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segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Brasileirão - 36ª rodada - Jogos do Domingo (1ª parte)

- Corinthians 2x1 Atlético (MG): Adriano finalmente estreou e colocou o Corinthians na liderança. O Timão teve maior posse de bola, mas pegou um Atlético muito bem organizado na marcação. Com isso, o primeiro tempo foi de raras oportunidades para os dois times. Quase nada de chutes a gol.

Porém, este retrato mudou após o intervalo. O Corinthians levou perigo no primeiro lance. O Atlético fez o gol na sua primeira chance. Jogada bem ensaiada. Cobrança de falta. Bernard, Richarlyson, Daniel Carvalho e Leonardo Silva. Um toque de cada um. Galo 1 a 0.

O gol veio justamente quando Tite ia colocar Alex para melhorar o setor de criação. Manteve a mudança e tirou o apagado Danilo. Depois, sacou William, o melhor do time até ali, e colocou Adriano. Torcida chegou a ficar na bronca. Porém, logo perceberam o motivo.

Adriano foi fazer o pivô. Aliviou Liédson na marcação. E o Corinthians começou a criar. Por pouco não levou o segundo gol. Com "dois camisas 9", a bola ficou constantemente na área do Galo. Renan Ribeiro foi realizando grandes defesas. Mas aí, o trio de frente apareceu de vez no jogo.

Tudo mudou em 10 minutos. Primeiro Émerson começou a jogada, achou Alessandro, que cruzou na cabeça de Liédson. Tudo igual no Pacaembu. O empate se arrastava. Até que aos 43, um desarme, uma bola espirrada se transforma em contra-ataque. Émerson engata a 5ª marcha. E espera o momento certo para deixar Adriano na cara do gol, para bater cruzado e virar o placar.

A velha máxima de "vitória com a cara do Corinthians" precisa ser lembrada. Novamente os ingredientes de virada, sofrimento, gol no fim e herói se misturam. Na reta final, pode fazer uma diferença incrível. Adriano é o maior herói corintiano da última semana. Finalmente estreou para a torcida. Tite apostou no Imperador. Ele aliviou a marcação em Liédson no empate e depois fez o gol da vitória. Um gol que, até aqui, valeu toda espera, paciência e investimento.

Dizer que o Corinthians ganhou o Brasileirão com esse gol é precipitado. Mas, com o gol, faltam 04 pontos para o título. Primeiro, o Figueirense, brigando por Libertadores, em Floripa. Depois, o Palmeiras, rival louco para carimbar o título. Não tem vida fácil. Mas tem gordura necessária para ser campeão.

O Atlético não cai. Cuca apostou em uma boa marcação e em uma bola parada. Deu certo. Mas, mudou mal a equipe, deixou o Corinthians pressionar e pagou o preço. Mas, o Galo dificilmente cai. Tem gente pior.

domingo, 20 de novembro de 2011

Brasileirão - 36ª rodada - Jogos do Sábado

- Vasco 2x0 Avaí: Vasco faz seu papel. O Avaí assustou no começo, em uma lambança de ataque e defesa. Serviu para deixar o time vascaíno atento. Após o lance, domínio total da equipe carioca. Ainda mais com a expulsão de Junior Urso, aos 20 minutos. O Vasco foi para cima. Parou em Marcelo Moretto, que fez grandes defesas para salvar o Avaí e segurar a pressão gigante dos cariocas.

Pressão que seguiu após o intervalo. E o gol veio. Grande jogada de Felipe, que limpou o marcador e acertou belo chute de fora: 1 a 0. Sem forças, o Avaí assistia o Vasco jogar. Moretto seguiu trabalhando bem. Éder Luís fazia um carnaval na defesa. O segundo gol foi questão de tempo. Cruzamento da esquerda (mais um) e Élton fez, de cabeça. Após isso, o time vascaíno apenas administrou.

