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domingo, 22 de julho de 2012

#SérieB: 12ª rodada (jogos do G4)


- Criciúma 2x1 Paraná: O Tigre lidera após vencer o embalado Paraná. Os saíram em sequência, ainda no primeiro tempo. Valber abriu o placar, Wendel empatou para o tricolor, mas Fransérgio colocou o Criciúma na frente. Mais uma vez o destaque foi Zé Carlos, participando diretamente dos dois gols catarinenses.

Líder com méritos. Regular e com um bom poder ofensivo,o Criciúma segue bem e fazendo o dever de casa. O Paraná vai brigar pelo G4. Ricardinho consegue mesclar bem juventude e experiência. O time tem bons valores.

- Atlético (PR) 0x1 Vitória: Quem sobe cada vez mais é o Vitória, de Paulo César Carpegiani. Bateu o Atlético, que vinha de vitórias seguidas, mas ainda sob forte desconfiança. Primeiro tempo fraco, segundo tempo de boas chances para os dois times. Porém, só Leílson foi eficiente e fez o gol da vitória baiana. Quinta vitória seguida e embalo cada vez maior. O Vitória faz o esperado e segue firme no G4. Já o Atlético segue patinando. Jorginho sabe bem: a vida será difícil. 

- América (MG) 1x1 Guarani: O América (MG) empatou na sexta-feira com o Guarani. Jogo marcado pela lambança de Neneca, que entregou o ouro para Schwenck abrir o placar pros campineiros. Fabio Junior, quase sempre ele, empatou. O Bugre ficou perto da vitória, mas a expulsão de Bruno Recife travou o time. O Coelho tropeçou e teve sorte. Mesmo assim, segue bem. O Guarani melhora, mas os resultados não aparecem.

- América (RN) 2x1 Ipatinga: Outro América que jogou na sexta, mas teve melhor sorte. Isac abriu o placar, Marcio Diogo deixou tudo igual, mas Lucio Curió fez o gol da vitória potiguar. O Ipatinga pressionou, mas faltou qualidade. Mais uma vitória em casa e o América continua no G4. Surpresa para muitos. Resta saber se terá fôlego. O Ipatinga, como esperado, não vai nada bem. A lanterna é prova disso. Mas dá para reagir.

#Brasileirão – 11ª rodada (jogos do sábado)



- Sport 1x4 Atlético (MG): Quem segura o Galo? Bem armado, teve a cabeça no lugar mesmo após sair perdendo em plena Ilha do Retiro. Gilberto abriu o placar para o Sport, mas Danilinho não demorou em deixar tudo igual. Depois disso, só deu Atlético, que teve boas chances desperdiçadas com Jô.

O domínio mineiro seguiu na segunda etapa. A virada veio com Ronaldinho Gaúcho. E olhe bem: não foi de pênalti. Recebeu ótimo passe de Bernard e ficou do jeito que gosta(va): cara a cara com o zagueiro, na área. Corte de lado e tapa na bola: 2 a 1. Não deu de respirar e Jô marcou o seu, em mais uma participação de Bernard. O próprio Bernard fechou a grande atuação com um golaço, encobrindo o goleiro Magrão. O Sport não teve como reagir.

O Atlético é líder com méritos. Joga tranquilo, tem bom poder de ataque e Cuca sabe utilizar as peças no elenco. Destaque para Bernard, cada dia melhor. Não se sabe até onde vai essa fase. Mas que o Galo tem time para brigar pelo título, isso tem. Por outro lado, o Sport percebe que Vagner Mancini não é a grande solução para o time. E fazer um apanhado de reforços não dá resultados do dia para noite.

- Vasco 2x0 Santos: Em casa, o Vasco fez o necessário para vencer o frágil e desfalcado Santos. Com maior volume de jogo, o time vascaíno dominou o primeiro tempo e abriu o placar com Douglas. Alecsandro, no começo da segunda etapa, fez 2 a 0. Dois gols após cobranças de escanteio. O Santos até ameaçou uma reação nas bolas paradas, porém com raro perigo.

