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segunda-feira, 6 de abril de 2009

Rumo as decisões

Mais uma vez no modo "curto e grosso", vamos analisar os jogos do final de semana:

- No Paulistão, as semifinais será, depois de um bom tempo, formado apenas pelos "grandes": Palmeiras x Santos e São Paulo x Corinthians.

Kléber Pereira acordou na hora certa. Depois de passar quase o Paulista todo em jejum, ele desencantou no momento decisivo e levou o Peixe as semifinais. Fez os três na vitória sobre a Ponte, em Campinas.

A Lusa até fez sua parte, mas foi pouco. Venceu o Santo André por 2 a 1 e por pouco não se classificou. Ficam as reclamações de "ajuda" da Federação Paulista ao Santos. Ao meu ver, reclamações justas, mas que não vão adiantar. Mesmo assim fica os parabéns a Portuguesa e Santo André pela ótima campanha.

Na briga pela parte de cima, o Palmeiras passou apertado pelo Botafogo, mas fez seu papel. De virada, venceu com gols de Ortigoza - tem jeito de ser oportunista o paraguaio - e Diego Souza - jogando muito e absolvido para as semifinais. O Verdão vai com a vantagem até o fim do Paulista.


Corinthians e São Paulo ficaram no empate, e pelo mesmo placar: 2 a 2. O Timão saiu perdendo por 2 a 0, mas buscou o resultado, porém jogou muito abaixo. Chicão e Dentinho salvaram. Bom time do Mirassol, que mais uma vez não chegou mas vez boa campanha. Espera=se que com Ronaldo e se Douglas voltar a jogar o que sabe, o Timão venha forte para as semi.

O São Paulo também suou para arrancar um empate contra o São Caetano. Porém, o tricolor estava com o time reserva. E Rogério Ceni falhou nos dois gols do Azulão - principalmente no segundo gol. E quem diria: André Lima fez gol! Aleluia!

E o Bugre caiu.

- No Carioca, também classificaram os quatro "grandes". O Fla-Flu já foi comentado em outro post. Os dois farão uma das semifinais. A outra será entre Vasco e Botafogo. O time da Colina goleou o Bangu (que ainda pensava em se classificar!) por 4 a 0. Pimpão - cada vez melhor - vez dois, o goleirão Tiago fez o seu de pênalti e Alan Kardec fez também e jogou muito ontem. Será ele, com certeza, a referência de área do Vasco.

O Botafogo venceu o Resende pelos mesmos 4 a 0. O trio Reinaldo, Victor Simões e Maicossuel marcaram. Jean Carioca fechou a conta. O time de Ney Franco está a duas vitórias do título Carioca. Não tem jogado tão bem, mas melhorou muito a disposição em campo. Olho no Bota!

- Em Minas, não teve nem graça. Atropelar é muito pouco para dizer o que o Cruzeiro fez com o Tupi. Kléber Gladiador fez a festa e deixou três. Ramires (cadê ele na Seleção, Dunga?) fez dois. Marquinhos Paraná e Fabrício fecharam a conta. O time de Juiz de Fora marcou com Fabrício (contra) e Hugo. Alguém duvida que a Raposa chega à final? E contra o Galo? Eu não.

- No Paranaense, o Atlético venceu o Iraty por 3 a 1, com três gols do "He-Man" Rafael Moura O Furacão é o líder da fase final. Mesma pontuação do Coritiba, que ficou no zero a zero contra o J. Malucelli. Na outra partida, o Nacional empatou com o Cianorte por 2 a 2. Paraná e Paranavaí fecham a rodada.

- No Gauchão foram definidos os semifinalistas da Taça Fábio Koff, o segundo turno. O Inter, que derrubou Celso Roth, vai pegar o Canoar, que venceu nesta segunda-feira o Inter/SM por 2 a 0. Na outra semifinal teremos o clássico de Caxias do Sul, o CaJu. O Caxias passou pelo Veranópolis por 3 a 1. O Juventude venceu o Santa Cruz por 2 a 1.

- Em Pernambuco, o Sport só está contando os dias para levantar a taça. O Leão venceu, de virada, o clássico contra o Santa Cruz: 2 a 1. Marcelo Ramos fez o do Coral. Ciro - joga demais! - e Igor deram a vitória ao rubro-negro na Ilha do Retiro. Para melhorar ainda mais, o Náutico ficou no zero a zero contra o Petrolina. A vantagem do Sport é de três pontos faltando duas rodadas; Alguém ainda tem dúvidas de quem será o campeão? Eu não.

- No Baiano, o Bahia jogou com o time reserva e tomou uma surra do Ipitanga: 4 a 0, fora de casa. O rival Vitória venceu apertado o Vitória da Conquista: 1 a 0, gol de Carlos Alberto. Paulo César Carpegiani negocia para ser o novo técnico do Leão, que garantiu a liderança e vai com vantagem para as semifinais.

- Em Santa Catarina, a Chapecoense venceu o Joinville por 2 a 0, com dois gols do artilheiro Bruno Cazarine. Com a vitória, o Verdão assumiu a vice-liderança com cinco pontos, três a menos que o líder Avaí.

