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domingo, 2 de dezembro de 2012

#Brasileirão: Balanço Geral – G4

O Brasileirão, que para muitos já havia terminado, acabou de vez neste domingo. Fim de papo. Hora de fazer um rápido balanço sobre os times, começando pelos melhores: o G4.
Fluminense: Campeão com sobras, justiça e alguns erros favoráveis de arbitragem. Contou com o melhor goleiro (Diego Cavalieri), o melhor camisa 9 e o mais decisivo jogador (Fred) e uma boa defesa. Além disso, teve o que faltou para muitos: bom elenco. Isso fez com que a equipe não sentisse as contusões de Deco e outros.
Atlético (MG): O vice-campeonato foi merecido. É uma conquista para quem nadou e morreu na praia por várias vezes nos últimos anos. Melhor time do primeiro turno, faltou um pouco mais no segundo. Teve Ronaldinho Gaúcho mostrando ótimo futebol e sendo decisivo, enquanto Bernard foi a revelação do Brasileirão. Vale destacar também a dupla de zaga Leonardo Silva e Réver, a melhor da competição.
Grêmio: Em terceiro lugar, chegou na posição que merecia. Sempre esteve próximo dos líderes, mas raramente foi postulante de fato ao título. Mas também não teve grandes ameaças de sair do G4 e perder a vaga na Libertadores. O meio-campo foi o destaque deste time, com Souza, Fernando, Elano e Zé Roberto (este o melhor deles).O ataque, forte no primeiro turno, não funcionou tão bem na reta final. Por fim, Luxemburgo merece elogios.
São Paulo: O tricolor paulista tinha que fechar o grupo que vai para a Libertadores. Pode garantir um lugar direto, se vencer a Copa Sul-Americana. Ney Franco é um dos responsáveis pela ascensão do time na competição. Assim como os retornos de Rogério Ceni e Luís Fabiano. Diferente dos tempos de Leão, o São Paulo conseguiu ter um time, mais tático e bem postado. Vale destacar as atuações de Osvaldo e Rafael Tolói e o crescimento de Jádson.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

#Brasileirão: Digno de final

Atlético (MG) 3x2 Fluminense

Tinha cara de decisão. E foi um jogo digno de final de campeonato. Atlético (MG) e Fluminense mostraram que não estão a toa brigando pelo título do Brasileirão 2012. A partida em Belo Horizonte deixou claro que o caneco ficará em boas mãos.

Foi um dos melhores, se não o melhor jogo do Brasileiro. De um lado um futebol ofensivo, provocante, que marcava bem e saia para o jogo. Do outro, uma equipe mais pragmática, se defendendo e esperando a hora certa de dar o bote, apostando na velocidade e no contragolpe.

Partida com vários destaques. Diego Cavalieri fez uma baita partida. Sofreu sim os três gols, mas salvou em outras quatro oportunidades. Ronaldinho não deixou o seu – apenas o gol anulado – mas deu duas assistências e conduziu o Galo como maestro. Os dois times contam com velocistas: Wellington Nem e Bernard, ambos em grande fase. Também têm seus matadores: Jô e Fred.

Além dos personagens, o jogo teve quase todos os elementos de uma decisão. Bom público (mais de 20 mil pagantes), polêmica com arbitragem (que acertou), três bolas na trave, virada e gol nos últimos minutos. Quer mais?

Os números traduzem um pouco do jogo. O Fluminense finalizou quatro vezes, marcou dois gols. Já o Galo chutou 27 vezes, parou seis em Cavalieri e fez três gols, além de três bolas na trave. O alvinegro mineiro marcou bem e roubou mais bolas. Por isso conseguiu pressionar. Flu destruiu mais, com 20 faltas contra nove do Atlético. 

No geral, a partida foi toda do Galo. Ofensivo, comandado por Ronaldinho, Bernard e as boas descidas de Marcos Rocha, o Atlético abusou de perder gols. Chegou a fazer 1 a 0 em bela cobrança de falta de Ronaldinho. Porém, o árbitro anulou corretamente o gol, já que Leonardo Silva empurra a barreira, o que foi desnecessário, já que nada bloquearia a cobrança do R49.

Diego Cavalieri foi aparecendo. Salvou o Fluminense até onde pode, em pelo menos três chances claras. Contou com a ajuda da trave duas vezes – uma de Bernard e outra de Jô. O gol do Atlético não saia.

