Tem jogador que mostra ter estrela. Neste domingo, quatro nomes mostraram que tem muito isso. No Fla-Flu, os nomes foram o jovem Allan e o estreiante Émerson. No Grenal, Índio e D'Alessandro mostraram seu brilho. Vamos a análise dos dois grandes clássicos do dia.

Celso Roth veio com um meio-campo de maior pegada, com Souza na ala e Réver de volante. Tite veio com a equipe esperada, com D'Alessandro no banco. A primeira boa oportunidade foi tricolor. Lauro saiu jogando errado e Souza chutou forte, de longe. O goleiro colorado foi no canto e espalmou para escanteio. Aos 17, Fábio Santos cruzou na área para Herrera, mas antes da bola chegar ao atacante, o árbitro Leonardo Gaciba marcou pênalti de Kléber em Tcheco. O próprio Tcheco bateu e fez: 1 a 0 Grêmio. Será que colocariam água no chop do Inter? Não. Aos 31, Índio deu um chutão para frente e achou Nilmar, que ganhou de William Thiego na corrida. O zagueiro derrubou o camisa 9 colorado na área: pênalti. Andrezinho bateu forte e fez: 1 a 1. A bola passou embaixo de Victor.

Os dois times ficaram com um a menos em campo: depois de uma confusão que envolveu todo mundo (tipíco de um Grenal), Taison e Rafael Marques foram expulsos. Com mais espaço, aos 32 apareceu os iluminados da noite: D'Alessandro deu um passe genial e achou Indío entre os defensores gremistas. Ele tocou na saída de Victor e mandou pras redes: 2 a 1 Inter! Foi o quinto gol do zagueirão em Grenais. Tem como ter mais estrela em clássicos? No finalzinho, depois de falta cobrada por Tcheco, Fábio Santos apareceu por trás da zaga colorada e, sozinho e com o gol aberto, mandou pra fora. Não era o dia do Grêmio. Festa colorada no Beira-Rio lotado. O centenário não poderia ser comemorado de melhor forma.
Roth - ironicamente aplaudido pela torcida do Inter no começo do jogo - precisa vencer terça-feira o Aurora, pela Libertadores. Se não, um abraço. Dizem que Renato Gaúcho só está esperando o telefone tocar. Porém, é injusto dizer que o Grêmio mereceu perder ou que o técnico teve culpa no resultado. Duas bolas na trave e um gol incrivelmente perdido em um clássico é azar demais. Já Tite vai levando o Inter ao título gaúcho com o time jogando muito bem. E nada como ter um meia habilidoso e um zagueiro artilheiro num clássico. Além de sorte, muita sorte. Sorte que sempre é bem vinda num clássico. Ainda mais num Grenal.

Na segunda etapa, Cuca mudou: colocou o jovem Lenon e o estreante Émerson, nos lugares de Jônatas e Egídio. Émerson mostrou que queria aproveitar bem a chance e já começou batendo ao gol, logo aos dois minutos. Aos três, Lenon bateu de fora da área e a bola passou com muito perigo. O Flu chegou aos 10. O meia Conca recebeu de Fred e bateu muito bem, forçando Diego a fazer grande defesa. Parreira tirou Fred, aos 17, e colocou o jovem Allan, o garoto que havia dado a vitória ao tricolor contra o Botafogo. Aos 19, Josiel mandou um ótimo chute da entrada da área e a bola explodiu na trave. O auxiliar marcou - erradamente - impedimento na jogada. O jogo seguiu travado. E aos 32, brilhou a primeira estrela do clássico. Everton Santos - jogou muito bem - passou de calcanhar para Mariano, que cruzou para a área. O garoto Allan se antecipou ao zagueiro e mandou, de primeira, no canto de Diego: 1 a 0 Flu! O garoto é predestinado e desde que veio ao Flu tem feito gols em clássicos. Marcou também no Fla-Flu. è iluminado o garoto que surgiu aqui no Londrina.

Mesmo atuando com o time reserva, o Fla jogou de igual para igual com o Flu. Amistoso de luxo? Onde? O jogo foi muito disputado. Thiago Neves e Conca demoraram a aparecer, mas quase resolveram. Os destaques do jogo: Diego e Erick Flores pelo rubro-negro, e Everton Santos e Mariano pelo tricolor. Próximo fim de semana tem outro Fla-Flu. Ai Jesus!
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