





Começa neste final de semana o Campeonato Gaúcho. Para variar um pouco, deve novamente ficar entre Grêmio e Inter. Mesmo que a cabeça de ambos esteja totalmente voltada para a Libertadores. Os rivais não apresentam grande esforço. Pelo menos esse ano mudou o nome das taças. Saí Fabio Koff e Fernando Carvalho e entram Piratini e Farroupilha. Muito melhor.
O Gauchão 2011 segue a mesma fórmula de disputa dos últimos anos. São 16 equipes, divididos em dois grupos. Primeiro turno um grupo enfrenta o outro, segundo turno, os times se enfrentam no mesmo grupo. Em cada um dos turnos, classificam os quatro primeiros de cada grupo, com cruzamento para quartas-de-final, semifinal e final. Os campeões dos turnos se enfrentam na decisão.
Uma rápida passagem pelos times. Quase nada, aliás. Pouca gente chegou, no interior são poucos os rostos conhecidos. Porém, não faltará a raça gaúcha. Isso nunca.
Grêmio: Atual campeão, o tricolor vai com a mesma base que ficou em 4º no Brasileirão. Apenas o atacante Lins, do Criciúma, chegou até agora. É certo que novos nomes virão até a próxima semana.
Mas quem começa o Gauchão é o mesmo time de 2010. Com isso, Victor, Douglas e Jonas seguem como os comandantes do Grêmio em busca do bicampeonato. Renato Gaúcho arrumou a casa em 2010. Quer colher os frutos em 2011.
Internacional: O colorado novamente dividiu a equipe em dois. Os titulares voltam apenas dia 20 das férias. Quem disputa o Gauchão é o time B, formado por jogadores das categorias de base do clube e atletas pouco utilizados por Celso Roth. Tempo para a equipe principal digerir a derrota para o Mazembe no Mundial e focar de vez no bi da Libertadores.
O time é totalmente diferente. Nem Celso Roth será o técnico. Enderson Moreira comanda a equipe, que conta com o goleiro Muriel, os zagueiros Ronaldo Conceição e Ronaldo Alves, o meia Marquinhos e o atacante Guto. Devem se juntar ao time o meia Thiago Humberto e o lateral-direito colombiano Bustos, ambos para manter a forma até ser novamente emprestados ou até mesmo negociados em definitivo.
Resta saber quando os titulares entram na competição – ou se entram. Com o time B, é difícil sonhar com algo.
Caxias: Contando com alguns nomes conhecidos, o Caxias quer surpreender. Chegaram ao time o lateral-direito Patrício, ex-Grêmio e Vasco, o meia Rodrigo Paulista, ex-Inter, e o rodado Lima, atacante que já passou por Atlético (PR), Corinthians, entre outros tantos clubes. Vai dar trabalho.
Juventude: Um time em queda, tanto nas divisões nacionais, quanto na estrutura. Assim é o Juventude. Com orçamento baixo e sem grandes nomes, tenta recomeçar em 2011, após amargar a queda para a Série D do Brasileiro em 2010. Os mais conhecidos do time são volante Jardel e lateral-esquerdo Anderson Pico, ex-Grêmio. A esperança passa pelo atacante Zulu, que estava no futebol sul-coreano. Recomeçar é a palavra no Ju.
Outras equipes: Dificilmente alguém vai aprontar entre os pequenos. A briga promete ser boa pelo título do Interior e por uma vaga nas competições nacionais, como Copa do Brasil e Série D do Brasileiro.
Alguns times têm seus destaques. O São José, simpaticamente conhecido como Zequinha, tem o lateral-esquerdo Chiquinho, ex-Internacional, e o atacante Álvaro Mendez, vindo do Nacional (URU).
No Pelotas, você encontrará Sandro Sotilli, eterno atacante, e Makelele, ele mesmo, ex-Palmeiras e Grêmio. Olho no bom João Paulo, também atacante.
