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domingo, 20 de novembro de 2011

Seleção PB - 35ª rodada

Márcio (Atlético/GO); Marcos Rocha (América/MG), Leonardo (Atlético/GO), Dedé (Vasco) e Richarlyson (Atlético/MG); Adílson (Grêmio), Marcos Assunção (Palmeiras), Deco (Fluminense) e Luiz Ramírez (Corinthians); Guerrón (Atlético/PR) e Fred (Fluminense).Técnico: Tite (Corinthians).

Melhor da rodada: Fred (Fluminense).

Brasileirão - 35ª rodada - Jogos da Quinta

- Flamengo 0x0 Figueirense: Empata barato para o Flamengo. O rubro-negro teve a melhor chance do jogo no começo. Boa troca de passes e Deivid parou em Wilson, que fez grande defesa. O goleiro do Figueira trabalhou muito bem no primeiro tempo e parou o Flamengo. O trio de arbitragem ainda errou em lance que Ronaldinho sairia sozinho na cara do gol. Porém, após um bom começo, o Fla caiu. Errando muitos passes, custava a chegar ao ataque. O Figueirense esboçou reação, mas sem grande perigo.

Na base do contra-ataque, o Figueira melhorou no segundo tempo. Aproveitou os erros do Flamengo e passou a assustar mais. O rubro-negro, apático, não conseguia chegar. Contou com Paulo Victor para salvar o placar. O goleiro derrubou Wellington Nem na área, mas pegou o pênalti mal cobrado por Aloísio. O Fla não voltou do intervalo.

Empate não foi ruim para o Figueirense, mas saiu com a sensação que poderia ter vencido e colado nos líderes. O Flamengo fez um bom começo de primeiro tempo. E só. Luxa insiste em Renato Abreu. Não é o culpado da história, mas não rende no meio. E a Libertadores pode escorrer pelas mãos. Segue no G5, mas precisa mostrar futebol para continuar ali.

- Santos 1x1 Atlético (GO): Nada de vida fácil para o Peixe, que achou o empate no fim. O Santos começou solto, ofensivo, como esperado. Dominou principalmente em jogadas com Neymar e na bola parada. O Atlético teve apenas um bom lance. E fez o gol. Bida cobrou falta e achou o zagueiro Leonardo, livre, para marcar. Após o gol, o jogo seguiu o mesmo. Santos com domínio do jogo, mandou bola na trave e perdeu novas oportunidades.

A pressão santista continuou após o intervalo. Aumentou após expulsão de Agenor. Parou no goleiro Márcio, com grandes defesas. O Atlético ainda chegou algumas vezes no contra-ataque e pode matar o jogo. Mas o Santos era melhor. Chegava fácil ao ataque. Porém, a bola parecia não querer entrar. Ou esperou um grande lance para isso. O goleiro Márcio seguia parando o ataque do Peixe. Até que, aos 50 (isso, 50), a bola sobrou para Ganso. Tentou o drible, se livrou da marcação e acertou belo chute, no canto.

Placar justo pelas proporções, mas o Santos poderia ter goleado facilmente. Parou na boa marcação do Atlético, na noite inspirada de Márcio e na falta de pontaria. Mas o gol veio. É o tipo de jogo que não importava o placar - pelo menos para o Peixe. Com a cabeça no Mundial, Muricy quer o time solto. Conseguiu. Mas precisa de atenção os espaços que deixa. Empate bom para o time goiano, que dificilmente cai. Aliás, não cai.

- Atlético (MG) 2x1 Coritiba: Galo cada vez mais longe da degola. O Atlético mostrou como seria o seu jogo desde o começo. Usando bem as laterais, iria pressionar do começo ao fim. A defesa do Coritiba quase ajudou marcando contra. Mas coube a Neto Berola abrir o placar. Jogada de Richarlyson pela esquerda e a bola parou nos pés do atacante, dentro da área chutar cruzado: 1 a 0.

