
Mesmo em vantagem númerica e com a bronca da torcida, o Coxa voltou para o segundo tempo da mesma maneira: errando muitos passes e sem criatividade. René Simões voltou com Marcelinho Paraíba, para quem sabe resolver isso. Só melhorou mesmo após a entrada de Ariel no ataque, o que deu maior movimentação. Dirceu, aos 17, quase descontou. Dez minutos depois, Marcelinho Paraíba cobrou uma falta no travessão. Porém, que chegou ao gol foi o Santo André: Bruno César, livre, fez: 4 a 1! Aos 40, Marcelinho Paraíba pegou rebote do goleiro Neneca e diminuiu a vantagem: 4 a 2. Nunes, no finalzinho, perdeu chance incrível, após passar pelo goleiro Edson Bastos e mandar por cima. Ainda bem que o time tinha crédito para perder uma chance dessas.
Segunda derrota do Coxa, que preferiu poupar visando a Copa do Brasil. Entramos novamente na questão: deve se priorizar uma competição? Já o Santo André, após fazer boa estréia contra o Botafogo, consegue três pontos e mostra que pode dar muito trabalho durante o Brasileiro.

Na segunda etapa, a mesma coisa. O Flamengo chegava, criava, mas desperdiçava. A defesa do Avaí seguia tranquila. O rubro-negro reclama um pênalti, quando a bola bateu no braço de Uendel, dentro da área. No fim, os visitantes se arriscaram mais e quase chegaram ao gol. Bruno quase virou vilão ao tentar driblar Evando. A bola sobrou para Lima, mas o goleiro se recuperou a tempo. O camisa 1 rubro-negro ainda fez mais duas boas defesas, ambas em chutes do atacante Lima.
É incrível que, quando a fase não é boa, tudo dá errado. Assim é com o ataque do Fla. Josiel já percebeu que a paciência da torcida esgotou. Everton merece calma, pois é bom atacante, mas não é finalizador. E o Avaí não tem nada demais. Ainda não me mostrou muita coisa. Mas dá para notar que Silas estuda bem o adversário e sabe mecher bem na equipe quando preciso.

O jogo começou com boas chances para os dois times. Aos quatro, Jonas mandou de fora, assustando o goleiro Juninho. Dois minutos depois, Júnior fez ótimo passe para Thiago Feltri sair na cara do gol. Mas o lateral nem chutou, nem cruzou e desperdiçou boa chance. O Atlético era melhor na partida e teve mais duas boas chances. Primeiro com o próprio Fletri, que chutou e a bola passou pertinho. A melhor foi aos 40, quando Júnior cruzou para Éder Luís bater. A bola desviou em Diego Tardelli e explodiu no travessão de Victor.
O segundo tempo foi melhor ainda. O Grêmio chegou com tudo nos primeiros dez minutos e teve boas chances de abrir o placar. Maxi Lopez fez boa jogada, mas parou em Juninho, que fez boa defesa. Souza também parou no goleiro. Depois, Jonas mandou por cima. Tcheco ainda perdeu mais uma chance após contra-ataque, mas a bola passou raspando a trave. Mesmo com mais perigo no ataque, o tricolor acabou levando o gol. Thiago Feltri aproveitou cruzamento de Carlos Alberto e fez, aos 30 minutos: 1 a 0 Atlético. A resposta do tricolor gaúcho foi rápida. Aos 34, Herrera aproveitou cruzamento de Tcheco e mandou para as redes: 1 a 1.

O Atlético foi mais perigoso no primeiro tempo, o Grêmio no segundo. O empate seria justo, mas a vitória atleticana não foi injusta. Ponto negativo para a pífia atuação de Wilson Luiz Seneme. Como disse antes, sem critério nenhum. Quanto aos times, Celso Roth vai arrumando o Galo enquanto Marcelo Rospide volta a trabalhar como auxiliar. Paulo Autuori chegou.

O Palmeiras voltou melhor na segunda etapa. Mais organizado em campo, criou mais e chegou com perigo. Mesmo com os titulares Nilmar, D'Alessandro e Guiñazu em campo, o Inter viu o alviverde pressionar. Aos 19, Diego Souza subiu no terceiro andar e cabeceou firme para o gol, acertando a trave. O trio colocado por Tite foi arrumando o time e Nilmar conseguia dar muito trabalho a defesa palmeirense. Tanto que conseguiu a expulsão de Pierre, nos minutos finais.

Resultado justo devido o padrão de jogo colocado pelo Colorado durante toda a partida. Mesmo com os reservas, deu conta e comandou o jogo. O Palmeiras melhorou na segunda etapa, mas foi pouco. Faltam jogadas pelas laterais. Quando a dupla Cleiton Xavier e Diego Souza é bem marcada, não há saída de jogo. O colombiano Perea está chegando para dar maior movimentação no ataque. E o Inter é líder, com justiça.