Vasco fez o dever de casa. Venceu o rebaixado Avaí. Agora, secar o Corinthians e dois clássicos pela frente. Situação não é fácil. Mas, jogando bem assim, pode fazer seu papel. O Avaí já tinha caído. Mostrou mais uma vez porque. Exceto a grande atuação de Marcelo Moretto. Sem ele, seria um sacode sem tamanho.

- São Paulo 3x1 América (MG): Sem chances para o Coelho. O São Paulo fez finalmente uma boa atuação e volta a pensar em Libertadores. Com escalação mais ofensiva, o tricolor pressionou boa parte do 1º tempo. Neneca teve trabalho desde o começo e salvou como pode o time mineiro. O América pouco ameaçou. O São Paulo era superior. Abriu o placar com Luís Fabiano, após escanteio cobrado por Dagoberto. A pressão do São Paulo continuou e o segundo gol saiu. Novamente com Luís Fabiano, que recebeu dentro da área e chutou cruzado.

Veio o segundo tempo e Juan matou o jogo logo no começo. Mais uma boa jogada trabalhada no ataque, Luís Fabiano deixou o lateral na boa para empurrar para as redes: 3 a 0. A expulsão de Xandão e o placar fizeram o São Paulo tirar o pé. Com isso, chamou o América para o ataque. O Coelho buscou até chegar ao gol. Alessandro diminuiu.

O São Paulo jogou como há muito tempo não jogava. Venceu, atuou de forma ofensiva, se impôs desde o começo. Não deixou o América aprontar mais uma vez. Venceu e voltou a sonhar com Libertadores. E, pelos tropeços dos adversários, pode sim. Só que, para os dois clássicos - Palmeiras e Santos - precisa de mais bola. O Coelho lutou até o fim, mas caiu. Volta para Série B de cabeça erguida ao menos.

- Grêmio 1x3 Ceará: Vozão segue firme para fugir da degola. Precisando da vitória, o Ceará foi ao jogo com três atacantes. Com posse de bola e boa saída para o ataque, o alvinegro abriu o placar com Felipe Azevedo, após boa jogada de Osvaldo: 1 a 0. Porém, o Grêmio controlou as ações e empatou o jogo, com Douglas. O tricolor não virou o placar porque Fernando Henrique salvou no fim do 1º tempo.

No desespero, o Ceará precisava vencer e foi atrás disso logo na volta do intervalo. Thiago Humberto foi derrubado na área. Felipe Azevedo cobrou e fez: 2 a 1. O Grêmio por pouco não empatou logo na sequência. E não demorou para Felipe Azevedo fazer mais um e praticamente matar o jogo. O atacante entrou do jeito que deu entre a defesa gremista, tentou uma vez, pegou rebote, e chutou. Victor salvou já dentro do gol: 3 a 1. O tricolor gaúcho ainda teve oportunidades de diminuir. Fernando Henrique salvou e Miralles, no fim, perdeu pênalti. O Ceará pode ampliar em contra-ataques. Mas, ficou mesmo no 3 a 1.

Ceará segue na degola. Mas, se não vencesse, já poderia arrumar as malas para Série B. Vitória de quem não entregou os pontos. Agora, decisão contra o Cruzeiro no PV. Se tiver ousadia como neste jogo contra o Grêmio, pode escapar. O tricolor gaúcho apenas espera as férias e, quem sabe, atrapalhar o rival Inter no fim.

Seleção PB - 35ª rodada

Márcio (Atlético/GO); Marcos Rocha (América/MG), Leonardo (Atlético/GO), Dedé (Vasco) e Richarlyson (Atlético/MG); Adílson (Grêmio), Marcos Assunção (Palmeiras), Deco (Fluminense) e Luiz Ramírez (Corinthians); Guerrón (Atlético/PR) e Fred (Fluminense).Técnico: Tite (Corinthians).

Melhor da rodada: Fred (Fluminense).