A melhor chance do Coxa veio pouco depois do gol. Porém, Everton Costa perdeu um dos gols mais feitos do Brasileirão. Era noite do Atlético. O time mineiro seguia melhor. Pressionava e ficava perto do segundo gol.

Pressão que continuou no segundo tempo. Richarlyson aparecia bem pela esquerda. O Atlético perdeu várias chances de ampliar. E viu o Coxa começar a assustar cada vez mais nos contra-golpes. Justamente aí veio o gol do Galo. Leonardo Silva avançou pelo meio, chutou mal, mas contou com desvio: 2 a 0. Era a noite do Atlético. Nem mesmo o gol de Bill, no fim, estragou.

Cuca fez o improvável para muitos. Salvou o Galo. Muito além disso, fez um grupo bagunçado virar um time depois de 10 meses. E o Atlético vai garimpar ainda uma vaga na Sulamericana. Coxa, mal fora de casa, praticamente entrega os pontos no sonho para Libertadores.

Brasileirão - 35ª rodada - Jogo da Quarta (3ª parte)

- Ceará 0x1 Corinthians: No sufoco, um esquecido fez ser lembrado para levar o Corinthians à vitória. O Ceará foi melhor no primeiro tempo. Osvaldo comandou a equipe. O Vozão pressionou o tempo todo. Julio César salvou o Corinthians.

Tite mudou o time. O Corinthians equilibrou o jogo, mas demorou para se acertar no setor ofensivo. Após os 20 minutos, a partida foi lá e cá. O Corinthians pressinou. O Ceará teve novas chances para abrir o placar. Porém, quem fez o gol foi o time paulista. Luiz Ramirez, esquecido após a expulsão contra o Tolima, na Libertadores, entrou, deu nova cara e recebeu na esquerda. Passou pelo marcador e tocou na saída do goleiro: 1 a 0. Logo após, Júlio César fez duas grandes defesas, garantindo a vitória corintiana.

Considerado um dos "vilões" na queda do Corinthians na Libertadores, Ramírez pode ser lembrado pelo gol que faz o time ficar um passo a frente do Vasco na briga pelo título. O Ceará foi melhor, mas não soube decidir. O papel decisivo ficou nos pés esquecidos do peruano.

- Palmeiras 1x1 Vasco: O gol de Dedé aos três minutos e parecia que o Palmeiras não complicaria a vida do Vasco. Parecia. O alviverde levou perigo ao gol de Fernando Prass, seja nas jogadas com Cicinho e Luan, seja na bola parada com Marcos Assunção. O Vasco chegava nos contra-ataques e nos chutes de longe.

O Vasco voltou melhor do intervalo. Dedé quase iluminou ainda mais sua fase e por pouco não matou o jogo. Mas, o Palmeiras tem uma arma mortal: Marcos Assunção. E, em escanteio cobrado, a bola rebateu e sobrou para Luan deixar tudo igual. A partida ganhou emoção. O Vasco em busca da vitória, pressionou. Mas o empate persistiu.

Nada de entrega. O Palmeiras mostrou melhora novamente, principalmente com Marcos Assunção. Um time limitado precisa de uma arma. E a bola parada é essa arma para o Palmeiras. O Vasco tem Dedé, mas faltou algo mais. Um pouco mais de força, de criação e de presença de área. Vai ter que correr mais pelo título.

- Avaí 0x0 Cruzeiro: Na luta contra o rebaixamento, mais raça que bom futebol. Foram poucas chances de gol. As melhores do Avaí. Fábio apareceu muito bem pelo Cruzeiro.

No segundo tempo, a Raposa apareceu mais no ataque. Farías perdeu um gol feito, em rebote do goleiro Felipe. O Avaí voltou a levar perigo. Mandou duas bolas na trave, ambas em jogadas originadas na direita. A expulsão de Naldo, do Cruzeiro, não mudou o retrato do jogo nos minutos finais.