Veio o segundo tempo. E decisão precisa de uma velha máxima. Desta vez, valeu o “quem não faz, toma”. Eram dez minutos. A primeira boa descida do Fluminense, em contra-ataque. A bola caiu nos pés de Fred. O camisa 9 tricolor sabe decidir. Seja finalizando ou, como desta vez, deixando o companheiro na cara do gol. O beneficiado foi Wellington Nem, que mandou no canto. Fluminense 1 a 0, duas mãos na taça.

O Atlético não tinha outra saída. Pressionou, mandou mais uma na trave (Leandro Donizete) e finalmente chegou ao empate. Após jogadaça de Ronaldinho, ele puxou pelo meio, esperou e tocou para Jô fuzilar: 1 a 1. Eram 23 minutos. Tudo ficou na mesma.

Bastaram 13 minutos para a partida pegar fogo de vez. Bernard fez bela jogada pela esquerda e cruzou de forma perfeita para Jô virar o placar: Galo 2 a 1. Temos um campeonato.

Porém, o Fluminense é o líder. Foi ao ataque e na segunda boa jogada, chegou ao segundo gol. Troca rápida de passes e a bola veio da esquerda, rasteira, para encontrar os pés de Fred e morrer nas redes:  2 a 2. Fluminense seguia com uma mão na taça.

Para muitos, jogo decidido. Não para o Atlético, que carregava ainda mais o trecho do seu hino que diz “vencer, vencer, vencer, esse é o nosso ideal”. Ideal transformado em realidade aos 47 minutos do segundo tempo.

A bola estava no ataque e voltou um pouco para encontrar Ronaldinho. Olhar para a área. Eram dois homens lá dentro. Mas o herói do jogo não aparecia ainda. Vinha correndo de fora, já consciente do ponto futuro. A bola foi cruzada. Leonardo Silva correu e foi de encontro. Um cabeceio forte como um chute estufou as redes. O gol da vitória. O gol que reabre o Brasileirão.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

#Brasileirão: 31ª rodada – O jogaço

Fluminense 2x2 Grêmio

A expectativa da partida era grande. Duelo entre dois times que brigam pelo título. Poderia ser a última cartada gremista ou a cartada derradeira do tricolor carioca. E jogo bom é assim: se arrasta com algumas boas jogadas, explode em dez minutos e quando parece resolvido, ganha um ingrediente a mais.

O Grêmio abriu o placar aos 09 minutos do segundo tempo. Era melhor em campo e fez 1 a 0 com Elano, com um toque de Ronaldinho Gaúcho. O Fluminense pressionou em seguida e chegou ao empate com Digão. Virou o placar aos 17 com um belo chute de Rafael Sóbis. Ficou com um homem a mais aos 19, após Marcelo Moreno ser expulso antes de completar um minuto em campo.

O jogo parecia decidido. O titulo já parecia ainda mais encaminhado ao tricolor carioca. Porém, o Grêmio não desanimou. Falta de longe, Cavalieri espalmou como deu e a bola terminou nos pés de Zé Roberto antes de morrer nas redes: 2 a 2.

O placar tem sabor de empate para ambos. O Fluminense segue na mesma, na boa. O Grêmio continua garantido na Libertadores e distante do título.

domingo, 16 de setembro de 2012

#Brasileirão Tropeçou

Líder do campeonato jogando em casa contra o lanterna. A expectativa é que a manchete do dia seguinte seja “Mais líder do que nunca”, ou algo do tipo. Porém, o futebol tem suas loucuras. É o esporte do improvável, do inesperado. E o óbvio não se fez presente mais uma vez nesse caso.

O Fluminense é o líder em questão. O Atlético (GO), o lanterna. A facilidade esperada não veio. Os goianos pareciam dispostos a surpreender. A zaga tricolor não parecia funcionar tão bem. A defesa rubro-negra sim. Na bola parada, Diego Giaretta fez 1 a 0, com bela cobrança de falta. O Atlético parecia mais perto do segundo gol do que o Flu de chegar ao empate. E assim foi: No escanteio, a bola encontra Renié, que de longe cabeceia para encobrir Cavalieri e ampliar para os visitantes.