- Pelo Goiano também foram definidas as semifinais: Crac (que perdeu em casa para o Trindade e demitiu o técnico Evair Paulino - aquele mesmo, o matador do Palmeiras) x Goiás (sem Romerito, que operou e fica dois meses fora); Atlético x Itumbiara.

Boa noite.

domingo, 5 de abril de 2009

Estrelas nos clássicos

Tem jogador que mostra ter estrela. Neste domingo, quatro nomes mostraram que tem muito isso. No Fla-Flu, os nomes foram o jovem Allan e o estreiante Émerson. No Grenal, Índio e D'Alessandro mostraram seu brilho. Vamos a análise dos dois grandes clássicos do dia.

- No Beira-Rio, o Inter completou a festa. Nada melhor do que comemorar o centenário vencendo e eliminando o maior rival. Os nomes do jogo: D'Alessandro e Indío. O argentino entrou no segundo tempo e deu um passe magnífico para o zagueiro-artilheiro dos Grenais marcar e dar a vitória ao Colorado.

Celso Roth veio com um meio-campo de maior pegada, com Souza na ala e Réver de volante. Tite veio com a equipe esperada, com D'Alessandro no banco. A primeira boa oportunidade foi tricolor. Lauro saiu jogando errado e Souza chutou forte, de longe. O goleiro colorado foi no canto e espalmou para escanteio. Aos 17, Fábio Santos cruzou na área para Herrera, mas antes da bola chegar ao atacante, o árbitro Leonardo Gaciba marcou pênalti de Kléber em Tcheco. O próprio Tcheco bateu e fez: 1 a 0 Grêmio. Será que colocariam água no chop do Inter? Não. Aos 31, Índio deu um chutão para frente e achou Nilmar, que ganhou de William Thiego na corrida. O zagueiro derrubou o camisa 9 colorado na área: pênalti. Andrezinho bateu forte e fez: 1 a 1. A bola passou embaixo de Victor.

Ambas equipes voltaram iguais para o segundo tempo. O clássico tinha a velha cara de Grenal: disputado, raçudo, com várias divididas e reclamações. Aos 9, Nilmar recebeu lançamento de Andrezinho, ganhou mais uma vez na corrida de Thiego e saiu na cara de Victor. O atacante bateu rasteiro e o goleiro, que saiu muito bem fechando o ângulo, fez a defesa. O Grêmio respondeu aos 12, com Souza cobrando falta no travessão. Aí entrou D'Alessandro, o argentino que sempre se destaca contra o rival. O tricolor passou perto de fazer o segundo, mas mais uma vez parou na trave. Tcheco cobrou falta e Jonas cabeceou no poste. Incrível.

Os dois times ficaram com um a menos em campo: depois de uma confusão que envolveu todo mundo (tipíco de um Grenal), Taison e Rafael Marques foram expulsos. Com mais espaço, aos 32 apareceu os iluminados da noite: D'Alessandro deu um passe genial e achou Indío entre os defensores gremistas. Ele tocou na saída de Victor e mandou pras redes: 2 a 1 Inter! Foi o quinto gol do zagueirão em Grenais. Tem como ter mais estrela em clássicos? No finalzinho, depois de falta cobrada por Tcheco, Fábio Santos apareceu por trás da zaga colorada e, sozinho e com o gol aberto, mandou pra fora. Não era o dia do Grêmio. Festa colorada no Beira-Rio lotado. O centenário não poderia ser comemorado de melhor forma.

Roth - ironicamente aplaudido pela torcida do Inter no começo do jogo - precisa vencer terça-feira o Aurora, pela Libertadores. Se não, um abraço. Dizem que Renato Gaúcho só está esperando o telefone tocar. Porém, é injusto dizer que o Grêmio mereceu perder ou que o técnico teve culpa no resultado. Duas bolas na trave e um gol incrivelmente perdido em um clássico é azar demais. Já Tite vai levando o Inter ao título gaúcho com o time jogando muito bem. E nada como ter um meia habilidoso e um zagueiro artilheiro num clássico. Além de sorte, muita sorte. Sorte que sempre é bem vinda num clássico. Ainda mais num Grenal.

- No Maracanã, Cuca mandou mesmo um time quase todo reserva para o clássico. Parreira veio quase com o time completo. Porém, quem começou melhor em campo foi o Flamengo. Logo no primeiro minuto, Erick Flores recebeu na entrada da área e mandou por cima. Aos 15, Kléberson chutou bem e a bola passou perto do gol de Fernando Henrique. Dez minutos depois, a melhor chance do primeiro tempo. Toró fez grande passe para Fierro, que invadiu a área e bateu cruzado, passando com perigo frente ao gol. O Fluminense só chegou com perigo aos 27, com Thiago Neves. O meia recebeu após boa jogada de Everton Santos, mas foi prensado por Ronaldo Angelim.

