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sábado, 12 de junho de 2010

Copa do Mundo - 1º dia: Começou a festa!

Começou! A Jabulani rolou e a Copa do Mundo teve início. Dois jogos, válidos pelo Grupo A. Boa estreia da África do Sul, regular do México, e um jogo fraquinho entre Uruguai e França. Vamos lá:

- África do Sul 1x1 México: Dois tempos distintos e uma mudança de Parreira marcaram a partida. O México começou melhor, chegando sempre pelo lado direito de ataque, utilizando Aguilar e comandado por Giovani dos Santos. A África do Sul, afobada, não conseguia trocar muitos passes e chegava pouco. Porém, os mexicanos não conseguiam concluir com perigo.

Os Bafana Bafana foram aproveitando os espaços deixados na marcação adversária e ganharam campo. A alteração de Parreira no intervalo, sacando o fraco Thwala e colocando Masilela. A mudança ajustou a marcação naquele setor e deu novo ritmo ao time. Apostando na velocidade e nos contra-ataques, a África do Sul passou a ser mais perigosa e conseguiu abrir o placar. Ótimo passe de Pienaar e bela conclusão de Tshabalala, fazendo a festa no Soccer City.

Porém, os comandados de Parreira não conseguiram segurar o placar. Em falha de marcação, na famosa "linha-burra", Rafa Marquez ficou sozinho e deixou tudo igual. No fim, Mphela mandou no pé da trave.

Se souber conter a afobação e apostar na velocidade, a África do Sul pode sim surpreender. Só que precisa marcar melhor. O México não deve ir longe. As entradas de Blanco e Guardado melhoraram a equipe. Aguirre precisa mecher no time. Se não, volta mais cedo para casa.

Ficha

Johanesburgo - Estádio Soccer City

África do Sul: 16 Khune; 2 Gaxa, 4 Mokoena, 20 Khumalo e 15 Thwala (3 Masilela [A]); 12 Letsholonyane, 13 Dikgacoi [A], 11 Modise e 8 Tshabalala [1]; 10 Pienaar e 9 Mphela; Téc: Carlos Alberto Parreira.

México: 1 Pérez; 2 Rodrigues, 5 Osorio e 4 Rafa Marquez [1]; 12 Aguilar (18 Guardado), 16 Juárez [A], 6 Torrado [A], 17 Giovani dos Santos e 3 Salcido; 11 Vela (10 Blanco) e 9 Franco (14 Hernandez) ; Téc: Javier Aguirre.

Árbitro: Ravshan Irmatov (UZB)


- Uruguai 0x0 França: Quem esperava, como eu, um grande jogo, ficou frustrado. Uruguai e França fizeram um jogo morno demais. Govou perdeu grande chance após jogada de Ribéry. Depois, Forlán fez o goleiro Lloris. Gourcuff cobrou falta com perigo. E só. Foi o que se viu no primeiro tempo.

Na segunda etapa, tirando um chute ali, outro lá, e uma oportunidade de Forlán, nada. Ah, Lodeiro foi expulso. E Henry, por ironia do destino, reclamou de um toque de mão na defesa uruguaia. Nada mais.

O time uruguaio tem um meio-campo fraco, sem qualidade na saída de jogo e na armação. Os laterais aparecem pouco. Forlán sozinho não faz milagre. Já na França, não entendo o motivo de Malouda e Henry ficarem no banco. Até Cissé é melhor que Anelka. Com Domenech, vai ser complicado esperar algo da França.

Ficha:

Cidade do Cabo - Estádio Green Point

Uruguai: 1 Muslera; 6 Victorino [A], 2 Lugano [A] e 3 Diego Godín; 16 Maxi Pereira, 15 Diego Pérez (8 Eguren), 17 Arévalo, 18 Ignacio González (14 Lodeiro [A] [V]) e 11 Álvaro Pereira; 9 Luis Suarez (13 Loco Abreu) e 10 Diego Forlán. Téc: Oscar Tabárez.

França: 1 Lloris; 2 Sagna, 5 Gallas, 3 Abidal e 13 Evra [A]; 14 Toulalan [A], 19 Diaby, 8 Gourcuff (15 Malouda) e 7 Ribéry [A]; 10 Govou (11 Gignac) e 21 Anelka (14 Henry); Téc: Raymond Domenech.

Árbitro: Yuichi Nishimura (JPN)

Imagens: Globo.com

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Pitacos na Copa: Palpites

Vai começar a festa. A Copa do Mundo 2010 foi ansiosamente aguardada pelo torcedor, principalmente pelos fanáticos por futebol. De 2006 para cá, surgiram novos craques, outros se apagaram pelo caminho, Dunga seguiu como treinador e o favorito para o Mundial é a Espanha. Messi é o craque do momento, mas ainda existem dúvidas se arrebentará também na Copa. Enfim,como a própria coluna já pede, vou deixar meus “pitacos da Copa”.