Avaí rebaixado. Brigou, mas faltou time. Não teve bom planejamento. Vai para Série B em 2012. O Cruzeiro não quer fazer o mesmo caminho. Falta qualidade, mas tem apresentado raça. Porém, não é o suficiente.

sábado, 19 de novembro de 2011

Brasileirão - 35ª rodada - Jogos da Quarta (2ª parte)

- Internacional 1x0 Bahia: Colorado vivo na briga pela Libertadores. O gol de Gilberto no começo deu maior tranquilidade para o Inter. D'Alessandro conduzia o time. O Bahia apostava no estilo de marcação e saída para o jogo. Levou perigo.

Porém, o que chamou a atenção no primeiro tempo foram os erros de Paulo César Oliveira e seus auxiliares. Primeiro, quando o volante Fabinho defendeu cabeçada de Leandro Damião. Nada de pênalti. Depois quando Bolívar solou Dodô. Jogo perigoso é uma questão de interpretação. Mas, a solada criminosa merecia expulsão.

No segundo tempo, o Inter seguiu comandado por D'Ale e Gilberto. O Bahia arriscava nos chutes de fora. No fim, o camisa 10 colorado por pouco não ampliou.

Vitória colorada para colocar o time perto do G5 novamente. D'Alessandro voltou a mostrar bom futebol. O Bahia jogou como sempre. Esperando um erro do adversário. Não veio. Atuação patética da arbitragem. Nada mais.

- Atlético (PR) 1x0 São Paulo: Furacão faz o dever de casa. O gol de Guerrón aos 10 minutos fez o Atlético controlar o jogo. O São Paulo tentou responder em imediato, mas Renan Rocha trabalhou bem. Guerrón aproveitava bem os espaços pelo lado direito. Rogério Ceni teve trabalho.

O Atlético seguiu melhor no segundo tempo. Rogério Ceni continuou aparecendo bem e segurando o time paranaense. O São Paulo chegou poucas vezes. Quando conseguiu, Renan Rocha parou o ataque tricolor.

Atlético cumpre o papel para quem quer escapar da degola. Vencer em casa é fundamental. O time encontrou o ritmo junto com sua torcida. Agora, é entrar na reta final. O São Paulo, apático, ainda não conseguiu se acertar. Pode até brigar pelo G5. Mas, falta bola.

Brasileirão - 35ª rodada - Jogos da Quarta (1ª parte)

- Fluminense 5x4 Grêmio: Um super-jogo precisava de um herói. O duelo dos tricolores é mais uma das partidas que vão entrar para história dos Brasileirões. E quem agradece é o torcedor.

O Fluminense começou no ataque. Deu espaços para o Grêmio subir. Cavalieri "catou borboleta" e Rafael Marques abriu o placar para os gaúchos.

Em busca do empate, o tricolor carioca dominou e foi para cima. Conseguiu o empate com Fred, após cobrança de falta de Marquinho: 1 a 1. O Grêmio passou a aproveitar mais uma vez os espaços. E conseguiu o segundo gol no fim do primeiro tempo. Marquinhos, em falta bem cobrada: 2 a 1 Grêmio.

Veio a segunda etapa. O Grêmio começou melhor. Mas a dupla Deco e Fred apareceu. O meia deu um belo lançamento para o camisa 9 - impedido - marcar o gol de empate: 2 a 2. O domínio carioca seguiu. E Rafael Sóbis acertou um balaço de fora, para virar o placar: 3 a 2. Porém, a máxima seguiu. Fluminense novamente deu espaços e o Grêmio aproveitou. Fez um gol atrás do outro. Primeiro Brandão recebeu cruzamento de Lúcio e empatou novamente a partida. Um minuto depois e Adílson acertou um belo chute: 4 a 3 para os gremistas.

Placar definido? Não. E Fred respondeu na mesma moeda. Logo na sequência, pênalti para Fred bater e fazer: 4 a 4. Mais dois minutos e o camisa 9 do Flu aproveitou bate-rebate e, de virada, virou pela última vez o placar: 5 a 4 Fluminense, quatro vezes Fred.

O Grêmio teve Brandão expulso. E mandou uma bola no travessão no fim, com Douglas. E Fred respondeu na mesma moeda.