O Vasco mantém uma regularidade e segue na cola do líder Atlético. Alecsandro continua fazendo gols e em boa fase. Juninho é o dono da bola parada. E assim o time vascaíno é vice-líder. O Santos precisa lembrar que não tem vaga na Libertadores 2013. Com esse futebol, vai ficar longe de conseguir uma. O time depende demais de Neymar. Demais. E isso não é bom.

- Corinthians 1x1 Portuguesa: Nos embalos do sábado à noite, empate. Jogo equilibrado. O Corinthians chegava no contra-ataque, enquanto a Portuguesa foi crescendo até abrir o placar. Héverton, após ótimo passe de Moisés, fez 1 a 0. A entrada de Jorge Henrique, após o intervalo, mudou a atitude corintiana. Douglas conseguiu o empate logo no começo do segundo tempo. O jogo ficou equilibrado, com o Corinthians um pouco melhor. O alvinegro pecou nas finalizações. No fim, a virada parou no travessão, em chute de Douglas, e em Dida, em cabeçada de Romarinho.

Resultado justo pelo jogo num todo. Mas, pelo segundo tempo, o Corinthians merecia melhor sorte. Sentiu a ausência de um homem-gol. Douglas evoluiu bem nos dois jogos como titular. Jorge Henrique entrou muito bem no jogo. A Portuguesa chegou ao ataque com boas trocas de passe entre o trio Héverton, Léo Silva e Moisés. Mas também faltou um homem-gol. Por isso, o empate.

sábado, 21 de julho de 2012

#SeleçãoPB 10ª rodada

A Seleção PB da 10ª rodada  do Brasileirão:

Jefferson (Botafogo); Fagner (Vasco), Leandro Amaro (Palmeiras), Leonardo Silva (Atlético/MG) e Diego Renan (Cruzeiro); Paulinho (Corinthians), Juninho (Vasco), Joílson (Atlético/GO) e Douglas (Corinthians); Kieza (Náutico) e Fred (Fluminense). Técnico: Cristovão Borges (Vasco).

Craque da rodada: Fred (Fluminense)

Outros destaques: Bruno (Palmeiras), Tony (Grêmio), Wallace (Fluminense), Abel Braga (Fluminense).

quarta-feira, 18 de julho de 2012

#SeleçãoPB 9ª rodada

Fernando Prass (Vasco); Marcos Rocha (Atlético/MG), Gilberto Silva (Grêmio), Leonardo Silva (Atlético/MG) e Marcio Azevedo (Botafogo); Souza (Grêmio), Paulinho (Corinthians), Renê Jr. (Ponte Preta) e Danilo (Corinthians); Marcelo Moreno (Grêmio) e Roger (Ponte Preta). Técnico: Cuca (Atlético/MG).

Craque da rodada: Roger (Ponte Preta)

Outros destaques: Dênis (São Paulo) e Zé Roberto (Grêmio).

sábado, 14 de julho de 2012

#CopadoBrasil: O despertar de um gigante


É campeão! O grito que estava engasgado finalmente saiu. Como o urro de um gigante que esperava por muito tempo despertar. Um berro de quem quer mostrar para todos que está vivo. Esse é o grito de campeão do Palmeiras.

Não é o time dos sonhos de nenhum palmeirense. É um time mediano, quase fraco, mas com peças que superam todos os limites. É a prova de que grandes qualidades podem superar muitos defeitos. O Palmeiras foi assim.

O melhor de tudo isso: consagra mais uma passagem do comandante alviverde. É um título com a cara de Luis Felipe Scolari. Felipão é copeiro. O time jogou todas as fases de forma inteligente. Esperava para matar o jogo fora. Jogava com o regulamento em casa. O vice-versa. O resultado: campeão invicto. Nada simples em uma competição apenas de mata-mata.