Outro que tem um nome experiente é o Novo Hamburgo, que completa 100 anos em 2011. O destaque é Rodrigo Mendes, ex-Grêmio. O Lajeadense é mais um que comemora o seu centenário neste ano.
Por fim, temos o Porto Alegre, time fundado por Assis. Sim, o irmão e empresário de Ronaldinho Gaúcho. A equipe é comandada por Marcelo Rospide.
Começa neste sábado o Paulistão 2011. Sem muitas novidades, sem grandes atrações, mas com a velha história de “não vale nada, mas todo mundo quer”. A tendência dos times é olha para trás. Seja para buscar algo igual, ou para evitar.
O regulamento é simples. São 20 times, se enfrentando em turno único. Classificam oito para as quartas-de-final, que serão disputados em partida única, assim como a semifinal. A final será disputada em dois jogos.
Vamos para um rápido guia do Paulista:
Americana: O ex-Guaratinguetá. Mais um a seguir o estilo “cigano” de outros clubes. Comandado por Edinho Nazareth, ex-zagueiro da Seleção, do Fluminense, entre outros, a equipe tenta repetir a campanha de 2008, quando chegou às semifinais.
No elenco, os destaques são o lateral-direito Carlinhos, ex-Flu, o volante Sandro, ex-Cruzeiro, o atacante Charles, ex-Bahia, e Fumagalli, meia e cérebro do time. Se a pretensão é repetir o passado, o time precisa mais é tentar se manter na primeira divisão.
Botafogo: Comandado novamente por Roberto Fonseca, espera conquistar novamente o Troféu do Interior. Dá para chegar às quartas-de-final.
Os destaques são o goleiro Júlio César, ex-Santo André, o lateral Eduardo Ratinho, ex-Corinthians, e os atacantes Anselmo, que começou no Palmeiras, Pablo Escobar, ex-Ponte Preta, e André Neles, que já passou por meio mundo.
Bragantino: Nada muda na equipe de Bragança. O técnico, mais uma vez, é Marcelo Veiga, que já levou o time para uma final de Paulistão. A base é a mesma que disputou a Série B do Brasileiro. Pode sonhar com as quartas-de-final.
Destaques: Finazzi, atacante. Bruno Bertucci, lateral, emprestado pelo Corinthians, e Fabrício Carvalho, atacante, que teve destaque no São Caetano, mas teve um problema cardíaco. Tenta dar a volta por cima, e quer fazer isso no Braga. Fique de olho.
Corinthians: O objetivo é a Libertadores. Isso não é segredo. Porém, ganhar um Paulista no “Centenário II – a missão” não seria nada mal. Tite não ganhou muitas caras novas. Apenas peças para compor o elenco.
Chegaram Wallace, zagueiro ex-Vitória, Fábio Santos, lateral ex-Grêmio, Luis Ramírez, meia, ex-Universitário (PER), e o atacante William, ex-Figueirense. Os destaques, claro, são Ronaldo e Roberto Carlos. Mas é o maestro Bruno César quem comando o time.
Grêmio Prudente: Mais uma das equipes itinerantes, o Prudente não quer mais um rebaixamento no currículo. O técnico Rogério Micale perdeu os raros destaques do Brasileirão, como o atacante William José, da Seleção Sub-20. Ano passado o time foi semifinalista. Esse ano, ficar na primeira divisão já está bom demais.
Das caras novas, o destaque (se assim podemos chamar) é Alceu. Sim torcedor palmeirense, Alceu, o “boxeador”. Além dele, são conhecidos o zagueiro Rodrigo Arroz, ex-Flamengo, o meia Francismar, ex-Cruzeiro, e o atacante Rômulo, ex-Guarani. Muito pouco para tentar algo.
Ituano: Com Sérgio Ramirez como técnico e Juninho Paulista nos bastidores, o Ituano tenta incomodar no Paulistão. A aposta é na manutenção de boa parte do elenco do ano passado – onde o time escapou do rebaixamento no fim.