Muricy teve mais uma vez problemas com desfalques. Sem contar com André Dias e Jean, improvisou novamente Richarlyson na zaga e colocou Eduardo Costa de titular. Geninho veio para jogar no contra-ataque e nas bolas paradas. Os dois times criaram boas oportunidades. Hernanes quase abriu o placar, aos quatro minutos. Rafael Moura acertou a trave, aos 19. O Tricolor comandava as ações e chegou duas vezes com Borges. Gallato fez boas defesas nos dois lances. Aí veio a máxima do "quem não faz, toma". Aos 45, depois de escanteio cobrado, a bola sobrou para o zagueiro Rafael Santos, que chutou forte, de bico, e fez: 1 a 0 Atlético.
Não se pode esquecer do pênalti - ao meu ver claríssimo - de Miranda em Marcinho. Isso no começo do jogo. O árbitro Wilton Pereira Sampaio não viu - ou fez que não viu - e deixou o lance seguir.
Na segunda etapa, o Tricolor veio com tudo e empatou logo no primeiro minuto, com Borges: 1 a 1. O jogo ficou mais aberto, com o São Paulo tendo maior posso de bola e pressionando em busca da virada. O lance mais incrível foi aos 24. Depois de várias furadas e travadas na área do Atlético, a bola caiu nos pés de Hugo, mas Galatto defendeu, a queima-roupa. Na sequencia, Borges pegou a sobra e mandou na trave. Inacreditável. O castigo veio cinco minutos depois. Escanteio pela esquerda para o Atlético e Rafael Santos, de novo, subiu mais que todo mundo e fez: 2 a 1 Furacão!
Aí veio o "dedo" de Muricy na partida. Aos 40, cansado de ver Borges perder chances e mais chances, o treinador tirou o atacante e colocou André Lima. Deu certo. Três minutos depois, o reserva aproveitou chute cruzado de Washington e mandou para o gol: 2 a 2. Detalhe: estava a frente. Não vi o posicionamento do auxiliar, mas é o tipo de lance que não precisou de replay para marcar - não para mim, pelo menos. Enfim, empate salvador para o São Paulo.
O que acontece com o São Paulo? Não pode ser somente a ausência de Rogério Ceni. Os desfalques justificam, mas nem tanto. Hernanes não é nem sombra do que jogou ano passado. Os laterais não funcionam. E Muricy vai quebrando a cabeça para encaixar as peças. Já Geninho tem um bom time em mãos, mas falta sequencia de resultados e alguém que chame o jogo para si. Destaque do jogo: além do zagueiro Rafael Santos, que fez dois, o bom goleiro Galatto.

O Santos voltou novamente com tudo no segundo tempo e já ampliou a vantagem no primeiro minuto. Neymar cobrou falta e Rodrigo Souto, novamente de cabeça, fez: 3 a 1. Até os quinze minutos, o Peixe teve, no minímo, três boas chances desperdiçadas. O Goiás, porém, foi mais eficiente. Aos 17, Ramalho recebeu de Iarley na entrada da área e bateu, sem chances para Fábio Costa: 3 a 2. O goleiro santista teve que trabalhar no lance seguinte, após uma bomba de Júlio César.
Maikon Leite entrou no lugar de Neymar e deu maior movimentação ao ataque do Santos. Aos 29 ele quase fez, mas Kléber Pereira deu uma de zagueiro e evitou o gol. A partir daí, as melhores chances foram do Goiás, que foi para cima em busca do empate. E conseguiu. Aos 41, Iarley cabeceou, Fábio Costa fez grande defesa e na sobra Rafael Tolói - impedido - completou: 3 a 3. O árbitro Ricardo Ribeiro ainda não marcou um pênalti de Fabão em Júlio César, nos minutos finais. Se não...
O Santos tinha o jogo na mão e desperdiçou três pontos em casa. Assim como cria, dá espaços. Vágner Mancini precisa arrumar isso. Já o Goiás viveu a sensação contrária nessa partida, já que na estreia vencia por 3 a 1 e deixou o Náutico empatar. Não é um time de grandes destaques individuais, mas tem um bom elenco e sabe jogar. Vai dar trabalho.

O primeiro tempo foi um festival de passes errados e de pouca criatividade. Conca, pelo Flu, e Fernandinho, pelo Barueri, eram os que tentavam fazer algo. O jogo foi tão fraco que o lance de maior emoção foi quando Alan errou a bola e acertou a cabeça do goleiro René, do Barueri. No finalzinho da primeira etapa, alguns lances de perigo, um pelo lado do Flu, que Renè fez boa defesa, e duas do Barueri, que passaram com perigo.
O segundo tempo, logo aos quatro minutos, o Barueri quase abriu o placar com Thiago Humberto, batendo de longe para boa defesa de Fernando Henrique. No escanteio, Pedrão cabeceou com perigo. O goleiro René também teve trabalho aos 33, em chute de Marquinho, e aos 34, trabalhando bem na tentativa de Eduardo Ratinho. Por fim, zero a zero justo.
O Barueri tem alguns bons valores, como Thiago Humberto e Fernandinho, mas nada que me faça acreditar na equipe. René foi o nome do jogo, fazendo boas defesas e mostrando segurança. No Flu, Conca foi o mais ligado, mesmo não indo tão bem. Prova que o tricolor precisa de um grupo melhor para a sequencia do Brasileiro.

