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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Empate no clássico, Mirassol líder

- Muita chuva, bom jogo e empate entre São Paulo e Palmeiras no Morumbi. Resultado que não foi bom para nenhum dos dois e ajudou Mirassol e Corinthians a subirem na tabela, como líder e vice-líder respectivamente.

Jogo equilibrado no começo, com o São Paulo um pouco mais agressivo. Palmeiras mais uma vez com Kléber quase isolado. Em jogada rápida, Lucas tocou para Fernandinho invadir a área e mandar um pombo sem asa: 1 a 0. Gol e apagão. Na volta, o São Paulo poderia até ampliar, mas falou um pouco de ousadia.

Na segunda etapa, o São Paulo seguiu melhor, apostando na velocidade do trio de frente. O Palmeiras só melhorou após Adriano entrar. Foi ele o responsável pela expulsão de Alex Silva, que perdeu a cabeça e deu um empurrão no atacante palmeirense, sendo corretamente expulso.

Mesmo com um a mais, o Palmeiras não conseguia aproveitar a vantagem. Pressionou pouco. Quando chegou, com Tinga e Vadívia, Rogério Ceni fez duas defesas incríveis. O goleiro sãopaulino também salvou cara a cara com Adriano. Porém, no lance seguinte, veio o empate. Kléber deu um passe "vai e faz meu filho" para Adriano, que bateu cruzado e deixou tudo igual.

Resultado justo. Porém, o São Paulo teve mais chances de ganhar do que o Palmeiras. Carpegiani não arriscou. A análise de Kléber no final do jogo é fato: o camisa 30 fica isolado no esquema de Felipão. Quando Luan saiu e Adriano encostou, melhorou um pouco. Não o ideal. Com um a mais em boa parte do segundo tempo, dava para ser mais ousado. Não foi e o empate acabou justo.

- Com o empate, quem lidera é o Mirassol, gigante amarelo que derrotou o Paulista por 2 a 0 fora.

Quando um craque resolve

Ronaldinho Gaúcho resolveu. Lembrando Zico. Lembrando Pet. Lembrando Ronaldinho Gaúcho, cobrando falta com maestria, o que fazia tempo que não assistíamos. Cobrança perfeita que deu o justo título ao Flamengo diante do Boavista.

Justo porque o rubro-negro foi superior em todo o jogo. Nos primeiros 45 minutos, foram inúmeras chances criadas, parando sempre no goleiro Thiago. O Boavista atacou apenas uma vez, quando Maldonado caiu e no campo de defesa e o goleiro Felipe trabalhou em belo chute de fora. Só. O resto foi do Flamengo.

Eram 25 minutos do segundo tempo. A bola teimava em não entrar. O Boavista se segurava como podia, arriscando em encaixar um contra-ataque. A defesa falhou, e depois de troca de passes, Thiago Neves foi derrubado. Falta frontal. Em lugar parecido com o que Pet bateu contra o Vasco em 2001. Só que desta vez, no Engenhão.

Ronaldinho ajeitou com carinho. Concentrou. Bateu, por cima da barreira, tirando do goleiro. Nem esperou a bola entrar para correr e comemorar. Belo gol. Gol de quem sabe decidir. De quem é capaz de fazer isso. Flamengo campeão.

O time ainda não encanta. Luxemburgo claramente não acertou o time. Nem esquema, nem quem serão os 11. Mas já sabia e tem certeza: Ronaldinho Gaúcho resolve. Que venha a Taça Rio.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Tropeços tricolores, vitória colorada

- O que acontece com o Fluminense? O time mais badalado no ano não consegue mais se acertar. Desorganizado no setor de criação, sem saída de jogo pelas laterais e volantes, Conca fora de ritmo, Fred (pra variar..) machucado... São vários fatores que vão deixando o time de Muricy em situação delicada, principalmente na Libertadores.

O empate com o Nacional por 0 a 0 foi justo. Nem um dos times jogaram bem, apesar dos uruguaios perderem uma chance incrível. O Fluminense não se acertou. Conca está claramente sem ritmo. Carlinhos não surge como opção na esquerda mesmo com três zagueiros. Marquinho é irregular. Jogar em casa com Rafael Moura como único atacante não funciona. O velho "chuveirinho", tão utilizado nos tempos de São Paulo, é uma opção, mas sem grande sucesso.