Veio o segundo tempo. A pressão tricolor entrou em campo. Mas o jogo teimava em ser atleticano. Enquanto Márcio salvava lá atrás, o Atlético por pouco não fez o terceiro, após chute de Ernandes parando na trave. O susto gerou o gol do Fluminense. Após chute de Jean, a bola foi parar nos pés de Michael que empurrou para as redes.

Não adiantaram as 23 finalizações durante o jogo. Nem as 39 bolas alçadas na área. A ausência de Fred na área adversária parecia ter deixado o Fluminense com um homem a menos. O Atlético, com a ótima atuação do goleiro Márcio, parecia ter um homem a mais. A pressão não adiantou. O tropeço aconteceu.

Tropeçar. Entre as definições do Aurélio, está “Encontrar empecilho ou obstáculo inesperado”. Justamente o que aconteceu com o líder. O inesperado obstáculo foi a lanterna, que pode fazer o Fluminense cair da liderança nesta rodada.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

#Brasileirão 21ª rodada: Todo recuo será castigado


- Figueirense 2x2 Fluminense: Ótimo começo de segundo tempo, 2 a 0 no placar e jogando fora de casa. Elementos que deixam uma vitória bem encaminhada. Era o que o Fluminense tinha nas mãos contra o Figueirense. Porém, em jogo de 2 a 0, todo recuo é castigado. E o tricolor carioca pagou o preço por isso.

O primeiro tempo foi muito equilibrado. Os dois times criavam oportunidades, mas era o Fluminense quem ficou mais perto de abrir o placar. Foi uma bola na trave para cada lado. O zero a zero no placar não retratava a partida.

Veio o segundo tempo. Em sete minutos, o tricolor carioca fez 2 a 0. Primeiro com Digão, depois com Rafael Sóbis. O retrato era o escrito no começo deste texto. O Figueirense, lanterna e pressionado, sentiu o golpe. Mas o jogo mudou aos 21 minutos.

Abel Braga resolveu tirar Wellington Nem, que se movimentava bem na frente, para colocar o volante Diguinho. Um recuo providencial para o Figueira, que aproveitou para diminuir logo na sequência, com Aloisio.

Os catarinenses cresceram, foram para cima e conseguiram o empate no fim, em belo gol de João Paulo, numa cobrança de falta perfeita. Antes, tiveram um gol mal anulado pela arbitragem, com Aloisio. O Fluminense tentou correr atrás nos últimos minutos e por pouco não saiu com a vitória após falta cobrada por Jean. A bola bateu caprichosamente no travessão.

O Fluminense pagou o preço de não aproveitar um jogo dominado. Diminuiu o ritmo quando deixou o adversário nas cordas. O Figueirense aproveitou, foi para cima e conseguiu o empate. A equipe catarinense melhorou após a saída de Hélio dos Anjos. Precisa vacilar menos. Enquanto isso, o tricolor carioca foi beneficiado pela rodada, mas sai com a sensação de que poderia ser líder. Até o centenário tricolor Nelson Rodrigues diria: todo recuo será castigado. E assim foi.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

#Brasileirão 20ª rodada: Arriscou tarde

- Fluminense 1x1 Corinthians: O Fluminense foi melhor, atacou bem mais, finalizou muito mais que o Corinthians. Porém, Abel Braga demorou para arriscar. Com isso, conseguiu apenas o empate. O tricolor carioca dominou a primeira etapa, desperdiçando grandes chances de fazer o gol. Como não fez, levou. Justamente de Emerson, o desafeto, que recebeu na área e bateu forte para abrir o placar.


O jogo continuou a mesma coisa no segundo tempo. Fluminense pressionando, chegando muito ao ataque, mas não aproveitando. Abel arriscou, mas o gol só veio em uma linha burra (onde o “burro” foi Edenílson) da defesa corintiana. Fred recebeu livre e não desperdiçou.

Resultado ruim para o Fluminense, que merecia vencer e poderia assumir a liderança. Errou demais na hora de concluir as jogadas de ataque e viu o Corinthians fazer o gol na única chance clara que teve em toda a partida. Corinthians que está longe de ser aquele time guerreiro e bem organizado. Falta uma referência na área. E falta o Edenílson acordar.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

#Brasileirão: Resumão 1º turno – briga pelo título e pela Libertadores


Fim de 1º turno. Hora de um pequeno balanço sobre os 20 times do Brasileirão. Primeiro, vamos dar um pitaco sobre quem pode sonhar com título e quem briga por Libertadores.