Na segunda etapa, Cuca mudou: colocou o jovem Lenon e o estreante Émerson, nos lugares de Jônatas e Egídio. Émerson mostrou que queria aproveitar bem a chance e já começou batendo ao gol, logo aos dois minutos. Aos três, Lenon bateu de fora da área e a bola passou com muito perigo. O Flu chegou aos 10. O meia Conca recebeu de Fred e bateu muito bem, forçando Diego a fazer grande defesa. Parreira tirou Fred, aos 17, e colocou o jovem Allan, o garoto que havia dado a vitória ao tricolor contra o Botafogo. Aos 19, Josiel mandou um ótimo chute da entrada da área e a bola explodiu na trave. O auxiliar marcou - erradamente - impedimento na jogada. O jogo seguiu travado. E aos 32, brilhou a primeira estrela do clássico. Everton Santos - jogou muito bem - passou de calcanhar para Mariano, que cruzou para a área. O garoto Allan se antecipou ao zagueiro e mandou, de primeira, no canto de Diego: 1 a 0 Flu! O garoto é predestinado e desde que veio ao Flu tem feito gols em clássicos. Marcou também no Fla-Flu. è iluminado o garoto que surgiu aqui no Londrina.

Mas, clássico só acaba quando termina, não é mesmo? E esse não foi diferente. O Flu podia ter matado o jogo, duas vezes com Thiago Neves com duas belas defesas de Diego. Aos 43, cara a cara com o goleiro rubro-negro, que salvou. Um minuto depois, Diego fez outra grande defesa em chute do camisa 10 tricolor. Outra máxima de clássico valeu neste: quem não faz... As 48, Fernando Henrique fez ótima defesa. No escanteio, a boal sobrou para Erick Flores, que cruzou para a área. Wellinton desviou de cabeça e Émerson mostrou toda a estrela de estreiante: 1 a 1.

Mesmo atuando com o time reserva, o Fla jogou de igual para igual com o Flu. Amistoso de luxo? Onde? O jogo foi muito disputado. Thiago Neves e Conca demoraram a aparecer, mas quase resolveram. Os destaques do jogo: Diego e Erick Flores pelo rubro-negro, e Everton Santos e Mariano pelo tricolor. Próximo fim de semana tem outro Fla-Flu. Ai Jesus!

Raça e elegância

Domingo com dois grandes clássicos do futebol. Um pode ser considerado o de maior rivalidade e raça. O outro, o mais elegante do país. Ou seja. Hoje tem Grenal. Hoje tem Fla-Flu.

- No Beira-Rio, é decisão. Vale vaga nas semifinais da Taça Fabio Koff, o segundo turno do Campeonato Gaúcho. Aliás, não poderia cair em data mais propícia esse Grenal, com o Inter comemorando seu centenário. Se os colorados querem a vitória para ser a cereja do bolo da festa de ontem, os tricolores querem literalmente jogar água no chop do rival.

A pressão é igual para os dois lados. No Inter, logicamente existe uma pressão pela vitória no "Grenal do centenário". Pelos lados do Grêmio a pressão vem da torcida, principalmente sobre Celso Roth. O técnico ainda terá outro "problema", visto que o time joga na terça-feira pela Libertadores, e o desgaste dos titulares é certo. Só que, pressão por pressão, uma derrota vai sair muito mais caro para o Grêmio, que dará adeus ao Gaúcho.

No Internacional, o único desfalque deve ser D'Alessandro. O argentino se recupera de um problema muscular e deve aparecer apenas no banco de reservas. Andrezinho - que vive bom momento - deve ser o substítuto. No mais, força máxima. Tite aposta na velocidade e na ótima fase da dupla de ataque Taison e Nilmar para explorar a frágil defesa tricolor.

Já no Grêmio, três problemas: Ruy, Douglas Costa e Alex Mineiro estão fora da partida. Além disso, o time joga dois dias depois outra partida importante, desta vez pela Libertadores, contra o Aurora. Todos no Olímpico falam que "não existe clima de revanche". Fale isso para a torcida. Celso Roth confia na experiência de Tcheco e Souza para evitar erros e conseguir triunfar sobre o colorado.

Enfim, mais um Grenal. Partida onde a raça impera, onde o clima é quente durante os 90 minutos. Se Grenal já é assim até em amistoso, imagina em um jogo que é vencer ou vencer? Com certeza, um dos clássicos mais vibrantes e empolgantes do país.

Ficha técnica:

Internacional: Lauro; Bolívar, Indío, Álvaro e Kléber; Sandro, Magrão, Guiñazu e Andrezinho; Taison e Nilmar. Técnico: Tite.
Grêmio: Victor; Léo, Réver e Rafael Marques; Souza, Makelele, Adílson, Tcheco e Fábio Santos; Jonas e Herrera. Técnico: Celso Roth.

Estádio: Beira-Rio.
Árbitro: Leonardo Gaciba da Silva. Auxiliares: Altemir Hausmann e Júlio César dos Santos.

- No Maracanã, o mais charmoso clássico do Brasil. Uma pena transformarem o Fla-Flu em um "amistoso de luxo". O Fla-Flu é grande demais para isso. O que vale em campo é a liderança no grupo de cada um. O Fla é líder no grupo B. O Flu, vice-líder do A.

Pelo Flamengo, Cuca deve vir a campo com sete reservas: Diego, Welinton, Egídio, Toró, Kleberson, Fierro e Jônatas. Ele espera que esses jogadores aproveitem a chance que tantoe esperavam. É fato que não poderia ser em jogo melhor. Ganhar do rival completo é a chance de cair nas graças do treinador e da torcida. Apesar da melhora recente, o Fla ainda está devendo e Cuca sabe disso. Josiel é a esperança de gols do time e a torcida rubro-negra espera que ele mantenha a boa fase das últimas partidas.