O grupo do Fluminense é complicado. São três times de qualidade. Ontem, o Argentino Juniors derrotou o América (MEX) por 3 a 1, de virada, em casa, e assumiu a liderança. Faltam quatro jogos, mas apenas mais um em casa pra o Flu. Situação não é fácil. Impossível não é. Mas, com essa bola que está jogando, não classifica.

- Outro tricolor que tropeçou foi o Grêmio. Jogo complicado, clima pesado. O Grêmio começou bem, trocando passes e chegou ao primeiro gol logo aos quatro minutos, com Borges. Porém, logo após o gol, começou a pressão do Junior Barranquilla. Primeiro, uma bola na trave. Depois, o gol de empate, com Hernández. Quase a virada veio no primeiro tempo.

Renato precisou tirar Carlos Alberto para não ser expulso. Sem Lúcio, machucado, colocou Bruno Collaço, para atuar da mesma forma. O tricolor voltou mais organizado na marcação, tocando mais a bola e parando a pressão colombiana. O ritmo do jogo caiu.

Aos 27, um lance incrível. O zagueiro Rodolfo quase fez um gol histórico. Do campo de defesa, ele viu o goleiro adiantado e chutou. A bola pingou e subiu demais, passando por cima. O mais incrível é que, apenas um minuto depois, o Barranquilla chegou à virada, com Viafára, após cobrança de escanteio.

O Grêmio tem um bom time, mas Lúcio fez falta ao esquema de Renato Gaúcho, assim como a saída antecipada de Carlos Alberto. O que ficou evidente é a falta de opções no mesmo nível. O tricolor enfrentou o melhor de sua chave. Ambos passam sem grandes dificuldades.

Não quero comentar sobre o pós-jogo, onde apedrejaram o ônibus gremista. Isso é lamentável demais. Libertadores tem clima pesado, mas isso já é ridículo e apenas aumentará, já que o Junior joga em Porto Alegre.

- Não vi a goleada do Internacional sobre o Jaguares. Bolatti fez mais dois gols e mostra que marca bem e aparece com eficiência no ataque. Damião e Oscar fecharam no segundo tempo: 4 a 0. Roth foi vaiado e jogou com três volantes, apesar de Guiñazu jogar mais como meia. Tudo normal. O que importa é resultado, não é Roth? Falta apenas convencer o torcedor disso.

Não parece que o Inter terá grandes dificuldades para se classificar. O grupo é fácil. Só não pode bobear igual na estreia.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Lá vai o Cruzeiro

Não foi um jogo fácil, mas nada complicado também. A unica dificuldade do Cruzeiro para golear o Guarani (PAR) foi a forte marcação e a retranca armada pelo time paraguaio. Tirando alguns pequenos sustos, a Raposa comandou quase todo jogo e foi abrindo espaços para fazer o placar: 4 a 0.

O Cruzeiro atuou com um time parecido do que goleou o Estudiantes. Mas, pela frente, um Guarani com duas linhas de marcação, fechando os espaços e apostando em um possível contra-ataque. Não deu. A Raposa conseguiu espaços e venceu. Mais uma vez, Wallyson foi o destaque. Foram dele os dois primeiros gols. Com boa movimentação, vai aparecendo como titular absoluto em 2011. Depois, no fim, Farías e Thiago Ribeiro - golaço! - fecharam o placar.

O Cruzeiro não é um time de espetáculo. Mas tem um grupo bem armado por Cuca. Os volantes funcionam, Victorino é um ótimo zagueiro, Fábio é seguro no gol. Montillo é fora de série. E Wallyson, como disse antes, funciona. Além disso, Cuca conta com boas opções.

Anotem: o Cruzeiro, sem barulho, vai mais uma vez longe.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Giro pelos Estaduais - Coxa campeão, Grêmio atropela

- Começo o giro pelos estaduais destacando a vitória do Coritiba no clássico Atletiba. Resultado que deu justo título do primeiro turno do Paranaense para o alviverde. Melhor time até agora na competição, está sobrando em relação aos adversários. Prova disso foi o clássico ontem.

Três gols em um intervalo de sete minutos. Assim o clássico foi liquidado. Bill, Jonas e Davi abriram 3 a 0 para o Coritiba já aos 24 minutos. Nieto fez dois, apertou, mas o Coxa era superior, jogava melhor e fez o quarto com Davi novamente. Título conquistado com uma rodada de antecedência e lugar garantido na final. E, se continuar assim, o alviverde fatura o segundo turno também.

