderam. Os gols começaram a sair apenas na cobrança de Iniesta. Todos marcaram. Até chegar a vez de Bruno Alves. Ele cobraria antes. Mas Nani fez o zagueiro guardar o erro para o fim. A bola explodiu no travessão e Fábregas colocou a Fúria na final.

A Espanha entrou na Euro como favorita. Sem esforço, chegou a final. Pode não mostrar aquele futebol vistoso que muitos esperam. Mas é a Fúria, campeã da Europa e do mundo. Será que guardou o melhor para a final? Resta esperar – e respeitar.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

#Euro2012: Azurra nas semi


Foi o primeiro zero a zero da Eurocopa 2012. Mas foi um jogaço. A Itália está nas semifinais, em partida dura contra os ingleses. Classificada graças a Buffon e frieza de Pirlo. A Azurra chegou.

O equilíbrio marcou o jogo desde o começo. A Inglaterra pressionou, dificultava a saída de bola da Itália e chegava com perigo nas bolas alçadas na área. A Azurra chegou primeiro, mandou bola na trave e foi ao ataque no fim, principalmente com Balotelli. 

De Rossi, que mandara a bola na trave no começo do jogo, perdeu uma oportunidade incrível na segunda etapa. Foi a vez da Itália comandar a partida. Foram várias chances desperdiçadas. A Inglaterra era quem encontrava dificuldades de ir ao ataque. 

Veio a prorrogação. Diamanti, que entrou bem no jogo, acertou a trave e perdeu algumas chances. A Itália seguia esperando um acerto de Balotelli. E a Inglaterra ficou esperando uma oportunidade surgir. No fim da prorrogação, Nocerino chegou a marcar, mas estava impedido. 

No geral, a Itália teve mais posse de bola e finalizou bem mais (35 a 9), sendo duas bolas na trave. Mas encontrou uma Inglaterra compacta na defesa e que esperava dos craques Gerrard e Rooney para decidir. Dentro de tudo isso, nada de gols. A decisão ficou mesmo para os pênaltis.

Os italianos abriram a série. Tudo começou bem para ambos, com Balotelli e Gerrard marcando. Até Montolivo bater para fora. Rooney colocou os ingleses na frente. A pressão era nos ombros italianos. Era a hora dos craques aparecerem.

Pressão sobre Pirlo? O craque da Itália mandou uma cavadinha, quebrando qualquer peso sobre os ombros. O fato ajudou. Young quase arrancou o travessão. Nocerino deixou tudo igual. E foi a vez de Buffon aparecer. Cole não bateu bem – rasteiro, fraco, sem confiança. Mas Buffon saltou muito bem e agarrou com firmeza a bola. Restou a Diamanti bater e colocar a Azurra nas semi.

De sua maneira, a Itália comandou o jogo, desperdiçou um caminhão de chances com Balotelli e chegou como pode ao ataque. Contou com a frieza e genialidade de Pirlo e Buffon para garantir um lugar nas semifinais. Pela frente a Alemanha. Um duelo de gigantes.

A Itália não tem nada de genial. Assim como não tinha nada demais em 2006 e acabou campeã do mundo. Ou seja: é uma camisa que merece respeito. E liderada por quem pode decidir quando menos se espera.

domingo, 24 de junho de 2012

#Euro2012: Classificados com sonolência


A Espanha se garantiu nas semifinais. Porém, está longe de convencer nesta Eurocopa. Com muito toque de bola e poucas finalizações, o futebol é praticamente o mesmo que a tornou campeã mundial em 2010. Só que um pouco mais chato.

É claro que há qualidade. Boa troca de passes até achar um espaço e matar o jogo. Foi assim contra a França. Desta forma que Iniesta acionou Alba na esquerda. O lateral cruzou para Xabi Alonso aparecer como surpresa, livre, e mandar de cabeça para fazer 1 a 0.

Se por um lado o futebol espanhol foi sonolento, a França ficou apenas na defesa. Raramente ameaçava no primeiro tempo. Parecia com medo de sair. Só assustou em uma cobrança de falta de Cabaye. Enquanto isso, toque de bola da Espanha, movimentação, mas nada de finalização.