Brasileirão - 35ª rodada - Jogos da Quinta

- Flamengo 0x0 Figueirense: Empata barato para o Flamengo. O rubro-negro teve a melhor chance do jogo no começo. Boa troca de passes e Deivid parou em Wilson, que fez grande defesa. O goleiro do Figueira trabalhou muito bem no primeiro tempo e parou o Flamengo. O trio de arbitragem ainda errou em lance que Ronaldinho sairia sozinho na cara do gol. Porém, após um bom começo, o Fla caiu. Errando muitos passes, custava a chegar ao ataque. O Figueirense esboçou reação, mas sem grande perigo.

Na base do contra-ataque, o Figueira melhorou no segundo tempo. Aproveitou os erros do Flamengo e passou a assustar mais. O rubro-negro, apático, não conseguia chegar. Contou com Paulo Victor para salvar o placar. O goleiro derrubou Wellington Nem na área, mas pegou o pênalti mal cobrado por Aloísio. O Fla não voltou do intervalo.

Empate não foi ruim para o Figueirense, mas saiu com a sensação que poderia ter vencido e colado nos líderes. O Flamengo fez um bom começo de primeiro tempo. E só. Luxa insiste em Renato Abreu. Não é o culpado da história, mas não rende no meio. E a Libertadores pode escorrer pelas mãos. Segue no G5, mas precisa mostrar futebol para continuar ali.

- Santos 1x1 Atlético (GO): Nada de vida fácil para o Peixe, que achou o empate no fim. O Santos começou solto, ofensivo, como esperado. Dominou principalmente em jogadas com Neymar e na bola parada. O Atlético teve apenas um bom lance. E fez o gol. Bida cobrou falta e achou o zagueiro Leonardo, livre, para marcar. Após o gol, o jogo seguiu o mesmo. Santos com domínio do jogo, mandou bola na trave e perdeu novas oportunidades.

A pressão santista continuou após o intervalo. Aumentou após expulsão de Agenor. Parou no goleiro Márcio, com grandes defesas. O Atlético ainda chegou algumas vezes no contra-ataque e pode matar o jogo. Mas o Santos era melhor. Chegava fácil ao ataque. Porém, a bola parecia não querer entrar. Ou esperou um grande lance para isso. O goleiro Márcio seguia parando o ataque do Peixe. Até que, aos 50 (isso, 50), a bola sobrou para Ganso. Tentou o drible, se livrou da marcação e acertou belo chute, no canto.

Placar justo pelas proporções, mas o Santos poderia ter goleado facilmente. Parou na boa marcação do Atlético, na noite inspirada de Márcio e na falta de pontaria. Mas o gol veio. É o tipo de jogo que não importava o placar - pelo menos para o Peixe. Com a cabeça no Mundial, Muricy quer o time solto. Conseguiu. Mas precisa de atenção os espaços que deixa. Empate bom para o time goiano, que dificilmente cai. Aliás, não cai.

- Atlético (MG) 2x1 Coritiba: Galo cada vez mais longe da degola. O Atlético mostrou como seria o seu jogo desde o começo. Usando bem as laterais, iria pressionar do começo ao fim. A defesa do Coritiba quase ajudou marcando contra. Mas coube a Neto Berola abrir o placar. Jogada de Richarlyson pela esquerda e a bola parou nos pés do atacante, dentro da área chutar cruzado: 1 a 0.

A melhor chance do Coxa veio pouco depois do gol. Porém, Everton Costa perdeu um dos gols mais feitos do Brasileirão. Era noite do Atlético. O time mineiro seguia melhor. Pressionava e ficava perto do segundo gol.

Pressão que continuou no segundo tempo. Richarlyson aparecia bem pela esquerda. O Atlético perdeu várias chances de ampliar. E viu o Coxa começar a assustar cada vez mais nos contra-golpes. Justamente aí veio o gol do Galo. Leonardo Silva avançou pelo meio, chutou mal, mas contou com desvio: 2 a 0. Era a noite do Atlético. Nem mesmo o gol de Bill, no fim, estragou.

Cuca fez o improvável para muitos. Salvou o Galo. Muito além disso, fez um grupo bagunçado virar um time depois de 10 meses. E o Atlético vai garimpar ainda uma vaga na Sulamericana. Coxa, mal fora de casa, praticamente entrega os pontos no sonho para Libertadores.

