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domingo, 31 de julho de 2011

Brasileirão - 13ª rodada - Jogos do Domingo (parte I)

- Avaí 3x2 Corinthians: O Corinthians caiu novamente, agora diante do fraco Avaí. O alvinegro dominou o primeiro tempo. Tirando un susto ou outro do Avaí, o Corinthians pressionou e conseguiu abrir o placar com Émerson. Com bom toque de bola e diante de um time desorganizado, a impressão é que mais uma vitória corintiana viria.

O que veio foi a fumaça. Com ela, a raça do Avaí, que foi em busca do jogo. William empatou logo no começo do segundo tempo. O Corinthians foi para cima, mas quem fez o segundo gol foi Rafael Coelho, virando o jogo.

Rafael Coelho que fez também o terceiro. Um golaço! Pegou a bola no campo de defesa, foi para cima em contra-ataque, sozinho, passou por dois e tocou na saída do goleiro: 3 a 1. Enquanto isso, Felipe ia segurando Émerson Sheik. Jorge Henrique ainda diminuiu no fim. Mas era tarde.

O Corinthians perde mais uma. Foi melhor no primeiro tempo, teve chances de matar o jogo, mas não aproveitou. Viu um Avaí que chegou poucas vezes com perigo, mas soube aproveitar as oportunidades. Perdeu para uma equipe limitada. Jogou como um time limitado. Campeonato embolou, mas o Corinthians ainda tem um jogo a menos- contra o Santos - e três pontos na frente. O Avaí respira, mas segue fraco.

- São Paulo 0x2 Vasco: O Vasco se recupera e segue perto do líder. O São Paulo comandou o primeiro tempo. Várias chances criadas com o trio Dagoberto-Lucas-Rivaldo. Parou em Fernando Prass.

Veio o segundo tempo e o Vasco construiu a vitória em dois lances. Um com Éder Luís em bomba, sem ângulo, no começo da segunda etapa. O São Paulo esfriou. E o Vasco matou o jogo com Felipe, após bela troca de passes.

E Adílson continua no sinal amarelo desde sua estreia no São Paulo. O Vasco matou o jogo em dois lances, mas o São Paulo não jogou no segundo tempo. O Vasco, com um pouco mais de regularidade, estava ainda mais perto da liderança. Quando Diego Souza resolve ir bem, o time joga fácil.

- Fluminense 4x0 Ceará: Goleada tricolor que demorou para ser construída. O Ceará começou bem a partida e deu alguns sustos em Diego Cavalieri. O maior deles com Osvaldo, de frente com o goleiro. Isso até os 35 minutos, quando Fred abriu o placar no primeiro bom lance do tricolor. Heleno foi expulso com um golpe de MMA e a vida do Ceará ficou ainda mais complicada.

O gol de Souza após boa jogada de Carlinhos mostrou que o Flu dominaria a partida. Rafael Sóbis ampliou com boa troca de passes com Fred. Osvaldo ainda mandou uma na trave, para não dizer que o Ceará nada fez. Mas Rafael Moura liquidou de vez o jogo, fazendo 4 a 0. O próprio Rafael Moura e Fred quase fizeram o quinto.

O Fluminense fez um grande segundo tempo. Demorou para dominar o jogo, mas soube aproveitar a vantagem de 1 a 0 e um homem a mais para matar o jogo. Boa partida de Fred. O Ceará não soube aproveitar as oportunidades e foi goleado.

- Internacional 0x0 Atlético (GO): Tropeço colorado em casa e mais um bom resultado do Atlético (GO) fora. Porém, resultado injusto. O Inter foi superior em todo o jogo. Logo no primeiro minuto, Márcio salvou o time goiano duas vezes com belas defesas. O jovem Delatorre teve boas chances e também deu trabalho para o goleiro do Atlético.

O Inter fazia boas trocas de passe e seguia dominando. Muriel só trabalhou de fato em cobrança de falta do Atlético. Rodrigo Moledo quase fez o gol da vitória. E no fim, a cobrança de falta que será discussão pela semana. Ao meu ver, faltou coerência para o árbitro.

Foi do tipo de jogo que poderia ser disputado um dia todo e a bola não entraria para o Inter. Mesmo com o empate e o tropeço, sigo com o pensamento que manter Osmar Loss é uma boa para o Inter. Melhor que Carpegiani. O mesmo sobre Jairo Araújo. O técnico interino fez o time conseguir bons resultados. Vale a aposta.

