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quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

#Seleção: A lista de Felipão

Saiu a primeira convocação de Luís Felipe Scolari em sua volta a seleção brasileira. Uma boa lista. Sem poder contar com alguns jogadores machucados e outros fora de forma ainda, Felipão fez boas escolhas e surpreendeu de forma positiva.
Não teve renovação. Muito pelo contrário. Nem as surpresas – Dante e Filipe Luís, por exemplo - podem ser consideradas assim por causa da idade. Felipão não pensou em idade. Escolheu quem acha melhor.
O único ponto de discórdia foi a volta de Júlio César. O goleiro não está entre os melhores brasileiros na posição. Seria apenas uma forma de dar dicas e passar tranquilidade para Diego Alves, que parece ter conquistado mesmo seu lugar no gol? Faltou chamar Diego Cavalieri.
Daniel Alves e Adriano não são novidades. Nem David Luiz. Leandro Castán ainda gera alguma desconfiança, mas está bem na Roma. Na defesa, a surpresa foi a dupla Filipe Luís e Miranda, do Atlético de Madrid. Com a dupla, o time espanhol já não sofreu gols nos últimos três jogos e não leva um gol em casa há dez partidas.
Dante não é surpresa. É novidade. Porém, pela bola que está jogando no Bayern Munique e que já vinha jogando no Borussia Mochegladbach, tem tudo para ganhar seu lugar na seleção e não sair mais. Se conseguir mostrar que a camisa não pesa, é um nome certo para Copa das Confederações.
Nada de volante destruidor. Todos sabem sair jogando. Ramires e Paulinho seguem absolutos. Arouca chega pela sua regularidade.
A convocação de Hernanes é justa. O jogador vem de boas temporadas no futebol italiano. Porém, chegou a hora do meia da Lazio mostrar que merece seu lugar na seleção.
E a volta de Ronaldinho não é surpresa. Era óbvio que Felipão chamaria o meia. Merecida convocação depois de um ótimo Brasileirão pelo Galo. Deve ser a referência desta nova fase da seleção.
Oscar continua e deve mesmo continuar. Lucas também. Neymar é incontestável e titular. Hulk, mesmo sem grandes atuações no Zenit, é um nome que deve sim ser lembrado.
Para fechar, a dupla “9”: Fred e Luís Fabiano. O primeiro foi o craque do Brasileirão 2012. Parece ter colocado fim as contusões e ao chinelinho. Já Luís Fabiano precisa mostrar que está bem fisicamente e com a cabeça no lugar, ambas no mesmo nível de importância.
Uma nota para a convocação? 7. Quem eu escalaria? Diego Alves; Daniel Alves, Dante, David Luiz e Adriano; Paulinho, Ramires, Oscar (Hernanes) e Ronaldinho; Neymar e Fred. Quem Felipão escalará? AInda não sabemos. Mas, que pode dar certo, pode.

sábado, 1 de dezembro de 2012

Copa das Confederações: Bom para o Brasil

Realizado o sorteio da Copa das Confederações. Deixamos de lado os erros no sorteio (falha muito mais do condutor, que poderia resolver de maneira mais simples). Esqueçamos o nome da bola, a Cafusa (!). Vamos ao que realmente interessa: os jogos
O Brasil fica no grupo A, com Japão, México e Itália. O grupo da morte. Ótimo. Não poderia ser melhor. Até porque o Brasil precisa ser testado. E pegar o Taiti não ajudaria em nada para se preparar à Copa do Mundo.
A estreia será contra o Japão. Boa seleção, mas que o Brasil já derrotou com Mano Menezes por 4 a 0. Era amistoso. Mas serve sim de parâmetro. Depois, o México. Sempre uma pedra no sapato brasileiro. É o jogo chave. O México pode surpreender neste grupo.
Por fim, o clássico com a Itália. Duelo dos favoritos que não andam convencendo. Na teoria, pode ser apenas para decidir o líder da chave. Na prática, pode ser um duelo para definir quem seguirá na competição.
A Espanha caiu na boa. Pega o Uruguai na estreia. Depois o Taiti e por fim o representante da África. Este representante será o medidor se o grupo será tranquilo ou pelo menos um pouco mais disputado. A Celeste depende desta definição para saber como precisará se comportar. O Uruguai não está fazendo uma campanha fácil nas Eliminatórias e deve ficar atenta.
Claramente que os favoritos são as seleções sul-americanas e europeias. Porém, com o Brasil em formação, a Itália longe de convencer – mas sempre competitiva – e o Uruguai irregular, favorita mesmo é a Espanha. O resto corre atrás.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

#Seleção Tetra + Penta = Hexa?