Nove gols, quatro bolas na trave. Quatro vezes Fred. No fim das contas, o imortal tricolor foi o Fluminense. Uma partida que lembrou os velhos tempos. Dois times que não se preocuparam - ou não conseguiram - defender. O Grêmio foi guerreiro, mas o Fluminense tinha Fred em dia único. Fez quatro gols e comandou o tricolor carioca. Se a vitória é daquelas que colocam o time rumo ao título, eu não sei. Mas que é digno de quem briga pela taça, isso é.

- América (MG) 2x1 Botafogo: Coelho sobe, Fogão desce. Cada time seguiu na sua fase. O América foi melhor no começo. Teve duas boas oportunidades. No contra-ataque, o Botafogo também pode abrir o placar, ambas com Elkeson. Aí o Coelho resolveu matar o jogo. Na saída errada da defesa botafoguense, bola roubada e Fábio Júnior recebeu na cara de Jefferson, que fez pênalti. Yes, we Kempes fez. Não demorou e a zaga do alvinegro carioca deu mais um vacilo. Kempes deu para Fábio Júnior ampliar: 2 a 0. Se não fosse Jefferson, cabia mais.

Caio Júnior mudou o time, mas a equipe demorou para reagir no segundo tempo. O gol de Loco Abreu deu esperanças. A expulsão de Gilson também. O Botafogo melhorou e poderia sair com o empate, mas o trio de arbitragem anulou gol legal do alvinegro, marcado por Herrera. Nem precisa de replay para ver que Herrera estava em posição legal. O Botafogo pressionou até o fim, explorando as bolas cruzadas na área. O América apenas segurou.

Vitória e esperança para o América, apesar da situação complicada. Derrota, queda de Caio Júnior e o Botafogo precisa arrumar a casa após cinco derrotas em seis jogos. A Libertadores segue uma realidade. Mas é preciso acordar logo.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Seleção PB - 34ª rodada

Fábio (Cruzeiro); Cicinho (Palmeiras), Dedé (Vasco), Bruno Aguiar (Santos) e Eusébio (Ceará); Felipe Bastos (Vasco), Paulinho (Corinthians), Tinga (Internacional) e Wellington Nem (Figueirense); Julio César (Figueirense) e Luís Fabiano (São Paulo). Técnico: Jorginho (Figueirense).

Melhor da rodada: Dedé (Vasco).

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Brasileirão - 34ª rodada - Jogos do Domingo (3ª parte)

- Vasco 2x0 Botafogo: E o novo mito vascaíno decidiu novamente. Mesmo com três volantes, o Vasco demorou para conseguir segurar as descidas do Botafogo. Apostou no contra-ataque. E deu resultado. Jogada pela direita e a bola sobrou do outro lado com Fellipe Bastos, que abriu o placar - Diego Souza, ao meu ver, participa da jogada em impedimento.

O Vasco atropelava no contra-ataque. Diego Souza teve duas boas chances de ampliar. Na melhor delas, o próprio Diego Souza aproveitou lambança de Antônio Carlos com Jefferson e foi derrubado na área. Ele mesmo cobrou, mal, o pênalti e Jefferson defendeu.

O mesmo retrato seguiu na segunda etapa. Éder Luís explorava as costas de Cortês. O Vasco abusava de perder gols. Jefferson fez uma das mais belas defesas deste Brasileirão. Caio Júnior mudou o Botafogo, mas o time não se encontrava.

Aí apareceu Dedé. Roubu a bola no meio, armou e foi para a área completar de cabeça: 2 a 0. Após a expulsão de Rômulo, o Botafogo até esboçou uma melhora. Mas não teve forças.

Vitória que mostra: Vasco vai até o fim pelo título. Ao mesmo tempo que aparenta um Botafogo apenas na briga por Libertadores. O Vasco cresce. O Botafogo parou. O esquema adotado por Cristovão matou o Glorioso. E o contra-ataque foi mortal. Some isso a Dedé, zagueiro que entrará, sem dúvidas, para a história.