CANDIDATOS AO TÍTULO

1º - Atlético (MG)
Líder do Brasileirão com sobras. É o melhor time da competição. Cuca montou uma forte equipe. Tem um bom goleiro (Victor), uma defesa segura (Réver e Leonardo Silva), um bom sistema de marcação no meio (Pierre e Leandro Donizete) e um grande poder ofensivo (Ronaldinho, Bernard e Jô). Além disso, o treinador sabe mudar quando preciso, usando bem suas peças.  Com tudo isso, o Galo é sim um dos mais fortes candidatos ao título.

2º - Fluminense
O tricolor carioca é outro forte candidato ao título. Talvez não seja líder por sofrer algumas vezes com vários desfalques importantes. Por outro lado, mostrou que possui ótimo elenco. Diego Cavalieri está em boa fase, a defesa é a menos vazada da competição e o ataque é o segundo melhor. Se Fred e Deco jogassem mais, o título era quase certo.

3º - Grêmio 
O tricolor gaúcho fecha a lista dos candidatos ao titulo. Méritos de Vanderlei Luxemburgo, que solicitou contratações pontuais e encaixou o Grêmio muito bem. Gilberto Silva é o líder da zaga, bem protegida pela dupla Fernando e Souza. O meio-campo é cerebral, com Elano e Zé Roberto. O ataque conta com uma das melhores duplas do país, com Marcelo Moreno e Kléber. O problema, que não é novo, está nas laterais, que são irregulares. Mas, pode ser a chance que o velho Luxa, rei dos pontos corridos, está de volta.

DE OLHO NA LIBERTADORES

4º - Vasco
Até algumas rodadas atrás, o Vasco poderia figurar entre os favoritos ao título. Mas a falta de reposição para algumas peças acabou pesando – e deve pesar mais – na caminhada da equipe. Sem Éder Luís, o técnico Cristovão Borges sente falta de alguém que jogue na posição – e Barbio não é o ideal. O mesmo vale para a saída de Fagner, que deixou uma lacuna na lateral-direita (mesmo espaço que ocupa Éder Luís). Mesmo com Juninho, Felipe e Alecsandro resolvendo, e Fernando Prass fazendo boas defesas, o Vasco não mostra ter forças para brigar pelo título. Mas segue firme por um lugar na Libertadores.

5º - São Paulo
O São Paulo é uma grande incógnita. A falta de regularidade pesa demais para isso. Porém, com os retornos de Rogério Ceni, Lucas e Luis Fabiano, o tricolor paulista voltou a ganhar identidade, o que faltou muito em vários jogos. Desta forma, Ney Franco ganha fôlego para encaixar melhor o time. Falta acertar o lado esquerdo da defesa e a dupla de volantes, que oscila demais. O problema é que só vai conseguir fazer isso agora no segundo turno. Resumindo: o São Paulo briga pelo G4, mas pode também arrancar e brigar pelo topo.

6º - Internacional
O Internacional está devendo. Esperava-se bem mais do time colorado, que começou com cara de brigar pelo título, mas acabou perdendo o ritmo. Não dá para saber se isso é fruto da demissão de Dorival Junior. Mas já está sendo visível que Fernandão não será a solução. O time tem bons nomes. No papel, um timaço, com bons laterais, uma zaga experiente, bons meias (apesar de D’Alessandro seguir fora) e um ataque “classe A”, com Forlán e Damião. Isso no papel. Na prática, o time não equilíbrio e se mostra muitas vezes desorganizado. Falta de um camisa 10, que seria D’Ale na saída de Oscar. Falta mais ainda a mão de um bom treinador.

7º - Botafogo
Outro time que começou com cara de que brigaria até mesmo pelo título. Hoje, mal pode sonhar com a Libertadores. O Botafogo achou que só Seedorf resolveria. Grande engano. O time não tem ataque. Perdeu Herrera, Loco Abreu e Caio. Trouxe Rafael Marques. Grave erro da direção. O meio-campo é ótimo, mas quando a bola chega na frente, não tem quem resolva. E a defesa não é confiável. Na teimosia de Oswaldo de Oliveira, dá para sonhar com G4, mas nem todo sonho vira realidade.

