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sábado, 20 de outubro de 2012

#Brasileirão: 32ª rodada - Escolha a camisa


O Brasileirão chega à reta final e provoca reações “absurdas” nos torcedores. Se o ano foi dos “antis” secarem, desta fez as coisas vão começar a mudar. As últimas rodadas tem o poder de unir adversários numa só torcida. Ou torcidas pouco ligando para uma derrota do próprio time. Vai entender...

A 32ª rodada vai fazer palmeirense torcer pelo Corinthians. E não adianta o torcedor alviverde dizer que “jamais”, “nunca”, ou outras negações. Vai torcer sim. Até porque uma vitória sobre o Cruzeiro e a derrota do Bahia coloca o Verdão na boca para escapar da degola.

O mais engraçado é que, pelo visto, teremos mais palmeirenses e torcedores do Sport – que também secará o Bahia e pega o lanterna Atlético (GO) – querendo a vitória do Corinthians do que muitos corintianos.

Da mesma forma, os vascaínos serão Flamengo desde pequeno contra o São Paulo. O Vasco joga na quarta-feira contra o Internacional e precisa do tropeço tricolor para colar de novo no G4.

Aliás, não serão apenas os vascaínos que torcerão pelo Flamengo. Tem botafoguense, colorado, cruzeirense, santista...

O grande jogo
Sem dúvidas, Atlético (MG) x Fluminense é o grande jogo da rodada. Partida que pode definir o Brasileirão em caso de vitória do tricolor carioca, ou dar novo ânimo na briga ao título caso o Galo vença. O empate deixa tudo na mesma, com o Flu perto do tetra.

O Grêmio até secará e provavelmente torcerá por um empate ou até derrota do Fluminense. Pega um dos melhores visitantes possíveis, o Coritiba, no Olímpico. O empate contra o Flu deu um ânimo tremendo ao time gremista. O título é improvável. Mas, se já o chamam de Imortal, porque não sonhar?

Sim, há outras partidas
Reta final também dá um certo desânimo. Náutico e Portuguesa pode até ser um bom jogo, ambos precisam ficar ligados para não cair (!)... Porém, é quase um jogo para cumprir tabela.

Ponte Preta x Santos é um pouco mais agitado, já que a Macaca sabe que se vacilar, cai. Já o Peixe ainda quer acreditar que tirará 13 pontos de diferença para o São Paulo em sete rodadas. Nem com três Neymar.

Por fim, Figueirense x Botafogo. Um diz que ainda pode sair do Z4. Outro, que ainda dá para chegar no G4. Sonhar? Não custa nada, dizia o sambista.

Escolha sua camisa. Torça a vontade pelo seu time. Pelo time do vizinho. Ou contra o seu próprio time.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

#Brasileirão 31ª rodada – Mais perto, mais longe


São Paulo 2x0 Atlético (GO) – Botafogo 3x2 Vasco

Dois jogos. Duas equipes com o mesmo foco: o G4. A vaga na Libertadores é obsessão. A América é o destino preferido de todos. O São Paulo encarava o lanterna. O Vasco tinha um clássico. Partidas que fizeram um ficar mais perto do lugar esperado. O outro, viu a distância aumentar.

Por mais respeito que exista (o Atlético já venceu o líder Flu, fora de casa), o torcedor são-paulino foi ao Morumbi contando três pontos garantidos. Porém, com um minuto de jogo, a bola bateu no travessão e chacoalhou o São Paulo. Assim, o tricolor paulista matou o duelo ainda no primeiro tempo, com gols de Paulo Miranda e Osvaldo, ambos merecedores por fazerem uma grande partida. Dois gols que deixam o São Paulo a dois passos do paraíso.

Dois gols que não bastaram para o Vasco. Melhor em campo, fez 1 a 0 com Carlos Alberto. Sofreu o empate, mas novamente com Carlos Alberto fechou o primeiro tempo em vantagem. Resultado que mantinha a mesma vantagem ao São Paulo, que também vencia.

Porém, o nome do jogo não foi Carlos Alberto. O cara da partida – e da rodada, junto com Neymar – foi Bruno Mendes. Garoto que já havia aprontado em sua estreia contra o Internacional. Que já fizera a jogada que terminou no primeiro gol botafoguense. Que sumiu durante quase todo o segundo tempo. Ficou tão esquecido que apareceu como uma surpresa no meio da zaga para escorar o cruzamento da direita.