Todos falam da Espanha. E com razão. Um bom elenco, um meio-campo de qualidade e um ataque de respeito. No comando, um bom treinador. Mas vale sempre lembrar o que aconteceu na Copa das Confederações. Assim como é bom lembrar o que aconteceu com os favoritos nas últimas Copas (por exemplo, França e Argentina em 2002, e Brasil, em 2006). Eu gosto muito do futebol apresentado pelos espanhóis até aqui, mas não coloco minhas fichas.

O Brasil também aparece como favorito. Aos olhos do mundo, pelo menos. Para o torcedor, nem tanto. Porém, os resultados alcançados desde 2006 com Dunga colocam a Seleção nesse patamar com direito. E a camisa pesa. Gosto de dizer que tudo lembra a seleção de 94. Nós sabemos bem como isso terminou.

Logo depois delas, vem as grandes: Inglaterra, Itália, Alemanha, França, Argentina, Holanda... Particularmente, estou esperando muito do “English Team”. Tem uma boa defesa, mesmo com a saída de Ferdinand por lesão. Possui um bom meio-campo, com Gerrard e Lampard, e trás na frente o ogro Rooney, vindo de grande temporada, mas também de contusão. Soma-se a isso um bom treinador: Fábio Capello. Eu não me surpreenderia com o bicampeonato na Terra da Rainha.

Itália, Alemanha e França não chegam com tanto barulho. A Itália tem uma equipe envelhecida e sem grandes destaques. Sem Ballack, a Alemanha vem remendada para o Mundial. Com Domenech como treinador, é difícil esperar qualquer coisa da França, mesmo tendo um bom time.

A Holanda promete mais uma vez um futebol de encher os olhos, com vários bons jogadores, mas ainda falta o peso na camisa. É, como sempre, a grande dúvida e esperança na Copa. Pode ser que surpreenda, pode como sempre ficar pelo caminho. Foi assim em 74, 78, 90, 94, 98, 2006... Desta vez parece ser um time mais bem organizado taticamente, mas com um elenco desgastado pela temporada.

Por fim, a Argentina de Maradona. Classificou nas coxas, é verdade. Mas é a Argentina. Junto à Inglaterra, é a minha aposta. Tem um elenco forte demais para ficar pelo caminho. O detalhe é que falta treinador. Se Maradona ouviu seus auxiliares e, principalmente, seu elenco, vai conseguir calar muita gente. Se Messi jogar metade do que pode, os hermanos vão longe.

Ah, pode anotar: teremos duas “zebras” entre os oito primeiros. É de praxe. Costa do Marfim, Estados Unidos, Sérvia e Chile são minhas apostas para aprontarem pela África do Sul.

Meus palpites para a primeira fase:

Grupo A: África do Sul, México, Uruguai e França

Grupo B: Argentina, Nigéria, Coréia do Sul e Grécia

Grupo C: Inglaterra, Estados Unidos, Argélia e Eslovênia

Grupo D: Alemanha, Austrália, Sérvia e Gana

Grupo E: Holanda, Dinamarca, Japão e Camarões

Grupo F: Itália, Paraguai, Nova Zelândia e Eslováquia

Grupo G: Brasil, Coréia do Norte, Costa do Marfim e Portugal

Grupo H: Espanha, Suíça, Honduras e Chile

E para você? Quem serão os quatro primeiros? As decepções? As zebras? Deixe sua opinião! Vem, Copa do Mundo!

Copa do Mundo: fatos que permanecem na memória

Esta será a sexta Copa do Mundo que assistirei. Em 90, ainda pequeno, lembro pouca coisa, como a dancinha de Milla, de Camarões, após o erro do goleiro Higuita, da Colômbia e as defesas de Goicochea que levaram a Argentina para a final. Foram as primeiras impressões de que uma Copa do Mundo nunca passaria sem deixar o seu registro em minha memória.

Já em 94, ficaram na memória a grande atuação de Romário, o gol de Bebeto contra os EUA, o de Branco contra a Holanda e o tetra, claro. Mas, além disso, fiquei surpreendido com o goleiro belga Michel Preud’home, a última Argentina de Maradona, e as surpreendentes Romênia, Suécia e Bulgária. Foram grandes jogos. A Romênia eliminou a Argentina, a Bulgária tirou a Alemanha. Espanha e Itália fizeram uma batalha nas quartas-de-final. Lembro dos golaços de Hagi, contra a Colômbia, do "Maradona dos desertos", e de tantos outros momentos.

Em 98, permanece na memória alguns jogos, como o que a França derrotou a forte defesa paraguaia com um gol na prorrogação; ou a vitória da zebra Croácia sobre o bom time alemão; o golaço de Bergkamp que eliminou a Argentina e colocou a Holanda nas semi para enfrentar o Brasil; outro grande jogo, onde Taffarel pegou dois pênaltis e colocou a Seleção na final; e a final, claro, com o “caso Ronaldo” e o show de Zidane.

A Copa que mais acompanhei foi 2002. Por incrível que pareça, já que os jogos ocorriam madrugada a fora. Onde vi as favoritas França e Argentina ficarem pelo caminho. E o desacreditado Brasil ganhar a cara da “família Scolari”. Grandes jogos contra Bélgica e Inglaterra e uma atuação impecável contra a Alemanha na final, sempre comandados pelo trio Rivaldo, Ronaldinho Gaúcho e Ronaldo. Acompanhei também as zebras Turquia, Coréia do Sul (e da arbitragem) e Estados Unidos.