O jogo chato seguiu no segundo tempo. A França saiu mais. A Espanha seguiu tocando em espera de mais uma boa chance para liquidar a fatura. A reação francesa foi tímida, com raras chegadas ofensivas e finalizações. Quando o fez, Casillas salvou.  Um pênalti bobo de Révellière em Pedro no fim foi a maior “emoção” da segunda etapa. Xabi Alonso cobrou e liquidou a fatura.

A Espanha classificou. Chata, cansativa, sonolenta, sem convencer. Jogou de forma mais solta apenas contra a Irlanda. No restante, até aqui, nada de bom futebol e grandes aplausos. Culpa própria, por fazer o jogo ser no seu ritmo, ou dos adversários, que ficam fechados, com medo de serem goleados? Dúvida cruel. Enquanto não há resposta, a Espanha vai fazendo seu futebol. E assim vai faturando tudo.

Não é a melhor seleção desta Eurocopa. Mas, a Espanha é de longe uma das mais respeitadas e temidas. A França provou disso – e voltou para casa. Agora é a vez de Portugal encarar os espanhóis. Será que os portugueses serão vítimas desta sonolência.

sábado, 23 de junho de 2012

#Euro2012: A qualidade superou a retranca

A Alemanha está nas semifinais da Eurocopa 2012. A retranca grega não conseguiu segurar a qualidade e a força alemã. Uma grande vitória que coloca os tricampeões mundiais ainda mais favoritos ao título da Europa.

O primeiro tempo foi um ataque contra defesa – como esperado. Os alemães foram para cima. Os gregos, como sempre, esperavam um contra-ataque dar certo. Pelo lado da Alemanha, Khedira aparecia como homem-surpresa, enquanto Özil e Reus movimentavam-se muito. Desta forma, as chances apareceram - e foram várias.

Quando entrar na área era complicado, o caminho encontrado pela Alemanha para chegar ao gol era chutar de fora. E foi assim que abriu o placar. Lahn recebeu pela esquerda, dominou, cortou para o meio e acertou belo chute para fazer 1-0.

Os gregos seguiram esperando um contra-ataque que desse certo. E ele veio no segundo tempo. Bola lançada para Salpingidis na direita, que cruzou para Samaras ganhar na velocidade dos marcadores e mandar para o gol: 1-1.

A reação grega foi apagada com o golaço de Khedira, aparecendo de trás na área e pegando um sem-pulo após cruzamento de Boateng. Não demorou muito para Klose aproveitar uma saída desastrosa do goleirão e fazer de cabeça: 3-1. Para matar o jogo, Reus, um dos destaques da partida, aproveitou rebote e acertou um balaço para o gol fazio: 4-1. No fim, toque de mão de Boateng na área e Salpingidis fechou o placar: Alemanha 4x2 Grécia.


Com sobras, a Alemanha é a melhor da Eurocopa. Futebol ofensivo, organizado e de qualidade. Mesmo com a alteração do trio de ataque, não diminuiiu o ritmo. Pelo contrário: Reus fez uma partidaça e praticamente ganhou a vaga. Schurrle também foi bem e pode ficar. E Klose mostrou que tem o mesmo faro de artilheiro de Mario Gomez. A defesa deu sinais de lentidão contra a Grécia. Mesmo assim, a Alemanha é franca favorita. Não tem retranca grega que segure.




sexta-feira, 22 de junho de 2012

#Euro2012: O craque além da mídia


Muito além do marketing. É o que Cristiano Ronaldo tem demonstrado na Eurocopa 2012. Mais uma vez decisivo e com grande atuação, o CR7 mostra – para quem ainda duvidava – que vai além da mídia e da fama de metrossexual. O gajo confirma de vez que é craque e que resolve para Portugal.