O cálculo de José Maria Marin parece ser esse. Somando o tetracampeão Carlos Alberto Parreira com o pentacampeão Luís Felipe Scolari, teremos o hexa em 2014. Uma soma que pode não ter um resultado exato lá na Copa do Mundo, mas que já mexeu com a confiança do torcedor.
E talvez tenha sido esse o fator principal para a queda de Mano Menezes. Criticado por inúmeras vezes pelas convocações ruins, pelo futebol apático e pela falta de definição de um grupo, Mano não era querido. Ouviu o nome de Felipão ser gritado no Morumbi, contra a África do Sul. O pedido da torcida foi ouvido e atendido tempos depois.
Felipão era o melhor nome. Não é uma aposta. Já deu certo, sabe o que faz, sabe lidar com a pressão e tem experiência. É diferente de colocar um Muricy ou Tite, que teriam que sentir o peso, apesar da experiência. Vai além do sonho de que Guardiola seria o “salvador do futebol arte”, ainda mais com o pouquíssimo tempo para implantar uma filosofia de jogo, por exemplo. Felipão sabe o caminho. E isso foi diferencial.
Já Parreira chega para ser o guarda-costas. Não é o mais amado, porém tem experiência e gerenciamento de sobra para ocupar o cargo de coordenador.
Sinceramente, não vejo que teremos grandes mudanças entre os jogadores ou até mesmo no esquema. A base deve ser a mesma. A defesa dificilmente terá mudanças. O meio pode ter alteração de algum nome – talvez Hulk, que poderia dar lugar para um camisa 9 de ofício. Falta apenas a definição de um goleiro.
Claro que alguns nomes podem começar a sonhar com um lugar, como Ronaldinho Gaúcho – que merece pelo futebol apresentado neste Brasileirão – Fred, Luís Fabiano, Maicon... Só esperamos que Felipão não chame Luan, Marcio Araujo...
A mudança de comando, não entendida no início, fica mais clara agora. Marin aposta no prestígio da dupla escolhida para trazer o torcedor mais confiante à Copa das Confederações e à Copa do Mundo. A soma é da experiência que pode trazer mais um título. No caso, o tão sonhado hexa. É esperar para ver.

sábado, 24 de novembro de 2012

#Seleção: A queda na hora errada

Poderia ser depois das Olimpíadas. Ou após a péssima atuação contra a África do Sul. Isso pensando apenas em 2012. Tirando Copa América, derrotas para Argentina, entre outras. Oportunidades não faltaram para a CBF demitir Mano Menezes. Porém, preferiu fazer na hora em que as coisas começaram a dar certo.
Mano não era unanimidade. A torcida pegava no pé. O futebol jovem e alegre, prometido pós-Dunga, raramente apareceu. Foi irregular, perdeu os principais jogos, mudava mal a equipe durante os jogos. O tempo foi passando. E pouca coisa acontecia.
Porém, quando parecia que a queda seria um fato a ser consumado, o técnico da seleção conseguiu achar a peça que faltava. Tirou o centroavante, camisa 9, para colocar Kaká e deixar Neymar mais solto. Apostou numa dupla de volantes mais solta. Parecia caminhar para um camisa 1. Pronto. O trabalho de achar um time ideal parecia quase concluído. 2012 acabava bem para começar 2013 apenas fazendo alguns pequenos ajustes.
Mas quem tem CBF, tem medo. Dois das após o Brasil conquistar o “superclássico”, o aviso: Mano Menezes não é mais o técnico da Seleção Brasileira.
Por que agora? Para que a mudança neste momento? Quem virá?  Dará sequência no que Mano deixou? Ou mudará tudo? A CBF ousará com Pep Guardiola?
Nada foi respondido. O fato é: se 2012 parecia acabar com alguma luz após dois anos de preparação, ele terminará mesmo sem nenhuma clareza. Viva a CBF.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

