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sexta-feira, 10 de abril de 2009

Duelo dos 9

As semifinais do Paulistão terá os quartro grandes 9 anos depois. E justamente os grandes destaques desses confrontos vestem a camisa 9. São artilheiros, matadores, craques. Aqueles que podem resolver. Ou não. Caso eles não apareçam, indico também que pode ser o "coadjuvante".

- Na Vila Belmiro, o Santos pega o Palmeiras, nesse sábado. Ambos vem de viagens desgastantes. A diferença é que o Verdão trás na bagagem uma vitória extremamente importante sobre o Sport, que deu um chá de ânimo no time. Já o Peixe não conseguiu eliminar o jogo de volta, contra o CSA, e ficou no zero a zero.

O Santos já não tem uma defesa forte. Com cinco desfalques então, se complica mais ainda. Luizinho, Domingos e Fabiano Eller estão suspensos. Soma-se a eles os já machucados Léo e Adaílton. O rojão vai sobrar para Fábio Costa, sem dúvida nenhuma. Se a defesa não coloca confiança, ela é depositada no camisa 9: Kléber Pereira. O centroavante não atuou na quarta e guardou as energias para o jogo. Ele ficou bom tempo em jejum, mas quando resolveu voltar, marcou os quatro gols que classificaram o Peixe. Se ele não resolver, eu aposto em Neymar. Tem velocidade e habilidade, e se usar isso pelo lado esquerdo, vai pegar um lateral que não sabe marcar: Fabinho Capixaba.

Já no Palmeiras, o time está muito embalado por causa da vitória sobre o Sport. Luxemburgo não terá nenhum desfalque para o confronto, o que coloca o time ainda mais como favorito. Se a defesa, também muito contestada, entrar com a garra de quarta-feira, vai ser difícil perder. Quem pode resolver? Logicamente, Keirrison. O K9 pode não vir em boa fase, mas tem a fama de ser carrasco do Santos. Além do mais, tem o faro de artilheiro e nada melhor do que mostrar isso em uma semifinal. Caso ele não consiga resolver, a esperança verde se chama Diego Souza. O meia tem voado, jogando muito e levado o time nas costas em alguns jogos. Tem a raça e a qualidade que pode decidir.

Para essa primeira partida, ao meu ver, o Palmeiras está a frente do Santos. Seja pela moral, seja pela fraquissíma defesa santista. Meu palpite é que dá Palmeiras.

- No Pacaembu, tem Corinthians e São Paulo. Tem tudo para ser um jogaço. Dois times compactos, com forte poder de marcação e cada um com seu matador.

No Timão, semana livre para trabalhar e se focar no clássico. Mano só não pode contar com Escudero, mas como o argentino é reserva, o time vem completo. Com uma defesa compacta assim como o rival, a idéia é explorar o lado esquerdo, com André Santos, em cima de Arouca, que deve jogar improvisado pela direita tricolor. Isso pode ser diferencial na partida. Principalmente se André abrir espaços e colocar a bola para o 9 alvinegro: Ronaldo. Falar do Fenômeno é "chover no molhado". A velha forma vai voltando aos poucos e ele pode resolver o clássico. Com certeza sofrerá forte marcação e terá uma defesa excelente pela frente. Porém, ele costuma ser iluminado e pode resolver. Caso isso não aconteça, pode se repetir o que aconteceu contra o Santos: Dentinho resolve. O jovem começou mal o ano, mas vem adquirindo confiança e voltando aos poucos o bom futebol do ano passado. Deve ser quem abrirá espaços na defesa são-paulina.

Depois de uma virada sofrida sobre o Defensor, o São Paulo ganha empolgação para o clássico. Apenas Zé Luís é dúvida para o confronto. O diferencial entre as equipes está no meio campo. O do tricolor tem mais qualidade e melhor posicionamento. Na frente, o 9 das decisões: Washington. Ele tem faro pro gol e sabe aparecer em decisões. Já fez isso contra o próprio São Paulo ano passado. Se der espaço, é gol. Caso ele não resolva, o nome que pode aparecer é Borges, o atacante que mais tem resolvido e menos aparecido na mídia. Fez isso nos dois jogos do time no Morumbi e está cada vez melhor desde o Brasileiro do ano passado. É o homem de confiança de Muricy no ataque.