Os dois times já se contentavam com o empate. Bruno Mendes, o sumido, apareceu novamente para soltar uma bomba na entrada da área e virar o placar para o Botafogo. Para dar a vitória ao Botafogo. Para cair nas graças e virar o novo xodó da torcida botafoguense.

O gol de Bruno Mendes estufou as redes vascaínas e ecoou no Morumbi. Gol que impulsiona o São Paulo e empurra o Vasco. Tudo em dois jogos. Tudo por um gol. Que pode nem valer tanto para o Botafogo. Mas vale demais para Bruno Mendes. E para o tricolor paulista.

#Brasileirão: 31ª rodada – O artista


Santos 2x2 Atlético (MG)

O Atlético tinha a briga pelo título. O Santos tinha Neymar. O atacante que jogou no dia anterior pela seleção brasileira, lá na Polônia, desembarcou no Brasil e foi direto para o jogo. Sendo assim, ele não poderia ficar apenas observando. Um artista sempre quer participar da obra.

Eram quase 11 minutos de jogo. Em 20 segundo Miralles fez 1 a 0 para o Santos. A bola encontrou Neymar próximo ao grande círculo. Foram sete toques nela. O primeiro um tapa de calcanhar, dando uma meia-lua no zagueiro. Depois, um corte que fez o marcador derrubar o próprio companheiro de time. Uma limpada no próximo atleticano, uma ameaçada e o tapa no canto, sem chances para o goleiro. Dizem que é golaço. Mas pode chamar de arte. Ou de genialidade.

O Galo não se intimidou e conseguiu empatar ainda no primeiro tempo. Jogava melhor e poderia virar. Mas aí Rafael Marques bateu cabeça com seu companheiro de time e caiu desacordado. Não conseguiu ver a lambança e a falta de organização de um estádio que tem tudo tão arrumadinho, mas coloca degraus onde a ambulância deveria entrar no gramado. Tudo está bem com o zagueiro. Porém, o respeito ao futebol não anda nada legal.

A partida voltou, mas não era mais a mesma. O ritmo caiu. Bernard, também do Galo, foi outro a cabecear outro jogador e cair no gramado.

Aprendi que o artista é aquele que consegue apresentar beleza onde não aparenta haver. Assim, no fim, 
Neymar fez mais uma pintura, dando um chapéu de lambreta, carretilha, ou como preferir. Às vezes, o que é belo não precisa de nome. Apenas necessita acontecer. O ingresso valeu apena, mesmo com o palco não sendo digno de tamanha arte.

#Brasileirão: 31ª rodada – A sobrevida

Bahia 0x1 Palmeiras

Era um jogo decisivo. Era uma batalha. O Palmeiras sabia disso. Era vencer ou vencer. E para toda batalha, é preciso utilizar boas armas. No caso do alviverde, velhas e grandes armas.

Armas estas que foram recrutadas em cima da hora. Marcos Assunção chegou um dia antes. Barcos, horas antes. Sem eles, o Palmeiras foi medíocre. Com eles, voltou a ser grande.

Não foram necessários muitos lances de perigo ou efeito. Bastou apenas um. O chutão de Bruno chegou em Barcos. O argentino foi para o fundo e achou o predestinado Betinho para fazer o gol da vitória. 

Foi só isso. Foi tudo isso. Um gol que vale mais do que qualquer goleada. O Palmeiras não saiu da UTI, mas ainda respira, mesmo que com aparelhos. Uma sobrevida que pode ser o marco para uma saída. Ou apenas uma falsa melhora antes da queda.

Um fato importante. O Palmeiras é outro com Marcos Assunção e Barcos. De um time fraco e digno de rebaixamento, passa ser uma equipe limitada mas focada e guerreira. Capaz de decidir em poucos lances. Ou em apenas um. O que é o suficiente.

#Brasileirão: 31ª rodada – O jogaço

Fluminense 2x2 Grêmio

A expectativa da partida era grande. Duelo entre dois times que brigam pelo título. Poderia ser a última cartada gremista ou a cartada derradeira do tricolor carioca. E jogo bom é assim: se arrasta com algumas boas jogadas, explode em dez minutos e quando parece resolvido, ganha um ingrediente a mais.

O Grêmio abriu o placar aos 09 minutos do segundo tempo. Era melhor em campo e fez 1 a 0 com Elano, com um toque de Ronaldinho Gaúcho. O Fluminense pressionou em seguida e chegou ao empate com Digão. Virou o placar aos 17 com um belo chute de Rafael Sóbis. Ficou com um homem a mais aos 19, após Marcelo Moreno ser expulso antes de completar um minuto em campo.