A seleção portuguesa dominou praticamente todo o jogo contra a República Checa. Para se ter uma ideia, Portugal finalizou 20 vezes durante a partida, contra apenas dois chutes a gol dos checos. Com esses números, dá para perceber que poderia ser uma goleada. E poderia mesmo.

Usando bem o lado esquerdo com Fábio Coentrão, Portugal chegava com facilidade. Cristiano Ronaldo parecia disposto a decidir desde o começo. Só no primeiro tempo, ele teve boas chances de abrir o placar. Mandou uma bicicleta pra fora, uma cobrança de falta com perigo e acertou a trave. 

O domínio seguiu depois do intervalo. O goleirão Petr Cech fez o que pode. Conseguiu efetuar grandes defesas e salvar como pode sua seleção. Cristiano Ronaldo seguia como o cara do jogo. Ou chegava com perigo – acertou a trave em cobrança de falta – ou deixava os companheiros em boa situação. Nani apareceu mais no jogo e os portugueses passaram a utilizar mais o lado direito. 

O gol parecia questão de tempo, mas demorou a sair. Aos 34 minutos, em jogada começada por Nani pela direita, João Moutinho fez bom cruzamento e Cristiano Ronaldo se antecipou a defesa e mandou de cabeça, sem chances para Cech. Festa portuguesa. Festa do craque.

Portugal chega às semifinais com cara de quem pode ir mais longe do que se imaginava. A seleção evoluiu muito. Os laterais aparecem bem, principalmente Coentrão pela esquerda. Pepe domina na defesa. Moutinho comanda o meio. Nani tem chamado o jogo. Só falta um camisa 9 que sirva para fazer gol – digamos que Ricardo Bueno seria titular por lá.

Além de tudo isso, Portugal tem Cristiano Ronaldo.  Se ele sumiu nos dois primeiros jogos, apareceu quando a seleção mais precisava. Decisivo, craque, vaidoso, midiático. Tudo em um jogador só. Ele pode fazer história.E pode fazer marketing. Tudo ao mesmo tempo.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

#Euro2012: Ingleses e franceses fecham as quartas


O grupo D não fugiu do esperado. A Inglaterra e a França estão classificadas. Porém, as duas seleções tiveram trabalho na última rodada com Ucrânia e Suécia. 

O destaque da vitória inglesa foi Rooney, que fez sua estreia após suspensão. Perdeu um gol no primeiro tempo, mas guardou o seu na segunda etapa. Porém, a bola que entrou mas não foi gol acabou como a notícia da partida. Devic chutou, a bola desviou no goleiro Hart e Terry tirou quando a bola já havia ultrapassado a linha. Isso porque tem um árbitro ao lado do gol e outro lateralmente. Lance rápido? Sim. Mas, dava para ver que entrou. E a questão da tecnologia volta com força. 

O empate seria justo, já que a Ucrânia teve bom volume de jogo e criou oportunidades – mas pecou nas finalizações. Schevchenko provavelmente despediu sem classificar sua seleção. Porém, sai como herói.

Na outra partida, quem esperava uma Suécia morta, enganou-se. Com um golaço de Ibrahimovic (o mais bonito da Euro 2012) e outro de Larsson em contra-ataque, os suecos bateram a França. Pelo lado dos franceses, viu-se um time parado, sem vontade nenhuma. Talvez já confortada com a classificação.

Agora, vamos para as quartas-de-final. Na quinta-feira (21), República Checa x Portugal se enfrentam. Quem passar, pega o vencedor de Espanha x França, que jogam no sábado (23). Na sexta-feira (22), a Alemanha encara a Grécia. O classificado enfrenta o ganhador de Inglaterra x Itália, que jogam no domingo (24).

terça-feira, 19 de junho de 2012

#Euro2012: A lógica sem superioridade


Espanha e Itália estão classificadas para as quartas-de-final no grupo C. Claramente deu a lógica. Porém, não foi tão fácil quando alguns esperavam.