Brasileirão - 13ª rodada - Jogos do Sábado

- Flamengo 2x0 Grêmio: Ronaldinho realmente voltou. Não foi genial, mas foi decisivo. O Grêmio até começou assustando, mas não conseguiu segurar o camisa 10. O tricolor pressionou no começo do primeiro tempo. Aos poucos o Flamengo cresceu, e Ronaldinho também. Foi dele o cruzamento preciso para Thiago Neves abrir o placar.

O segundo tempo começou fraco. O Grêmio voltou a ameaçar, mas Victor foi brincar na frente de Ronaldinho, que roubou e não perdoou: 2 a 0. E R10 quase fez mais um após cruzamento rasteiro de Léo Moura. No fim, o tricolor quase diminuiu.

O Flamengo começa a convencer. Ainda precisa de vários ajustes - zaga e atacante, por exemplo. Com Ronaldinho e Thiago Neves em sintonia e jogando bem, o time pode ir longe. Diferente do Grêmio, que não jogou mal, mas o resultado não aparece. Situação que precisa ser mudada urgente, ou vai brigar para não cair.

- Cruzeiro 0x1 Botafogo: Loco Abreu voltou, aliviou o peso sobre Caio Júnior e atrapalhou o Cruzeiro. A Raposa começou melhor e dominou parte do primeiro tempo. Mas, aos poucos, o Botafogo foi equilibrando o jogo e teve boas chances, quase sempre passando por Maicossuel.

Veio o segundo tempo e o Cruzeiro colocou Roger no lugar de Gilberto, para dar mais ofensividade e criação ao time. Porém, Loco Abreu apareceu no jogo. Primeiro, deu belo passe para Maicossuel. Depois, chutou forte, de fora, e abriu o placar: 1 a 0. Por pouco não conseguiu ampliar logo depois.

O gol apagou o Cruzeiro. Tentou pressionar no fim, principalmente na bola parada, mas com pouco perigo.

O que acontece com o Cruzeiro? Após bela vitória contra o Corinthians e boa sequência, o time caiu e perde duas seguidas. Foi dominado pelo Atlético (GO) e agora pelo Botafogo. O resultado alivia Caio Júnior. Faltava mesmo um Loco Abreu, um homem de referência na frente. Isso ajudou Maicossuel a jogar mais solto. Resultado importante para o Botafogo, que deve aliviar a pressão sobre time e treinador.

- Palmeiras 3x2 Atlético (MG): Vitória no estilo Felipão: apertado, no sufoco. Foi a volta por cima de Marcos Assunção e Luan. Os dois comandaram a vitória palmeirense. Assunção fez o gol da maneira que mais sabe. Bola parada e ele mandou direto (ou cruzou), sem chances para o goleiro: 1 a 0. Em seguida, Magno Alves girou e bateu para empatar, em bobeada da defesa palmeirense.

O Palmeiras era melhor, utilizando bem Cicinho e Luan pelos lados. Valdívia aos poucos apareceu mais, levando perigo. O Atlético chegava na bola parada, mas parou em Deola.

Segundo tempo e o jogo seguiu equilibrado. E os dois protagonistas apareceram novamente. Marcos Assunção mandou para área e Luan bateu bonito, após rebote da zaga: 2 a 1.

Luan estava em noite inspirada. Foi ele que começou a jogada que terminou no gol de Patrik. Quem pensava em jogo ganho, se enganou. Logo depois do gol, zaga do Palmeiras bagunçada, Werley fez jogadaça e Wesley diminuiu. O Galo pressionou, mas sem sucesso.

Grande vitória do Palmeiras. Bela partida de Luan e Marcos Assunção. Incrível a importância dos dois no time. Luan pode não ser fora do comum, mas tem um grande peso no esquema de Felipão. O Atlético pressionou, mas parou em Deola e na falta de um homem de referência no meio. Nem André deu jeito desta vez. O Galo segue procurando um ideal, cada vez mais difícil de encontrar.

sábado, 30 de julho de 2011

Seleção PB - 12ª rodada

Marcelo Lomba (Bahia); Rafael Cruz (Atlético/GO), Maurício Ramos (Palmeiras), William Rocha (América/MG) e Márcio Azevedo (Botafogo); Luiz Antônio (Flamengo), Carlinhos Paraíba (São Paulo), Rafinha (Coritiba) e Thiago Neves (Flamengo); Ronaldinho (Flamengo) e Neymar (Santos). Técnico: Vanderlei Luxemburgo (Flamengo).