O jogo parecia decidido. O titulo já parecia ainda mais encaminhado ao tricolor carioca. Porém, o Grêmio não desanimou. Falta de longe, Cavalieri espalmou como deu e a bola terminou nos pés de Zé Roberto antes de morrer nas redes: 2 a 2.

O placar tem sabor de empate para ambos. O Fluminense segue na mesma, na boa. O Grêmio continua garantido na Libertadores e distante do título.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

#Brasileirão: Ponte aérea

Em meio a tantos jogos decisivos, a quarta-feira da 31ª rodada do Brasileirão viu o fator aéreo ser um grande diferencial para vários clubes. Não estamos falando das bolas alçadas na área, arma tão utilizada por muitos. Falamos mesmo é dos aviões, que tiveram um papel importante para os times contarem com suas estrelas que estavam servindo as seleções.


A lista não é pequena. Thiago Neves (Fluminense), Fernando e Marcelo Moreno (Grêmio), Leandro Damião (Internacional), Barcos (Palmeiras), Victor (Atlético/MG) e Neymar (Santos). Isso apenas na quarta-feira. A lista deve ganhar nomes como Jefferson (Botafogo), Dedé (Vasco) e Lucas (Sâo Paulo).

Para alguns times, a correria valeu a pena. Barcos chegou perto do começo da partida, fez bela jogada para o gol de Betinho, que deu a vitória ao Palmeiras. Neymar atuou quase todo o amistoso contra o Japão, viajou e fez um golaço, uma pintura no empate do Santos contra o Galo. Já o Grêmio deve ter sentido um pequeno arrependimento ao colocar Marcelo Moreno em campo, após ver o atacante boliviano ser expulso poucos minutos depois de entrar, no empate contra o Fluminense.

Porém, o que chama mais a atenção é que os clubes precisam se desdobrar e torcer para seus principais atletas concordarem em vencer o cansaço da atuação quase 24h antes, viagem e correria, para ajudar na reta final do Brasileirão. Um absurdo causado pela lambança de um calendário velho, que só beneficia a TV e ninguém mais.

É preciso mudar urgentemente isso.  A tabela do Brasileirão sai sempre depois do calendário FIFA. Mas a CBF insiste em colocar jogos nas mesmas datas. Já passou da hora de pensarmos uma forma diferente de organizar nosso calendário. Temos um dos campeonatos mais competitivos, mas somos um dos raros países que insistem em ter um calendário fora dos padrões europeus.

Não. Eu não quero dizer que devemos seguir porque são melhores que nós. Mas, pelo simples fato de que teremos os dois maiores eventos esportivos mundiais por aqui – Copa do Mundo e Olimpíadas - e teremos que pausar o Brasileirão. Aliás, como tem ocorrido no caso de Copa.

Mudar o calendário e equivaler pelo menos em boa parte aos dos europeus e de boa parte do mundo. Diminuir a participação dos times da Série A nacional nos estaduais – ou diminuir ao máximo os próprios estaduais. Utilizar uma janela de mercado igual aos da Europa – até porque os clubes perdem ou seus jogadores ou muito dinheiro com a situação atual.

Já passou da hora da CBF acordar. Já passou da hora até da Conmebol se pronunciar, fazendo a própria Libertadores seguir durante toda a temporada, assim como a própria Liga dos Campeões da Europa, e fazer a Sulamericana ser disputada ao mesmo tempo.

Utopia ou não, são mudanças necessárias. O fim do “mimimi” só virá se tivermos um calendário organizado e decente. O Brasileirão, tanto deixado em segundo plano, agradece.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

#Brasileirão: A final nossa de cada rodada

O Brasileirão entra na reta final. Cada jogo é uma decisão. Essas e outras frases vão enchendo a cabeça do torcedor. Com muita razão, é claro, porque ganhar ou perder agora pode definir os rumos de muitas equipes. Mas reflete também que ainda não acostumamos com os pontos corridos.

Um exemplo claro: o duelo entre Bahia x Palmeiras. É o jogo da vida (ou da morte) do alviverde. E foi o jogo da vida de ambos para chegarem na situação atual.

Era a 12ª rodada. Uma quinta-feira, 26 de julho. Duas semanas depois do Palmeiras comemorar o título invicto da Copa do Brasil. O adversário era o Bahia. O time paulista somava dez pontos, com quatro jogos de invencibilidade e embalado pela boa vitória sobre o Náutico, em casa. O tricolor baiano não estava bem, com seis jogos sem vencer e apenas oito pontos conquistados. Caio Junior balançava no comando do Bahia.