Brasileirão - 35ª rodada - Jogo da Quarta (3ª parte)

- Ceará 0x1 Corinthians: No sufoco, um esquecido fez ser lembrado para levar o Corinthians à vitória. O Ceará foi melhor no primeiro tempo. Osvaldo comandou a equipe. O Vozão pressionou o tempo todo. Julio César salvou o Corinthians.

Tite mudou o time. O Corinthians equilibrou o jogo, mas demorou para se acertar no setor ofensivo. Após os 20 minutos, a partida foi lá e cá. O Corinthians pressinou. O Ceará teve novas chances para abrir o placar. Porém, quem fez o gol foi o time paulista. Luiz Ramirez, esquecido após a expulsão contra o Tolima, na Libertadores, entrou, deu nova cara e recebeu na esquerda. Passou pelo marcador e tocou na saída do goleiro: 1 a 0. Logo após, Júlio César fez duas grandes defesas, garantindo a vitória corintiana.

Considerado um dos "vilões" na queda do Corinthians na Libertadores, Ramírez pode ser lembrado pelo gol que faz o time ficar um passo a frente do Vasco na briga pelo título. O Ceará foi melhor, mas não soube decidir. O papel decisivo ficou nos pés esquecidos do peruano.

- Palmeiras 1x1 Vasco: O gol de Dedé aos três minutos e parecia que o Palmeiras não complicaria a vida do Vasco. Parecia. O alviverde levou perigo ao gol de Fernando Prass, seja nas jogadas com Cicinho e Luan, seja na bola parada com Marcos Assunção. O Vasco chegava nos contra-ataques e nos chutes de longe.

O Vasco voltou melhor do intervalo. Dedé quase iluminou ainda mais sua fase e por pouco não matou o jogo. Mas, o Palmeiras tem uma arma mortal: Marcos Assunção. E, em escanteio cobrado, a bola rebateu e sobrou para Luan deixar tudo igual. A partida ganhou emoção. O Vasco em busca da vitória, pressionou. Mas o empate persistiu.

Nada de entrega. O Palmeiras mostrou melhora novamente, principalmente com Marcos Assunção. Um time limitado precisa de uma arma. E a bola parada é essa arma para o Palmeiras. O Vasco tem Dedé, mas faltou algo mais. Um pouco mais de força, de criação e de presença de área. Vai ter que correr mais pelo título.

- Avaí 0x0 Cruzeiro: Na luta contra o rebaixamento, mais raça que bom futebol. Foram poucas chances de gol. As melhores do Avaí. Fábio apareceu muito bem pelo Cruzeiro.

No segundo tempo, a Raposa apareceu mais no ataque. Farías perdeu um gol feito, em rebote do goleiro Felipe. O Avaí voltou a levar perigo. Mandou duas bolas na trave, ambas em jogadas originadas na direita. A expulsão de Naldo, do Cruzeiro, não mudou o retrato do jogo nos minutos finais.

Avaí rebaixado. Brigou, mas faltou time. Não teve bom planejamento. Vai para Série B em 2012. O Cruzeiro não quer fazer o mesmo caminho. Falta qualidade, mas tem apresentado raça. Porém, não é o suficiente.

sábado, 19 de novembro de 2011

Brasileirão - 35ª rodada - Jogos da Quarta (2ª parte)

- Internacional 1x0 Bahia: Colorado vivo na briga pela Libertadores. O gol de Gilberto no começo deu maior tranquilidade para o Inter. D'Alessandro conduzia o time. O Bahia apostava no estilo de marcação e saída para o jogo. Levou perigo.

Porém, o que chamou a atenção no primeiro tempo foram os erros de Paulo César Oliveira e seus auxiliares. Primeiro, quando o volante Fabinho defendeu cabeçada de Leandro Damião. Nada de pênalti. Depois quando Bolívar solou Dodô. Jogo perigoso é uma questão de interpretação. Mas, a solada criminosa merecia expulsão.