Por fim, 2006. Última Copa de Zidane, que quase levou a França nas costas para a final, perdendo para a também desacreditada Itália. Com direito a cabeçada em Materazzi. O Brasil, que encantava antes, ficou pelo caminho sem convencer ninguém. A torcida alemã fez uma festa, assim como a Alemanha fez uma grande competição. Parou na Azurra, no grande jogo da Copa. Outra sensação foi Portugal. Comandados por Felipão, os portugueses superaram a batalha contra a Holanda, se segurou contra a Inglaterra e parou nos franceses.

Que venha a Copa 2010. Com certeza, jogos, momentos e craques ficarão na memória de muita gente. Fatos que, para um amante do futebol, permanecerá por muito tempo em nossas mentes. Deixe nos comentários as suas memórias.

Pitacos na Copa: A preparação do Brasil




Texto original publicado no portal ehPARANÁ: http://www.ehparana.com.br/noticias.php?noticia=OTk2

Está chegando a hora. O Brasil de Dunga estreia na próxima terça-feira contra a Coréia do Norte pela Copa do Mundo. E o período de preparação nos leva a perceber alguns pontos importantes, principalmente nas decisões do treinador para este período. Dunga analisou bem a preparação para 2006, e resolveu corrigir os erros de Parreira.

Começando pela convocação. Dunga privilegiou o grupo. Chamou os que foram bem com ele desde 2006, com raras exceções, como Grafite, Michel Bastos, Gilberto e Kléberson. Justamente os mais contestados. Não levou Adriano. Bom jogador, mas não vinha se cuidando como atleta. Se voltarmos quatro anos no tempo, veremos que Parreira levou Ronaldo, mesmo acima do peso e fora de forma. E foi criticado depois.

A fase de preparação também é diferente. Em 2006 vimos uma festa, com torcedores invadindo o gramado, muita folia na pacata cidade de Weggis, na Suíça. Em 2010, passagem rápida por Curitiba, pouco contato com os torcedores e o mesmo acontecendo no Randpark Club, em Joanesburgo. Dunga preferiu tirar a seleção de qualquer oba-oba e exigir concentração. Ele mesmo já havia criticado a preparação de 2006, quando era comentarista da TV Bandeirantes na última Copa. Disse, certa vez, que com ele não seria assim. E não foi.

O tratamento com a imprensa já é de costume. Muito criticado, ele culpa a imprensa pela cobrança feita pelo torcedor – e possui razão, de certa forma. Outro fator que mudou o acesso da imprensa com os atletas. Em conversa com amigos da TV Bandeirantes, certa vez, disse que a história de jogadores da seleção concederem exclusiva apenas para uma emissora (Globo) acabaria, assim como outros privilégios. Acabou.

Vale ressaltar também que o trabalho da imprensa nessa Copa está mais “organizado”, porém mais “chato”. Explico. Hoje, a assessoria libera um ou outro atleta para uma coletiva. Nada de entrevista após o treino, no gramado mesmo. Coletivas tornam as entrevistas mais “mecânicas" e, assim, mais chatas.

Voltando a análise, agora sobre os 11 titulares. A defesa é sólida, mas o problema é o lado esquerdo. Michel Bastos não marca bem e deixa um corredor nas costas. Nem Gilberto Silve e, principalmente, nem Felipe Melo realizam a cobertura corretamente. Aliás, Felipe Melo deve – tomara - perder a vaga para Ramires. Isso se Dunga tirar da cabeça que o jogador do Benfica é meia. Ramires é volante que tem boa saída de bola e velocidade. Seria perfeito para cobrir as subidas de Bastos. Elano fecha o meio, pelo encaixe no esquema tático de Dunga.

Kaká é a grande dúvida. Pensando que, em outros anos, a comissão técnica conseguiu recuperar jogadores vindo de contusões – como Rivaldo e Ronaldo em 2002 -, e até pela evolução nos últimos amistosos, podemos esperar que o camisa 10 esteja 100% nas oitavas-de-final. Fase que realmente importa. O mesmo vale para Luís Fabiano, mas o camisa 9 não foi bem nos amistosos.

Robinho tem o papel de fazer a diferença em jogos de muita marcação – como deve ser nos dois primeiros jogos, por exemplo. A empolgação do camisa 11 pode levar a isso. O problema de Dunga é: não tem qualidade no banco. Possui apenas duas opções confiáveis: Daniel Alves e Ramires. No mais, nada melhor do que os titulares. Talvez Nilmar. E só. É muito pouco. Não tem jogadores que permitam uma mudança tática na partida, caso necessário. Aí a responsabilidade de Robinho.

Por fim, vale também ressaltar: é uma equipe que lembra muito 1994. Primeiro pela insatisfação da torcida e da imprensa com o treinador – foi assim com Parreira, é assim com Dunga. Segundo pela falta de opções no banco. Em 94, por exemplo, Raí era o craque, mas não estava bem e deu lugar para Mazinho, que jogava de volante no Palmeiras. Deu certo e fomos tetra. Por que não pode dar certo novamente? É o que todos esperamos. Resta ficar na torcida.