O time tinha o jeito de Felipão. Explorava a bola parada, marcava muito bem. Se faltava um bom cabeça-de-área, na hora mais difícil, o técnico bigodudo teve a ousadia de colocar Henrique como volante. A loucura para alguns mostrou-se sabedoria para todos. Henrique foi um dos principais jogadores nas partidas decisivas.

Disse anteriormente que o Palmeiras era um time com mais sorte do que juízo. Sorte? Quem vê apenas as vésperas das finais vai achar isso uma piada. Apêndice de Barcos, expulsão maluca de Henrique contra o Grêmio. Depois, o Mago vai de herói a expulsão na primeira partida. Thiago Heleno lesionado no primeiro tempo da final em Curitiba. 

Sim, mesmo com tudo isso, o Palmeiras é um time de sorte. Sorte por ter uma escola de goleiros que faz justiça a “defesa que ninguém passa”. Bruno entrou e sofreu a desconfiança de muitos. E garantiu um título para todos. 

Sorte de ter Betinho no ataque. Sim, sorte. Por mais limitado que seja, quando as coisas apertavam na final, ele decidiu. Arrumou um pênalti no primeiro jogo após o Coritiba dominar todo o primeiro tempo. Desviou uma cobrança de falta para acabar com qualquer pressão do Coxa em busca do 2 a 0 e sacramentar o título palmeirense. Bendito apêndice.A prova de que, quando a qualidade falta, a linha atacante palmeirense é feita de raça.

Quem mais sorte do que ter Marcos Assunção? Ouso dizer que ninguém bate na bola como ele nas cobranças de falta ou escanteio. Cada cobrança era um terror para os adversários. Um alívio para os palmeirenses. Ele merecia esse título. Chegou sob uma baita desconfiança. Um velho que estava no Grêmio Prudente. Foi vaiado, criticado. Porém, ele mostrou que passar por barreiras é justamente sua especialidade. Se o Palmeiras conseguiu, foi graças a bola parada. Mais uma vez. Há 14 anos, a arma era com Arce. Hoje, o trunfo é Assunção.

Ninguém merecia erguer mais este troféu do que ele. Ninguém. Os pés dele comandavam o time. Ele queria esse título. Não só pelo filho. Por uma torcida imensa, que canta e vibra.Por um alviverde inteiro que sabe 
ser brasileiro. Sabe ser o maior campeão nacional, com 11 conquistar. 

Vale lembrar que o caminho teve outros personagens de sorte. A predestinação de Mazinho, o iluminado do Olímpico. A volta da magia de Valdívia, que marca presença importante em mais um título palmeirense. Os gols de um pirata que ganhou a 9 e o respeito dos torcedores. 
O gigante Palmeiras despertou pela vivência do seu hino. Para provar que ressurge o alviverde, sempre imponente. E mostrar que de fato é campeão!

quarta-feira, 11 de julho de 2012

#SeleçãoPB 8ª rodada

Julio César (Corinthians); Marcos Rocha (Atlético/MG), Edu Dracena (Santos), Gum (Fluminense) e Marcio Azevedo (Botafogo); Tulio (Figueirense), Renato (Botafogo), Felipe Anderson (Santos) e Cidinho (Botafogo); Osvaldo (São Paulo) e Neymar (Santos). Técnico: Oswaldo de Oliveira (Botafogo).

 Craque da rodada: Felipe Anderson (Santos)

terça-feira, 10 de julho de 2012

#Brasileirão: 8ª rodada (jogos do domingo – parte 2)


- Atlético (MG) 2x0 Portuguesa: Galo líder com duas bobeadas de Dida. A Lusa até dificultou, mas parou em Victor, estreante da noite, que fez duas belas defesas. Marcos Rocha abriu o placar no primeiro tempo e Leonardo Silva matou o jogo no segundo. Poderia ser mais para o Atlético.

Defesa segura e boa atuação de Bernard. Assim o Atlético vai, no estilo mineiro, liderando o Brasileirão. Ainda não convenceu que ficará sempre por ali, mas lidera mostrando um bom futebol. A Lusa mostra a irregularidade esperada. Tem bom time, mas não o suficiente para ficar além da metade da tabela.

