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terça-feira, 10 de julho de 2012

#Brasileirão: 8ª rodada (jogos do domingo – parte 2)


- Atlético (MG) 2x0 Portuguesa: Galo líder com duas bobeadas de Dida. A Lusa até dificultou, mas parou em Victor, estreante da noite, que fez duas belas defesas. Marcos Rocha abriu o placar no primeiro tempo e Leonardo Silva matou o jogo no segundo. Poderia ser mais para o Atlético.

Defesa segura e boa atuação de Bernard. Assim o Atlético vai, no estilo mineiro, liderando o Brasileirão. Ainda não convenceu que ficará sempre por ali, mas lidera mostrando um bom futebol. A Lusa mostra a irregularidade esperada. Tem bom time, mas não o suficiente para ficar além da metade da tabela.

- Ponte Preta 1x0 Palmeiras: Na falha de Deola, o Palmeiras reserva caiu da Ponte. O gol veio justamente quando a equipe palmeirense era melhor. Um senhor frango do goleiro, que vê a confiança passar entre os dedos. Mas, justiça seja feita, Deola fez boas defesas. Comandanda por Nikão, a Ponte ia ao ataque, mas sem grande perigo. O Palmeiras ameaçou, mas nem tanto. Se não fosse o frango, seria zero a zero. 

A Ponte faz sua parte e soma pontos contra os reservas que aparecem. Se o Palmeiras titular não é uma maravilha, imagine os reservas. A Macaca não demonstra grande força, apesar de alguns bons valores. O Palmeiras, como se sabe, precisa de reforços.

- Sport 1x1 Corinthians: Resultado bom para quem? Para o Sport, que saiu perdendo, ficou com um a menos e conseguiu o gol de empate no fim? Ou para o Corinthians, que achou o gol com Liédson, ficou com um a mais, mas dependeu de Julio Cesar para não ser goleado? O goleiro corintiano fez boas defesas e contou com a trave. O Sport dominou todo o jogo. O Corinthians chegou uma vez e fez 1 a 0 com Liédson. Ficou com um a mais na sequência. Mas, justiça seja feita, Marquinhos Gabriel – bom jogador – deixou tudo igual no fim.

Gosto do ataque do Sport. Tem qualidade e chega bem. Só precisa dar mais sorte na finalização. No geral, um ponto para ser comemorado pelo Corinthians. E ser lamentado pelo Sport. Aliás, o alvinegro precisa lembrar do Brasileirão. Ainda mais com vários jogadores saindo.

#Brasileirão: 8ª rodada (jogos do domingo – parte 1)


- Fluminense 1x0 Flamengo: No Fla-Flu centenário, venceu quem é melhor e tem mais time. Na jogada de Thiago Neves, Fred fez o gol da vitória. O Flamengo tinha mais posse de bola, porém chegava com pouco perigo. Adryan entrou, agitou o rubro-negro. O empate quase saiu por duas vezes, uma com Adryan e outra com Arthur Sanches. O Flu pressionou no fim, mas não ampliou.

Fluminense vice-líder e com o forte elenco que todo mundo conhece. Dificilmente deixará de brigar pelo topo. Flamengo sem criação, mas apostando bem nos garotos. Adryan mostra qualidade. Mas ainda é pouco.

- Figueirense 1x1 Vasco: Um tempo para cada lado. Vasco começou melhor e abriu o placar com Diego Souza. O Figueirense acordou no fim do primeiro tempo e quase empatou antes do intervalo. Ficou perto deixar tudo igual no começo da segunda etapa, mas Fernando Prass pegou o pênalti cobrado por Julio Cesar. Porém, a dupla Ronny e Aloisio não deixou o Figueira diminuir o ritmo. O Vasco até cresceu e teve chances de matar o jogo, mas o empate catarinense saiu com Ronny. 

Figueirense foi melhor, mas ainda peca demais nas finalizações. Quem sabe Loco Abreu não resolva. Vasco começou bem, porém viu o time catarinense crescer e por pouco não levou a virada. 

- São Paulo 3x1 Coritiba: Tricolor aproveita o mistão do Coxa para vencer mais uma e embalar. Jadson abriu o placar. Dênis salvou o São Paulo de sofrer o empate e Maicon ampliou. O Coritiba equilibrou o jogo, enquanto o tricolor apostava no contra-golpe. O time paranaense diminuiu com Robinho, cobrando pênalti cometido após lambança entre Edson Silva e Cortez. Mas Osvaldo, um dos nomes do jogo, liquidou a fatura.