- Cruzeiro 1x0 Internacional: Na raça. Foi assim a vitória do Cruzeiro. O Inter teve duas chances de abrir o placar no começo. Não fez e levou o gol. Cruzamento de Wellington Paulista e Farías abre o placar para a Raposa. Mesmo após o gol, o Colorado era melhor. Chegava com boa troca de passes ao ataque, quase sempre pelo lado esquerdo e pelos pés de Tinga. Perdeu boas oportunidades de empatar. O Cruzeiro até chegava, mas o Inter era muito melhor. Porém, nada de gol. Parou em Fábio e nos chutes para fora.

Segundo tempo e o mesmo ritmo. Inter melhor, Fábio trabalhando bem. A expulsão de Elton atrapalhou o Colorado, mas o time gaúcho teve novas chances de empatar. Na melhor delas, Nei mandou no travessão em mais uma jogada de Tinga. Com um a mais, a Raposa equilibrou o jogo e desperdiçou as oportunidades de ampliar.

Resultado justo? Não. O Inter foi muito melhor. Perdeu um caminhão de gols. Poderia golear. Parou em uma das poucas jogadas de ataque do Cruzeiro. Um time que tinha Leandro Guerreiro com a 10. Mas que ganhou na raça. Ainda corre sérios riscos. Mas entendeu que, se falta bola, raça e sorte não pode faltar.

- Atlético (GO) 0x1 Bahia: O gol de Souza no começo, após vacilo gigante da defesa do Atlético, fez o Bahia respirar cada vez mais longe da degola. O jogo foi fraco. Poucas oportunidades, com o Bahia mais ligado e um pouco melhor no primeiro tempo. Após a expulsão de Gílson, do rubro-negro, e Souza, do tricolor, o Atlético acordou.

O Dragão voltou com tudo na segunda etapa. Teve várias chaces de empatar o jogo. Parou em Marcelo Lomba. O Bahia apenas segurou e buscou o contra-ataque.

Bahia vence mais uma e respira. Joel Santana achou a fórmula. O tricolor ganhou um gol. E venceu. O Atlético corre pouco risco, mas precisa acordar. Caiu demais nos últimos jogos.

Brasileirão - 34ª rodada - Jogos do Domingo (2ª parte)

- Ceará 2x3 Santos: Santos derruba o Vozão. Mesmo com o time misto, o Peixe começou melhor e abriu o placar, com Bruno Aguiar. A partir do gol, o Ceará dominou. Foi ao ataque e conseguiu o empate, com Felipe Azevedo, de pênalti. A pressão seguiu e veio a virada. Mais uma jogada de Euzébio e Osvaldo marcou: 2 a 1. E poderia ser mais.

Mas o Santos acordou no segundo tempo. Empatou em mais um gol de Bruno Aguiar. Criou chances para virar. O Ceará não diminuiu e também deu trabalho para Aranha. E o goleiro acabou como heroi. Ele pegou o pênalti cobrado por Nicácio. No contra-ataque, a bola sobrou para Diogo acertar belo chute e virar mais uma vez o placar: 3 a 2. No fim, Aranha salvou mais uma vez e garantiu o resultado.

Mesmo sem pretensões, o Santos embala. E afunda o Ceará. O Vozão se complica e volta ao Z4.

- Grêmio 2x2 Palmeiras: Mais uma vitória que escapa do Palmeiras. E parecia um novo Palmeiras. O jogo não era bom, mas o alviverde era melhor. E quando o Grêmio chegou, o Verdão abriu o placar. Cicinho começou a jogada e aproveitou o rebote de Victor (fez um milagre na cabeçada de Ricardo Bueno): 1 a 0. E poderia ter ampliado ainda no primeiro tempo.

O Palmeiras seguiu melhor na segunda etapa. Usando bem as laterais, chegava com perigo no ataque. E, na volta de Marcos Assunção, retornou a velha arma: bola parada. Assim veio o segundo gol. Assunção, falta, gol: 2 a 0.