No segundo tempo, o Inter seguiu comandado por D'Ale e Gilberto. O Bahia arriscava nos chutes de fora. No fim, o camisa 10 colorado por pouco não ampliou.

Vitória colorada para colocar o time perto do G5 novamente. D'Alessandro voltou a mostrar bom futebol. O Bahia jogou como sempre. Esperando um erro do adversário. Não veio. Atuação patética da arbitragem. Nada mais.

- Atlético (PR) 1x0 São Paulo: Furacão faz o dever de casa. O gol de Guerrón aos 10 minutos fez o Atlético controlar o jogo. O São Paulo tentou responder em imediato, mas Renan Rocha trabalhou bem. Guerrón aproveitava bem os espaços pelo lado direito. Rogério Ceni teve trabalho.

O Atlético seguiu melhor no segundo tempo. Rogério Ceni continuou aparecendo bem e segurando o time paranaense. O São Paulo chegou poucas vezes. Quando conseguiu, Renan Rocha parou o ataque tricolor.

Atlético cumpre o papel para quem quer escapar da degola. Vencer em casa é fundamental. O time encontrou o ritmo junto com sua torcida. Agora, é entrar na reta final. O São Paulo, apático, ainda não conseguiu se acertar. Pode até brigar pelo G5. Mas, falta bola.

Brasileirão - 35ª rodada - Jogos da Quarta (1ª parte)

- Fluminense 5x4 Grêmio: Um super-jogo precisava de um herói. O duelo dos tricolores é mais uma das partidas que vão entrar para história dos Brasileirões. E quem agradece é o torcedor.

O Fluminense começou no ataque. Deu espaços para o Grêmio subir. Cavalieri "catou borboleta" e Rafael Marques abriu o placar para os gaúchos.

Em busca do empate, o tricolor carioca dominou e foi para cima. Conseguiu o empate com Fred, após cobrança de falta de Marquinho: 1 a 1. O Grêmio passou a aproveitar mais uma vez os espaços. E conseguiu o segundo gol no fim do primeiro tempo. Marquinhos, em falta bem cobrada: 2 a 1 Grêmio.

Veio a segunda etapa. O Grêmio começou melhor. Mas a dupla Deco e Fred apareceu. O meia deu um belo lançamento para o camisa 9 - impedido - marcar o gol de empate: 2 a 2. O domínio carioca seguiu. E Rafael Sóbis acertou um balaço de fora, para virar o placar: 3 a 2. Porém, a máxima seguiu. Fluminense novamente deu espaços e o Grêmio aproveitou. Fez um gol atrás do outro. Primeiro Brandão recebeu cruzamento de Lúcio e empatou novamente a partida. Um minuto depois e Adílson acertou um belo chute: 4 a 3 para os gremistas.

Placar definido? Não. E Fred respondeu na mesma moeda. Logo na sequência, pênalti para Fred bater e fazer: 4 a 4. Mais dois minutos e o camisa 9 do Flu aproveitou bate-rebate e, de virada, virou pela última vez o placar: 5 a 4 Fluminense, quatro vezes Fred.

O Grêmio teve Brandão expulso. E mandou uma bola no travessão no fim, com Douglas. E Fred respondeu na mesma moeda.

Nove gols, quatro bolas na trave. Quatro vezes Fred. No fim das contas, o imortal tricolor foi o Fluminense. Uma partida que lembrou os velhos tempos. Dois times que não se preocuparam - ou não conseguiram - defender. O Grêmio foi guerreiro, mas o Fluminense tinha Fred em dia único. Fez quatro gols e comandou o tricolor carioca. Se a vitória é daquelas que colocam o time rumo ao título, eu não sei. Mas que é digno de quem briga pela taça, isso é.