No Fluminense, Parreira deve poupar apenas os pendurados com dois amarelos: Edcarlos, Jaílton, Tartá e Maicon. Não acho que ele venha novamente com um time misto, já que jogou dessa forma na quinta-feira, no empate com o Boavista. O artilheiro Fred deve jogar 45 minutos. É o grande trunfo do tricolor para o clássico, embora tenha também na dupla Conca-Thiago Neves uma grande força.

O melhor é que a chance de acontecer um novo Fla-Flu no próximo domingo, pelas semifinais na Taça Rio, são grandes. Então, não chamemos o clássico de hoje como amistoso, mas de prévia. O Fla-Flu é tão grande que faz parte até do hino rubro-negro. É hoje o "ai Jesus"! Com a mesma elegância de sempre. O mais colorido e charmoso clássico do país.

Ficha técnica:

Flamengo: Diego; Everton Silva, Wellinton, Ronaldo Angelim e Egídio; Jônatas, Toró, Kléberson e Fierro; Erick Flores e Josiel. Técnico: Cuca.

Fluminense: Fernando Henrique; Mariano, Cássio, Luiz Alberto e Leandro; Wellington Monteiro, Maurício, Conca e Thiago Neves; Éverton Santos e Fred (Roger). Técnico: Carlos Alberto Parreira.

Estádio: Maracanã.
Árbitro: Marcelo Venito Pacheco. Auxiliares: Dibert Pedrosa Moisés e Hilton Moutinho Rodrigues.

Fim de semana decisivo

Muitas rodadas finais, mutias vagas em jogo e muito time dando adeus ao estadual. Enfim, será um fim de semana decisivo para várias equipes e estaduais pelo Brasil. Antes que perguntem, os clássicos Grenal e Fla-Flu terão um post especial.

- Santos, Portuguesa ou Santo André? Quem ficará com a vaga final para as semifinais do Paulistão? O Peixe visita a Ponte Preta, no Moisés Lucareli. Não basta só vencer, porque se a Lusa ganhar, vai para o saldo de gols. Se perder, um abraço. A Macaca, comandada pela velho Marco Aurélio, vem de uma vitória sobre o Botafogo, fora de casa, com um time só de garotos. Para a partida desse domingo, força (?) máxima. Vágner Mancini vai sem Fabão e Triguinho, suspensos. O fato é: não será fácil pro Peixe.

No Canindé, um "mata-mata". A Lusa precisa ganhar e, se possível, bem. Se vencer, meio caminho foi feito. Vai no minímo para o saldo de gols. Já para o Santo André, tem que vencer e secar o Santos. A Portuguesa terá dois desfalques importantes: Athirson e Marco Antônio, que vem atuando bem. No Ramalhão, Sérgio Guedes quer ser novamente um "intruso" na roda - levou a Ponte para a final ano passado - e terá força máxima. O que o torcedor pode esperar é um jogo aberto, com os dois times buscando o gol, já que um empate pode significar "morrer abraçado". Eu vou estar de olho nessa partida. E acho que a Lusa passa pelo saldo de gols.

Entre o "trio de ferro", um vai secar o outro. Um querendo roubar a posição do outro. Quem vai "mais na boa" é o Palmeiras, que joga em casa contra o Botafogo. A chance de Luxemburgo vir a campo com um time reserva é muito grande, visto que a prioridade é o jogo de quarta-feira, pela Libertadores, contra o Sport. Fabinho Capixaba e Edmílson estão de volta. Pierre e Maurício Ramos estão suspensos. Os reservas deram conta do recado todas as vezes que foram a campo. O Botinha vem de uma derrota em casa para os garotos da Ponte. Enfim, meu palpite: Palmeiras.

O São Paulo vai até Presidente Prudente encarar o São Caetano. Muricy tem apenas 15 jogadores disponíveis para o confronto e já chamou alguns garotos para compor o banco de reservas. São nada mais que cinco suspensos: André Dias, Rodrigo, Jean, Hernanes e Jorge Wagner, além de Borges machucado e Washington pendurado. Vida dura para o tricolor, que enfrenta um Azulão ainda sonhando com a vaga no "torneio do interior". Como o São Paulo deve vir de André Lima no ataque, para mim dá empate. E sobre o "chororô" do São Paulo por causa do jogo ser longe, uma coisa é fato: coisa de criança.

Empate que agradaria o Corinthians, que visita o Mirassol, precisando vencer e torcer pelo tropeço tricolor para assumir a vice-liderança. Ronaldo e Douglas serão poupados, visando as semi. O adversário já está classificado para o torneio do interior, e não a toa. Tem uma boa equipe e mandou Finazzi (!) embora. Jogo duro que deve acabar em empate. E, independente do resultado, o Timão terá um clássico nas semifinais, seja contra São Paulo ou Palmeiras.

E na parte debaixo, o Guarani precisa de um milagre para escapar. Não merecia ficar nessa situação. Tem bons valores, como o lateral Maranhão. O Bugre mais uma vez deve amargar o rebaixamento no Paulista, justo quando tinha conseguido voltar para a Série B do Brasileiro. Uma pena. Salvem o Bugre!