Mais complicado do que esperado, o São Paulo conseguiu a vitória. A chegada de Ney Franco deve melhorar ainda mais o tricolor. A defesa é um terror, mas é um time que pode dar liga. O Coritiba tem bom elenco e deu trabalho. Mas não pontua fora de casa. E isso sempre custa caro.

- Santos 4x2 Grêmio: Sem Ganso, o Santos contou com Felipe Anderson e Neymar. Melhor desde o começo, o Peixe abriu o placar com Edu Dracena e ampliou com o camisa 10, Felipe Anderson – belo gol. Comandado por Zé Roberto, o Grêmio tentou reagir, mas Neymar fez 3 a 0 e Felipe Anderson, com ajuda de Marcelo Moreno, fez o quarto gol. Jogo liquidado e nem mesmo os gols de Vilson e Marquinhos assustou.

O Santos está sendo reconstruído. Vários jogadores saíram e além disso, o time perde Neymar durante as Olimpíadas. O time rendeu bem contra o Grêmio, mas precisa de reforços. E Ganso não fica, o que já era previsto. O Grêmio segue irregular, mesmo com um bom time. Quando o meio funciona, o ataque some ou a defesa vacila. Assim fica difícil.

domingo, 8 de julho de 2012

#Brasileirão: 8ª rodada (jogos do sábado)

- Internacional 2x1 Cruzeiro: Importante vitória do Colorado na apresentação de Forlán. Oscar abriu o placar no começo do jogo após boa tabela com Dagoberto. O Cruzeiro cresceu, acertou o travessão com William Magrão, mas acabou sofrendo o segundo gol ainda no primeiro tempo. Gol de Leandro Damião, em mais uma boa participação de Dagoberto. 

O Cruzeiro, como esperado, foi para cima no segundo tempo. Celso Roth tirou um zagueiro para colocar um atacante – algo incrível. Conseguiu diminuir com Léo, em belo giro. Porém, nada além disso. Ninguém criou boas chances. O placar ficou de bom tamanho para o Inter.

Jogo equilibrado onde venceu quem aproveitou melhor as chances. Boa atuação de Dagoberto, com dois passes decisivos. A chegada de Forlán deve somar ainda mais ao ataque. Resta saber quem sairá. Por outro lado, a defesa não é confiável. O Cruzeiro teve bom volume de jogo, mas faltou finalizar. 

- Botafogo 3x0 Bahia: Noite de Cidinho na apresentação de Seedorf. Mesmo baixinho, aproveitou o cruzamento de Marcio Azevedo e manteve o clima de festa logo no começo. O Botafogo dominou o jogo. Ampliou no fim do primeiro tempo, novamente com Cidinho, e poderia ter feito antes. Parou em Marcelo Lomba. O gol de Elkeson no início da segunda etapa liquidou o jogo.  Aliás, um golaço, após boa troca de passes e um chutaço de fora. Cabia mais. Um gol foi anulado e o goleiro Marcelo Lomba apareceu bem outras vezes. O Bahia? Não fez quase nada.

Sem um atacante de ofício, o Botafogo teve uma atuação tranquila. A espera é ver o que Seedorf fará neste time, que contará com um forte meio-campo. Falta um atacante, por mais que Oswaldo de Oliveira não venha utilizando um de ofício. O Bahia não teve meio-campo, não teve atacante e contou com uma zaga perdida. O placar não poderia ser diferente.

- Atlético (GO) 0x1 Náutico: Afundado. Esse é o Atlético (GO), cada dia mais lanterna e longe de mostrar melhora. Jogo sem grandes emoções. O Náutico foi melhor no primeiro tempo e abriu o placar com Araújo, o cara do ataque do Timbu. Teve chances de ampliar e aparecia com facilidade no ataque. O Atlético só esboçou alguma reação no segundo tempo, sempre nas cobranças de escanteio. Levou perigo apenas uma vez. O time pernambucano pouco assustou, esperou um contra-ataque e só administrou o placar.

Hélio dos Anjos já deve contar os dias para sair do Atlético. O time é fraco e não aparenta ter peças para uma recuperação imediata. O Náutico não é aquela maravilha, mas jogou fácil. Fez o básico para vencer, mas longe de convencer.

sábado, 7 de julho de 2012

#CopadoBrasil: Sorte ou juízo?



