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Mostrando postagens com marcador Atlético (MG). Mostrar todas as postagens
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domingo, 2 de dezembro de 2012

#Brasileirão: Balanço Geral – G4

O Brasileirão, que para muitos já havia terminado, acabou de vez neste domingo. Fim de papo. Hora de fazer um rápido balanço sobre os times, começando pelos melhores: o G4.
Fluminense: Campeão com sobras, justiça e alguns erros favoráveis de arbitragem. Contou com o melhor goleiro (Diego Cavalieri), o melhor camisa 9 e o mais decisivo jogador (Fred) e uma boa defesa. Além disso, teve o que faltou para muitos: bom elenco. Isso fez com que a equipe não sentisse as contusões de Deco e outros.
Atlético (MG): O vice-campeonato foi merecido. É uma conquista para quem nadou e morreu na praia por várias vezes nos últimos anos. Melhor time do primeiro turno, faltou um pouco mais no segundo. Teve Ronaldinho Gaúcho mostrando ótimo futebol e sendo decisivo, enquanto Bernard foi a revelação do Brasileirão. Vale destacar também a dupla de zaga Leonardo Silva e Réver, a melhor da competição.
Grêmio: Em terceiro lugar, chegou na posição que merecia. Sempre esteve próximo dos líderes, mas raramente foi postulante de fato ao título. Mas também não teve grandes ameaças de sair do G4 e perder a vaga na Libertadores. O meio-campo foi o destaque deste time, com Souza, Fernando, Elano e Zé Roberto (este o melhor deles).O ataque, forte no primeiro turno, não funcionou tão bem na reta final. Por fim, Luxemburgo merece elogios.
São Paulo: O tricolor paulista tinha que fechar o grupo que vai para a Libertadores. Pode garantir um lugar direto, se vencer a Copa Sul-Americana. Ney Franco é um dos responsáveis pela ascensão do time na competição. Assim como os retornos de Rogério Ceni e Luís Fabiano. Diferente dos tempos de Leão, o São Paulo conseguiu ter um time, mais tático e bem postado. Vale destacar as atuações de Osvaldo e Rafael Tolói e o crescimento de Jádson.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

#Brasileirão: Digno de final

Atlético (MG) 3x2 Fluminense

Tinha cara de decisão. E foi um jogo digno de final de campeonato. Atlético (MG) e Fluminense mostraram que não estão a toa brigando pelo título do Brasileirão 2012. A partida em Belo Horizonte deixou claro que o caneco ficará em boas mãos.

Foi um dos melhores, se não o melhor jogo do Brasileiro. De um lado um futebol ofensivo, provocante, que marcava bem e saia para o jogo. Do outro, uma equipe mais pragmática, se defendendo e esperando a hora certa de dar o bote, apostando na velocidade e no contragolpe.

Partida com vários destaques. Diego Cavalieri fez uma baita partida. Sofreu sim os três gols, mas salvou em outras quatro oportunidades. Ronaldinho não deixou o seu – apenas o gol anulado – mas deu duas assistências e conduziu o Galo como maestro. Os dois times contam com velocistas: Wellington Nem e Bernard, ambos em grande fase. Também têm seus matadores: Jô e Fred.

Além dos personagens, o jogo teve quase todos os elementos de uma decisão. Bom público (mais de 20 mil pagantes), polêmica com arbitragem (que acertou), três bolas na trave, virada e gol nos últimos minutos. Quer mais?

Os números traduzem um pouco do jogo. O Fluminense finalizou quatro vezes, marcou dois gols. Já o Galo chutou 27 vezes, parou seis em Cavalieri e fez três gols, além de três bolas na trave. O alvinegro mineiro marcou bem e roubou mais bolas. Por isso conseguiu pressionar. Flu destruiu mais, com 20 faltas contra nove do Atlético. 

No geral, a partida foi toda do Galo. Ofensivo, comandado por Ronaldinho, Bernard e as boas descidas de Marcos Rocha, o Atlético abusou de perder gols. Chegou a fazer 1 a 0 em bela cobrança de falta de Ronaldinho. Porém, o árbitro anulou corretamente o gol, já que Leonardo Silva empurra a barreira, o que foi desnecessário, já que nada bloquearia a cobrança do R49.