- Ponte Preta 1x0 Palmeiras: Na falha de Deola, o Palmeiras reserva caiu da Ponte. O gol veio justamente quando a equipe palmeirense era melhor. Um senhor frango do goleiro, que vê a confiança passar entre os dedos. Mas, justiça seja feita, Deola fez boas defesas. Comandanda por Nikão, a Ponte ia ao ataque, mas sem grande perigo. O Palmeiras ameaçou, mas nem tanto. Se não fosse o frango, seria zero a zero. 

A Ponte faz sua parte e soma pontos contra os reservas que aparecem. Se o Palmeiras titular não é uma maravilha, imagine os reservas. A Macaca não demonstra grande força, apesar de alguns bons valores. O Palmeiras, como se sabe, precisa de reforços.

- Sport 1x1 Corinthians: Resultado bom para quem? Para o Sport, que saiu perdendo, ficou com um a menos e conseguiu o gol de empate no fim? Ou para o Corinthians, que achou o gol com Liédson, ficou com um a mais, mas dependeu de Julio Cesar para não ser goleado? O goleiro corintiano fez boas defesas e contou com a trave. O Sport dominou todo o jogo. O Corinthians chegou uma vez e fez 1 a 0 com Liédson. Ficou com um a mais na sequência. Mas, justiça seja feita, Marquinhos Gabriel – bom jogador – deixou tudo igual no fim.

Gosto do ataque do Sport. Tem qualidade e chega bem. Só precisa dar mais sorte na finalização. No geral, um ponto para ser comemorado pelo Corinthians. E ser lamentado pelo Sport. Aliás, o alvinegro precisa lembrar do Brasileirão. Ainda mais com vários jogadores saindo.

#Brasileirão: 8ª rodada (jogos do domingo – parte 1)


- Fluminense 1x0 Flamengo: No Fla-Flu centenário, venceu quem é melhor e tem mais time. Na jogada de Thiago Neves, Fred fez o gol da vitória. O Flamengo tinha mais posse de bola, porém chegava com pouco perigo. Adryan entrou, agitou o rubro-negro. O empate quase saiu por duas vezes, uma com Adryan e outra com Arthur Sanches. O Flu pressionou no fim, mas não ampliou.

Fluminense vice-líder e com o forte elenco que todo mundo conhece. Dificilmente deixará de brigar pelo topo. Flamengo sem criação, mas apostando bem nos garotos. Adryan mostra qualidade. Mas ainda é pouco.

- Figueirense 1x1 Vasco: Um tempo para cada lado. Vasco começou melhor e abriu o placar com Diego Souza. O Figueirense acordou no fim do primeiro tempo e quase empatou antes do intervalo. Ficou perto deixar tudo igual no começo da segunda etapa, mas Fernando Prass pegou o pênalti cobrado por Julio Cesar. Porém, a dupla Ronny e Aloisio não deixou o Figueira diminuir o ritmo. O Vasco até cresceu e teve chances de matar o jogo, mas o empate catarinense saiu com Ronny. 

Figueirense foi melhor, mas ainda peca demais nas finalizações. Quem sabe Loco Abreu não resolva. Vasco começou bem, porém viu o time catarinense crescer e por pouco não levou a virada. 

- São Paulo 3x1 Coritiba: Tricolor aproveita o mistão do Coxa para vencer mais uma e embalar. Jadson abriu o placar. Dênis salvou o São Paulo de sofrer o empate e Maicon ampliou. O Coritiba equilibrou o jogo, enquanto o tricolor apostava no contra-golpe. O time paranaense diminuiu com Robinho, cobrando pênalti cometido após lambança entre Edson Silva e Cortez. Mas Osvaldo, um dos nomes do jogo, liquidou a fatura.