Acesse: www.ehparana.com.br

quinta-feira, 13 de maio de 2010

A lista de Dunga - Os esquecidos

Última parte da lista de Dunga. Concordo. Já cansou. Agora é esperar. Mas, para fechar a triologia de análises sobre a convocação, falo sobre os "esquecidos" de Dunga. Quem não entrou na lista dos 30 nomes divulgados pelo treinador. O PB fala sobre alguns que mereciam. Ou fizeram de tudo para não merecer. Dá para montar um time e sobram ainda alguns suplentes.

Victor (Grêmio): Brigou até o fim por uma vaga. Vem de duas temporadas com uma regularidade incrível. Fechou o gol do Grêmio por várias vezes. Mas Dunga preferiu Doni, em fidelidade ao goleiro campeão da Copa América, e Gomes, pela temporada na Inglaterra. Victor, ao meu ver, merecia mais.

Rafinha (Schalke 04/ALE): Bom lateral-direito, poderia aparecer na lista. Outro que utiliza bem a palavrinha mágica da regularidade. Porém, competir com Maicon e Daniel Alves, é complicado. Para mim, é o terceiro nome para ser convocado, caso os dois não possam.

Miranda (São Paulo): Caiu de rendimento esse ano e perdeu a vaga. Parecia certo sua ida, mas a recuperação de Thiago Silva e a boa temporada de Alex deixaram o zagueiro sãopaulino fora da lista de Dunga. Por mais que não venha exibindo o bom futebol dos anos anteriores, é um bom zagueiro.

Naldo (Werder Bremen/ALE): Lembrado algumas vezes por Dunga durante a preparação, fez boas temporadas pelo time alemão. Campeão da Copa América 2007. O problema aqui foi a concorrência.

Kléber (Internacional): Dunga teimava em convocá-lo mesmo em má fase. Quando voltou a apresentar um bom futebol no colorado, o treinador desistiu dele e deu chance para outros jogadores, chegando a dupla de meias Michel Bastos e Gilberto. Junto com Marcelo, poderia ser lembrado. Podemos dizer que foi um dos que não aproveitaram a oportunidade.

Denílson (Arsenal/ING): Se machucou no final da temporada, mas não foi isso que o tirou da Copa. Tirando as falhas de marcação nos duelos contra o Barcelona, mais uma vez manteve boa regularidade, ganhando espaço no meio dos Gunners. Dunga prefere Sandro, Josué...

Hernanes (São Paulo): A pequena queda de rendimento no ano passado tirou o jogador são-paulino da Copa. Ou a teimosia de Dunga. Esse ano, reencontrou o bom futebol. É muito mais um terceiro homem de meio do que segundo volante. Faria fácil a função de Elano, por exemplo, ou poderia sim ser recuado para segundo homem, se preciso. Entre Hernanes e Kléberson, fico fácil com o 10 tricolor.

Diego (Juventus/ITA): Quando estava voando na Juventus, Dunga não o aproveitou. Depois, com a queda da Signora, perdeu mesmo a oportunidade. Logicamente que, pela atual fase, Diego não merecia. Mas é engraçado que Dunga via Felipe Melo jogar pela Juve, mas não via Diego, na boa fase. Isso que vinha desde o Werder Bremen. Vale lembrar, porém, que foi campeão da Copa América em 2007, sem convencer. Isso atrapalhou. E Dunga claramente prefere o sempre reserva Júlio Baptista.

Alex (Fenerbahce/TUR): Eterno injustiçado. Não veremos o craque em uma Copa. Foi sabe lá porque preterido por Felipão em 2002, Parreira nunca lembrou do jogador para 2006 e Dunga parece nem lembrar que é ele. Típico camisa 10, de toque de bola fácil e visão de jogo incrível. Comanda o Fener. Vai seguir a sina do craque sem Copa. Infelizmente para nós.

Alexandre Pato (Milan/ITA): As contusões atrapalharam e tiraram o atacante da briga. Penso que, sem isso, seria o escolhido para o lugar de Adriano. Quando jogou, deixou sua marca na temporada pelo Milan. Como se machucou, ficou de fora. Grafite agradece.

Adriano (Flamengo): Não foi "esquecido". Fez de tudo para não ir. Tinha a vaga nas mãos, mas acabou se perdendo novamente. Começou a temporada com tudo, na onda do "império do amor" no Fla. Mas o futebol foi ficando pequeno e o império ruiu. Era só treinar e se comportar um pouco melhor, que estaria facilmente na lista dos 23. Grafite agradece.

Outros "esquecidos" por Dunga:

André Santos (Fenerbahce/TUR): Até a Copa das Confederações, parecia o dono da camisa 6. Não se encaixou no time e, sabe lá porque, nem para reserva voltou a ser lembrado por Dunga.

Lucas (Liverpool/ING): Praticamente o mesmo que Denílson. Ganhou espaço no Liverpool, embora não tenha uma regularidade tão grande. Mas Dunga prafere Sandro...