- América (MG) 2x1 Botafogo: Coelho sobe, Fogão desce. Cada time seguiu na sua fase. O América foi melhor no começo. Teve duas boas oportunidades. No contra-ataque, o Botafogo também pode abrir o placar, ambas com Elkeson. Aí o Coelho resolveu matar o jogo. Na saída errada da defesa botafoguense, bola roubada e Fábio Júnior recebeu na cara de Jefferson, que fez pênalti. Yes, we Kempes fez. Não demorou e a zaga do alvinegro carioca deu mais um vacilo. Kempes deu para Fábio Júnior ampliar: 2 a 0. Se não fosse Jefferson, cabia mais.

Caio Júnior mudou o time, mas a equipe demorou para reagir no segundo tempo. O gol de Loco Abreu deu esperanças. A expulsão de Gilson também. O Botafogo melhorou e poderia sair com o empate, mas o trio de arbitragem anulou gol legal do alvinegro, marcado por Herrera. Nem precisa de replay para ver que Herrera estava em posição legal. O Botafogo pressionou até o fim, explorando as bolas cruzadas na área. O América apenas segurou.

Vitória e esperança para o América, apesar da situação complicada. Derrota, queda de Caio Júnior e o Botafogo precisa arrumar a casa após cinco derrotas em seis jogos. A Libertadores segue uma realidade. Mas é preciso acordar logo.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Seleção PB - 34ª rodada

Fábio (Cruzeiro); Cicinho (Palmeiras), Dedé (Vasco), Bruno Aguiar (Santos) e Eusébio (Ceará); Felipe Bastos (Vasco), Paulinho (Corinthians), Tinga (Internacional) e Wellington Nem (Figueirense); Julio César (Figueirense) e Luís Fabiano (São Paulo). Técnico: Jorginho (Figueirense).

Melhor da rodada: Dedé (Vasco).

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Brasileirão - 34ª rodada - Jogos do Domingo (3ª parte)

- Vasco 2x0 Botafogo: E o novo mito vascaíno decidiu novamente. Mesmo com três volantes, o Vasco demorou para conseguir segurar as descidas do Botafogo. Apostou no contra-ataque. E deu resultado. Jogada pela direita e a bola sobrou do outro lado com Fellipe Bastos, que abriu o placar - Diego Souza, ao meu ver, participa da jogada em impedimento.

O Vasco atropelava no contra-ataque. Diego Souza teve duas boas chances de ampliar. Na melhor delas, o próprio Diego Souza aproveitou lambança de Antônio Carlos com Jefferson e foi derrubado na área. Ele mesmo cobrou, mal, o pênalti e Jefferson defendeu.

O mesmo retrato seguiu na segunda etapa. Éder Luís explorava as costas de Cortês. O Vasco abusava de perder gols. Jefferson fez uma das mais belas defesas deste Brasileirão. Caio Júnior mudou o Botafogo, mas o time não se encontrava.

Aí apareceu Dedé. Roubu a bola no meio, armou e foi para a área completar de cabeça: 2 a 0. Após a expulsão de Rômulo, o Botafogo até esboçou uma melhora. Mas não teve forças.

Vitória que mostra: Vasco vai até o fim pelo título. Ao mesmo tempo que aparenta um Botafogo apenas na briga por Libertadores. O Vasco cresce. O Botafogo parou. O esquema adotado por Cristovão matou o Glorioso. E o contra-ataque foi mortal. Some isso a Dedé, zagueiro que entrará, sem dúvidas, para a história.

- Cruzeiro 1x0 Internacional: Na raça. Foi assim a vitória do Cruzeiro. O Inter teve duas chances de abrir o placar no começo. Não fez e levou o gol. Cruzamento de Wellington Paulista e Farías abre o placar para a Raposa. Mesmo após o gol, o Colorado era melhor. Chegava com boa troca de passes ao ataque, quase sempre pelo lado esquerdo e pelos pés de Tinga. Perdeu boas oportunidades de empatar. O Cruzeiro até chegava, mas o Inter era muito melhor. Porém, nada de gol. Parou em Fábio e nos chutes para fora.