Melhor da rodada: Ronaldinho (Flamengo).

Na melhor rodada até aqui, foi complicado escolher algumas posições. Marcelo Lomba foi fácil, pois fechou o gol contra o Vasco. Rafael Cruz apoiou muito bem e ajudou na vitória contra o Cruzeiro. Na zaga, dois artilheiros que ajudaram seus times. Na esquerda, Márcio Azevedo, um dos raros que foi bem na vitória botafoguense. No meio, Luiz Antônio aparece novamente. Ajudou muito na virada rubro-negra. Carlinho Paraíba também conseguiu destaque na vitória do São Paulo. Rafinha quae levou o Coxa ao empate contra o tricolor. Thiago Neves, bem posicionado, ajudou muito Ronaldinho na épica vitória. Épica também foram as atuações da dupla Ronaldinho e Neymar. Luxemburgo aparece por conseguir organizar o time na fraqueza santista.

Muito abaixo do esperado

Fraca estreia da seleção sub-20 no Mundial. O Egito foi melhor em boa parte do jogo. O Brasil tinha alguns lampejos de criatividade. Assustava mais na bola parada. E foi assim que conseguiu abrir o placar, com o lateral Danilo, do Santos, de cabeça: 1 a 0.

Mesmo com o gol, quem seguiu melhor foi o Egito. A seleção africana assustou em vários lances, principalmente com Ibrahim, Hamdy e Salah. Com tanta pressão, conseguiu o empate. Danilo falhou e Gader deixou tudo igual.

O Brasil continuou sem grande criatividade na partida. Casemiro, Oscar e Coutinho apareceram em alguns lances, mas muito abaixo do esperado. Nem as entradas de Dudu, Negueba e Henrique deram jeito. No fim, o Brasil pressionou, mas sem nenhum sucesso.

A defesa não foi segura e Gabriel Silva apareceu pouco pela esquerda. Casemiro muito abaixo do esperado. Alan Patrick fraco. Coutinho apagado. Oscar até tentou, mas jogar de atacante não é a dele. William se esforçou. Dudu e Negueba até tentaram, mas muito pouco fizeram. Henrique também. Em resumo: prova de que Lucas e Neymar levaram o Brasil nas costas no Sul-Americano.

Em um grupo teoricamente fraco como esse, o Brasil tem obrigação de se classificar. Não dá para tropeçar em Áustria e Panamá - os dois também empataram na estreia, por 0 a 0.

Vale também dizer: muito bom o time do Egito. Toques rápidos, força e várias jogadas ofensivas. Pode ir longe nesse Mundial.

Mais que uma partida, um espetáculo

O jogo entre Santos e Flamengo nos fez ter esperança que existe vida na era do futebol de resultado. Grandes lances, viradas, gols e mais gols, lances polêmicos que não são de arbitragem, poucas faltas... Uma partida memorável que, para os que viram, certamente entrará na galeria de melhores jogos.

Ronaldinho e Neymar brilharam. Mesmo enfrentando duas “peneiras” defensivas, já que as zagas de Santos e Flamengo são muito fracas. Porém, naquele dia, penso que não haveria uma defesa capaz de segura-los.

Ronaldinho precisava disso. Devia uma grande atuação. Uma que remetesse ao bom e velho tempo de Barcelona. E não foi somente pela cobrança de falta. Foi pela determinação, pela habilidade, pela visão e inteligência que um dia o colocaram na galeria de gênios da bola.

Neymar também precisava de uma atuação como esta. Principalmente depois de ficar devendo na Copa América com o Brasil. Utilizou de sua habilidade, velocidade e molecagem para fazer dois e deixar Borges na boa em um.

Jogos assim nós faz lembrar porque o futebol é tão apaixonante. Pouco mais de 25 minutos e 3 a 0 para o Santos, dominando completamente o Flamengo. Menos de cinco minutos depois, e o rubro-negro diminuía para 3 a 2. Não demorou muito e Elano perde um pênalti, vira piada e o Fla empata. Tudo isso em 45 minutos, que valeria qualquer ingresso.

Segundo tempo e o Peixe começa novamente se impondo e Neymar marcando 4 a 3. Porém, Ronaldinho apareceu genial como queremos, e virou para 5 a 4. Ufa!