Mais complicado do que esperado, o São Paulo conseguiu a vitória. A chegada de Ney Franco deve melhorar ainda mais o tricolor. A defesa é um terror, mas é um time que pode dar liga. O Coritiba tem bom elenco e deu trabalho. Mas não pontua fora de casa. E isso sempre custa caro.

- Santos 4x2 Grêmio: Sem Ganso, o Santos contou com Felipe Anderson e Neymar. Melhor desde o começo, o Peixe abriu o placar com Edu Dracena e ampliou com o camisa 10, Felipe Anderson – belo gol. Comandado por Zé Roberto, o Grêmio tentou reagir, mas Neymar fez 3 a 0 e Felipe Anderson, com ajuda de Marcelo Moreno, fez o quarto gol. Jogo liquidado e nem mesmo os gols de Vilson e Marquinhos assustou.

O Santos está sendo reconstruído. Vários jogadores saíram e além disso, o time perde Neymar durante as Olimpíadas. O time rendeu bem contra o Grêmio, mas precisa de reforços. E Ganso não fica, o que já era previsto. O Grêmio segue irregular, mesmo com um bom time. Quando o meio funciona, o ataque some ou a defesa vacila. Assim fica difícil.

domingo, 8 de julho de 2012

#Brasileirão: 8ª rodada (jogos do sábado)

- Internacional 2x1 Cruzeiro: Importante vitória do Colorado na apresentação de Forlán. Oscar abriu o placar no começo do jogo após boa tabela com Dagoberto. O Cruzeiro cresceu, acertou o travessão com William Magrão, mas acabou sofrendo o segundo gol ainda no primeiro tempo. Gol de Leandro Damião, em mais uma boa participação de Dagoberto. 

O Cruzeiro, como esperado, foi para cima no segundo tempo. Celso Roth tirou um zagueiro para colocar um atacante – algo incrível. Conseguiu diminuir com Léo, em belo giro. Porém, nada além disso. Ninguém criou boas chances. O placar ficou de bom tamanho para o Inter.

Jogo equilibrado onde venceu quem aproveitou melhor as chances. Boa atuação de Dagoberto, com dois passes decisivos. A chegada de Forlán deve somar ainda mais ao ataque. Resta saber quem sairá. Por outro lado, a defesa não é confiável. O Cruzeiro teve bom volume de jogo, mas faltou finalizar. 

- Botafogo 3x0 Bahia: Noite de Cidinho na apresentação de Seedorf. Mesmo baixinho, aproveitou o cruzamento de Marcio Azevedo e manteve o clima de festa logo no começo. O Botafogo dominou o jogo. Ampliou no fim do primeiro tempo, novamente com Cidinho, e poderia ter feito antes. Parou em Marcelo Lomba. O gol de Elkeson no início da segunda etapa liquidou o jogo.  Aliás, um golaço, após boa troca de passes e um chutaço de fora. Cabia mais. Um gol foi anulado e o goleiro Marcelo Lomba apareceu bem outras vezes. O Bahia? Não fez quase nada.

Sem um atacante de ofício, o Botafogo teve uma atuação tranquila. A espera é ver o que Seedorf fará neste time, que contará com um forte meio-campo. Falta um atacante, por mais que Oswaldo de Oliveira não venha utilizando um de ofício. O Bahia não teve meio-campo, não teve atacante e contou com uma zaga perdida. O placar não poderia ser diferente.

- Atlético (GO) 0x1 Náutico: Afundado. Esse é o Atlético (GO), cada dia mais lanterna e longe de mostrar melhora. Jogo sem grandes emoções. O Náutico foi melhor no primeiro tempo e abriu o placar com Araújo, o cara do ataque do Timbu. Teve chances de ampliar e aparecia com facilidade no ataque. O Atlético só esboçou alguma reação no segundo tempo, sempre nas cobranças de escanteio. Levou perigo apenas uma vez. O time pernambucano pouco assustou, esperou um contra-ataque e só administrou o placar.