Anderson (Manchester United/ING): Não vai por conta da contusão sofrida que o tirou da temporada. Sem isso, tinha grande oportunidade de aparecer na lista de 23. E seria justo.

Afonso Alves (Al-Sadd/QAT): Calma, apenas para perceber que poderia ser pior...

quarta-feira, 12 de maio de 2010

A lista de Dunga - Eles esperam...

Na segunda parte da análise da lista de convocados pelo técnico Dunga para a Copa do Mundo, falo sobre os sete "suplentes" dos escolhidos. Os possíveis convocados em caso de algum problema por contusão dos 23 convocados.

Alex (Chelsea/ING): O zagueirão brigou por um lugar boa parte da preparação, mas alguns problemas com contusões foram afastando ele um pouco da briga. Sempre correu por fora e era inesperada uma convocação direta. Surpreende Dunga escolhe-lo para essa lista de suplentes até, quando muitos esperavam o nome de Miranda até mesmo entre os 23. Bom zagueiro, titular em boa parte da temporada no Chelsea.

Marcelo (Real Madrid/ESP): Pelo crescimento que conseguiu no Real Madrid, entraria fácil na lista dos 23. Até porque ele tem ao menos atuado na posição de lateral-esquerdo. É um dos que não dá para entender porque foi preterido, observando quem vai em seu lugar. Melhorou uma característica que faltava: marcação. Não é ótima, mas melhorou. Merecia estar entre os 23.

Sandro (Internacional): Sinceramente, não vejo em Sandro algo tão extraordinário para ser convocado. Quando ele estava bem, tinha três ou quatro opções melhores atuando aqui no Brasil. Agora, o volante caiu de rendimento junto com o Inter. Coisas do Dunga.

Paulo Henrique Ganso (Santos): Era a esperança de Dunga quebrar o protocolo e levar um jogador mais jovem para ganhar experiência. Diferente do que o técnico da seleção disse, ele já começou a despontar no ano passado, mesmo com Luxemburgo e a fraca campanha do Santos no Brasileirão. Em 2010, ganhou a maturidade e até mesmo a responsabilidade que faltava, sendo o cérebro de um time que encantou. Faltou tempo. É fato. Mas, tem a qualidade que falta aos convocados. É melhor que Júlio Baptista. Eu levaria.

Carlos Eduardo (Hoffenheim/ALE): Meia-atacante, veloz e habilidoso. Segundo me lembrouPedro Spiacci, o jogador vem sendo o cérebro do time alemão. Ganhou a confiança de Dunga nas oportunidades que teve. Acompanhei pouco seu futebol, por isso não farei críticas. Mas vejo outras melhores opções.

Ronaldinho Gaúcho (Milan/ITA): Tem experiência, é um grande jogador, porém não fez aquilo que se esperava nas últimas temporadas. Surpreende até mesmo estar nessa possível lista de suplentes. Esteve bem em alguns momentos, mas num geral foi apenas regular. Estar aqui já é lucro.

Diego Tardelli (Atlético/MG): Entre ele e Grafite, pela fase atual, levaria Tardelli. Mas é fato que o atacante não aproveitou bem as oportunidades dada por Dunga. Isso pesou. Diego se tornou um bom atacante. Pelo menos ganhou uma oportunidade na lista de espera.

terça-feira, 11 de maio de 2010

A lista de Dunga - Eles vão...

Vou dividir a análise sobre a convocação do Brasil para a Copa do Mundo em três partes. Começo pelos que vão, os 23 escolhidos pelo técnico Dunga para ir à Copa. Uma lista sem surpresas, mas com muitos, muitos narizes torcidos... Vamos passando por cada um dos 23:

Goleiros

Júlio César (Internazionale/ITA): Unanimidade. Um dos melhores da posição no mundo. Decisivo em vários jogos nas eliminatórias e outras competições. Não tem ninguém com condições de brigar por uma vaga com ele atualmente. Titular absoluto e merecido.

Gomes (Tottenham/ING): Para alguns, surpresa. Porém, já esperava a convocação de Gomes. Não é melhor que Victor, do Grêmio, mas é melhor que Doni. Titular em seu clube fez uma temporada de regular para boa. Dentro das possibilidades, não há o que reclamar. Mas ainda não passa a segurança necessária caso precise ser acionado.

Doni (Roma/ITA): Meu primeiro ponto negativo na convocação. Reserva em sua equipe, fez uma temporada fraca demais para ser chamado. Principalmente quando se vê o gremista Victor em grande fase mais de um ano. Que seja como terceiro goleiro. Lealdade de Dunga por causa da Copa América? Por que Doni "brigou" para ir à seleção? Não me convence.

Laterais

Maicon (Internazionale/ITA): Posição definida sem problemas. Maicon fez mais uma grande temporada e se encaixa bem no esquema utilizado por Dunga, apesar de não render o mesmo que na Inter, por questão tática. Titular merecido. E olha que tem uma "sombra" na mesma altura.