São poucos os rostos conhecidos. O lateral Eder, que passou pelo São Paulo, os meias Clayton Domingues, ex-Vitória, Leandrinho, ex-Ponte, e o atacante Malaquias, ex-Lusa são os mais “famosos”. O time vai brigar mais uma vez para não cair.
Linense: De volta após 54 anos, o Linense não quer apenas passear pela primeira divisão. O técnico Vilson Tadei aposta na empolgação da torcida e em figuras conhecidas para ajudar o time de Lins surpreender.
Os mais conhecidos do elenco são o zagueiro Ediglê, ex-Inter e Lusa, e o atacante Pedrão, ex-Barueri e Goiás. Além deles, Fausto está de volta para ser o homem gol do time. Outros rostos conhecidos (pelo menos para mim) são o goleiro Paulo Musse, o zagueiro André Turatto e o meia Guaru. Vai dar trabalho.
Mirassol: Após incomodar, mas nem tanto nos últimos campeonatos, o Mirassol quer brigar por algo mais esse ano. Comandado por Ivan Baitello, o time trouxe vários reforços e aposta em velhos nomes para dar certo em 2011.
Alguns dos destaques do time são Magal, meia ex-Guaratinguetá, Xuxa, que volta após passagem pelo Santo André, e o atacante Wellington Amorim, ex-Ceará. É esperar pra ver.
Mogi-Mirim: Os holofotes estarão no Mogi-Mirim nesse Paulistão. Afinal, não é sempre que vemos um presidente-jogador. O pentacampeão Rivaldo vai chamar a atenção por isso e, espera-se, pelo futebol que o consagrou tanto. O técnico Antônio Carlos Zago assumiu a responsabilidade de comandar quem o comanda.
Rivaldo terá em campo a companhia de Paulo Isidoro, experiente meia, ex-Fortaleza e o atacante Denílson, que se destacou em 2009 no Mundial de Clubes, pelo Pohang Steelers. Será que dá?
Noroeste: Retornando a elite, o Norusca é mais um na fila para dar trabalho. O técnico Luciano Dias conta com nomes conhecidos de sua torcida para conseguir isso.
Para repetir as boas campanhas de 2006 e 2007, voltaram o volante Hernani e os atacantes Vandinho e Otacílio Neto. Além deles, destaque para Márcio Gabriel, lateral, o zagueiro Halisson, ex-Santos, o volante Francis, ex-Palmeiras, o meia Thiago Marín e o atacante Aleílson, ex-Bahia. Vai tentar uma vaga entre os oito primeiros.
Oeste: Após boa campanha em 2010, o Oeste quer, sob comando de Ademir Fonseca, ir além da nona colocação. Porém, o que tem em mãos é muito pouco para tanto.
São poucos os destaques do time. O meia Fabio Neves, ex-América (RN), tenta comandar o time, que conta com os atacantes Anselmo Ramón, ex-Cruzeiro, e Reinaldo, ex-Guarani, para tentar algo. Vai ter que correr muito para não cair.
Palmeiras: Após um 2010 abaixo de qualquer expectativa, feliz ano novo? É o que o torcedor palmeirense deseja. Mas Felipão não terá vida fácil. O elenco teve poucos reforços. E os que vieram não chegam para ser titulares de cara.
Os poucos reforços são o zagueiro Thiago Heleno, ex-Cruzeiro, o lateral Cicinho, ex-Santo André, e o atacante Adriano “Michael Jackson”, ex-Bahia. Muito pouco. Pelo visto, tudo vai depender dos velhos ídolos Marcos, Valdívia e Kléber para que o Palmeiras chegue além de uma quartas-de-final.
Paulista: Comandado pelo ex-meia Fernando Diniz, o time de Jundiaí tenta vida melhor que o sufoco de 2010. Com um bom tempo de preparação, o treinador acredita em um ano melhor para a equipe.
O destaque é o experiente lateral e meia Baiano, ex-um monte de time e que fez bom Brasileiro pelo Guarani. Além dele, também merecem atenção o zagueiro Eli Sábia, ex-Atlético (PR) e o volante Fernando Miguel, ex-Ipatinga. Deve ficar na marola.