Hélio dos Anjos já deve contar os dias para sair do Atlético. O time é fraco e não aparenta ter peças para uma recuperação imediata. O Náutico não é aquela maravilha, mas jogou fácil. Fez o básico para vencer, mas longe de convencer.

sábado, 7 de julho de 2012

#CopadoBrasil: Sorte ou juízo?



O Palmeiras deu um passo muito grande para conquistar a Copa do Brasil. Apesar de tudo o que aconteceu (expulsão sem lógica de Henrique contra o Grêmio, apendicite de Barcos no dia da decisão, entre outros), o palmeirense tem que concordar: o alviverde não é um time com muito juízo, com rara qualidade; mas possui uma sorte imensa.

Como toda decisão, a partida teve seus personagens. Começando por Bruno. O goleiro rodou, esperou sua hora e mostrou seu valor para todo torcedor palmeirense. Não teve dúvidas ao sair nos pés de Junior Urso e salvar logo no começo do jogo. Salvou em outras três oportunidades. Saiu como o nome da partida e herói. Se não fosse ele.

Isso porque o Coritiba pressionou em todo o primeiro tempo. Marcou bem a saída de bola palmeirense, aproveitou os erros de passe e falhas da defesa para chegar ao ataque. As oportunidades apareceram. Um time com juízo, mas sem sorte.

Outro personagem desta final já era esperado. Marcos Assunção e sua arma letal, a bola parada, decidiram o jogo. O Palmeiras praticamente não atacou no primeiro tempo. Quando chegou, foi com ele. Falta pelo lado direito, bola na área e Betinho agarrou e foi agarrado por Jonas. O árbitro deu pênalti.

Uma pausa para falar de outro personagem. O árbitro Wilton Sampaio teve atuação horrível. Sem critérios ao marcar as faltas, ao dar cartões, estava mais perdido que a marcação palmeirense no começo do jogo. Uma arbitragem pífia. Nem tanto pelos lances polêmicos: o pênalti em Betinho é duvidoso, assim como o reclamado em cima de Tcheco; o impedimento – se é que houve – no toque de Thiago Heleno é complicadíssimo, já que desvia em Lincoln primeiro. Mesmo assim, foi uma arbitragem fraca.

Voltamos ao jogo. Voltamos a bola parada. Tão decisiva na era Felipão e nesse limitado Palmeiras. Valdívia cobrou e fez. Mostrou decisão. Era ele quem chamava o jogo e tentava dar alguma lucidez no primeiro tempo. Porém, foi tolo ao cair na bobeira de fazer faltas e reclamar com o árbitro. Resultado: cartão vermelho e fora da final em Curitiba.

O segundo tempo tinha o mesmo retrato do primeiro, com o Coxa muito melhor, porém com um Palmeiras um pouco mais organizado na parte defensiva. Isso até a entrada de Lincoln e a saída de Everton Ribeiro. O Coritiba perdeu velocidade. O Palmeiras cresceu no jogo. E conseguiu o segundo gol com o fator já citado antes: bola parada, Marcos Assunção. A bola desviou em Lincoln e Thiago Heleno mandou para o gol.

Fatura liquidada? Poderia ser se Maikon Leite não perdesse um gol feito. Um 3 a 0 praticamente colocaria a faixa no peito dos palmeirenses. A expulsão de Valdívia também não deixou a vitória ficar definida. Mas o Coritiba estava nervoso e não conseguia chegar ao ataque. 

Um time com mais sorte do que juízo. Você pode se perguntar: como pode ser sorte, se o Palmeiras perdeu Barcos no dia da final, teve Valdívia expulso e Maikon Leite perdeu um gol feito que poderia sacramentar o título? É que nem a sorte palmeirense tem juízo.

O Palmeiras foi o de sempre. Felipão fez o time jogar dentro do seu limite. E esperou a chance aparecer. Chance descrita como bola parada.  Desta forma, o alviverde de Palestra Itália colocou sim uma mão na taça. Mas ficou evidente que, se jogarem desta forma, o Coritiba pode reverter o placar. Basta saber quem terá mais sorte. E juízo.