8º - Cruzeiro
O Cruzeiro começou encantando muita gente. Até parecia que teríamos um duelo mineiro no G4. Mas aí vimos que Celso Roth era o treinador. O encanto acabou. O Cruzeiro caiu na tabela e está longe de convencer até que chegará a um G4. O time mineiro fez boas contratações. Trouxe Borges, muito melhor que Wellington Paulista. Trouxe Ceará, que é um dos destaques na lateral-direita deste Brasileiro. Mas ainda depende demais de Montillo. E o argentino não está na sua melhor fase – e isolado na armação. É mais um que sonha.

9º - Flamengo
Dificilmente o Flamengo chegará a Libertadores. Mas pela irregularidade de alguns, quem sabe. Dorival Junior já está fazendo milagres, se comparar o time atual com o que era com Joel Santana. Falta muito, mas a entrada de Cacéres deu uma maior organização ao meio, Vagner Love passou a fazer gols e mais gols, e até a defesa tem aparecido bem. Adriano vem aí, para bem ou para o mal. O tempo dirá.

10º - Santos
Fechando os candidatos a uma vaga no G4, o Santos é quem mais pode surpreender. Com o retorno de Neymar, a volta de André e a chegada de Patito, o alvinegro praiano recuperou seu poder de decisão. O velho problema segue na defesa. Mas o Peixe, na mão de Muricy, vai brigar pela Libertadores. Não tenho dúvidas.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

#Brasileirão: 19ª rodada (jogos do sábado)


- Vasco 1x2 Fluminense: Jogo bem com cara de clássico. Movimentado, com reclamações da arbitragem e eletrizante no fim. O Vasco foi melhor em boa parte do jogo. Dominou o primeiro tempo. Mas finalizou mal. O Fluminense acordou no segundo tempo, explorando principalmente os contra-ataques. Desta forma, abriu o placar em belo voleio de Thiago Neves. 

Não deu nem para respirar e o Vasco empatou com um gol contra de Gum. A partir daí, ótimas chances para os dois lados. O time vascaíno ficou muito perto da virada com Tenório, que iria fazer um gol de placa no Engenhão. Mas a noite era de Thiago Neves. O camisa 10 cobrou falta com perfeição e matou o clássico.

O Fluminense sobe. O Vasco desce. Uma vitória para manter o tricolor firme na briga pela liderança. Uma derrota para ligar um sinal amarelo para a equipe vascaína. Placar justo? Talvez não. Ganhou quem teve mais brilho. E o brilho no caso se chama Thiago Neves.

- Palmeiras 1x2 Santos: O jogo era do Palmeiras. Acabou sendo de Neymar. Marcando muito bem, saindo com os volantes e comandado por Barcos, o alviverde dominou o primeiro tempo. Abusou de perder gols. Porém, conseguiu abrir o placar. Corrêa, recém-chegado, acertou belo chute de fora e abriu o placar para o Palmeiras. 

O Santos quase não chegou. Quando chegava, era com Neymar. E foi dele o empate santista, logo depois do gol palmeirense, em bela cobrança de empate. O jogo esfriou no segundo tempo. A primeira boa chance veio aos 17 minutos. E veio a virada santista. Gol dele, Neymar, em chute de fora, com leve falha de Bruno. 

O Palmeiras teve grandes chances de empatar. Melhor dizendo, duas. Ambas com Barcos. Uma ele errou, e na outra Rafael fez um milagre. 

Com o resultado, o Santos segue embalado. Pode até sonhar com um G4, mas a defesa precisa ajudar. O Palmeiras entra na degola mais uma vez. Tem time para sair. Mas tem um azar acompanhando com contusões, falhas e gols perdidos que até dá medo. Precisa ficar ligado, mas não deve ter grandes problemas. 

- Ponte Preta 2x1 Portuguesa: A Ponte reencontra a vitória. Jogo de poucas chances. Giancarlo abriu o placar logo no começo. O time campineiro seguiu no ataque e parou em Dida. Na primeira boa chance, a Lusa empatou, em gol de Bruno Mineiro. 

No segundo tempo, a Ponte dominou, parou em Dida e conseguiu o segundo gol, novamente com Giancarlo. A Lusa foi para o abafa nas bolas alçadas na área. Conseguiu no máximo uma bola no travessão.