- No Rio, o Botafogo briga pela última vaga nas semifinais. E pode acabar até como líder do grupo B. O time joga fora de casa contra o Resende, reeditando a final da Taça Guanabara. Pra mim, classifica sem maiores dificuldades, apesar de que com o Botafogo... O Vasco joga contra o Bangu, que também sonha com a vaga (tem que ganhar e torcer por um tropeço do Bota). O time de São Januário tenta confirmar a liderança do grupo A e vai sem cinco titulares para a partida: Titi, Fernando, Amaral, Carlos Alberto e Elton. Aliás, que cabelo hein, Carlos Alberto?! E eu achando que já tinha visto de tudo por aí. Dá Vasco.

- Pelo Gauchão, além do Grenal, tem Santa Cruz x Juventude, pela abertura das quartas-de-final. Canoas x Inter/SM e Veranópolis x Caxias jogam na segunda-feira (!) à noite. Tem gente que não gosta de agradar o torcedor.

- Em Minas, o Rio Branco é o primeiro semifinalista. O time venceu facilmente o América - salvem o Coelho! - por 3 a 0 (jogo de ida foi 0 a 0). Márcio Diogo fez os três gols para o time de Andradas, que agora espera o vencedor de Atlético e Uberaba, que só jogam na próxima quarta-feira. Amanhã tem Tupi x Cruzeiro, em Juiz de Fora (jogo de ida: 1 a 0 Cruzeiro). Democrata/GV x Ituiutaba (0x1) fecham as quartas-de-final na quinta-feira, no Mineirão. Isso mesmo, no Mineirão. Mais uma atitude ridícula das federações pelo Brasil. E ninguém faz nada...

- Aqui pelo Paranaense, terceira rodada da fase final. Nacional x Cianorte; Coritiba x J. Malucelli (jogo dos líderes. Jotinha surpreendendo até agora e o Coxa crescendo na hora certa); Atlético x Iraty. Na terça-feira, Paraná x Paranavaí fecham a rodada.

- Pelo Catarinense, o Avaí segue impossível no quadrangular final: 2 a 1 no Críciuma e liderança absoluta. Falta apenas o returno do quadrangular e a vantagem subiu para cinco ponto sobre o Tigre, vice-líder. Os dois times voltam a se enfrentar quarta-feira, mas desta vez no Heriberto Hulse. Mesmo assim, o Avaí está com um pé na final. André Turatto abriu o placar para o time da casa, Kempes empatou, mas Odair, aos 41 do segundo tempo, fez o gol da vitória. Amanhã jogam Chapecoense x Joinville.

- Em Recife, tem clássico pelo Pernambucano. Na Ilha do Retiro jogam Sport e Santa Cruz. Nelsinho não irá poupar por causa da Libertadores e quer vencer para conquistar o segundo turno e matar o campeonato. Para o Coral, as últimas esperanças de manter na briga pelo returno. O Náutico visita o Petrolina, de olho num empate ou derrota do Sport para assumir a liderança. Ainda não é certa a estréia de Waldemar Lemos no comando do Timbu. Faltam apenas três rodadas para o fim do segundo turno.

- Pelo Baiano, segue a perseguição do Bahia ao líder Vitória. O tricolor encara o Ipitanga, fora de casa. O rubro-negro recebe o xará Vitória da Conquista.

- No Campeonato Goiano, fica apenas a indefinição de quem fica na liderança do grupo A. No grupo B, o Goiás confirmou a liderança na sexta-feira, após vencer o Aparecidense, em casa, por 2 a 1. A vice-liderança ficou com o Atlético, que venceu o Jataiense por 3 a 2, fora. No A, a briga é entre Itumbiara e Crac. Os atuais campeões enfrentam o Vila Nova, em Goiânia. Já o Crac tem vida um pouco mais fácil e recebe o Trindade.

Decisão por todo país.

sábado, 4 de abril de 2009

Colorado Centenário

O Sport Club Internacional completa hoje o seu centenário. Não é uma data qualquer. Não é um time qualquer. Um celeiro de craques, um time campeão de tudo, dono de uma das torcidas mais empolgantes que conheço. Assim é o Inter. Dono de um dos mais belos mantos do futebol. O rubro que permeia teu manto é sinal de luta, de garra, de sangue. Sangue que parece ser ainda mais vermelhos quando passa pelas veias de um torcedor colorado.

Inter de tantos craques que corremos o risco de cometer a injustiça de esquecer algum. Porém, alguns são inesquecíveis na memória de qualquer um. Como Paulo Roberto Falcão, craque desde que surgiuem 1973. Ninguém sabia mesclar marcação e saíde de jogo como ele. Ninguém teve uma cara tão colorada.

Com um pulo, saltamos pela história centenária e nos lembramos de Fernandão. Líder, guerreiro, forte é ótimo atacante. É o simbolo da fase "internacional do Internacional". Não a toa foi o capitão que ficará imortalizado por erguer as taças da Libertadores e do Mundial. Voltamos 60, 70 anos para resgatar o grande Tesourinha, ponta-direita que infernizava as defesas adversárias e marcado por fazer gols decisivos.

