
Dominando o começo de jogo, o São Paulo conseguiu fechar os espaços e abrir caminho. O gol veio logo aos dois minutos. Em ótimo cruzamento de Hernanes, Washington mergulhou para fazer, de cabeça: 1 a 0. Detalhe para o espaço dado pela zaga palmeirense, permitindo o camisa 9 são-paulino fazer o gol. O Palmeiras só chegou aos 15, com um chute sem força de Jumar, fora da área. Aos 21, depois de um escanteio, Willians cabeceou pra área a achou Keirrison livre, que bateu fraco, nas mãos de Rogério Ceni. A resposta do São Paulo veio cinco minutos depois, Jorge Wagner fez um grande passe para Dagoberto, que tinha Washington livre, mas preferiu chutar, mandando por cima do gol de Marcos. A melhor chance palmeirense foi aos 30, quando Pierre roubou uma bola de André Dias, invadiu a área e chutou, mas Rogério Ceni saiu bem e fez boa defesa com os pés. O detalhe é que Keirrison fechava livre no meio da área.

O que pode se destacar da partida: Hernanes atuou como meia direita, fechou as possíveis subidas de Marquinhos e fez o que quis em cima do meia palmeirense. A zaga do Palmeiras é irregular, mal posicionada e Marcão muito pesado. Já a zaga do São Paulo joga muito. Fora um erro ou outro, sabe se posicionar e antecipar muito bem. André Dias está em grande fase, apesar da bobeada frente Pierre, que poderia ser fatal. De fato, os três desfalques que Luxemburgo tinha fizeram muita falta: Armero na esquerda, onde o time foi inoperante; Diego Souza no meio, onde faltou criatividade; e até Fabinho Capixaba fez falta, mas Evandro cobriu bem o espaço no segundo tempo. Vale destacar também: Hernanes e Jorge Wagner devem formar o melhor meio-campo brasileiro, misturando técnica e qualidade. Por fim, o São Paulo, pela aplicação tática, mereceu vencer. Porém, deu sorte de não ser a tarde de Keirrison. O São Paulo agora é o segundo colocado e tirou a invencibilidade do rival.

O primeiro tempo foi todo tricolor. O Botafogo não criou nenhuma chance de perigo na primeira etapa. Já o Flu, conduzido por Thiago Neves, deu muito trabalho a defesa alvinegra. A primeira chance foi aos 12, em uma cabeçada de Edcarlos, por cima. Aos 26, em uma bela cobrança de falta de Thiago Neves, Renan fez grande defesa. Sete minutos depois, o camisa 10 do Flu abriu espaço e bateu, com perigo, por cima do gol de Renan. Aos 41, Everton Santos foi ao fundo e cruzou na pequena área, mas a bola passou por todo mundo.

Mas, estranhamente, a expulsão fez o Flu crescer no jogo. Já aos 34, o garoto Alan - revelado aqui no Londrina - recebeu na área, com espaço, girou e bateu firme, sem chances para Renan: 1 a 1. A resposta do Botafogo veio dois minutos depois, com Reinaldo recebendo na meia-lua, com espaço, mas batendo pra fora do gol. Foi uma boa chance desperdiçada. Quando tudo caminhava para o empate, Conca tabelou com Maicon e foi obstruído por Juninho, na entrada da área. Eram 44, quase 45. Thiago Neves rolou e o argentino bateu firme, a bola pegou efeito e matou o goleiro botafoguense: 2 a 1 Flu. Festa tricolor! No último lance do jogo, Alessandro e Juninho perderam a cabeça e, em uma divida com Fabinho, acabaram chutando o jogador do Flu, que estava caído prendendo a bola. O lateral foi expulso.
Grande jogo. Pena que o público foi pequeno no Maraca. Destaques: como previsto, os camisas 10 poderiam fazer a diferença, e fizeram. Maicossuel e Thiago Neves conduziram suas equipes, um em cada tempo. Porém, quem conseguiu mudar o jogo foi Parreira. Ao colocar Maicon e Allan, deu velocidade e melhor saída de jogo para o time, o que acabou matando o Botafogo. Ney Franco não está conseguindo fazer o time render como na Taça Guanabara. Porém, o 2 a 1 foi merecido, mesmo que o Flu jogou com um a menos e perdendo por 1 a 0. E, só pra variar, o Flu saiu perdendo e virou. Sem dúvida, o Flu hoje é o time da virada. Graças a Parreira.
Um comentário:
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