Confesso que há tempos que não via um jogo tão empolgante. Nada melhor caberia nesse jogo do que a frase do saudoso narrador Fiori Gigliotti: abram as cortinas e começa o espetáculo. Realmente um espetáculo, com os malabarismos de Neymar e as mágicas de Ronaldinho. Para lembrar que o futebol também é arte. Para a alegria do torcedor.

Brasileirão - 12ª rodada - Jogos da quinta

- Vasco 1x1 Bahia: O Bahia continua a fama de "visitante indigesto". Abriu o placar com Reinaldo, que recebeu de Souza após contra-ataque, puxado por Ávine. O Vasco encontrava dificuldade para furar a marcação bem armada pelo tricolor baiano.

Quando conseguiu vazar o bloqueio, O Vasco pressionou. Parou em Marcelo Lomba, que mostrou seguir em boa fase e salvou o Bahia em três lances.

O tricolor baiano melhorou no início do segundo tempo, com maior posse. O árbitro Sandro Meira Ricci ignorou dois pênaltis de Paulo Miranda em Dedé. O Vasco voltou a pressionar e parou em Marcelo Lomba novamente. O Bahia por pouco não liquidou o jogo em duas oportunidades.

Para ajudar a situação, Márcio Careca foi expulso. Mas, logo em seguida, quando tudo parecia perdido, no último lance, Após confusão na área, Élton completou e deixou tudo igual.

O Vasco encontrou muitas dificuldades para passar por um Bahia muito fechado e por um Marcelo Lomba em boa fase. Empatou no sufoco. O time tem encontrado dificuldades para se impor em casa. Por outro lado, o Bahia joga muito bem fora, apostando na marcação e boa saída de jogo.

- Ceará 2x1 Atlético (PR): Sabe a velha máxima do "água mole, pedra dura"? Foi assim que o Ceará conseguiu bater o Atlético. O dois times utilizavam um esquema bem parecido. Ambos com três volantes e usando bem o lado esquerdo de ataque. O Atlético foi mais eficiente. Mádson acertou um chutaço e fez belo gol (o baixinho melhorou com a chegada de Renato Gaúcho).

Aí começou um bombardeio do Ceará. O goleiro Renan Rocha teve muito trabalho. Os ataques vinham de todo o lado. Em dois contra-ataques, um em cada tempo, o Atlético por pouco não fez o segundo.

A pressão cearense continuou. Para ser sincero, aumentou. Renan Rocha ia se segurando como podia e fazia boas defesas. A expulsão de Gustavo complicou um pouco mais a vida do Atlético.

Para piorar, Renan Rocha falhou e Marcelo Nicácio, que entrou no segundo tempo e incendiou o Ceará, empatou o jogo. E o mesmo Nicácio fez o gol da virada, no finalzinho.

Foram incríveis 36 finalizações do Ceará. Com tantas tentativas, o alvinegro conseguiu a virada após muita insistência. Vágner Mancini fez boas mudanças e conseguiu o resultado. O Atlético tentou se segurar, mas não dava. Perdeu as chances de matar o jogo. Com isso, se complicou. Mais uma derrota que deixa o time lá embaixo. E pior: sem grandes sinais de melhora.

Brasileirão - 12ª rodada - Jogos da quarta (parte III)

- Coritiba 3x4 São Paulo: Outro grande jogo nesta rodada. O Coritiba começou muito bem, mandando uma bola na trave e pressionado. Porém isso tudo mudou após a bomba de Carlinhos Paraíba, abrindo o placar para o São Paulo, e mais ainda após Juan aproveitar um chutão e, cara a cara com o goleiro, ampliar: 2 a 0. Não demorou para Dagoberto fazer o terceiro, em grande troca de passes.

Jogo liquidado? Ainda mais com o golaço de Lucas, por cobertura, após vacilo da zaga coxa-branca. Agora sim, jogo liquidado? Não. A pressão do Coritiba começou finalmente dar resultado. Rafinha mandou da entrada da área e diminuiu.

Rafinha aliás era quem carregava o time paranaense. Deu um bolão para Bill fazer o segundo. Bill que perdeu uma chance, mas não duas e fez o terceiro. Voltando em Rafinha, ele provocou ainda a expulsão de Denílson. No fim, ele fez jogada que por muito pouco não resultou no empate.