A Espanha, atual campeã europeia e mundial, teve que suar um bocado para vencer a Croácia. Melhor dizendo: o goleiro Casillas precisou suar para garantir os espanhóis na próxima fase. O jogo foi o de sempre: a Espanha com maior posse de bola, bem no estilo Barcelona. Os croatas ficaram perto do gol mais vezes, parando no goleirão do Real Madrid. E naquele tipo de jogo que uma hora aparece espaço e alguém define, entrou Jesus Navas para salvar de vez a partida. Ele recebeu grande passe de Iniesta nas costas da defesa e liquidou a fatura.

Quem também estava de olho e torcendo muito pelo sucesso do goleiro Casillas era a Itália. Devido ao estranho regulamento, os italianos precisavam vencer e torcer por um 0 a 0 ou que alguém vencesse no outro confronto. Melhor do que a Irlanda, que jogou fechada, a Azurra abriu o placar com Cassano e liquidou no fim com Balotelli, que saiu do banco. Com 2 a 0, a torcida era para que o outro jogo acabasse logo, já que se a Croácia empatasse, os italianos voltariam para casa.

No fim, tudo deu certo para Itália e Espanha. Ambas não convenceram, principalmente os italianos – a Espanha até foi bem contra a Irlanda. Resta saber se estão guardando o melhor para a próxima fase. Já para os eliminados, faltou um pouco mais de sorte para os croatas, que até mereciam a vaga. Os irlandeses voltam, como esperado, sem nenhum destaque.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

#Euro2012: Os sobreviventes do grupo da morte


As surpresas quase apareceram no grupo B, o temido “grupo da morte”. Porém, no fim, classificaram os melhores. A Alemanha espantou qualquer zebra ao vencer a Dinamarca. Cristiano Ronaldo apareceu e 
colocou Portugal nas quartas-de-final.

O gol de Van de Vaart para a Holanda logo no começo do jogo dava sinais de que a rodada seria empolgante. Naquela altura, Alemanha e Dinamarca empatavam e se classificavam. Porém, tudo mudou novamente com o gol de Podolski, abrindo o placar para os alemães. Naquela altura, mais um gol classificava os holandeses.

Porém, vieram os empates. Primeiro, a Dinamarca deixou tudo igual com Krohn. Depois, foi a vez de Cristiano Ronaldo “estrear” na Euro e empatar o jogo contra a Holanda. O mesmo CR7 garantiria Portugal nas quartas com o gol da virada. E a Alemanha, que jogou quando quis, fez 2 a 1 sobre a Dinamarca com Bender. 

A Alemanha, como esperado por muitos, fechou a fase de grupos com 100% de aproveitamento. Jogou bem, aproveitou as chances e passou tranquilo pelo grupo da morte. Portugal teve dificuldades, mas foi bem. Fez uma boa estreia contra os alemães, apesar da derrota. Depois, garantiu uma vitória suada sobre os dinamarqueses. Ali, no gol de Varela, a porta da classificação se abriu e foi concretizada nos gols de Cristiano Ronaldo, que finalmente decidiu como é esperado.

A Dinamarca foi além do que era esperado e ficou perto da vaga em certo momento da rodada. Travou bons duelos e surpreendeu. Já a Holanda foi a grande decepção desta Euro. Elenco rachado, problemas na lateral-esquerda (o garoto Willems não deu conta), Robben e Sneijder abaixo do esperado, assim como Van Persie. Só Stekelenburg teve algum destaque. Co isso, a Laranja foi executada no grupo da morte. 

Por fim, temos duas quartas-de-final decididas. A forte Alemanha encara a zebra Grécia. E Portugal pega a República Checa, ambos embalados pelas vitórias e classificação.

domingo, 17 de junho de 2012

#Euro2012: Hora de decisão – Grupo B


Após ver a previsão do grupo A ir por água abaixo (por causa das surpresas Rep. Checa e Grécia), vamos ao grupo B, o grupo da morte. Toda surpresa pode ser bem-vinda.

Situação do grupo: 1º Alemanha (6 pts); 2º Portugal (3); 3º Dinamarca (3); 4º Holanda (0).