Diego Cavalieri foi aparecendo. Salvou o Fluminense até onde pode, em pelo menos três chances claras. Contou com a ajuda da trave duas vezes – uma de Bernard e outra de Jô. O gol do Atlético não saia.

Veio o segundo tempo. E decisão precisa de uma velha máxima. Desta vez, valeu o “quem não faz, toma”. Eram dez minutos. A primeira boa descida do Fluminense, em contra-ataque. A bola caiu nos pés de Fred. O camisa 9 tricolor sabe decidir. Seja finalizando ou, como desta vez, deixando o companheiro na cara do gol. O beneficiado foi Wellington Nem, que mandou no canto. Fluminense 1 a 0, duas mãos na taça.

O Atlético não tinha outra saída. Pressionou, mandou mais uma na trave (Leandro Donizete) e finalmente chegou ao empate. Após jogadaça de Ronaldinho, ele puxou pelo meio, esperou e tocou para Jô fuzilar: 1 a 1. Eram 23 minutos. Tudo ficou na mesma.

Bastaram 13 minutos para a partida pegar fogo de vez. Bernard fez bela jogada pela esquerda e cruzou de forma perfeita para Jô virar o placar: Galo 2 a 1. Temos um campeonato.

Porém, o Fluminense é o líder. Foi ao ataque e na segunda boa jogada, chegou ao segundo gol. Troca rápida de passes e a bola veio da esquerda, rasteira, para encontrar os pés de Fred e morrer nas redes:  2 a 2. Fluminense seguia com uma mão na taça.

Para muitos, jogo decidido. Não para o Atlético, que carregava ainda mais o trecho do seu hino que diz “vencer, vencer, vencer, esse é o nosso ideal”. Ideal transformado em realidade aos 47 minutos do segundo tempo.

A bola estava no ataque e voltou um pouco para encontrar Ronaldinho. Olhar para a área. Eram dois homens lá dentro. Mas o herói do jogo não aparecia ainda. Vinha correndo de fora, já consciente do ponto futuro. A bola foi cruzada. Leonardo Silva correu e foi de encontro. Um cabeceio forte como um chute estufou as redes. O gol da vitória. O gol que reabre o Brasileirão.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

#Brasileirão: 31ª rodada – O artista


Santos 2x2 Atlético (MG)

O Atlético tinha a briga pelo título. O Santos tinha Neymar. O atacante que jogou no dia anterior pela seleção brasileira, lá na Polônia, desembarcou no Brasil e foi direto para o jogo. Sendo assim, ele não poderia ficar apenas observando. Um artista sempre quer participar da obra.

Eram quase 11 minutos de jogo. Em 20 segundo Miralles fez 1 a 0 para o Santos. A bola encontrou Neymar próximo ao grande círculo. Foram sete toques nela. O primeiro um tapa de calcanhar, dando uma meia-lua no zagueiro. Depois, um corte que fez o marcador derrubar o próprio companheiro de time. Uma limpada no próximo atleticano, uma ameaçada e o tapa no canto, sem chances para o goleiro. Dizem que é golaço. Mas pode chamar de arte. Ou de genialidade.

O Galo não se intimidou e conseguiu empatar ainda no primeiro tempo. Jogava melhor e poderia virar. Mas aí Rafael Marques bateu cabeça com seu companheiro de time e caiu desacordado. Não conseguiu ver a lambança e a falta de organização de um estádio que tem tudo tão arrumadinho, mas coloca degraus onde a ambulância deveria entrar no gramado. Tudo está bem com o zagueiro. Porém, o respeito ao futebol não anda nada legal.

A partida voltou, mas não era mais a mesma. O ritmo caiu. Bernard, também do Galo, foi outro a cabecear outro jogador e cair no gramado.