O Palmeiras deu um passo muito grande para conquistar a Copa do Brasil. Apesar de tudo o que aconteceu (expulsão sem lógica de Henrique contra o Grêmio, apendicite de Barcos no dia da decisão, entre outros), o palmeirense tem que concordar: o alviverde não é um time com muito juízo, com rara qualidade; mas possui uma sorte imensa.

Como toda decisão, a partida teve seus personagens. Começando por Bruno. O goleiro rodou, esperou sua hora e mostrou seu valor para todo torcedor palmeirense. Não teve dúvidas ao sair nos pés de Junior Urso e salvar logo no começo do jogo. Salvou em outras três oportunidades. Saiu como o nome da partida e herói. Se não fosse ele.

Isso porque o Coritiba pressionou em todo o primeiro tempo. Marcou bem a saída de bola palmeirense, aproveitou os erros de passe e falhas da defesa para chegar ao ataque. As oportunidades apareceram. Um time com juízo, mas sem sorte.

Outro personagem desta final já era esperado. Marcos Assunção e sua arma letal, a bola parada, decidiram o jogo. O Palmeiras praticamente não atacou no primeiro tempo. Quando chegou, foi com ele. Falta pelo lado direito, bola na área e Betinho agarrou e foi agarrado por Jonas. O árbitro deu pênalti.

Uma pausa para falar de outro personagem. O árbitro Wilton Sampaio teve atuação horrível. Sem critérios ao marcar as faltas, ao dar cartões, estava mais perdido que a marcação palmeirense no começo do jogo. Uma arbitragem pífia. Nem tanto pelos lances polêmicos: o pênalti em Betinho é duvidoso, assim como o reclamado em cima de Tcheco; o impedimento – se é que houve – no toque de Thiago Heleno é complicadíssimo, já que desvia em Lincoln primeiro. Mesmo assim, foi uma arbitragem fraca.

Voltamos ao jogo. Voltamos a bola parada. Tão decisiva na era Felipão e nesse limitado Palmeiras. Valdívia cobrou e fez. Mostrou decisão. Era ele quem chamava o jogo e tentava dar alguma lucidez no primeiro tempo. Porém, foi tolo ao cair na bobeira de fazer faltas e reclamar com o árbitro. Resultado: cartão vermelho e fora da final em Curitiba.

O segundo tempo tinha o mesmo retrato do primeiro, com o Coxa muito melhor, porém com um Palmeiras um pouco mais organizado na parte defensiva. Isso até a entrada de Lincoln e a saída de Everton Ribeiro. O Coritiba perdeu velocidade. O Palmeiras cresceu no jogo. E conseguiu o segundo gol com o fator já citado antes: bola parada, Marcos Assunção. A bola desviou em Lincoln e Thiago Heleno mandou para o gol.

Fatura liquidada? Poderia ser se Maikon Leite não perdesse um gol feito. Um 3 a 0 praticamente colocaria a faixa no peito dos palmeirenses. A expulsão de Valdívia também não deixou a vitória ficar definida. Mas o Coritiba estava nervoso e não conseguia chegar ao ataque. 

Um time com mais sorte do que juízo. Você pode se perguntar: como pode ser sorte, se o Palmeiras perdeu Barcos no dia da final, teve Valdívia expulso e Maikon Leite perdeu um gol feito que poderia sacramentar o título? É que nem a sorte palmeirense tem juízo.

O Palmeiras foi o de sempre. Felipão fez o time jogar dentro do seu limite. E esperou a chance aparecer. Chance descrita como bola parada.  Desta forma, o alviverde de Palestra Itália colocou sim uma mão na taça. Mas ficou evidente que, se jogarem desta forma, o Coritiba pode reverter o placar. Basta saber quem terá mais sorte. E juízo.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

#Libertadores: Os heróis, o comandante e o mito

Uma conquista é feita de personagens. Todos os jogadores entraram para a história do Corinthians. Não há dúvidas. Porém, o caminho despertou heróis. Teve um comandante. Criou um mito.

Começando por Danilo. Chegou ao Corinthians em 2010. Chegou com a estima de ter ajudado o São Paulo em uma Libertadores, em 2005. Não conseguiu ajudar o time alvinegro na competição daquele ano. Foi criticado por torcedores, chegou a perder espaço na equipe. Porém, foi reconquistando seu espaço. Ganhou seu lugar e foi fundamental na conquista do Brasileirão em 2011. De lento e apagado,  hoje é titular absoluto. E agora é herói de uma nação. Fez o gol da classificação contra o Santos. Deu um passe fantástico de calcanhar para Emerson abrir o placar na decisão. Fundamental taticamente e decisivo. Teve a cara do Corinthians.