Ponte Preta: A Macaca vem, comandada por Gilson Kleina, sonhando em repetir 2008, quando foi vice-campeão. Com forte investimento, a Ponte pode sim surpreender em 2011.
Para o gol, chegou Marcelo Lomba, ex-Flamengo. Na defesa, o zagueiro Wellington, ex-Botafogo, e os laterais João Paulo, ex-Fluminense, e Amaral, ex-Palmeiras. No meio, os volantes Mancuso e Xaves, ex-Duque de Caxias, e o meia Válber, ex-Avaí. No ataque, Tiago Luís, eterna promessa do Santos. Com essas peças é que a Ponte quer brigar com os grandes em 2011.
Portuguesa: Tem gente falando em título na Lusa. Não é para tanto, mas o elenco é bom e pode sim chegar às semifinais. O técnico Sérgio Guedes quer no mínimo repetir o que fez com a Ponte Preta em 2008. O time ficou no quase em 2009 e 2010. Chegou a vez da Portuguesa?
Os reforços são poucos, mas ótimos. O goleiro Juninho, ex-Paraná, o lateral Marcelo Cordeiro, ex-Botafogo, o volante Ferdinando, ex-Grêmio, e o meia Ivo, ex-Ponte Preta. Junto a eles, Paulo Sérgio, Maurício, Marco Antônio, Heverton e Dodô. Sim, a Lusa pode sonhar alto.
Santo André: Pensar em algo igual 2010 é loucura. Sob o comando de Pintado, o Ramalhão quer mais é, quem sabe, sonhar com uma colocação entre os oito primeiros.
Para tentar isso, os destaques do time são o zagueiro Anderson, ex-Corinthians, Lyon, entre outros, o eterno camisa 9 Nunes, e o atacante Luciano Fonseca. Junto aos reforços, a esperança passa pelos pés Rychely e pelas mãos de Neneca.
Santos: Atual campeão, com a base muito parecida e com bons reforços. Assim é o Santos em busca do bicampeonato Paulista. Adílson Batista deve se preocupar com a Libertadores. Mas, porque não os dois?
Chegaram o goleiro Aranha, ex-Ponte e Galo, o bom lateral Jonathan, ex-Cruzeiro, o volante Charles, que passou pelo Cruzeiro e estava na Rússia, e, a principal contratação, Elano, de volta à Vila Belmiro Some eles com Neymar, Ganso, Arouca e Edu Dracena. Pronto. Está aí um candidato ao título.
São Bernardo: Pela primeira vez na elite do futebol paulista, o Tigre do ABC não quer fazer feio na estreia. Comandado pelo experiente Ruy Scarpino, o São Bernardo montou um time para brigar por uma vaga nas quartas-de-final. Porém, ficar na elite em 2012 será de bom tamanho.
Os destaques do time são o lateral Henrique, com rápida passagem pelo Palmeiras, e os meias Guto e Júnior Xuxa, destaques do Icasa na Série B 2010. Quase nada.
São Caetano: O técnico Toninho Cecílio promete um Azulão comprometido e forte para o Paulista. O time se reforçou e quer ser mais que um mero coadjuvante. Quer incomodar como antes.
Chegaram o zagueiro Júlio Santos, ex-São Paulo, os volante Ricardo Conceição, ex-Vitória, e Souza, ex-Ponte e Palmeiras, o meia Valter Minhoca, aquele ex-Ipatinga, e o atacante Vandinho, ex-Avaí. Ficaram o bom goleiro Luiz, o zagueiro Marcelo Batatais, o volante Augusto Recife e o artilheiro Eduardo. Um bom time para um “barulhento” treinador. Pode dar certo.
São Paulo: Feliz 2011! É o que a torcida tricolor mais quer, após dois anos de jejum. O Paulista é o primeiro da lista que o São Paulo, sob comando de Carpegiani, quer conquistar. A base é a mesma que terminou o ânimo. Porém, a motivação e a cara do treinador dão o ar de novidade ao time.