Um jogão. Uma espécie de bônus na noite de quarta incrível no Brasileirão. O São Paulo não teve grandes chances. Aproveitou as que teve. Soube suportar a pressão do Coritiba, que foi para cima desde o começo. Rafinha apareceu no segundo tempo e quase mudou o jogo. Um 4 a 3 sem grande justiça no Couto Pereira, onde um 4 a 4 seria exatamente o retrato do jogo.

- Figueirense 0x1 Palmeiras: O jogo "chato" da quarta-feira. Partida equilibrada desde o começo. Os dois times arriscavam, mas sem grande perigo.

O Figueira veio mais ofensivo no segundo tempo, enquanto o Palmeiras jogava como sempre, eliminando riscos e buscando o ataque na saída rápida. Maikon Leite mandou uma na trave. Mas o gol veio mesmo na principal arma. Bola parada, Marcos Assunção mandou para área e Maurício Ramos, no susto, fez. O Figueirense pressionou em busca do empate, mas o alviverde segurou a vitória.

Tenho repetido aqui: vencer o Figueira no Orlando Scarpelli não é fácil. Isso dá mais importância para a vitória conquistada pelo Palmeiras. O alviverde jogou no estilo Felipão e conquistou mais três pontos. O Figueirense perdeu a invencibilidade em casa.

Brasileirão - 12ª rodada - Jogos da quarta (parte II - O jogo!)

- Santos 4x5 Flamengo: Elano enfiou um bolão para Borges abrir o placar. Logo no começo. Pouco depois, Ganso deu grande passe para Neymar, que deixou Borges na boa para ampliar. Não demorou e Neymar deixou o seu. Uma pintura, que merece ser chamado de Golaço!

Tudo isso em pouco mais de 25 minutos. Antes, tivemos Deivid perder um gol digno de Inacreditável FC. Mas, o Flamengo aprendeu o lado falho de marcação do Santos. Luiz Antônio e Léo Moura exploraram e Ronaldinho e Thiago Neves diminuíram: 3 a 2 para o Santos.

O primeiro tempo foi eletrizante. Neymar sofreu pênalti. Elano bateu mal e virou comédia. Pior que, em seguida, Deivid empatou o jogo. Tudo isso em 45 minutos, que valeria o ingresso.

Mas, vinham mais 45 minutos. Neymar recebeu e fez 4 a 3 logo de cara. Quando o Santos parecia dominar, apareceu de vez o futebol genial de Ronaldinho. R10 chamou o jogo. Foi para cima. Deu um drible lindo em Edu Dracena antes de mandar por baixo da barreira na falta: 4 a 4.

Neymar seguia inspirado, mas o Santos apagou. E em um contra-ataque mortal, Ronaldinho recebeu com liberdade e bateu sem chances para o goleiro: 5 a 4 Flamengo. Thiago Neves quase fez o 6º - seria outro golaço. Mas ficou nisso.

Um jogo que certamente entra para a história do futebol. Faço uma análise mais completa em outro post. Porém, alguns detalhes aqui: defesas fracas; Ronaldinho e Neymar geniais. Porém, o que definiu foi que R10 teve companhia de Thiago Neves até o fim. Ganso e Borges apagaram e deixaram Neymar sozinho. Isso definiu o jogo.

Alguns lembram: o Flamengo ganhou do Santos na Vila em 2009 e arrancou para o título. Será? Cedo para dizer, mas é uma vitória que pode embalar.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Brasileirão - 12ª rodada - Jogos da quarta (parte I)

- Atlético (MG) 1x0 Fluminense: Gol salvador. Foi realmente isso o gol de André. O primeiro tempo não foi bom. Muitos erros de passe e poucos lances de perigo de ambos os lados. Deu sono.

Veio o segundo tempo. O Galo foi para o ataque e passou a dar trabalho para Diego Cavalieri - que não é nem sombra daquele que jogava no Palmeiras. Assim como o ataque do Atlético não é aquelas coisas. Bem, não era até a entrada de André. Bastou oito minutos em campo e uma estreia perfeita. O oportunismo continua o mesmo. Aproveitou o cruzamento de Magno Alves e fez o gol da vitória.

O Fluminense foi para o tudo ou nada. Assustou, teve três boas chances - a melhor com Fred, perdendo rebote - porém não se salvou da derrota. Mas que falta faz Conca.

Vitória do "ufa" para o Galo. Mas o time ainda segue precisando de muitos ajustes. Só André não salva. O Fluminense segue seu rumo, longe da regularidade e mais longe ainda de jogar bem. É esperar para ver se os reforços suprem a ausência de Conca.