Dom Elias Figueroa. Desde criança escuto esse nome como quem escuta o de Pelé. Se alguém me pergunta um dos gols que ficaram sempre na minha memória, eu não posso fazer uma lista sem mencionar o gol de Figueroa no Brasileiro de 75, naquele 1 a 0 sobre o Cruzeiro. Sei que o chileno foi muito além disso. Foi símbolo, líder e não a toa é ídolo de qualquer geração.

Se Figueroa imperava pela defesa, um pouco atrás tinha o "Fenômeno". Era assim que o goleirão Manga se "auto-chamava", sem qualquer modéstia. Dono de um posicionamento invejável, atuou apenas 3 anos pelo clube, mas o suficiente para ser um dos símbolos do Colorado.

Aliás, daqueles times que conquistaram o tri-brasileiro na década de 70 e que encatava o Brasil, não faltam jogadores que entraram para a história. Além de Manga, Figueroa e Falcão, tinha Caçapava, Carpegiani, Valdomiro, Flávio, Lula. Escurinho, Jair, Dário, Marinho Perez. Mauro Galvão, Batista. O ponto separa alguns dos que foram imortalizados por fazer parte de uma geração incrível e histórica.

Falta muita gente. Os defensores Oreco, Salvador e Gamarra não poderiam ficar de fora. Cada um fazendo parte de um período da história. Outros grandes nomes que não passariam em branco: a dupla do penta Taffarel e Dunga. Nílson, o artilheiro do Grenal do século. Mais perto, lembramos de atacantes como Nilmar, Rafael Sóbis, Alexandre Pato. Nomes que marcaram a nova geração de torcedores e ajudaram a alavancar o Inter. Mais longe, citamos a dupla Carlitos e Bodinho, do "Rolo Compressor" dos anos 50 (oito títulos gaúchos em nove anos). Os nomes do Mundial: Clêmer, Indío e Iarley. Tem também Alex e D'Alessandro, que conduziram o time na Copa Sul-Americana. São muitos nomes. Passaríamos os 100 facilmente. Um para cada ano seria muito pouco.


Lances inesquecíveis não faltam ao colorado. Além do gol de Figueroa, que citei acima, outro gol que depois que vi não saiu de minha memória foi o de Falcão, em 76, contra o Atlético/MG. Um golaço, fruto de uma jogada toda a meia altura, sem deixar a bola cair. Começou com Figueroa. Falcão e Escurinho deram mais três passes de cabeça e o rei do Beira-Rio mandou para as redes, sem deixar cair. Fantástico.

Campeão do Mundial de Clubes da Fifa,da Libertadores, da Copa e Recopa Sul-Americana. Tri-campeão brasileiro e campeão da Copa do Brasil. 38 vezes campeão Gaúcho. Um multi-campeão. Ou campeão de tudo, como exalta sua fanática torcida.

Parabéns Internacional! Como bem diz o teu hino: "Correm os anos, surge o amanhã. Radioso de luz, varonil. Segue tua senda de vitórias, Colorado das glórias, Orgulho do Brasil!"

"Vibra o Brasil inteiro, com o clube do povo do Rio Grande do Sul!"

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Estaduais: últimas voltas

Começo de abril simboliza que os estaduais vão chegando ao fim. Vamos analisar o meio de semana pelo Brasil. Confesso que vi muito pouco dos jogos, então não esperem análises longas. Será do tipo "curto e grosso".

- No Paulistão, o Palmeiras ficou no empate com o Oeste, em Itápolis, por 1 a 1. Com o resultado, o time comandado por Luxemburgo deixou o São Paulo se aproximar e não confirmou a liderança antecipada. Na última rodada, pega o Botafogo, no Palestra, muito provável que com o time reserva.

- O Corinthians passou tranquilo pelo Ituano por 3 a 0. Ronaldo deixou sua marca. O time enfrenta o Mirassol, fora de casa, pela última rodada. Precisa vencer e torcer para o São Paulo não ganhar, para assim ficar com a vice-liderança e ir com vantagem para as semifinais contra o próprio tricolor.


- Tricolor que venceu apertado o Guarantiguetá, por 2 a 1. Muricy resmungou sobre a mudança do jogo contra o São Caetano ser transferido para Presidente Prudente. Não entendi porque, já que o Azulão pode mandar o jogo para onde entender, sendo mandante. Mas, como disse, ainda não entendi a bronca. O São Paulo precisa vencer, seja pra ficar em primeiro ou segundo, e ir com vantagem para as semifinais.

- No "clássico-decisão" da Vila Belmiro, o Santos venceu a Portuguesa por 1 a 0, gol de Kléber Pereira. Os dois times vão brigar palmo a palmo pela última vaga. O Santos tem uma "vantagem", já que hoje ocupa a quarta colocação e joga contra a Ponte Preta, mas em Campinas. A Lusa recebe o Santo André, que venceu hoje o Barueri por 2 a 1 (com gol aos 44 do segundo tempo). O Ramalhão segue com chances de vaga. Para entender, está assim: Santos e Lusa tem 34 pontos, mas o Peixe tem um gol de saldo a mais. O Santo André tem 33 pontos. Será o "esquenta" do final de semana.