Reforço mesmo até agora é apenas o lateral Juan, ex-Flamengo. Outro contratado, o atacante William José, ex-Prudente, está na Seleção Sub-20 e se apresenta apenas em fevereiro. A esperança tricolor passa ainda por Rogério Ceni, Alex Silva, Jean, Dagoberto, Lucas e Fernandão. Uma ótima base, mas ainda falta um pouco mais para sonhar com o título.
- Botafogo 1x0 Avaí: Botafogo começou melhor, tendo as melhores oportunidades, principalmente através da bola parada. E foi assim que saiu o gol. Bom cruzamento de Maicossuel e Fabio Ferreira fez de cabeça. O alvinegro seguiu aparecendo com mais perigo no ataque. O Avaí chegava poucas vezes, principalmente no segundo tempo. Em uma delas, o goleiro Jefferson fez uma grande defesa. No mais, domínio do Bota, que chegou perto de ampliar algumas vezes. Porém, teve que se segurar para não sofrer o empate.
Resultado que coloca o Botafogo de vez no G4 e dá moral. É um time arrumado, porém, com limites. Não dá para saber se esse ritmo será mantido até o fim. O Avaí, mesmo com desfalques, deu trabalho. Faltou poder ofensivo. Destaque para o goleiro Jefferson, do Bota, com defesas importantes e seguras.
- Ceará 2x1 Grêmio: Jogo movimentado no Castelão. Logo no começo (40s), cruzamento de Wellington Amorin e William Magrão cabeceou como um atacante para fazer contra: 1 a 0 Ceará. O Grêmio tentou responder e atacava mais. E chegou ao empate graças a outro gol contra, agora de Anderson, desviando contra o próprio patrimônio um escanteio. Aliás, não era noite das defesas, que aprontaram diversas falhas, em ambos os lados. O primeiro tempo ainda teve uma penalidade duvidosa para o Ceará. O zagueiro Fabrício bateu para boa defesa de Victor. O segundo tempo foi do Vovô, que criou boas oportunidades (Washington perdeu um caminhão delas). Em uma delas, Michel mandou uma bomba e Victor fez uma linda defesa. A pressão foi aumentando, enquanto o tricolor gaúcho não assustava. Tudo isso só deu resultado no finalzinho. Geraldo recebeu no meio da área, girou e mandou para as redes, para festa do bom público presente no Castelão.
Merecida vitória do Ceará, que dominou boa parte do jogo e foi recompensado no fim. Mario Sérgio trouxe um novo ar para o time. Não tem a mesma organização de antes da Copa, mas soube se impor. O Grêmio, pelo contrário, desorganizado, sem criatividade e com erros de marcação.
- Goiás 1x2 Grêmio Prudente: Goiás começou melhor, chegando com mais perigo ao gol adversário. Foi assim durante todo o primeiro tempo. Depois do intervalo, o Prudente chegou com perigo e aproveitou. Vanderlei arriscou da entrada da área e mandou no canto do goleiro Harlei. O empate do Goiás veio logo em seguida, com Everton Santos. Porém, o Prudente era melhor, principalmente na bola parada. E em uma delas, Anderson Luís, sozinho e todo atrapalhado, fez o gol da vitória. Nos minutos finais, o Esmeraldino pressionou com tudo, mas parou no goleiro Giovani. Aos 42, Roberto salvou em cima da linha com a mão. Romerito bateu e desperdiçou.
Dois times limitados, que não estão na parte de baixo da tabela em vão. Melhor para o Prudente, que teve mais “sorte”, aproveitando as poucas oportunidades e sendo salvo pelo goleiro no fim. Hoje, é difícil ver um dos dois times além desta situação nessa competição.
- Guarani 0x0 Palmeiras: No Brinco de Ouro, o Guarani tentou, mas parou na defesa palmeirense e nas falhas de finalização. O Verdão chegou com Rivaldo, na cara do gol, mandando no travessão. Só. Marcos apareceu duas vezes, em chutes de fora, com boas defesas. O Bugre foi quem mais levou perigo, dominando boa parte da partida. Principalmente no segundo tempo. Além disso, pediu três pênaltis durante o jogo (a meu ver, em nenhum foi).