- Alemanha: Só uma tragédia tira os alemães. Precisaria perder para a Dinamarca e Portugal vencer a Holanda. Ainda assim, como todos teriam seis pontos, iria para o saldo de gols no confronto. Mesmo assim, é melhor se garantir diretamente.

A Alemanha é uma das favoritas. Uma equipe bem organizada, de qualidade e entrosada. Mario Gomez mostrou porque é o “Super Mario” com três gols em dois jogos. Além disso, Müller e Schweinsteiger estão comendo a bola e Hummels tem se destacado na zaga. As vitórias sobre as fortes seleções de Portugal e Holanda fortalecem ainda mais o favoritismo. Classifica e vai em busca do título.

- Portugal: Enfrenta a Holanda em partida com cara de batalha. Mais uma, após aquela histórica de 2006, na Copa do Mundo na Alemanha. Cristiano Ronaldo não foi o que se espera. Mesmo assim, Portugal foi bem contra os alemães e, na base da superação, bateu a chata Dinamarca. 

Depende apenas de si e até um empate pode garantir a seleção na próxima fase - caso a Alemanha vença. A esperança está na dupla Nani-CR7. Será que dá?

- Dinamarca: Quem viu apenas o amistoso contra o Brasil, teve a impressão: a Dinamarca vai ser o saco de pancadas do grupo. Aliás, até mesmo que viu além do amistoso esperava isso. Porém, como a Euro2012 tem surpreendido todos, não seria diferente no grupo da morte.

A vitória surpreendente sobre a Holanda e o trabalhão dado à seleção portuguesa mostra que a Dinamarca não é nenhum bobo no grupo B. Bendtner, quem diria, tem resolvido na frente. A defesa até tem funcionado. Porém, é difícil acreditar em uma vitória sobre a Alemanha. Mas se a Grécia passou...

- Holanda: Se existe uma seleção que está decepcionando na Euro, é a Holanda. As coisas não estão encaixando. E pior: os adversários estão conseguindo acertar. A derrota para a Alemanha não foi o fim do mundo, mas o tropeço contra a Dinamarca sim. Derrota que pode custar a classificação.

A situação, entretanto, não está toda perdida. Precisa vencer Portugal e torcer pela Alemanha. Nada de outro mundo. Aí iriam para o saldo de gols entre os confrontos com portugueses e dinamarqueses. Será que Van Persie, Robben, Sneijder e cia vão cumprir o esperado. 

Puro palpite: Alemanha e Portugal classificam.

sábado, 16 de junho de 2012

#Euro2012: Superação grega e checa



O futebol é surpreendente. Grande novidade, não? E por que seria diferente na Eurocopa? Por isso a classificação da Grécia é surpreendente. Assim como a volta por cima da República Checa após ser atropelada na estreia. Desta forma, o grupo A foi decidido.

A Grécia assustou no começo, mas a Rússia logo dominou a partida. Os gregos faziam o que sabem: defender, engessar o jogo e esperar uma chance. E a chance veio no fim do primeiro tempo. Karagounis apareceu nas costas da zaga após a cobrança de um lateral e aproveitou. 

Afobada, a Rússia tentou pressionar, mas sem organização nenhuma. Os gregos seguraram e assustaram. No fim, os russos quase empataram, mas saíram com o gosto amargo da eliminação. A Grécia, claro, comemorou como a vitória em uma final de campeonato.

Não foi apenas a derrota que eliminou a Rússia. A vitória da República Checa sacramentou a queda. Até porque, se o 0 a 0 persistisse entre checos e poloneses, os russos passariam de fase. 

A Polônia fez um bom primeiro tempo. Perdeu boas chances no ataque. A postura dos checos mudou apenas próxima ao intervalo. Melhor no segundo tempo, a República Checa chegou a vitória no gol de Jiracek. Os poloneses até tentaram chegar ao empate, porém só assustaram mesmo no fim, quando um gol não adiantaria – pelo contrário, classificaria a Rússia.

A decisão do grupo A deixou claro: não espere o óbvio nesta Euro. A surpresa parece ser parte da edição 2012 da competição.