- No Carioca, semana apertada para os grandes. O Flamengo venceu o Americano, em Campos, por 1 a 0 (gol de Juan, de pênalti). Mesmo placar que o Vasco fez para vencer o Macaé, no Maracanã, com gol solitário de Rodrigo Pimpão. Também no Maraca, o Fluminense ficou no empate com o Boavista, quebrando os 100% de Parreira: 2 a 2, com dois gols de Tartá. E o Botafogo venceu o Madureira por 3 a 2, com gol de Túlio Souza no último minuto. Ney Franco falou em "gol do título". Será? Como o Bangu venceu o Tigres por 2 a 1, e o Friburguense bateu o Resende por 1 a 0, a vida do alvinegro não está resolvida.


- Pelo Gaúcho, Inter e Grêmio foram a campo com os times reservas. Resultado: vitória colorada e derrota tricolor. O Inter bateu o Avenida, no Beira-Rio, por 3 a 0, com dois gols de Walter. Já o Grêmio tomou uma goleada do Caxias: 4 a 0, fora de casa. Foi a última rodada do segundo turno, que definiu as quartas-de-final. Destaque: Grenal, no Beira-Rio, nesse domingo.


- Aqui no Paranaense, segunda rodada da fase final: J. Malucelli 3x2 Iraty; Nacional 0x0 Paraná; Coritiba 1x0 Cianorte (gol e bela atuação de Marcos Aurélio); e Atlético 2x0 Paranavaí. O líder é o Coxa, com sete pontos, seguido pelo Jotinha, que tem seis.

- Pelo Pernambucano: o Sport passeou sobre o Cabense, fora, e goleou por 5 a 0; o Santa venceu o Serrano, também fora, por 2 a 0, e segue com esperanças (remotas); e o Náutico, a espera de Waldemar Lemos, bateu o Vitória por 3 a 0, com gol do artilheiro Gilmar. Sport é líder com 22 pontos, Náutico tem 21 e o Santa tem 16. Faltam duas rodadas e, quem somar mais pontos, leva a vaga na final. Se for o Sport, acabou.

- Em SC, a segunda rodada do quadrangular final aconteceu na terça-feira: Avaí 3x1 Joinville e Criciuma 0x0 Chapecoense. o Avaí é líder, com 5 pontos.

- Para encerrar, o Baiano. O Bahia, com vários reservas, bateu com dificuldades o Camaçari, por 2 a 1. E o Vitória goleou o Poções por 4 a 0. O rubro-negro está com quatro pontos de vantagem para o Bahia, mas tem um jogo a mais.

Até mais.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Vitória morna

Incrível como a seleção brasileira anda sem graça. Nem contra o fraco Peru - aliás, a pior seleção dessas eliminatórias - o Brasil conseguiu jogar um futebol que, no minímo, empolgasse. Fez pro gasto. Nem de mais, nem de menos.

A equipe brasileira começou pra cima, pressionando um recuado Peru. Como era previsto. Luís Fabiano, aos 4, teve um gol anulado corretamente. Logo depois, passou pelo goleiro e a bola passou em frente ao gol. Dunga teve que queimar uma alteração aos 11, com a saída de Luisão, machucado, para a entrada de Miranda, que fez sua estréia. Aos 17, Luís Fabiano abriu o placar. Depois de ótimo passe de Daniel Alves, Kaká recebeu e sofreu pênalti. Fabuloso bateu e fez: 1 a 0. Jogando tranquilo, sem ser incomodade e abusando das jogadas pela direita, o segundo gol veio. Aos 27, outra vez Luís Fabiano. Ele recebeu - impedido - um cruzamento de Daniel Alves, matou no peito e mandou pras redes: 2 a 0. Kaká fazia o time rodar, Daniel Alves tinha um corredor pela direita, abusava das tabelas com o próprio Kaká, Elano e Luís Fabiano. O lateral direito teve duas ótimas chances dentro da área. Elano também quase fez o terceiro do Brasil. Miranda, depois de escanteio, mandou por cima. Kaká, de voleio, quase fez um golaço. Ou seja: estava muito fácil.

Eu esperava que Dunga viria pra cima no segundo tempo, com Pato no lugar de Elano ou um dos volantes. Mas, acho que esqueci que o técnico era o Dunga. Mesmo time, um pouco mais apático. Robinho, no começo da segunda etapa, quase fez um belo gol. Aos 15, Luís Fabiano cabeceou esquisito, mas forçou o goleiro peruano a fazer boa defesa. E, depois de uma "apagada" da equipe, veio o terceiro gol. Aos 19, Felipe Melo, mesclando técnica e raça, chegou na cara do gol e não perdoou. Bela jogada: 3 a 0 Brasil.

Pra não dizer que o Peru não atacou, aos 22, Fano mandou uma bola de longe e JúlioCésar, mesmo adiantado, tocou com a ponta dos dedos e viu a bola explodir no travessão. Fora um outro lance em que quase Lúcio fez pênalti, foi só. O susto valeu para - finalmente - Dunga mecher na equipe. Entraram Pato e Ronaldinho Gaúcho nos lugares de Robinho e Elano. O time ganhou movimentação, mas chegou poucas vezes com objetividade. Ronaldinho até tentou em duas cobranças de falta, mas Butrón salvou o Peru. Fim de jogo, 3 a 0 e uns timídos aplausos no Beira-Rio.