Dois times limitados que dificilmente vão além do meio da tabela. Para a Ponte, a vitória vem em boa hora, para espantar a crise e a proximidade do Z4. A Lusa segue na gangorra. E deve ficar nisso até o fim.

sábado, 18 de agosto de 2012

#Brasileirão 18ª rodada (jogos do sábado – 1ª parte)


- Fluminense 1x0 Sport: O Fluminense colou no Galo. A vitória foi magra, custou a sair, mas aconteceu e deixa o tricolor empatado com o Atlético. O Sport chegou pouco, mas assustou. O Flu demorou em chegar ao ataque. Mas quando conseguiu, passou a dominar. Perdeu várias chances no primeiro tempo, principalmente com Wagner e Thiago Neves.

A dupla de meias seguiu levando perigo. Magrão e a defesa foram salvando como podia. A expulsão de Tobi abriu ainda mais o caminho para o gol tricolor, que finalmente saiu. O cruzamento de Carlinhos encontrou Samuel, sumido até então na partida, para fazer jus ao lugar de Fred e dar a vitória ao tricolor carioca.

Sofrida e merecida vitória. Apesar de alguns raros sustos, o Flu foi superior, perdeu um caminhão de gols, mas achou um no final. O suficiente para manter o time na briga pela liderança. Para quem ainda dúvida, o tricolor mostra: vai brigar até o fim. E o Sport também. Brigará até o fim. Só que para não cair. O que não será fácil de evitar do jeito que as coisas andam.

- Náutico 1x0 Bahia: No sufoco, para manter o embalo. O Náutico venceu e sobe mais um pouco. A partida foi equilibrada. O Bahia chegou um pouco mais no primeiro tempo. O Timbu foi mais perigoso. No segundo tempo, Gideão salvou logo no começo. Porém, o ritmo caiu demais. As chances eram raras, pouquíssimas. Os ataques não funcionavam, os dois meios erravam muito mais do que acertavam. Tudo indicava para um zero a zero. Até que Martinez teve espaço e resolveu arriscar. Uma bomba indefensável que morreu no ângulo de Marcelo Lomba. Golaço que deu a vitória ao alvirrubro.

Um belo gol para uma importante vitória. O Náutico sobe um pouco mais, ganha moral para o clássico e pode fechar o primeiro turno bem longe da degola. E, principalmente, um futebol longe da queda. Enquanto isso, o Bahia segue na gangorra. Oscila demais dentro da partida e no próprio campeonato. Vai ter que mudar muito para não cair.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

#Brasileirão: 17ª rodada (jogos da quarta – parte 1)


- Cruzeiro 1x1 Fluminense: Uma partida com cara de empate.  O Cruzeiro começou com tudo e abriu o placar com Wellington Paulista. Porém, não conseguiu se impor. O Fluminense ganhou o meio-campo, foi chegando ao ataque, parou algumas vezes em Fábio, mas conseguiu o empate. Gol de Fred, em jogada ensaiada. No segundo tempo, jogo travado, muitas faltas e cartões. A Raposa até assustou, mas o melhor lance foi do Flu, que parou em Fábio.

Resultado bom para o Fluminense, que segue próximo do líder Atlético. Ruim para o Cruzeiro, que ainda não conseguiu se impor no Independência. Borges fez falta ao ataque e a equipe depende demais da criatividade de Montillo.

- Grêmio 1x2 Portuguesa: Zebra lusa no Olímpico. A Portuguesa freou a boa sequência do Grêmio. Enquanto os gaúchos apostavam nos cruzamentos, a Lusa foi eficiente. No primeiro bom lance, abriu o placar com Ananias, após bom contra-ataque puxado por Moisés.

O Grêmio pressionou muito, tanto no restante do primeiro tempo quanto em boa parte do segundo, mas parou em Dida, muito seguro na partida, e na boa postura da defesa da Portuguesa. Por outro lado, a Lusa seguiu acreditando nos contra-ataques, foi chegando e conseguiu ampliar no segundo tempo. Bruno Mineiro aproveitou o rebote e matou o jogo. E olha que Diego Viana quase fez 3 a 0. No fim, o tricolor gaúcho seguiu em busca do gol e conseguiu diminuir com Kleber.

Surpreendente, a Portuguesa conseguiu a maior vitória da rodada. Bem postada na defesa, encaixou os contra-ataques, aproveitou os erros da defesa gremista e matou o jogo. O Grêmio insistiu em jogadas que não davam certo, como as bolas alçadas na área. Pagou o preço e perdeu a chance de encostar ainda mais no líder Atlético.