É um clássico complicado para dar palpites. São dois grandes times, com jogadores que podem resolver. Mesmo assim, eu vejo o São Paulo mais completo para o confronto. Para o primeiro jogo, por ser no Pacaembu eu aposto no Timão. Mesmo vendo o tricolor como favorito.

Pause, Adriano.

Quem não precisa parar de vez em quando naquilo que faz? Quem nunca enjoou, perdeu a alegria, o sentido naquilo que fazia? Seja nos estudos, na vida profissional, relacionamentos, etc. Todo mundo às vezes quer parar.

Adriano também quer. E assim fará. Não deu para entender se o problema estava em jogar fora do país, ou se isso independe de onde jogar. O jogador se mostrou calmo e consciente do que está fazendo. Foi muito coerente ao lembrar que é exemplo para crianças e a respeito ao seu atual clube. Falou como quem sabe que precisa parar.

É estranho como se pressiona a vida de um atleta. A pressão na Itália é realmente enorme. Porém, aqui também é. Certas coisas extrapolam o que é notícia e se torna sensacionalismo puro. Penso que eu não gostaria de viver com isso. Ninguém gosta. Ele errou ao dar brecha para a "imprensa marrom" fazer o todo o barulho com o seu "sumiço".

Se ele quer andar pelo lugar onde nasceu - Vila Cruzeiro, favela do Rio - e estar por lá, é algo extremamente normal. O errado está em nós que da pior maneira, a preconceituosa, já associa a favela com tráfico, drogas e crime. Lá ainda moram muitas famílias de bem, trabalhadores e trabalhadoras. Se Adriano quer festar, que tenha consciência de que a vida de atleta não consegue permitir isso. Seja pela condição física, seja pelo exemplo de ser um grande jogador.

A melhor análise de tudo isso foi feita pelo treinador do Imperador na Inter, José Mourinho, em entrevista ao Gazzetta Dello Sport: "o importante é que Adriano seja feliz. Você pode perder o jogador, mas recupera o homem. Isso já está perfeito. O Inter já fez de tudo para ajudá-lo, antes mesmo de eu chegar aqui . Ainda não conversei com Adriano. Veremos mais adiante quais são realmente as razões que o levaram a tomar essa atitude".

Adriano com a cabeça no lugar é um dos melhores atacante do mundo. Já provou isso em 2005, arrebentando na Copa América e na Copa das Confederações. Já provou também em outras épocas. É para colocar a cabeça no lugar novamente que o Imperador parou. Ou pausou. Não sabemos.

"Perde-se o atleta, mas recupera o homem". Exatamente o que Adriano entendeu. O PB deseja sorte ao Adriano. Principalmente a pessoa, que é o mais importante.

Copa do Brasil

Rapidamente, uma análise sobre os jogos de ida da 2ª fase da Copa do Brasil. Tivemos dois tropeços e um só classificado. Vamos lá, curtinho e rápido:

- O Botafogo perdeu para o Americano, em Campo, por 2 a 1, com um gol no final do jogo. Ney Franco já tinha sido alertado no empate pela Taça Rio em pleno Engenhão. Não aprendeu a lição. Espera-se que o resultado não influencie na semifinal de sábado. Reverter o placar: é possível, mas todo cuidado é pouco. Aliás, fazia tempo que o Americano não incomodava os grandes.

- No confronto dos campeões brasileiros, Bahia e Coritiba empataram em 2 a 2. Bom resultado para o Coxa, que joga pelo empate de até 1 a 1 no jogo de volta.

- Brasiliense 0x1 Goiás. O alviverde passa.

- Com um a menos desde o primeiro tempo, o Atlético/PR conseguiu, no sufoco, um empate contra o ABC, em Natal: 2 a 2. Ano passado, o time já caiu frente ao Corinthians/AL. O ABC pode surpreender.