O Palmeiras teve chances. Pressionou e perdeu várias oportunidades. No segundo tempo, sofreu dois gols de Souza, o primeiro em pênalti discutível. No final, Palmeiras 0x2 Bahia.

Voltamos ao dia 17 de outubro. Agora, o Bahia soma 35 pontos, nove a mais que o Palmeiras. Uma final para o alviverde que não seria tão grande e decisiva se o time vencesse aquela partida do primeiro turno. A vantagem hoje seria de apenas três pontos para o tricolor e a corda palmeirense não estaria tão apertada.

Em um Brasileirão de pontos corridos, o desespero de hoje é resultado da falta de planejamento dois meses atrás. O problema é que muitos sabem. E poucos aprendem.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

#Brasileirão: 27ª rodada - Balada palmeirense

Sábado, 21h. Enquanto alguns pensavam na balada, os palmeirenses começaram a festa no Pacaembu. No ritmo de El Pirata.
Assim como na estreia de Kleina, o alviverde começou com tudo. Abriu 2 a 0 em menos de 15 minutos. Novamente, liquidou a fatura rapidamente. Os gols mostraram que o time vai além de Marcos Assunção. Passa também por Barcos. O argentino mostrou aproveitamento e bom posicionamento para fazer os dois gols.
Gols que mostram duas jogadas que devem ser muito utilizadas por Kleina. Uma não é novidade: a bola parada através de seu camisa 20. Foi assim que começou o primeiro gol. Outra é a mudança de postura na marcação, pressionando a saída de bola adversária. Assim, Maikon Leite roubou a bola no campo de ataque e deixou Barcos na boa para ampliar.
O Palmeiras joga como “time pequeno”. Marca bem e espera a saída rápida. Por isso Maikon Leite pode ser uma boa. Outra mudança: a posição dos três volantes (Henrique, Marcio Araujo e Marcos Assunção). Dois ficam para um poder sair. Vários ataques começaram assim. O terceiro gol saiu assim, com Marcos Assunção chutando de fora e liquidando a fatura.
A Ponte Preta vai comprovando o que vinha acontecendo desde a saída de Gilson Kleina. O time caiu muito de rendimento. Sentiu os gols, teve maior posse de bola, mas não conseguiu levar tanto perigo. E poderia ter saído do Pacaembu levando bem mais que os 3 a 0, se não fosse a trave. E o gol que o Roger perdeu...
Resultado: Palmeiras bem, animado e motivado. Tudo o que precisava para encarar o clássico contra o São Paulo. Partida essa que pode ser o marco da saída do Z4. Por outro lado, a Ponte está em queda. Ou consegue mudar a postura, ou vai ter que se preocupar ainda mais com o rebaixamento.

#Brasileirão: 27ª rodada – Freio e protesto

- Cruzeiro 0x0 Internacional: Poucas finalizações, nada de gol. Um placar que freia um pouco mais o sonho dos dois times de quem sabe um dia chegarem ao G4. O Cruzeiro reclama a anulação da cobrança de pênalti de Borges, por invasão, e não seguir a mesma medida na segunda cobrança, que foi desperdiçada. O Inter, principalmente com Leandro Damião, insistiu mas parou em Fábio.
O fato é: não dá para crer que o Cruzeiro chegará ao G4. Não embalou mais depois do bom começo. E só pode sonhar por causa disso. Assim como não dá para crer que o Internacional chegará ao G4. É um time com bom elenco, mas sem conjunto e muito menos regularidade.
- Náutico 2x0 Atlético (GO): O Náutico venceu, segue bem no Brasileirão – dentro dos seus limites – e afundou o Atlético. Ponto. A torcida do Timbu protestou contra a arbitragem, incomodou e gritou algo que incomoda vários torcedores. “Não vão nos derrubar no apito” dizia a faixa. Vuaden mandou retirar a faixa, em uma atitude lamentável, já que existem protestos bem piores que são tolerados. E acabou ajudando o Náutico a abrir o placar, ao marcar um pênalti Mandrake. Ou seja: reclamou, mas foi ajudado. Coincidência ou não.
No geral, placar justo. O Náutico não vai cair. É melhor que várias equipes e sabe fazer valer os jogos no Aflitos. O Atlético (GO) vai cair. A Série B 2013 já é um fato.