Daniel Alves (Barcelona/ESP): Não somente pelo futebol apresentado na sua posição, mas garante um lugar na lista pela variedade de posições que entrou - e bem - durante a preparação. Pode ser opção na esquerda e até no meio. Isso sacramentou sua ida. Mesmo que, pelo futebol apresentado no Barça, já mereça e muito.

Michel Bastos (Lyon/FRA): Aproveitou a chance e vai. Joga como meia no Lyon, e muitas vezes mais pela direita do que pela própria canhota. Foi lateral no Figueirense e no Atlético/PR por aqui. Adaptou-se bem ao que o técnico Dunga queria para a posição e vai provavelmente como dono da camisa 6. Faltaram opções? Em parte, sim. Foi a típica "aproveitei a chance". Por esse motivo, não é tão mal levá-lo.

Gilberto (Cruzeiro): Não entendo o que Gilberto tem feito de tão diferente para chegar à Copa. Jogando como meia, não vem sendo nada demais. Nas vezes que atuou pela esquerda no Cruzeiro, também não foi acima de regular. Perdeu a cabeça duas vezes na Libertadores este ano. Só Dunga para explicar o porquê, ainda mais com Marcelo, do Real Madrid, e até Kléber, do Internacional, voltando a apresentar um bom futebol. Injusto.

Zagueiros

Lúcio (Internazionale/ITA): Temporada praticamente impecável do capitão da seleção. Para mim, um dos melhores da posição no mundo. Na Liga do Campeões, foi um gigante contra grandes atacantes. Tem sobrado. E ainda apronta suas subidas ao ataque. Se continuar assim, deve ser o melhor zagueiro do Mundial.

Juan (Roma/ITA): Devido as contusões, não foi o mesmo com que acostumamos nos anos anteriores. Mas segue passando a mesma segurança de sempre. Tem entrosamento com Lúcio e a confiança do grupo. Chega bem fisicamente. Merecido.

Luisão (Benfica/PORT): Confesso que nunca fui fã dele, mas devo dizer que tem jogado muito bem pelo Benfica. E não comprometeu muito quando entrou na seleção. Para reserva, merece. Mesmo com vários atletas na mesma posição indo bem.

Thiago Silva (Milan/ITA): Desbancou Miranda neste ano. Teve que recuperar o espaço quase garantido após a saída do Fluminense, devido a geladeira que teve que pegar no Milan. Quando ganhou ritmo, mostrou ser o mesmo "monstro" de antes. Justo.

Volantes

Gilberto Silva (Panathinaikos/GRE): Gostemos ou não, ele vai. E temos que admitir que ele tem melhorando. Não é, logicamente, o mesmo das Copas anteriores. Mas Dunga confia nele.

Felipe Melo (Juventus/ITA): Mais um da série "aproveitei a chance". Chegou com todo mundo reclamando. Teve grandes atuações seguidas e ganhou a confiança da torcida. Porém, a má temporada pela Juve atrapalhou um pouco seu rendimento também com a amarelinha. Para Dunga, ele é o Dunga de 94. Que não seja o de 90.

Josué (Wolfsburg/ALE): Vai pela sequência de convocações. Não é o mesmo dos tempos de São Paulo. Sabemos disso. Talvez, até por isso, esperam demais dele. Ou não. Também vejo várias opções melhores para a posição. Se fosse para tirá-lo, seria antes (bem antes). Como não aconteceu, paciência. Ele vai.

Kléberson (Flamengo): Ok. Dizia que, pelos últimos jogos, Kléberson merece. Fato. Ele equilibra o time taticamente. Mas, vale lembrar: é reserva no Fla. Não tem sido nada acima da média. Por que ele vai? Não é nada fora do que Dunga já dispõe no grupo. Não entendo sua convocação.

Meio-campistas

Kaká (Real Madrid/ESP): Não precisa de apresentações pelo craque que é. Único meia de ligação convocado. Não está na melhor condição. Mas terá um mês para deixar isso 100%. Carrega a responsabilidade de ser o cérebro da seleção. Oremos para que consiga.

Elano (Galatasaray/TUR): Mais um que vai porque caiu como uma luva no quebra-cabeça de Dunga. Quando foi convocado, teve atuações regulares, sempre na média. Isso não se pode contestar. Talvez não agrade muita gente, mas isso deve ser admitido. E por isso, ele carimbou a vaga.

Ramires (Benfica/PORT): Para muitos, não é meia, mas aparentemente vai como terceiro homem de meio-campo. Fez grande Copa das Confederações, além de vir em boa fase desde o Cruzeiro. Na Europa, manteve a regularidade em boa parte da temporada. Merece estar na lista.

Júlio Baptista (Roma/ITA): Mais um da série "sou reserva, mas vou". Com a amarelinha, ele consegue ir bem. Isso que faz com que o aguentemos na Copa, e não o Ganso, o Ronaldinho, entre outros. Infelizmente.

Atacantes

Robinho (Santos): Dunga é grato com ele. Foi decisivo quando a cabeça do treinador parecia rodar. Gosta de jogar na seleção. Por mais óbvio que isso pareça, com ele é diferente. Não vem sendo fora-de-série, mas não há como reclamar. Se for com a empolgação que demonstra, pode dar espetáculo. Uma coisa é certa: deixou de ser "jogador de circo". Joga com o time. Isso é ótimo.