- Sem Kléber Pereira, o Santos ficou no zero a zero com o CSA, em Maceió. O jogo não foi bom e o placar foi apenas reflexo disso. Ruim para o Peixe, que não conseguiu mais uma vez eliminar o jogo de volta.

- Quem conseguiu se classificar já no jogo de ida foi o Flamengo. Com um time misto em campo, o rubro-negro eliminou o Remo, vencendo por 2 a 0. E não é que o atacante Émerson parece ter estrela?

- O Internacional por muito pouco não fez o mesmo que o Flamengo. Mas um gol de Romário, jovem jogador do Guarani, tirou a chance de se garantir antecipadamente. Destaque: como vem jogando bem Andrezinho e, principalmente, Taison.

- Outro que quase garantiu foi o Vitória. O rubro-negro baiano venceu o Juventude, fora de casa, por 2 a 1. Mostrou ter mais time que a equipe gaúcha. No jogo de volta, o Vitória já será comandado por seu novo treinador: Paulo César Carpegiani.

- Por fim, Figueirense e Ponte Preta fecharam a rodada com outro empate em 2 a 2. Bom para a Ponte, que vai com a vantagem para Campinas.

Ps: Vale a pena ler o livro da foto: "20 anos de Copa do Brasil: de Kaburé a Cícero Ramalho", dos jornalistas Alex Escobar (Sportv) e Marcelo Migueres.

As estrelas e o coadjuvante

Análise dos jogos de quarta-feira da Champions League, com muito atraso. De um lado, o trio-fantástico só não fez chover na Espanha, enquanto um lateral improvisado roubou a cena no clássico inglês.

- Começamos pelo passeio do Barça sobre o Bayern Munique. Incrível como joga esse time catalão. Como disse na prévia do jogo, lembra muito o futebol ofensivo daquele Barcelona que foi campeão em 2006. Uma equipe criativa, solta, vibrante e bem postada taticamente. Sem muita badalação, vem sendo um dos - senão o - melhores times da Europa.

Quanto ao jogo, o Barcelona começou com tudo. Henry já perdeu um gol aos 5 minutos, com Van Bommel salvando em cima da linha. Mais três minutos e Eto'o achou Messi entre a zaga: 1 a 0. Conte mais quatro minutos e os papéis no espetáculo se invertem: Messi acha Eto'o, que não perdoa: 2 a 0. O time espanhol mandava no jogo. Aos 37, Henry fez bela jogada pela esquerda e cruzou rasteiro para Messi fazer: 3 a 0. Oitavo gol do argentino em oito jogos na Liga. Quem achava que já estava bom, o craque argentino devolveu mais uma vez a gentileza do companheiro. Messi tocou para Henry marcar o seu: 4 a 0. Parecia treino, amistoso, qualquer coisa, menos um confronto entre Barcelona x Bayern. Vale lembrar: tudo isso aconteceu no primeiro tempo.

Depois foi só administrar. Podia ter sido muito mais, se Iniesta, Xavi, Messi, Eto'o e Henry não abusassem de perder boas chances. Enfim, saiu o primeiro semifinalista. É difícil pensar que o Bayern irá devolver a goleada na Alemanha. Não vou ficar em cima do muro e já vejo o Barça nas semifinais. Por fim, acho que Klinsmann teve respondida a pergunta que deixou no ar: "Hoje (no Nou Camp) vocês verão que é melhor: Messi ou Ribéry". Tem razão. Já não existem dúvidas.

- Mais uma vez, um confronto eletrizante. Como de costume, Liverpool e Chelsea fizeram um jogaço. Enquanto muita gente falava dos craques consagrados que poderiam decidir o jogo, um certo alguém, improvisado na defesa, fez questão de roubar a cena em Anfield Road.

O jogo começou a mil por hora. Os dois times vieram com formações muito ofensivas: o Liverpool explorando muito as subidas de Arbeloa e Fábio Aurélio; o Chelsea somente com Essien e volante. Só se podia esperar um jogo com muitas chances. Já no comecinho, Kuyt bateu de longe e Ivanovic - guarde esse nome - desviou para escanteio. A bola tinha endereço certo. O gol saiu já aos 6 minutos: Arbeloa cruzou rasteiro e Fernando Torres não deu chances a Peter Cech: 1 a 0 Liverpool. O jogo ficou melhor ainda após o gol. Drogba perdeu duas ótimas oportunidades. Os Reds quase fizeram o segundo com Torres, após bobeada de Lampard. Aos 39, os Blues empataram: após escanteio, Ivanovic cabeceou e fez: 1 a 1. E assim fechou o primeiro tempo.