Ainda sobre o Paranaense. O Paraná perdeu mais uma, agora para o Arapongas por 1 a 0, e segue sem vencer em 2011. Ricardo Pinto é o novo técnico. Será que salva? Tricolor periga cair para Segundona estadual. No Atlético, Geninho retorna para acertar a equipe.

- E o Grêmio atropelou o Ypiranga por 5 a 0. Jogou muito bem o tricolor. André Lima fez dois. Foi 3 a 0 só na primeira etapa. O Ypiranga até tentou respirar, mas o Grêmio estava demais. Partida quase impecável e classificação para as semifinais do primeiro turno. Justamente contra o Cruzeiro, que eliminou o Inter no sábado.

Volto a dizer aqui: o Grêmio não é genial, mas um time competitivo, capaz de brigar por títulos sem fazer grande barulho. Renato não tem muitas opções, porém encaixou bem a equipe. Olho no Tricolor.

A outra semifinal da Taça Piratini será entre Caxias, que eliminou o Veranópolis por 1 a 0, e São José, que eliminou o Juventude, fora, por 2 a 0.

- No Mineiro, o Cruzeiro venceu o Ipatinga, no sábado, por 2 a 0, com time misto. O Atlético, com dois de Ricardinho, passou pelo Guarani: 4 a 2, e lidera. A vice-liderança é do América, que derrotou o Funorte, por 2 a 1. A Raposa está em terceiro.

- Deu Bahia no clássico contra o Vitória. Boa estreia de Vagner Benazzi no comando do tricolor: 2 a 0, em Pituaçu. Resultado importante para o Bahia, que segue vivo na briga por uma vaga na próxima fase. O Bahia de Feira lidera o grupo 1, enquanto o tricolor é apenas o quinto colocado. O rubro-negro, mesmo com a derrota, lidera o grupo 2.

- No Catarinense, Figueirense e Criciúma decidem o primeiro turno. O Figueira passou pelo Joinville por 3 a 1, em grande atuação de Fernandes. O Criciúma empatou no sábado com a Chapecoense e, como tinha melhor campanha, chegou a final.

- Fechando com o Pernambucano. Santa Cruz e Náutico dividem a liderança após vencerem no final de semana. O tricolor derrotou o surpreendente Central, agora terceiro colocado, por 1 a 0. O alvirrubro bateu o Araripina por 2 a 1, no sábado. O Sport, quinto colocado, venceu do Petrolina, por 3 a 1. O rubro-negro apresentou Marcelinho Paraíba e Vítor, ex-Palmeiras. Agora vai?

Timão decola, Peixe empaca

- No clássico paulista, o Corinthians passou pelo Santos. Timão segue invicto, enquanto o Peixe vê Adilson Batista pressionado. Neymar teve mais uma atuação apagada. Quem acabou decidindo foi Fábio Santos, contestado até aqui.

Primeiro tempo sem grandes emoções mas com dois golaços. Primeiro de Fábio Santos, em bela cobrança de falta. Depois, de Elano, em chutaço de fora da área. Com Neymar e Diogo sem brilho nenhum, o Corinthians foi dominando e chegou à vitória. Fábio Santos, de pênalti, ampliou. No fim, bom passe de Ralf e golaço de Liédson.

Adilson mais uma vez arriscou no time sem Zé Love e Maikon Leite. Talvez foi convencido que Diogo não será o nome ideal para a camisa 9. Se o empate contra o Táchira na quarta-feira já tinha irritado alguns, a derrota ontem já deixa o treinador pressionado. Enquanto isso, o Corinthians não é genial, mas vai conseguindo resultados. E se Liédson não tivesse naturalizado, não seria loucura dizer que conseguiria um lugar na seleção em muito breve.

- No sábado, o São Paulo goleou o Bragantino por 4 a 0. Sem dificuldades, com Fernandinho e Lucas voando. E o Palmeiras ficou apenas no empate contra o Mogi-Mirim. Felipão disse o que todo mundo já viu: falta um camisa 9...

O alviverde lidera com o surpreendente Mirassol e o Corinthians um ponto atrás, e São Paulo e Santos, dois. Domingo tem mais clássico: São Paulo x Palmeiras.

Dia dos goleiros, dia de Felipe

No clássico entre Flamengo e Botafogo, melhor para o rubro-negro. Quem brilhou não foi Loco Abreu ou Ronaldinho Gaúcho. Foram os goleiros. E quem terminou como herói foi Felipe.