#Seleção: Evolução

Mano Menezes chega ao fim de 2012 com a corda frouxa no pescoço. A pressão diminuiu. A equipe finalmente apresentou alguma melhora. É o que pode ser chamado de “Efeito Kaká”.
A aposta no meia, reserva do Real Madrid, acabou sendo o diferencial para que Mano desse uma cara nova ao time. Um tratamento de choque após o fiasco nas Olimpíadas – não pela medalha de prata, mas pelo péssimo futebol apresentado – e na péssima exibição contra a África do Sul, no Morumbi. Ali foi a gota d’água.
Faltam definições nesta seleção de Mano Menezes. No gol, Diego Cavalieri foi bem no Superclássico e pode entrar na briga com Diego Alves. Jefferson perdeu espaço.
A defesa, que no papel é uma das melhores do mundo. Na zaga, Thiago Silva é absoluto, jogando o que sabe. David Luiz ainda não passa confiança, mas tem potencial para ser titular. Nas laterais, Daniel Alves está muito abaixo do que se espera dele, principalmente do que apresenta no Barcelona. Marcelo é o dono da camisa 6. Adriano será a sombra.
A dupla de volantes é “moderna”, ofensiva, mas pode ser um problema na marcação. Paulinho ganhou a vaga nos últimos amistosos e pelo que tem feito no Corinthians desde o ano passado. Ramires é um motorzinho, que sai bem para o jogo. Porém, o fato de ambos saírem para o jogo precisa ser corrigido por Mano.
Aí vem o trio ofensivo, com Kaká, Oscar e Hulk. Kaká, de incógnita a solução, tem tudo para ser o referencial que faltava ao time. Com Oscar cada vez melhor no Chelsea, a dúvida fica em relação a Hulk, agora no Zenit.
Ganso, se voltar a jogar o bom futebol no São Paulo, e Lucas, que não aproveitou bem as chances que teve, brigam por um lugar neste trio. Outros nomes ganham espaço, como Giuliano. Hernanes segue bem na Itália, mas não se sabe se encaixaria neste esquema de Mano. Ronaldinho Gaúcho, o do Atlético (MG), seria ao meu ver a melhor “sombra”. Porém, é mais um que não aproveitou as chances que teve. Ficar fora do entediante Superclássico mostra que dificilmente ele terá vez.
No ataque, Neymar. No banco, um camisa 9 de ofício. Leandro Damião foi muito abaixo de 2011. Fred e Luís Fabiano parecem ser os melhores nomes para conquistar um lugar. O primeiro precisa ganhar a simpatia de Mano. O segundo, precisa jogar mais e machucar menos.
Foram 11 jogos. Começou em uma péssima atuação e vitória apertada contra a Bósnia, num time que tinha Julio César no gol (falhou feio), Fernandinho como segundo homem de meio, Hernanes e Ronaldinho Gaúcho na armação. Não deu.
Depois, os amistosos que “empolgaram”: 3 a 1 sobre a Dinamarca, 4 a 1 sobre os EUA. Oscar entrou ali para não sair mais. Hulk ganhou confiança. Em junho, o fim da empolgação. Derrota para o México, com praticamente o time das Olimpíadas. Contra a Argentina, derrota em show de Messi por 4 a 3. Porém, por ser uma seleção praticamente olímpica, não foi um resultado ruim. Muito pelo contrário. Depois dos Jogos Olímpicos, goleada sobre a Suécia por 3 a 0 e um pequeno alívio. Ali Paulinho e Ramires jogaram juntos pela primeira vez, ainda com a companhia de Rômulo.
O reencontro com a torcida brasileira, no magro e irritante 1 a 0 contra a África do Sul no Morumbi mostrou que Mano precisava mudar. A goleada sobre a China nem pode ser considerada, devido a fraqueza do adversário. Assim como os “superclássicos” não tem nada de super.
Mano mudou. Trouxe Kaká. Goleou o fraco Iraque e o bom Japão. Mais do que isso. Ganhou um time e confiança numa nova postura.  O empate contra a Colômbia serviu de alerta: tem que melhorar. Mas deixou claro: está no caminho certo.
A grande evolução de Mano é fazer o torcedor conseguir escalar a seleção, o que não era fácil até aqui. Muito mais do que resultados, o que faltava era um novo comportamento. E isso aconteceu. Um bom sinal de que sim, podemos ter algo diferente na Copa do Mundo.