Não tem como não passar por Paulinho. Para mim, o autor do principal gol da caminhada corintiana. O jogo contra o Vasco estava amarrado. Diego Souza perdeu um gol feito. Eram 42 minutos do segundo tempo. Escanteio para o Corinthians. Alex cobra. A bola voa e encontra a cabeça de Paulinho e vai morrer no canto do gol de Fernando Prass. Ele, que foi marcante na conquista do Brasileirão, saiu como um dos heróis da classificação corintiana. O motor do time precisava deixar seu nome na história.



Cássio merece um espaço entre esses heróis. Sofreu apenas dois gols como titular. E “fez um gol”. Ou o torcedor vai dizer que a defesa com a ponta dos dedos no chute de Diego Souza não valeu por vários gols? Confiante e seguro, transmitia isso para todos, seja jogador ou torcedor. Um paredão.Parecia ter entrado numa fria. Mostrou ter a frieza e competência de um bom goleiro.

Romarinho é herói? Se não fosse o seu gol logo no primeiro toque na bola em uma Libertadores, a história poderia ser bem diferente. O Boca traria o regulamento no braço e talvez não seria tão fácil vencê-los. 

Tite não é apenas um herói. É o comandante. Foi do maior fiasco a maior conquista em pouco mais de um ano. Muitos pediram a cabeça dele após a eliminação contra o Tolima, em 2011. A direção o segurou no cargo. A atitude “ousada” colhe seus bons frutos. O treinador ganhou a confiança da torcida. E ganhou a cara de torcedor. Deu alma ao time. Personificou toda a nação corintiana. Montou um time que aprendeu a ter equilíbrio. Marcava com firmeza e esperava o momento certo para sair e matar o jogo. Passou confiança aos jogadores. Chamou a responsabilidade nas críticas. Transformou o Corinthians e deu à equipe o que tanto se esperava: a cara de Libertadores.

Todos estes são heróis. Emerson também seria. Mas quis o destino transformá-lo em algo mais. O Sheik ganha um espaço acima no coração e na memória corintiana. Sentado ao lado de Basílio, o atacante passou a ser um mito. Aquele que derrubou as barreiras do Boca para fazer o Corinthians ser campeão. Elementos para isso? O golaço contra o Santos, onde quase foi de herói a vilão. O passe para Romarinho. A catimba, a marra, a briga, e claro, os gols contra o Boca. Não precisaria nem ser o artilheiro do time na campanha. Ele fez muito mais para entrar para história alvinegra.

O Corinthians foi mais que um time. Foi um grupo de ganhadores. Por mais que alguns personagens se destaquem, o grande fator deste título tem nome: Conjunto. Jogadores, comissão técnica, direção, torcida. Juntos num só objetivo. E ele foi alcançado.

Aqui estão os persongans que libertaram uma nação:
Goleiros: Cássio, Julio César, Danilo Fernandes;
Laterais: Alessandro, Fabio Santos, Weldinho e Ramón;
Zagueiros: Chicão, Leandro Castán, Marquinhos* e Wallace;
Volantes: Ralf, Paulinho, William Arão**
Meias: Danilo, Alex, Douglas e Ramirez;
Atacantes: Emerson, Jorge Henrique, Liédson, William, Elton, Romarinho*** e Gilsinho;
Técnico: Tite.
* inscrito no lugar do atacante Adriano, dispensado; ** inscrito no lugar do zagueiro Paulo André, machucado; *** inscrito no lugar do lateral/volante Edenílson, machucado;

#Libertadores: Um título libertador


O dia da liberdade chegou. A Libertadores é do Corinthians. Acabou o peso de nunca conquistar o maior título das Américas. Fim da espera. Fim da pressão. O 4 de julho deixa de ser apenas especial para a Independência dos Estados Unidos. Agora, deve ser marcado pela Liberdade da Nação Corintiana.

Cara de Libertadores? Eu não sei se a Libertadores tem uma cara. Caso tenha, o Corinthians a teve. Não existe uma estrela, um jogador. Existe um time. Por isso foi campeão.

O Corinthians aprendeu a jogar a Libertadores. Diferente dos outros anos, quando era ganhar ou morrer, desta vez time e torcedor descobriram que para ganhar a competição precisava de outros fatores. A paciência, a entrega, o foco, a entrega. Tudo isso era muito mais importantes. E foi fundamental para o titulo.

