- Atlético (PR) 1x1 Fluminense: Empate polêmico na Baixada. Não foi um grande jogo. Foi brigado, sem grande brilho, sem muitas oportunidades para os dois times. O Atlético perdeu um pênalti. Diego Cavalieri ficou no meio e pegou a cobrança de Cléber Santana. Com Paulo Baier, a arma atleticana era a bola parada, como antes. Morro Garcia fez de mão e o árbitro bem anulou.
O segundo tempo (atrasado pela diarreia de Mariano) continuou igual. Na primeira boa chance, o Atlético abriu o placar. Saída rápida, aproveitando os espaços, e a bola sobrou para Paulo Baier fazer: 1 a 0.
Aí começaram os problemas da arbitragem. Primeiro, Rafael Santos tocou com a mão dentro da área. O árbitro Wagner Reway marcou fora e deu segundo amarelo para o zagueiro do rubro-negro. Abel mudou o time, saiu do esquema com três volantes e só assim melhorou. Colocou Lanzini e Martinuccio e foi para cima. O Atlético se segurava.
E no fim, aos 46, Lanzini caiu na área. Pênalti altamente discutível. Fred cobrou e empatou. Fim de jogo, muita reclamação e confusão.
Jogo ruim. Atlético limitado como sempre. Fluminense recheado de Abel Braga. O Furacão abriu o placar, mas a expulsão de Rafael Santos atrapalhou qualquer chance de sair com a vitória. Ficou fechado, sem saída para o ataque. Pagou o preço. A pressão do Fluminense deu resultado. Arbitragem complicada demais. Não marcou um pênalti mais claro, e deu um duvidoso. Flu segue no G5. Atlético na degola.
- Flamengo 2x1 América (MG): Na raça. Foi assim o fim do jejum do Flamengo no Brasileiro. Quem esperava vida fácil diante do lanterna, se enganou. O América foi perigoso desde o começo. Kempes perdeu o gol mais feito do ano, após bela jogada. Mesmo assim, o time mineiro foi recompensado. Pênalti em cima de Luciano, Kempes bateu e fez: 1 a 0.
O Coelho seguiu melhor. Felipe quase entregou o ouro e também salvou. O Flamengo, nervoso, errava demais e pouco chegava.
Luxa mudou tudo que podia no intervalo. Colocou Diego Maurício, Thomas e Deivid. Assim, o rubro-negro foi para o abafa. Léo Moura finalmente apareceu na direita. Ali era o caminho. Recuado, o América arriscava pouco e contou com as defesas de Neneca.
Mesmo errando muito, uma hora a pressão deu resultado. Boa jogada de Léo Moura e Deivid, de cabeça, empatou: 1 a 1. A pressão aumentou. O América apenas assistia. Diego Maurício, que entrou bem, começou a aparecer com perigo pela esquerda. Neneca seguiu salvando com boas defesas. Salvou até onde deu. Mas Thiago Neves tentou uma, parou no goleiro, e pegou o rebote, de cabeça para virar: 2 a 1.
Ufa. Essa é a sensação do Flamengo. Alívio após dez rodadas sem vencer e ver mais um jogo teoricamente tranquilo ir para o espaço. Venceu utilizando algo que fazia tempo que não era explorado: os lados, as laterais. Léo Moura apareceu no segundo tempo. Diego Maurício (que com um pouco mais de juízo até seria titular) surgiu na esquerda. E assim veio a virada. O América teve chances de matar o jogo. Preferiu se fechar depois do intervalo. Era claro que não aguentaria. Perdeu a melhor chance de respirar. Pode pensar na Série B 2012.
- Santos 2x3 Figueirense: Olha o Figueirense. Mais uma vez surpreendendo. Desta vez, a vitíma foi o Santos, em ascensão. Fez 1 a 0 logo no início, com Júlio César. O Peixe não conseguia entrar na área catarinense. Sem Neymar, faltava criatividade. Mas, o time conta com Borges. Se não dava para entrar na área, ele arriscou de fora e fez: 1 a 1.
Mas, o Figueira estava pronto para aprontar. Em contra-ataque, o bom Wellington Nem recebeu livre, nas costas da zaga, e tranquilo fez o segundo. O Santos seguiu em cima, procurando o gol. Borges perdeu uma, mas Léo empatou, após boa jogada de Felipe Anderson.
Borges seguiu como principal referência no ataque. Era quem arriscava e levava perigo. O Figueirense seguiu no mesmo pensamento: na defesa, esperando um contra-ataque. Isso só aconteceu aos 37. Wellington Nem recebeu mais uma vez livre e foi derrubado por Léo na área. Júlio César cobrou o pênalti e fez: 3 a 2.
Vou ser repetitivo. Faz tempo que escrevo aqui: o Figueirense é um time chato. O mais chato deste Brasileirão. É difícil de perder em casa e sempre apronta fora. Vencer o Santos, embalado, não é tarefa simples. Conseguiu comandado pelos bons Júlio César e Wellington Nem. Está apenas cinco pontos do G5. Do jeito que as coisas andam, sonhar não é nada demais. O Santos perde criatividade sem Ganso e, principalmente, Neymar. Depende muito de Borges. E olha que ele quase resolveu novamente.