Atuações: Júlio César descansou. Quando apareceu, fez grande defesa. Daniel Alves foi o melhor em campo, disparado. Como soube explorar a fragilidade peruana. Apoiou como nunca, abusou das tabelas, apareceu como homem surpresa. Lembrou, finalmente, o Daniel Alves do Barça. Lúcio e Miranda foram firmes quando eram "levemente" pressionados. Kléber não comprometeu, mas só apareceu depois que Ronaldinho Gaúcho entrou. Antes, poucas vezes participou do jogo.

O meio-campo, tão contestado contra o Equador, foi bem. Embora que contra o Peru... Gilberto Silva ainda segue errando passes bobos, mas foi bem. A grande diferença: Felipe Melo jogou mais a frente a partida toda. Muito mais um segundo homem de meio campo do que um volante. É assim que ele sabe jogar. Foi assim que marcou seu primeiro gol com a camisa da seleção. Elano fez muito bem seu papel tático, como em outros jogos. E Kaká comandou o time no meio campo. Joga demais. Sem comentários.

No ataque, Robinho pouco fez, ou quase nada fez. Luís Fabiano, pelo contrário, fez. Além dos dois gols, incomodou, lutou, buscou jogo. Alexandre Pato poderia entrar antes. Ronaldinho Gaúcho também. Não tinha necessidade de esperar tanto para mecher. Ambos deram movimentação ao time, mas nada além.

Enfim: o Peru não joga nada, não serve de referência para dizer quem merece ser titular, convocado ou não. Porém, é visível que o Brasil não empolga mais. Nem mesmo contra um fraco adversário. Isso é preocupante. A última vez que vi a seleção empolgar foi naquel 4 a 1 contra a Argentina, em 2005. Mas, empolgar a torcida, nem ali. Já passou da hora de deixar de jogar os amistosos na Europa e mandar cada vez mais jogos aqui. O torcedor agradece.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

1° de abril?

Recebo a notícia: "a Bolívia venceu a Argentina por 6 a 1!" O que pensar? Será mais uma daquelas (bobas) pegadinhas de 1° de abril? Não, não é. A Argentina de Maradona tomou um vareio nas alturas, com direito a olé e tudo mais. Nem Messi salvou Maradona de sofrer seu primeiro revés frente a seleção argentina - derrota inesquecível, por sinal.

Já disse que não sou a favor de ficar dizendo "é culpa da altitude". Será que a Argentina cansou tão rápido, visto que o primeiro tempo acabou 3 a 1 para os bolivianos? Outro detalhe: Maradona preferiu tirar Aguero e colocar o volante Lucho González, fechando o meio-campo.


A Bolívia foi pra cima desde o começo. Em 11 minutos, a seleção da casa chegou quatro vezes. Na quarta tentativa, Marcelo Moreno abriu o placar. A defesa argentina foi uma catástrofe, desde o início. Os hermanos só chegaram ao empate graças a um frangaço do goleiro boliviano -que tinha feito uma grande defesa antes, em chute de Messi. Lucho González, aos 24, chutou de longe e Carlos Arias aceitou. O jogo era um só: a Bolívia explorando os chutes de longa distância e cruzamento; a Argentina explorando a velocidade da dupla Messi-Tevez. Aos 33, Botero fez de pênalti o segundo gol boliviano. E aos 45, em contra-ataque monstro, o "brasileiro" Alex de Rosa aproveitou cruzamento de Botero e, de cabeça, fez o terceiro.

Na segunda etapa, seguiu a pressão boliviana, sempre com chutes a média e longa distância. Aos 9, Marcelo Moreno cruzou e Botero fez: 4 a 1 Bolívia. Tanto Marcelo, ao receber o lançamento, tanto Botero pareciam impedidos. A situação não era boa para a Argentina e o meia-atacante Di Maria ainda conseguiu a proeza de ser expulso com apenas sete minutos em campo. Expulsão merecida por sinal. Aos 20, Botero recebeu livre e fez o seu hat-trick: 5 a 1. Para fechar, aos 42, Torrico mandou uma pancada, rasteiro: 6 a 1. Histórico. Pela segunda vez a Argentina toma um 6 a 1 (antes, foi na Copa de 58, perdendo pelo mesmo placar para a Tchecoslováquia).

A Argentina não parecia cansada em campo, pelo menos não no primeiro tempo. Mas era um time sem vontade, sem criatividade. A altitude até pode justificar em certo ponto, mas nunca vi os argentinos tão apáticos, e nunca vi ninguém jogando tão mal assim na altitude. Repito: a defsa argetina, formada hoje por Zanetti, Demichellis, Heinze e Papa. foi catastrófica. Outro destaque é que, de longe, foi a melhor exibição da Bolívia em toda a história. Nem quando se classificaram para a Copa em 94 jogavam tanto.

- Ontem, na abertura da rodada, a Venezuela venceu a Colômbia por 2 a 0, gols de Fedor e Arango (belo gol de falta). Hoje, em Quito, o Equador vencia o líder Paraguai - gol de Noboa - até os 47 do segundo tempo, quando Benítez fez o gol de empate. E como perde gol esse Equador, meu Deus! Agora a pouco, Chile e Uruguai empataram em zero a zero, em Santiago.