Sorte de campeão? Claro que o Corinthians teve. Os gols que saíram no fim, desde o começo contra o Táchira até o de Paulinho contra o Vasco. Os gols salvos no fim, como na partida contra o Emelec e contra o Boca, na primeira partida. Além disso, tantos lances salvou de maneira incrível, como aquele de Diego Souza. Até mesmo a estrela de um estreante tocar pela primeira vez na bola e fazer um gol essencial. As coisas davam certo de tal forma,que o final não parecia ser outro além do título.

Heróis? Toda história de triunfo precisa de alguns. E o Corinthians teve os seus. Todos entram para história. Mas alguns vão além. 

Danilo, com o gol decisivo contra o Santos e o passe de calcanhar para Emerson fazer 1 a 0 no Boca, colocou seu nome na história. Paulinho, o jogador que a bola procurou para fazer o gol mais importante da caminhada na Libertadores, dando a vitória e a classificação sobre o Vasco. Cássio, paredão que entrou numa fria e mostrou ter frieza de um grande goleiro. Fez a defesa que valeu por muitos gols, quando ficou de frente com Diego Souza. Romarinho: primeiro toque, primeiro gol que valeu por um caminho mais leve na grande decisão. 

Émerson vai além dos heróis. Virou mito. Já tem seu lugar ao lado de Basílio no coração e na memória de todo corintiano. Jogou como o próprio bando de loucos diz: maloqueiro e sofredor. Briguento, seja pela bola ou com os adversários. Foi o grande craque corintiano. Artilheiro com cinco gols, três deles nos últimos duelos – contra Santos e Boca. 

Por fim, Tite. Ele é o retrato desse Corinthians. Que caiu contra o Tolima.Que foi liberto contra o Boca. Muitos derrubariam o treinador no revés histórico de 2011. A atitude diferente colhe os melhores frutos  depois de mais de um ano.E o técnico ganhou a alma corintiana.

O torcedor corintiano merece comemorar. O título da Taça Libertadores da América não é apenas mais uma conquista. É um grito de liberdade que ecoa por toda uma nação alvinegra. Um bando de loucos que só esperava a maior alegria depois de 100 anos de história.

Parece até que Socrátes, que sempre buscou a democracia corintiana, se juntou com os deuses do futebol e pediu: 04 de julho: Dia da Liberdade Corintiana.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

#SeleçãoPB 7ª rodada

Diego Cavalieri (Fluminense); Douglas (São Paulo), Rafael Donato (Cruzeiro), Índio (Internacional) e Guilherme Santos (Figueirense); João Paulo Silva (Ponte Preta), Guilherme (Portuguesa), Renato Abreu (Flamengo) e Lucas (São Paulo); Roger (Ponte Preta) e Samuel (Fluminense). Técnico: Cuca (Atlético/MG).

Craque da rodada: Diego Cavalieri (Fluminense)

Outros destaques: Z - Adalberto Román (Palmeiras); LE – Ivan (Portuguesa) e Junior Cesar (Atlético/MG); V – Pituca (Atlético/GO); M – Bernard (Atlético/MG) e Tcheco (Coritiba); A – Maikon Leite (Palmeiras) e Felipe (Atlético/GO).

#Euro2012: Fúria suprema


A Espanha é campeã da Eurocopa 2012. Ok, eu sei que você já sabe, todo mundo sabe, mas o post está atrasado. Porém, este não poderia faltar. 

Não foi uma seleção incrível até a final. Mas na final, foi incrível como se espera da atual campeã mundial e, agora, bicampeã europeia. Para isso, uma goleada sobre ninguém menos que a Itália, tão tradicional por montar bons sistemas defensivos.

A atuação foi além da excessiva posse de bola e toques de lado até achar um espaço. A Espanha fechou o meio-campo, esticou passes, teve velocidade, finalizou de fora. Xavi jogou tudo o que sabe. Fábregas apareceu muito bem novamente. Alba mostrou porque foi a grande revelação da Euro.

E os gols saíram. Em belo passe de Iniesta, Fábregas centrou para David Silva aparecer no meio da área e mandar para o gol. Em mais uma bola esticada, Xavi mandou no tempo certo para Alba ganhar na corrida e tocar na saída de Buffon. Primeiro tempo, 2 a 0. Meio título garantido.