O Botafogo começou assustando logo aos dois minutos, com Rodrigo Dantas, jovem que subistituiu Maicossuel. Ele bateu de fora e Felipe fez boa defesa. Depois, em outro lance, Jean Coral por pouco não fez um golaço de bicicleta. O time carioca conseguia aproveitar os espaços dado pela equipe corintiana e criava boas chances. O Corinthians só conseguiu ser perigoso com Ronaldo. Primeiro, passou por Juninho e bateu cruzado, com a bola passando rente a trave. Depois, o Fenômeno bateu forte, mas Renan defendeu. O goleiro botafoguense teve que trabalhar também aos 29, defendendo chute de André Santos, que fez bela jogada. O time corintiano reclamou ainda um pênalti de Juninho em Ronaldo - o atacante foi puxado. O árbitro Carlos Eugenio Simon não viu.
O segundo tempo continuou igual, com ambas equipes criando e os goleiros salvando. Felipe fo o primeiro, logo aos três minutos, após uma bomba de Túlio Souza. Depois, em duas chances de Juninho. Primeiro cobrando falta, e depois, no escanteio, quando desviou de cabeça e quase abriu o placar. Renan apareceu bem aos 19, impedindo que Ronaldo o driblasse. Quem voltou a trabalhar foi o camisa 1 do Corinthians. Aos 23, Thiaguinho bateu de fora e o goleiro teve que fazer difícil defesa. Na sequencia, Léo Silva chutou e Felipe fez mais uma bela defesa. Os dois times ainda assustaram, mas era a tarde dos goleiros. Zero a zero no placar.
O Botafogo ainda não encontrou alguém para o lugar de Reinaldo no ataque, Victor Simões não fez nada na partida, mas o time conseguiu criação com o meia Rodrigo Dantas e o lateral Thiaguinho. Quanto ao Corinthians, ficou evidente como Jorge Henrique é o motor da equipe, visto que Douglas e Morais não estão em boa fase.

O goleiro do timbu voltou a salvar o time no começo do segundo tempo. Aos três minutos, Thiago Ribeiro recebeu de Athirson dentro da área, mas o goleiro saiu bem e salvou com os pés. A resposta do Náutico foi imediata. Um minuto depois, Gilmar bateu sem ângulo e acertou o travessão. O time pernambucano voltou mais ofensivo e pressionou até abrir o placar, aos 12. Derley fez boa jogada, tabelou com Gilmar e tocou na saída de Fábio: 1 a 0! O ritmo continuou o mesmo e a o Náutico chegou ao segundo gol. Aos 26, Carlinhos Bala recebeu livre pela esquerda, viu Fábio adiantado e mandou por cobertura. Golaço! 2 a 0 Náutico. Aos 33, Anderson Lessa quase fez o terceiro, mas parou na boa defesa de Fábio. O Cruzeiro ainda teve boas chances de diminuir, mas não conseguiu.
Grande vitória do Náutico, que foi superior na partida, principalmente na segunda etapa. Carlinhos Bala e Derley comandaram o time e fizeram os gols dessa justa vitória. O Cruzeiro começou bem, mas não conseguiu parar a pressão. Como já disseram aqui no blog, o problema da Raposa é fora de casa, onde não consegue impor o bom futebol apresentado no Mineirão. É fato.

Depois do intervalo, o rubro-negro pernambucano voltou melhor. Aos 11, Wilson recebeu lançamento, tirou de Viafára e mandou na trave. O grande problema do Sport foi a desorganização e a falta de criatividade. Tinha maior posse de bola, mas não criava com perigo. O Vitória só voltou a assustar com Neto Baiano, em cobrança de falta. Magrão fez bela defesa. O Sport ainda pressionou, mas não conseguiu chegar ao empate.
Boa vitória do time baiano, que mantém o 100% e vai ganhando corpo para o Brasileiro. Agora o foco é tentar reverter a vantagem do Vasco na Copa do Brasil - algo quase impossível. Já o Sport mostra que precisa de reforços, principalmente no meio-campo.
Ps: Desculpas pelo grande atraso do post, devido alguns problemas. Seleção da rodada vem nessa quarta-feira.
2 comentários:
2ª rodada péssima... sem falar como vc bem disse dos erros da arbitragem, privilegiando sempre os mesmos (caso do São Paulo).
Espero uma 3ª rodada melhor em qualidade e em gols.
não é de hoje,que a arbitragem,favorece sempre o são paulo.está ficando cansativo e explicita essa ajuda deles para com os são paulinos.queria ver se fosse o corinthians.com tantos erros nos últimos tres anos a favor dos bambis,a mídia televisiva sempre acobertando a roubalheira.È eles não falam nada.preferem comentar até hoje,o ano de 2005.é sempre a mesma vergonha,até quando?
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