Luís Fabiano (Sevilla/ESP): O que dizer? Para mim, o melhor camisa 9 desde Ronaldo. Faro de artilheiro, vindo de boas temporadas. Arrebentou na Copa das Confederações. Em boa forma. Titular fácil e com sobras.

Nilmar (Villarreal/ESP): Não fez uma temporada muito boa pelo seu time na Espanha, até mesmo porque seu clube não foi tão bem. Mais um que vai muito mais pelo futebol apresentado quando entrou. É a história que Dunga dizia na coletiva: soube aproveitar a chance. Seleção tem muito disso. E Nilmar sabe bem.

Grafite (Wolfsburg/ALE): Entrou definitivamente aos 45 do segundo tempo. Vai após apresentar uma temporada não tão boa como a anterior. Porém, sabe a história de aproveitar a chance? Nós falamos depois do jogo contra a Irlanda. Mas todos sabem que ele vai muito mais porque Adriano fez tudo para não ir. E vale dizer: tem gente melhor que ele na posição atualmente, como Tardelli.

Técnico

Dunga: Coerência. Palavra-chave da coletiva após a convocação. Dunga priorizou o grupo. Já tinha avisado que faria isso. Não sucumbiu a pressão popular. Fez bem. Não vai aceitar oba-oba. Ótimo. Coisas que, quatro anos atrás, Parreira não fez isso e foi extremamente criticado depois. Levou Ronaldo gordo, escalou time super-ofensivo, etc. Deu no que deu.

Dunga é teimoso. Infelizmente. Vamos sofrer? Pelo visto sim. Mas em 94, Parreira também era criticado, ninguém confiava muito nos convocados e deu no que deu. O que vai acontecer? Logo saberemos.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Lá vem Ronaldinho

Confesso que torci o nariz quando todos falavam que Dunga deveria convocar Ronaldinho Gaúcho, principalmente após a exibição contra o Siena, no mês passado. Porém, visto o que o jogador tem apresentado nos últimos jogos e, em geral, na temporada, entro na lista dos que apoiam Gaúcho na seleção de Dunga.

Sim. A mesma seleção que tem os reservas da Roma Doni e Júlio Baptista e um Felipe Melo em má fase. Seleção que tem raros meias de ligação, ou seja, uma opção imediata para substituir ou ajudar Kaká. Se Dunga gosta de jogar com um meia mais recuado - Elano ou até utilizar Ramires como terceiro homem de meio-campo - é escolha dele.

Penso que Ronaldinho tem sim seu lugar. Mas, pelo que (achamos que) conhecemos de Dunga, o treinador pode bancar o orgulhoso e não levar Ronaldinho. Apenas para mostrar que não é movido pela opinião pública. Ele pode sim querer "imitar" Felipão, quando barrou Romário em 2002. Porém, se for para fazer isso, que tenha coerência de perceber a carência de um meia com as características ofensivas de Ronaldinho Gaúcho.

O camisa 80 do Milan tem o principal para ir à Copa: está focado. Essa é a explicação pelo ânimo, a determinação e o bom futebol apresentado nessa temporada, vésperas da Copa. O jogador vem sendo o diferencial na briga do time rossonero pelo título italiano.

Vendo toda a vontade e o bom futebol de Ronaldinho voltando, não tenho dúvidas em aderir a campanha "Convoca ele, Dunga!". O futebol agradece.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Foi o sorteio! Que venha 2010!


E finalmente aconteceu o sorteio dos grupos da Copa do Mundo 2010. Começa a temporada dos palpiteiros. Surgem os especialistas sobre o futebol norte-coreano, ganense, hondurenho, etc. Claro que o PB não ficará de fora dessa.

Teremos uma Copa com grupos equilibrados. Teremos sim aquelas barbadas, mas temos vários grupos que serão decididos jogo a jogo.

- O grupo A, dos anfitriões, é o mais equilibrado. São 4 times que não tiveram uma boa preparação para a Copa. A África do Sul conseguiu complicar frente à Brasil e Espanha na Copa das Confederações, mas no resto, derrotas e insucessos. Trocou novamente de treinador, tirando Joel Santana e trouxe novamente Parreira. Os franceses só chegaram com uma mãozinha de Henry. Chegam pela repescagem, com um elenco velho e com um técnico pressionado. Uruguai só entrou aos "45", ganhando a última vaga na repescagem, contra Costa Rica. Tem um time com bons jogadores na zaga e no ataque, mas perde no meio e nas alas, além dos goleiros irregulares. E o México sofreu na mão de Sven-Goran Eriksson, viu a vaga para a Copa ser ameaçada, mas a troca de treinador fez bem. Porém, o time não tem jogado bem e não tem a mesma força da última Copa.

Meu palpite para a chave: se a África estreiar bem, leva a vaga pela empolgação da torcida. Mas, penso que passam França e Uruguai.