Aprendi que o artista é aquele que consegue apresentar beleza onde não aparenta haver. Assim, no fim, 
Neymar fez mais uma pintura, dando um chapéu de lambreta, carretilha, ou como preferir. Às vezes, o que é belo não precisa de nome. Apenas necessita acontecer. O ingresso valeu apena, mesmo com o palco não sendo digno de tamanha arte.

domingo, 30 de setembro de 2012

#Brasileirão: 27ª rodada – empate ruim e vitória necessária

- Portuguesa 1x1 Atlético (MG): O empate soma um ponto para cada time. Essa é a regra. Mas não é assim para quem briga pelo título. Nesse caso, são dois pontos a menos. O resultado não foi ruim para o Atlético com relação ao jogo. Mas foi péssimo na luta pela liderança.
O empate não foi ruim porque o Galo viu a Lusa arriscar mais, abrir o placar no começo do segundo tempo e dar trabalho ao goleiro Victor. Conseguiu empatar, mas ficou com um a menos logo depois, após expulsão de Leonardo Silva. Mesmo assim, mandou bola na trave e tudo. No fim, suportou a pressão da Portuguesa.
Resultado: um ponto para cada que faz o Atlético ver o Fluminense abrir vantagem e a Portuguesa seguir em alerta quanto ao Z4. Ou seja: não foi bom para ninguém.
- Vasco 3x1 Figueirense: O Vasco precisava demais dessa vitória. Não apenas por ser favorito diante do cambaleante Figueirense. Principalmente para tentar readquirir fôlego para seguir no G4. O gol de Caio logo aos 12 minutos acendeu um alerta gigante. Porém, a participação decisiva de Juninho salvou a noite. Duas assistências e um gol. O empate veio na hora certa, ainda no primeiro tempo. A virada saiu quando o time voltava a ser pressionado no começo do segundo tempo. No fim, o Reizinho liquidou a fatura.
Mesmo sem convencer, o Vasco está fazendo sua parte. São quatro jogos invictos sob comando de Marcelo Oliveira. Precisa manter o ritmo, pois se vacilar pode ver o G4 escorrer pelas mãos. O Figueirense já vê a Série B 2013 cada vez mais perto.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

#Brasileirão 20ª rodada: Um leve tropeço

- Atlético (MG) 2x2 Ponte Preta: O líder Atlético parou na Macaca. O Galo levou alguns sustos, mas conseguiu abrir o placar com Danilinho. Teve chances de ampliar, mas parou em Edson Bastos. Enquanto isso, o time campineiro seguia ameaçando e conseguiu o empate com Cicinho.


Melhor, o Atlético passou a frente novamente no começo do segundo tempo com belo gol de Guilherme. O time mineiro teve grandes chances de liquidar o jogo. Mas a Ponte não se entregou e chegou ao empate, novamente com gol de Cicinho. O Galo foi para cima, pressionou, perdeu várias chances e não conseguiu a vitória.

 O Atlético perdeu a chance de abrir vantagem na liderança. Mostrou um bom futebol, mas errou na marcação. A Ponte aproveitou os espaços e conseguiu segurar o empate. Um pequeno tropeço do Galo, um ótimo resultado para Macaca.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

#Brasileirão: Resumão 1º turno – briga pelo título e pela Libertadores


Fim de 1º turno. Hora de um pequeno balanço sobre os 20 times do Brasileirão. Primeiro, vamos dar um pitaco sobre quem pode sonhar com título e quem briga por Libertadores.

CANDIDATOS AO TÍTULO

1º - Atlético (MG)
Líder do Brasileirão com sobras. É o melhor time da competição. Cuca montou uma forte equipe. Tem um bom goleiro (Victor), uma defesa segura (Réver e Leonardo Silva), um bom sistema de marcação no meio (Pierre e Leandro Donizete) e um grande poder ofensivo (Ronaldinho, Bernard e Jô). Além disso, o treinador sabe mudar quando preciso, usando bem suas peças.  Com tudo isso, o Galo é sim um dos mais fortes candidatos ao título.

2º - Fluminense
O tricolor carioca é outro forte candidato ao título. Talvez não seja líder por sofrer algumas vezes com vários desfalques importantes. Por outro lado, mostrou que possui ótimo elenco. Diego Cavalieri está em boa fase, a defesa é a menos vazada da competição e o ataque é o segundo melhor. Se Fred e Deco jogassem mais, o título era quase certo.

3º - Grêmio 
O tricolor gaúcho fecha a lista dos candidatos ao titulo. Méritos de Vanderlei Luxemburgo, que solicitou contratações pontuais e encaixou o Grêmio muito bem. Gilberto Silva é o líder da zaga, bem protegida pela dupla Fernando e Souza. O meio-campo é cerebral, com Elano e Zé Roberto. O ataque conta com uma das melhores duplas do país, com Marcelo Moreno e Kléber. O problema, que não é novo, está nas laterais, que são irregulares. Mas, pode ser a chance que o velho Luxa, rei dos pontos corridos, está de volta.