- Botafogo 2x1 Avaí: Mesmo com a vitória, as coisas não andam tranquilas para Caio Júnior. Pior ainda para o Avaí. O time catarinense abriu rapidamente o placar, com Dirceu, na falha de marcação botafoguense.

O Botafogo não conseguia se organizar. Mesmo assim, conseguiu o empate. Jogada de Márcio Azevedo na esquerda e gol de Maicossuel. Porém, mesmo com o empate, o time carioca não conseguia se organizar. O Avaí seguia fechado, mas assustava. E veio a virada botafoguense. Elkeson mandou na área e Herrera fez 2 a 1.

A pressão pelo resultado mudou de lado, já que o Avaí tinha que ir pro tudo ou nada e arrancar pelo menos um empate. Fez o gol, mas anulado pela arbitragem, em lance duvidoso. O Botafogo não arriscava.

O Botafogo venceu, mas a torcida segue insatisfeita. Não jogou bem. Foi mais na vontade e na fragilidade do adversário. O Avaí é muito fraco. Acho que desta vez não tem elenco para se recuperar como em 2009.

- Grêmio 1x1 América (MG): Mais um tropeço do tricolor em casa. Aliás, quem parecia em casa era o América. Pressionou desde o início e conseguiu o gol, com William Rocha. Só assim o Grêmio acordou. O time mineiro recuou e só deu Grêmio, alguns lances claros de gol. A bola teimava em não entrar.

A pressão, que seguiu no segundo tempo, uma hora daria resultado. E o gol saiu com Miralles, aproveitando cobrança de falta. O América só assistia. Porém, a pressão gremista acabou na expulsão de Miralles.

Resultado injusto. Mas isso não muda o placar. O Grêmio sofreu pelo apagão no começo do jogo. O América arrancou o empate porque teve mais sorte do que juízo e pressionou no início. Faz tempo que o tricolor não se impõe em casa. Isso torna as coisas ainda mais difíceis.

- Atlético (GO) 2x0 Cruzeiro: Um Atlético muito bem postado e que soube matar o jogo. Foi assim que vimos o time goiano. Fábio tomou um susto logo no começo, e em sequência Felipe abriu o placar. Joel tentou congestionar o meio. Não deu certo. O Atlético pressionou e ficou muito perto de ampliar.

A bola no travessão logo no começo mostrava que jogo não mudaria no segundo tempo. Montillo até tentou acordar a Raposa, mas sem sucesso. Joel colocou mais um atacante - Reis - e o time mineiro começou a assustar mais. O time goiano se segurava e aposta no contra-golpe. E no fim, Felipe aproveitou mais uma chance e matou a partida.

Bela partida do Atlético. Bem postado, dominou o primeiro tempo, segurou no segundo e matou o jogo. Joel escalou mal o Cruzeiro, foi com cinco homens no meio e Wallyson isolado. Quando tentou mudar, era tarde. Perdeu a chance de embalar após grande vitória contra o Corinthians. Parou no Dragão, que mesmo com elenco limitado, dá trabalho algumas vezes.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Seleção PB - 11ª rodada

Édson Bastos (Coritiba); Nei (Internacional), Gil (Cruzeiro), Chicão (Corinthians) e Junior César (Flamengo); Fabrício (Cruzeiro), Luiz Antônio (Flamengo), Andrezinho (Internacional) e Diego Souza (Vasco); Morro García (Atlético/PR) e Leandro Damião (Internacional). Técnico: Joel Santana (Cruzeiro).

Melhor da rodada: Andrezinho (Internacional).

Édons Bastos garantiu o empate para o Coxa. Nei apareceu muito bem e ajudou na vitória colorada. Gil e Chicão, mesmo adversários, foram firmes seguros na zaga. Junior César foi rara inspiração ofensiva do Fla. Fabrício foi firme e travou o Corinthians. Luiz Antônio, garoto, entrou muito bem e ajudou até no meio. Andrezinho foi o diferencial. Entrou e deu a vitória para o Internacional. Diego Souza foi outro que fez diferença e levou o Vasco para mais uma vitória, mesmo sem Juninho e Felipe. Na frente, os matadores Morro García, que deu o primeiro triunfo atleticano, e Leandro Damião, voltando ao mesmo ritmo do começo do ano. O técnico é Joel, que travou o líder Corinthians e saiu com importante vitória do Pacaembu.