- No grupo B, a Argentina não pegou moleza, como muitos tem falado. Porém, não é um grupo de assustar. A Nigéria conta com os Obinnas e Oba Oba Martins, mas não parece ter o mesmo potencial da época de Kanu e companhia. Coréia do Sul não é a mesma de 2002, mas não é fraca. E a Grécia tem o esqueleto do time que foi campeão da Eurocopa, mais chegou apenas pela repescagem e sem convencer.

Ou seja: a previsão de que a Argentina se classifica é correta. A outra vaga fica em aberto. Difícil dizer quem passa.

- No grupo C, a Inglaterra tem pela frente uma chave mais fácil do que a da Argentina. A pedreira será os Estados Unidos, que tem evoluído muito nessa década e chega com pretensões de repetir, ao menos, a campanha de 2002 - onde foi eliminado pela Alemanha nas quartas. Os outros dois são a Argélia, time guerreiro que conseguiu passar pelo bom time do Egito e chegar à Copa. E a Eslovênia, do qual confesso não saber muita coisa.

Inglaterra e Estados Unidos se classificam. O confronto entre os dois deve definir quem fica em primeiro.

- Se temos que definir um grupo da morte, esse é o grupo D. A Alemanha terá pela frente três bons adversários. De começo, pega a Austrália, que provou que não chegava a Copa apenas por passar pelas "peladas" na Oceania. Entra dessa vez com uma vaga garantida facilmente pelo continente asiático. Com um time rodado pela Europa, deve dar trabalho mais uma vez, assim como na Copa 2006, onde só caiu frente a Itália em um pênalti mandraque. Depois, vem a Sérvia, seleção que vem com a sina de ir bem nas eliminatórias, mas não fazer muito na Copa. Fecha o grupo uma das mais fortes seleções africanas: Gana. Não apenas pela campanha nas eliminatórias, mas por ter seus principais jogadores nos grandes da Europa. Time com força física e velocidade.

Das quatro, vejo a Sérvia como mais fraca. Alemanha tem a mesma base de 2006, porém não fortaleceu o ataque. Isso pode complicar. Mas, é difícil ve-los fora das oitavas. Mas, para mim, Gana passa como líder da chave.

- O grupo E também é equilibrado também. Holanda precisa provar que dessa vez entra para suprir as expectativas. Tem time para isso, contando com o mesmo meio-campo e ataque de antes. A Dinamarca não chega para passeio na África. Tem um time bem disposto taticamente. Pode ser a grande surpresa desse Mundial. O Japão segue evoluindo seu futebol, mas ainda não põe medo. E Camarões, de Eto'o, vem mais forte após ficar fora da última Copa.

Por mais que Japão e Camarões possam complicar, é difícil ver Holanda e Dinamarca fora nessa chave.

- Já no grupo F, ou acontece uma zebra muito grande, ou Itália e Paraguai já estão garantidos. Atuais campeões do mundo, a Itália tem um time "velho", mas sempre forte. Desacreditada então, aparece mais perigosa. Paraguai foi a grande sensação das eliminatórias, mas ainda deixa todos um pé atrás. Porém, deve ao menos chegar as oitavas. Nova Zelândia será o saco de pancadas da Copa. Se não a mais fraca seleção, está entre as mais. E, por fim, a Eslováquia, sem tradição.

Ou seja: Itália e Paraguai nas oitavas. Só não acontece isso se passar uma zebra enorme.

- Agora, o grupo G, do Brasil. Era uma das chaves que a CBF queria, por não ter muita locomoção durante a primeira fase. Ótimo. Depois, veio a Coréia do Norte. Maravilha. Time desconhecido, mas que não põe medo em ninguém. Porém, depois, só veio pedreira. Começando pela Costa do Marfim, seleção africana mais complicada, contando com Kalou, os dois Touré e, principalmente, Drogba. Um time que já disputou uma Copa e vem mais calejado. Joga "em casa". Ou seja: osso duro. E, para fechar com chave de ouro, nada melhor que ter Cristiano Ronaldo e Portugal pela frente. Sinceramente, tenho mais medo de Costa do Marfim. Portugal não é uma maravilha. Pode ter um poder ofensivo forte, com Deco, CR7, Nani e Liédson. Mas, tem uma zaga e uma marcação frágil. Chegou a repescagem europeia a duras penas. Passou também sem convencer. Enfim, ou muda muito, ou não coloca tanto medo.

Eu jogo, sem dúvidas, Brasil e Costa do Marfim nas oitavas. Portugal não me pega. E a Coréia do Norte. Bem, é apenas a Coréia do Norte.

- Fechando os grupos, o grupo H, a chave da, para muitos, favorita Espanha. Como bem disseram os jornais espanhóis após o sorteio, um grupo fácil e um cruzamento de morte, já que podem pegar Brasil, Costa do Marfim ou Portugal. Mas, na primeira fase, nada demais. Suiça tem evoluído, mas não tanto para surpreender. Vai brigar com o Chile, de Valdívia e Bielsa, pela segunda vaga do grupo. E Honduras vai passear.

Eu vejo Espanha líder, com 100%, e Chile em segundo, com Bielsa curando a ressaca da eliminação de 2002 com a Argentina.

Que venha 2010!

Ps: Ah! Charlize!

Imagens: Estadão.com