Resultado que estaciona os dois times no meio da tabela. Guarani merecia ter vencido o jogo, pelo volume apresentado e pelas oportunidades criadas. Mesmo sem um time forte, é bem montado por Mancini. Destaco a boa partida de Rodrigo Heffner, opção pela direita. Ah, Valdívia estreou pelo Palmeiras, longe do ritmo de jogo. Palmeiras sofre com as poucas opções. E Rivaldo, pentacampeão, vem. Pode anotar. Agora, camisa 9 que é bom, nada...
- Santos 2x0 Atlético/MG: O Santos voltou a apresentar um bom futebol. Com velocidade e criação, principalmente com PH Ganso e Neymar, as coisas voltaram a se encaixar. O Atlético apostou desde o começo no contra-ataque e assustou algumas vezes. O primeiro gol santista veio aos 10 do segundo tempo, após toque de mão na área. Neymar cobrou e fez. Após o gol, o Galo foi ao ataque e por pouco não conseguiu o empate em três chances. Quem passou a apostar no contra-ataque foi o Santos. Assim que Neymar deu belo passe para Danilo, que deu um tapa na bola e mandou no canto, liquidando o placar.
Boa partida na Vila Belmiro. Ganso e principalmente Neymar fizeram a diferença. Danilo surge como boa opção para o lugar de Wesley. Dorival tem um bom elenco nas mãos. Vai brigar pelas primeiras posições. Já Luxemburgo balança no cargo. Arrisco dizer que Luxa não termina o Brasileiro no Galo. É bom o Atlético se cuidar, ou vai penar para escapar do rebaixamento. Tem boas opções no elenco, mas só isso não tem bastado.
- Atlético/PR 1x0 Flamengo: Jogo equilibrado na Baixada. No começo, o time carioca criava mais e chegou com perigo no primeiro tempo, aproveitando as laterais e os espaços da defesa do Atlético. “Só” faltou alguém para balançar as redes. O Furacão aparecia principalmente com Maikon Leite, que na melhor chance mandou uma bomba no travessão. Ele também serviu Paulo Baier, que perdeu um gol incrível. No segundo tempo, o Fla começou mais uma vez assustando e aproveitando os lados do campo. O Atlético dependia de Maikon Leite e Paulo Baier para chegar ao ataque com perigo. E foi em uma cobrança de escanteio fechada de Paulo Baier que Manoel desviou para fazer o gol do jogo.
Flamengo não jogou mal. Não teve um bom atacante. Isso fez a diferença (mais uma vez). Rogério Lourenço tem culpa? Esperar Diogo e Deivid é a melhor opção? Para quem esperou até agora... O jogo foi equilibrado e um empate era o mais justo. Porém, Paulo Baier mostrou porque é o homem da bola parada. Maikon Leite também merece destaque: veloz, abrindo espaços. Precisa aprender a finalizar. Resultado importante para o Furacão respirar.
- Internacional 1x1 Atlético/GO: Com time reserva o Inter não conseguiu se impor sobre o fraco Atlético/GO, mas ao menos arrancou um ponto. Vitor Ferraz, chutando de fora, mandou no canto e abriu o placar para a equipe goiana. O colorado voltou do intervalo buscando um novo ritmo. E conseguiu. Leandro Damião, aproveitando rebote, conseguiu empatar a partida. O Atlético ainda chegou perto do gol da vitória. Porém, ficou provado que a fase não é boa, devido os gols desperdiçados.
Empate sem graça em jogo morno. O Atlético mostrou que não está na lanterna em vão. Até esboçou um domínio na partida, mas falta qualidade. O Inter não foi bem com o time misto, mas percebeu que tem boas opções, como Leonardo e Marquinhos. Com a cabeça no Mundial, Roth deve usar o Brasileiro de laboratório, como é padrão.