DE OLHO NA LIBERTADORES

4º - Vasco
Até algumas rodadas atrás, o Vasco poderia figurar entre os favoritos ao título. Mas a falta de reposição para algumas peças acabou pesando – e deve pesar mais – na caminhada da equipe. Sem Éder Luís, o técnico Cristovão Borges sente falta de alguém que jogue na posição – e Barbio não é o ideal. O mesmo vale para a saída de Fagner, que deixou uma lacuna na lateral-direita (mesmo espaço que ocupa Éder Luís). Mesmo com Juninho, Felipe e Alecsandro resolvendo, e Fernando Prass fazendo boas defesas, o Vasco não mostra ter forças para brigar pelo título. Mas segue firme por um lugar na Libertadores.

5º - São Paulo
O São Paulo é uma grande incógnita. A falta de regularidade pesa demais para isso. Porém, com os retornos de Rogério Ceni, Lucas e Luis Fabiano, o tricolor paulista voltou a ganhar identidade, o que faltou muito em vários jogos. Desta forma, Ney Franco ganha fôlego para encaixar melhor o time. Falta acertar o lado esquerdo da defesa e a dupla de volantes, que oscila demais. O problema é que só vai conseguir fazer isso agora no segundo turno. Resumindo: o São Paulo briga pelo G4, mas pode também arrancar e brigar pelo topo.

6º - Internacional
O Internacional está devendo. Esperava-se bem mais do time colorado, que começou com cara de brigar pelo título, mas acabou perdendo o ritmo. Não dá para saber se isso é fruto da demissão de Dorival Junior. Mas já está sendo visível que Fernandão não será a solução. O time tem bons nomes. No papel, um timaço, com bons laterais, uma zaga experiente, bons meias (apesar de D’Alessandro seguir fora) e um ataque “classe A”, com Forlán e Damião. Isso no papel. Na prática, o time não equilíbrio e se mostra muitas vezes desorganizado. Falta de um camisa 10, que seria D’Ale na saída de Oscar. Falta mais ainda a mão de um bom treinador.

7º - Botafogo
Outro time que começou com cara de que brigaria até mesmo pelo título. Hoje, mal pode sonhar com a Libertadores. O Botafogo achou que só Seedorf resolveria. Grande engano. O time não tem ataque. Perdeu Herrera, Loco Abreu e Caio. Trouxe Rafael Marques. Grave erro da direção. O meio-campo é ótimo, mas quando a bola chega na frente, não tem quem resolva. E a defesa não é confiável. Na teimosia de Oswaldo de Oliveira, dá para sonhar com G4, mas nem todo sonho vira realidade.

8º - Cruzeiro
O Cruzeiro começou encantando muita gente. Até parecia que teríamos um duelo mineiro no G4. Mas aí vimos que Celso Roth era o treinador. O encanto acabou. O Cruzeiro caiu na tabela e está longe de convencer até que chegará a um G4. O time mineiro fez boas contratações. Trouxe Borges, muito melhor que Wellington Paulista. Trouxe Ceará, que é um dos destaques na lateral-direita deste Brasileiro. Mas ainda depende demais de Montillo. E o argentino não está na sua melhor fase – e isolado na armação. É mais um que sonha.

9º - Flamengo
Dificilmente o Flamengo chegará a Libertadores. Mas pela irregularidade de alguns, quem sabe. Dorival Junior já está fazendo milagres, se comparar o time atual com o que era com Joel Santana. Falta muito, mas a entrada de Cacéres deu uma maior organização ao meio, Vagner Love passou a fazer gols e mais gols, e até a defesa tem aparecido bem. Adriano vem aí, para bem ou para o mal. O tempo dirá.

10º - Santos
Fechando os candidatos a uma vaga no G4, o Santos é quem mais pode surpreender. Com o retorno de Neymar, a volta de André e a chegada de Patito, o alvinegro praiano recuperou seu poder de decisão. O velho problema segue na defesa. Mas o Peixe, na mão de Muricy, vai brigar pela Libertadores. Não tenho dúvidas.