Segundo tempo e o mesmo ritmo. Inter melhor, Fábio trabalhando bem. A expulsão de Elton atrapalhou o Colorado, mas o time gaúcho teve novas chances de empatar. Na melhor delas, Nei mandou no travessão em mais uma jogada de Tinga. Com um a mais, a Raposa equilibrou o jogo e desperdiçou as oportunidades de ampliar.

Resultado justo? Não. O Inter foi muito melhor. Perdeu um caminhão de gols. Poderia golear. Parou em uma das poucas jogadas de ataque do Cruzeiro. Um time que tinha Leandro Guerreiro com a 10. Mas que ganhou na raça. Ainda corre sérios riscos. Mas entendeu que, se falta bola, raça e sorte não pode faltar.

- Atlético (GO) 0x1 Bahia: O gol de Souza no começo, após vacilo gigante da defesa do Atlético, fez o Bahia respirar cada vez mais longe da degola. O jogo foi fraco. Poucas oportunidades, com o Bahia mais ligado e um pouco melhor no primeiro tempo. Após a expulsão de Gílson, do rubro-negro, e Souza, do tricolor, o Atlético acordou.

O Dragão voltou com tudo na segunda etapa. Teve várias chaces de empatar o jogo. Parou em Marcelo Lomba. O Bahia apenas segurou e buscou o contra-ataque.

Bahia vence mais uma e respira. Joel Santana achou a fórmula. O tricolor ganhou um gol. E venceu. O Atlético corre pouco risco, mas precisa acordar. Caiu demais nos últimos jogos.

Brasileirão - 34ª rodada - Jogos do Domingo (2ª parte)

- Ceará 2x3 Santos: Santos derruba o Vozão. Mesmo com o time misto, o Peixe começou melhor e abriu o placar, com Bruno Aguiar. A partir do gol, o Ceará dominou. Foi ao ataque e conseguiu o empate, com Felipe Azevedo, de pênalti. A pressão seguiu e veio a virada. Mais uma jogada de Euzébio e Osvaldo marcou: 2 a 1. E poderia ser mais.

Mas o Santos acordou no segundo tempo. Empatou em mais um gol de Bruno Aguiar. Criou chances para virar. O Ceará não diminuiu e também deu trabalho para Aranha. E o goleiro acabou como heroi. Ele pegou o pênalti cobrado por Nicácio. No contra-ataque, a bola sobrou para Diogo acertar belo chute e virar mais uma vez o placar: 3 a 2. No fim, Aranha salvou mais uma vez e garantiu o resultado.

Mesmo sem pretensões, o Santos embala. E afunda o Ceará. O Vozão se complica e volta ao Z4.

- Grêmio 2x2 Palmeiras: Mais uma vitória que escapa do Palmeiras. E parecia um novo Palmeiras. O jogo não era bom, mas o alviverde era melhor. E quando o Grêmio chegou, o Verdão abriu o placar. Cicinho começou a jogada e aproveitou o rebote de Victor (fez um milagre na cabeçada de Ricardo Bueno): 1 a 0. E poderia ter ampliado ainda no primeiro tempo.

O Palmeiras seguiu melhor na segunda etapa. Usando bem as laterais, chegava com perigo no ataque. E, na volta de Marcos Assunção, retornou a velha arma: bola parada. Assim veio o segundo gol. Assunção, falta, gol: 2 a 0.

O Grêmio não se entregou. O gol não demorou para sair. Boa jogada de Leandro e Brandão diminuiu. Mas o tricolor não dava sinais que conseguiria o empate. Isso até os 45 minutos. A bola sobrou para Fernando, que acertou um chute perfeito: 2 a 2.

Mais uma vez o Palmeiras perde pontos praticamente garantidos. Mais dois pontos que escorrem pelos dedos. O time fez uma boa partida. A melhor depois de muitos jogos. A volta de Marcos Assunção é parte disso. Mas, quando a fase não é boa. O Grêmio pouco fez. Sem criação, assustou pouco. Teve espaço em duas jogadas. Uma diminuiu, e outra empatou. Resultado: alviverde ainda com medo de cair; tricolor é o único de "férias".