- Corinthians 3x0 São Paulo: No Pacaembu, o Corinthians atropelou o São Paulo. O tricolor quase abriu o placar no começo. Só. No restante, domínio corintiano. Com toques rápidos e aproveitando a chegada dos volantes e usando bem as laterais, ficou claro que sairia uma goleada. Aberta com Elias, batendo firme, no canto de Rogério. Ele também fez o segundo, após cruzamento açucarado de Jorge Henrique. O alvinegro dominava facilmente o jogo, tanto na marcação quanto na saída de jogo. Jucilei fez o terceiro, de cabeça. E poderia ser mais. Rogério fez boas defesas, salvando uma goleada ainda maior.
Não esperava uma vitória tão fácil assim. O São Paulo não tinha meio-campo. Aliás, não teve nada nesse domingo. Adílson mantém o mesmo esquema que deu certo com Mano. Elias voltou a ser o ponto de desequilíbrio, fazendo a bola rodar. O Corinthians encostou novamente no Flu e vai brigar pelo título. Pode anotar.
- Vasco 2x2 Fluminense: Um grande clássico no Maracanã. Público incrível, partida com muita movimentação e gols. Nada melhor. Logo no começo, o Flu abriu o placar com Gum, aproveitando rebote após bela defesa de Fernando Prass. Conca quase ampliou em seguida, mas Prass fez mais uma boa defesa. O Vasco passou a se arriscar e Carlos Alberto perdeu uma chance clara. Porém, o camisa 19 se redimiu dando um passe açucarado para Éder Luís marcar. O segundo tempo começou da mesma forma. Flu no ataque, obrigando Fernando Prass trabalhar. A diferença foi que o Vasco marcou primeiro. Fagner, em mais um grande passe de Carlos Alberto e em mais um contra-ataque, virou o placar. O gol acordou o tricolor carioca, que encurralou o Vasco. E assim chegou ao empate. Após pressão na saída de bola vascaína, Felipe e Zé Roberto erraram e Júlio César deixou tudo igual. Deco teve a bola do jogo para marcar logo na estreia. E Carlos Alberto quase fez um golaço. Tudo no finalzinho de um jogaço. Digno dos mais de 80 mil torcedores presentes no Maraca.
Fluminense e Vasco fizeram um dos melhores jogos da competição. Movimentado, com boas jogadas. E com um empate justo pelo futebol apresentado por ambos. O Flu tem um poder ofensivo invejável. O Vasco não tem um grande elenco, mas PC Gusmão vai implantando o mesmo esquema que utilizava no Ceará antes da Copa – e vai dando muito certo. E como é bom ver Conca e Carlos Alberto em um bom dia. O futebol agradece.
- Cruzeiro 0x1 Vitória: Tropeço da Raposa em “casa”. O Vitória mostrou desde o começo que daria trabalho, conseguindo boas chances no primeiro tempo. O Cruzeiro ia procurando espaço na marcação baiana, principalmente com Montillo. O Cruzeiro voltou melhor no segundo tempo, mas Júnior achou espaço no meio da zaga e mandou um balaço, sem chances para Fábio. A defesa cruzeirense ainda tentou entregar o jogo, mas o rubro-negro não aproveitou. Já a Raposa arriscava principalmente de fora. Em uma delas, sobrou rebote para Wellington Paulista, perdendo chance incrível. Thiago Ribeiro foi expulso e complicou mais a vida do time mineiro. Anderson Martins também foi expulso pelo Vitória. Viafára ainda salvou no fim.
Jogando de maneira inteligente, o Vitória conseguiu um importante resultado. Melhor organizado em campo e com boa marcação, venceu com méritos. O Cruzeiro até criou boas oportunidades, mas sem conseguir passar pela marcação baiana. Quando passou, perdeu chances incríveis. É claro que o Cruzeiro tem mais time que o Vitória, porém isso não bastou. Outro detalhe: o Mineirão faz falta para os times mineiros.