Foi um bom jogo. Mais um desse clássico que vai marcando o Carioca. Os dois times arriscavam, com o Flamengo melhor no primeiro tempo, recompensado com o gol de Ronaldo Angelim. No segundo tempo, Joel arriscou com Everton no lugar de Márcio Azevedo e conseguiu o empate, com Loco Abreu.

Jefferson fez ao menos três milagres, fora outras importantes defesas. Felipe fez duas defesas incríveis. Além disso, a sorte ajudou ambos. Provaram para todos que vivem uma grande fase. Jefferson comprovou, sob os olhares de Mano Menezes porque tem vaga na seleção. Felipe mostrou para todos que arrumou o problema da camisa 1 do Fla.

Nos pênaltis, deu Felipe. Duas grandes defesas e a sorte no chute de Renato Cajá para fora colocaram o Flamengo na final da Taça Guanabara. Pela frente, um arrumado Boavista, que merece toda atenção. Mas, o rubro-negro será claramente favorito, mesmo com a zebra andando por aí...

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Agora é com Roth

O Internacional "B" caiu no primeiro turno do Gaúcho diante do Cruzeiro-Poa. Uma queda anunciada. Se o time principal ainda precisa de melhorias, imagine o time B. O treinador Enderson Moreira caiu e a diretoria disse que agora a batata é com Roth e o time principal.

Primeiro tempo sem graça. Gols apenas no segundo tempo. Ricardo Goulart abriu o placar para o Inter. Diego Torres, com colaboração do goleiro Agenor, empatou. Empate que poderia ter saído antes, já que o Cruzeiro pressionava mais.

Pênaltis e vitória do Cruzeiro. Marquinhos e Agenor desperdiçaram para o colorado e o goleiro Fábio garantiu sua equipe nas semifinais do primeiro turno. Agora, é com Roth.

Deu zebra

O Fluminense caiu diante do Boavista nas semifinais da Taça Guanabara. Resultado que liga o sinal de alerta para Muricy. O time não tem convencido. Vive da boa fase de Fred, mas ainda não tem organização. Empate na Libertadores havia demonstrado isso.

Porém, tudo parecia normal. Logo no começo, Marquinho fez bela cobrança de falta a abriu o placar. Mas, na mesma moeda, Tony mandou um balaço de fora e empatou. Em jogo de poucas oportunidades, o Flu desempatou com Fred, sempre ele, em jogada ensaiada de falta.

O Boavista não se intimidou. Jogou como azarão e era melhor. André Luís deixou tudo igual novamente. O tricolor até pressionou, mas sem Fred, o time perde muito em seu poder ofensivo. Parou no goleiro Thiago.

Thiago que tornou-se herói no duelo. Além de trabalhar bem nos 90 minutos, pegou dois pênaltis: o de Conca, adiantado, e Rodriguinho. No fim, 4 a 2 nas penalidades e colocou o Boavista na final da Taça Guanabara.

Um surpresa. Zebra. Chame do que quiser. O fato é: o alerta foi ligado no Fluminense, que não se encaixou de fato em 2011. O Boavista é bem treinado, aproveitou os espaços e a falta de criatividade do Flu e garantiu nos pênaltis sua vaga na final da Guanabara. Também cabe aqui a velha máxima: estadual não vale nada. Mas...

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Com cara de Grêmio

O Grêmio não foi genial, mas venceu do melhor jeito Grêmio de ser. Na raça, na vontade, na pegada. O juizão ajudou no pênalti que originou o primeiro gol. O caminho foi aberto ali, já que o Oriente Petrolero veio fechado, com duas linhas de quatro, marcando muito. Douglas fez e a vitória começou a ser garantida ali.

No segundo tempo, Gílson e o próprio Douglas deram números finais. Um 3 a 0 sem maiores dificuldades. Com Carlos Alberto e Borges, o setor ofensivo ganha qualidade e uma nova cara. Lúcio jogou como segundo volante, mas deve dar lugar para Escudero (que não é aquele do Corinthians, é melhor). Gílson foi uma agradável surpresa. Aliás, os laterais funcionam razoavelmente bem no tricolor.

O Grêmio não é encantador, não é genial e nem joga bonito. Mas joga com sua cara de sempre: pegada, vontade, raça. Isso pode levar o tricolor longe. Ainda mais em uma Libertadores.