O Grêmio não se entregou. O gol não demorou para sair. Boa jogada de Leandro e Brandão diminuiu. Mas o tricolor não dava sinais que conseguiria o empate. Isso até os 45 minutos. A bola sobrou para Fernando, que acertou um chute perfeito: 2 a 2.

Mais uma vez o Palmeiras perde pontos praticamente garantidos. Mais dois pontos que escorrem pelos dedos. O time fez uma boa partida. A melhor depois de muitos jogos. A volta de Marcos Assunção é parte disso. Mas, quando a fase não é boa. O Grêmio pouco fez. Sem criação, assustou pouco. Teve espaço em duas jogadas. Uma diminuiu, e outra empatou. Resultado: alviverde ainda com medo de cair; tricolor é o único de "férias".

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Brasileirão - 34ª rodada - Jogos do Domingo (1ª parte)

- Corinthians 2x1 Atlético (PR): Um começo arrasador e o Corinthians segue líder. Cinco minutos que não deixaram o Atlético respirar. Dois minutos e Paulinho abriu o placar. Mais dois e Émerson ampliou. O domínio corintiano seguiu por todo o primeiro tempo. Melhor em campo, criou boas chances de ampliar. A pressão veio de todos os lados - bola aérea, chute de longe, de perto.

A mudança feita por Antônio Lopes, colocando Nieto, alterou o jogo. Paulo Baier diminuiu logo na volta do intervalo. O Atlético comandava as ações. Nieto por pouco não empatou, em balaço de fora que explodiu no travessão. O Corinthians conseguiu equilibrar, mas o Furacão ficou perto do empate. Restou ao Timão segurar e garantir a vitória.

Liderança mantida. O Corinthians teve um ótimo primeiro tempo. E precisou segurar o Atlético, que voltou como um furacão no segundo tempo. Contou com a sorte e soube segurar o resultado. Líder e jogando bem. Mas dando espaços e pecando na marcação. O Atlético ainda pode escapar. E melhorou muito para conseguir isso.

- Coritiba 2x0 Flamengo: Coxa segura o Flamengo e volta a sonhar com Libertadores. O Coritiba começou bem, viu o rubro-negro assustar, mas soube se impor em casa. Foram várias oportunidades de abrir o placar. Lembrou mais uma vez o Coxa do primeiro semestre: ofensivo e de futebol envolvente. O primeiro gol foi questão de tempo. Leonardo aproveitou escanteio e fez 1 a 0. A marcação do Flamengo era inexistente. A armação também. E o Coritiba ampliou: Maranhão roubou bola de Ronaldinho, avançou, chutou e contou com desvio para bola encobrir Felipe: 2 a 0.

O árbitro errou ao não dar pênalti de Émerson em Ronaldinho. Fato que poderia mudar o jogo ainda no primeiro tempo. O Flamengo equilibrou a partida após o intervalo e passou a levar perigo. Mas o Coxa não diminuiu o ritmo e conseguiu controlar o jogo. Teve chances de ampliar.

Um boa vitória do Coritiba, que voltou a ser o bom time do primeiro semestre. Três vitórias seguidas e chegou mais perto do G5. Não deve pegar uma vaga na Libertadores, mas vai tentar. Como quem está acima acostumou a tropeçar, não é demais sonhar. O Flamengo perdeu, mas não é o fim do mundo. Mas é praticamente o fim do sonho do título.

Brasileirão - 34ª rodada - Jogos do Sábado

- Fluminense 1x2 América (MG): Coelho travesso apronta mais uma. O Fluminense percebeu desde o começo que a vida não seria fácil. O América foi melhor em todo o primeiro tempo. O time mineiro pressionou, Marquinho e Cavalieri salvaram. O goleiro pegou ainda um pênalti de Fábio Júnior. Mas o Coelho seguiu melhor. O atacante perdeu outra bela chance. Mas o sufoco mineiro acabou em gol. Kempes recebeu na área e não perdoou.