O técnico italiano até buscou mudar o time. Colocou Di Natale, mas não funcionou como esperado. Tentou Thiago Motta para melhorar o passe e ajudar Pirlo, abaixo dos últimos jogos. Deu azar: o brasileiro naturalizado italiano se machucou rapidamente, e como já tinha queimado uma alteração na primeira etapa com Chiellini, ficou com um a menos. 

Título consolidado. A Espanha congelou e pouco fazia até a entrada do trio Pedro, Torres e Mata. Os três liquidaram a partida. Torres fez um e deu passe para o de Mata. Fim de papo, 4 a 0.

A Espanha foi campeã sem grande esforço. Jogou quando precisava. E como jogou. Uma zaga segura, que brecou a língua e o futebol de Balotelli. Um meio-campo que criou e travou Pirlo, até então genial na Euro. Um ataque que não tinha centroavante, mas tinha Fábregas jogando muito e furando a boa defesa da Azurra. Nem Buffon deu conta.

Venceu quem é melhor. Mesmo que não parecia isso. Se a Alemanha era o xodó em toda a competição, o ótimo futebol mostrado na decisão deixou todos convencidos: a supremacia espanhola é justa e faz escola.
Sobre a Euro2012, alguns comentários: o futebol mostrou melhora depois da mediana Copa do Mundo. Bons jogos, ofensividade e qualidade foram vistos novamente. Sinais de que teremos uma boa Copa em 2014. E o Brasil está muito abaixo dos europeus. 

Seleção da Euro2012: Casillas (Espanha); Lahn (Alemanha), Pepe (Portugal), Sergio Ramos (Espanha) e Alba (Espanha); Pirlo (Itália), Khedira (Alemanha), Xavi (Espanha) e Iniesta (Espanha); Fábregas (Espanha) e Cristiano Ronaldo (Portugal). Técnico: Cesare Prandelli (Itália). Banco de reserva com o zagueiro Hummels, da Alemanha, o lateral checo Selassie, o meia português João Moutinho e o atacante italiano Balotelli.

domingo, 1 de julho de 2012

#Brasileirão: Mudança de atitude

- Cruzeiro 2x3 São Paulo: Uma nova postura, uma nova atitude. Foi o que o torcedor viu do São Paulo na vitória sobre o Cruzeiro. Buscando o ataque, o tricolor dominou no começo do jogo e conseguiu abrir o placar rapidamente com Luís Fabiano – destaque para a bela jogada de Douglas pela direita.

A resposta do Cruzeiro foi imediata. Se o estreante Rafael Donato errou no gol são-paulino, se redimiu no lance seguinte cabeceando para deixar tudo igual. De herói a vilão em um minuto. 

O ritmo da partida seguiu alucinante e o São Paulo conseguiu fazer o segundo gol. Em mais uma descida rápida e nova falha na marcação cruzeirense, Lucas ficou na cara de Fábio para marcar: 2 a 1. O Cruzeiro tentou controlar a partida. Teve duas boas chances em bolas cruzadas na área.

Veio o segundo tempo. A partida seguiu em ritmo acelerado. Após mais uma boa aparição de Cortez, Jadson  aproveitou o rebote para marcar o terceiro gol são-paulino. O Cruzeiro seguiu chegando com perigo na bola aérea e diminuiu em mais um gol de Rafael Donato. 

A partir daí, o jogo ficou totalmente equilibrado. Quando o Cruzeiro ensaiava um abafa, o São Paulo quase liquidou a fatura. Após contra-ataque, Souza derrubou Lucas na área. Luís Fabiano, tão criticado ultimamente, cobrou e parou em Fábio. 

O que poderia matar a partida, incendiou o Cruzeiro. A Raposa foi para cima e teve três grandes chances de empatar. Parou na zaga e no goleiro Dênis. Não deu. Caiu a invencibilidade cruzeirense, a vitória sorri de novo para os tricolores.

Muito mais que o resultado, o mais importante foi a mudança de postura. Apático nos últimos jogos da era Leão, o São Paulo foi atrás, lutou e conseguiu o resultado. O abraço de Lucas em Milton Cruz dá um leve sinal de que as coisas não eram tão boas com o antigo treinador, mas o grupo está fechado para reerguer-se na competição. Resta saber quem assumirá. E se essa postura continuará.

A derrota fez o Cruzeiro cair na realidade. Incrível estreia de Rafael Donato, Wellington Paulista apagado como antes. O time não conseguiu segurar as descidas dos laterais tricolores e falhou na marcação da dupla de ataque. Pagou caro. Porém, poderia sair com o empate.