A segunda etapa foi menos movimentada, mas com boas chances. Gerrard criou boa chance. Drogba perdeu mais um gol, salvo dessa vez pelo zagueiro Carragher. Aos 17, a confirmação de que um coadjuvante roubaria a cena do jogo. Novo escanteio, nova cabeçada, Ivanovic vira para o Chelsea: 2 a 1! Cinco minutos depois, depois de um contra-ataque rápido, finalmente Drogba não desperdiçou: 3 a 1. O Liverpool tentou reagir, mas em vão.

Os Blues estão quase lá. O que me deixa um pé atrás é saber que os Reds tem total capacidade de reverter o placar em Stanford Bridge. Mas a vantagem de perder por até 2 a 0 é muito boa, principalmente se quem tem a vantagem é Guus Hiddink. Estamos muito perto de ter Barça x Chelsea nas semifinais. Muito perto mesmo.

Passeio, sufoco e revés

Atraso para chegar a partida, uma virada na raça, na superação e uma vitória com cara de "não fez mais que obrigação". Assim foi a rodada para Cruzeiro, São Paulo e Grêmio na Libertadores. Já para os argentinos, a coisa anda feia: três dos cinco times não devem se classificar. Vamos a análise da rodada.

- Na terça-feira, o Grêmio venceu o fraquissímo Aurora, da Bolívia, por 3 a 0. Não dá para perder para um time ruim como esse Aurora. Mesmo assim, o time não jogou aquelas coisas não. O tricolor gaúcho segue firme na liderança e deve se classificar sem problemas. Os gols foram marcados por Rafael Marques, Maxi Lopez - jogou muito bem - e Réver. A questão é: quem será o novo técnico? Renato Gaúcho já foi contactado. Parece que Paulo Autuori também. Os dois são bons. Renato é o preferido da galera; Autuori, de boa parte da direção. Decidir rapidamente é bom, visto que o time está disputando "só" a Libertadores. Quanto mais rápido melhor. E o meia Renato, ex-Flamengo, vem aí. Ótimo reforço.

- Borges salvou mais uma vez o São Paulo no Morumbi. A arbitragem colaborou. Eu dizia na terça que o time uruguaio era "encardido". Não deu outra. Jogo complicado, travado. O Defensor marcava bem, fechou as jogadas pelas laterais e congestionou o meio-campo. O São Paulo errava muitos passes. Os uruguaios abriram o placar com Diego de Souza. Ou com Rogério Ceni? Em uma falha medonha, das mais grotescas, o goleiro são-paulino se atraplhou e colocou a bola para dentro do próprio gol. O que está acontecendo com o camisa 1 tricolor? Nas minhas contas, é a quinta falha dele no ano, terceira seguida. Enfim, no segundo tempo, veio a virada tricolor, com dois gols de Borges, sempre em bolas alçadas na área - tática mais usada para escapar da marcação do adversário. No primeiro gol, o atacante estava claramente impedido. O autor do gol do Defensor foi expulso em um lance que Dagoberto claramente deveria ir pro chuveiro também. Enfim, São Paulo 2 a 1 e classificado para a próxima fase.

- A derrota do Cruzeiro me surpreendeu. Confesso que esperava pelo menos um empate na Argentina. Mas, algumas coisas no futebol são surpreendentes. Como o ônibus não conseguir chegar na hora do jogo por causa de um manifesto. Ou Verón voltar a jogar muito, coisa que não fazia mais ou menos há seis meses. Aliás, não só Verón como todo Estudiantes. Enfim, 4 a 0 para os argentinos, fora o baile. O Cruzeiro não tinha poder de reação e sentiu os gols. Adílson errou ao começar só com Wellington Paulista no ataque. Mesmo com a derrota, a raposa deve classificar facilmente. Só depende de si mesmo.