O Fluminense não acordou no segundo tempo. O América seguiu melhor. Ficou atrás e aproveitou os vários erros do tricolor para chegar no contra-ataque. Em um deles, Alessandro ficou na cara de Cavalieri e ampliou. Logo depois, Rafael Moura, na raça, diminuiu. O Flu ainda teve uma boa chance de empatar com Fred. O abafa no fim não deu resultado.

O América continua em situação complicada, mas bem menos que antes. Se cair, fez o possível para não acontecer e não se entregou. Se escapar da degola, Givanildo Oliveira será presidente com uma estátua no clube. O time poderia golear o Fluminense. Tricolor apático, sem criatividade. Igual aos tempos quando Abel chegou. Lanzini mal. Apenas um bom reserva.O Flu precisa fazer seu papel em casa. Se não, até a Libertadores escapa.

- Figueirense 2x1 Atlético (MG): Figueira cada vez mais lá em cima. Vitória daquelas que embalam ainda mais o time. Jogo equilibrado no começo, com o Galo um pouco melhor. As primeiras boas chances foram do Atlético. O Figueirense até chegou a equilibrar, mas o time mineiro abriu o placar. Werley aproveitou a cobrança de escanteio e fez 1 a 0 para o Atlético.

O Figueirense foi para cima após o gol. Teve duas chances ainda no 1º tempo, com sua dupla Wellington Nem e Júlio César. A mesma postura seguiu após o intervalo. Sempre chegando pelos pés da sua dupla dinâmica e utilizando muito bem o lado direito de ataque.

Com o domínio, o empate veio rapidamente. Wellington Nem arriscou de fora, a bola pingou na frente do goleiro Renan Ribeiro, que aceitou: 1 a 1. O Atlético até tentou ir ao ataque, mas o time carinense era melhor. Boas trocas de passe no ataque, chutes perigosos e boas oportunidades desperdiçadas. Mas a pressão só voltou a dar resultado no fim.

E quer melhor forma de virada? Eram 42 minutos. Grande jogada de Bruno (mais uma) pela direita e a bola sobrou nos pés de Julio César, livre, mandar para o gol: 2 a 1. Explosão da torcida e do time.

Justiça feita, o Figueirense foi melhor que o Atlético. Buscou o ataque. E volto as repetições. Ganhar do Figueira no Scarpelli não é fácil. Um time muito bem organizado por Jorginho. Grande atuação de Bruno pela direita. Mais uma participação decisiva da dupla Wellington Nem e Julio César. O Figueirense chegou, tomou seu lugar no G5 e pode sim sonhar com Libertadores. Realidade muito perto de acontecer após um segundo turno perfeito e uma série de 13 jogos sem perder.

O Atlético segue respirando bem fora da degola. Mas não pode vacilar. Porém, é um time acertado. Não cai.

- São Paulo 2x0 Avaí: Jogo fraco e vitória tricolor graças a estrela de Luís Fabiano. O Avaí foi um pouco mais perigo no primeiro tempo. Aliás, teve uma rara oportunidade de abrir o placar, defendida por Rogério Ceni. O São Paulo apostou nas bolas aérea e nos chutes de longe. Ambos sem nenhum resultado.

O tricolor voltou melhor no segundo tempo. Na primeira boa jogada, Luis Fabiano ficou com a sobra em jogada de Lucas e abriu o placar. Não demorou e Fabuloso ampliou, aproveitando mais uma sobra, desta vez livre na cara do goleiro. O Avaí ainda mandou uma bola no travessão e deu trabalho para Rogerio Ceni, mas não conseguiu reagir. O São Paulo ainda criou chances para ampliar.

São Paulo vence mas não convence. Time ainda peca na criação e na finalização. O Avaí não teve força e ousadia para vencer. Com isso, Luís Fabiano aproveitou duas sobras para matar o jogo. A Libertadores ainda está perto do Tricolor. O bom futebol, não. E o Avaí, na gangorra de boas e más atuações, dificilmente escapa da degola.