- Pelos lados argentinos na Libertadores, a coisa anda feia. Fora o Boca - que venceu o Guaraní por 3 a 1, com gols de Palermo, Palácio e Riquelme - e o Estudiantes, citado acima, ninguém mais venceu. E pior: Lanús, River Plate e San Lorenzo correm sério risco de ficar de fora. Aliás, o San Lorenzo já está eliminado após a derrota para o San Luis/MEX (2x0). O River, em péssima fase, precisa vencer os últimos dois jogos. Nada impossível, mas pela fase. O empate em zero a zero com o Nacional/URU, em Monumental de Nuñez, foi até bom. Para fechar, o Estudiantes só classifica porque o grupo é fraco. Senão, só o Boca salvava. O que passa, argentinos?

- Pelo grupo 1, ótimo resultado para Palmeiras e Sport, principalmente o alviverde: LDU 1x1 Colo-Colo. Campos, aos 3 do segundo tempo, abriu o placar para os equatorianos, mas Mena empatou aos 46. Como disse Lédio Carmona, "um dos grupos mais equilibrados da história". Assino embaixo.

- Outros resultados da rodada: pela 4ª rodada - Nacional/PAR 1x1 San Martin; Univ. de Chile 3x0 Boyacá Chicó.; pela 5ª rodada - Universitário 2x1 Libertad (resultado que tirou o 100% dos paraguaios).

- Por critério de curiosidade, vamos ver quais seriam hoje - repito, hoje! - os jogos das oitavas-de-final. Não preciso dizer que é lógico que tem time com jogo a menos, etc. Eu avisei: por causa de ser curioso. Ficaria assim:

- Boca Juniors x Independente Medelín;
- Libertad x Sport;
- Nacional/URU x Deportivo Cuenca;
- Grêmio x Everton;
- São Paulo x San Martin;
- Cruzeiro x Univ. de Chile;
- Colo-Colo x Universitário;
- Chivas x Estudiantes;

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Mais vivo do que nunca

"Voltamos a ter espírito de Libertadores da América." Essa frase de Vanderlei Luxemburgo retrata o Palmeiras desta quarta-feira. Não foi um time genial, criativo. Foi um time guerreiro, forte e determinado. Determinação que recoloca o time na briga pela Libertadores e, principalmente, dá uma força incrível para a equipe. E Belluzzo, presidente do clube, disse que "os jogadores cantaram até o hino no ônibus". Retrato de um time que absorveu a grandeza que é o Palmeiras. Isso é cara de quem quer ser campeão.


A Ilha do Retiro estava lotada, como era esperado. A pressão das arquibancadas era imensa. Todso se perguntavam: será que o jovem time do Palmeiras aguentará? Aguentou. Luxemburgo colocou a equipe para marcar e jogar no contra-ataque. Nelsinho fez o esperado: mandou o time para cima, explorando as alas. O início do jogo foi muito travado, com empurrões, entradas mais duras e muitas faltas. Fora um lance ou outro, o primeiro chute a gol com perigo aconteceu somente aos 20 minutos, com o Sport. O zagueiro Igor deu uma de atacante, deu dois belos cortes em Pablo Armero e bateu forte, da entrada da área, obrigando Marcos a fazer boa defesa e mandar para escanteio. O lance soltou a partida. Três minutos depois, o Palmeiras respondeu e com eficiência: Cleiton Xavier cobrou falta da intermediária e mandou para área. Depois de devio de Diego Souza, o zagueiro Maurício Ramos mandou pro gol e Keirrison completou: 1 a 0 Palmeiras. Quando o K9 tinha chutado, a bola já havia ultrapassado a linha, mas o ótimo árbitro paraguaio Carlos Torres deu o gol para o atacante.

O gol não mudou a postura dos dois times. O Sport seguiu pressionando e o Verdão se defendendo e explorando a saída rápida. Aos 27, Paulo Baier bateu de longe e Marcos fez mais uma boa defesa. Dez minutos depois, Ciro recebeu bom cruzamento, mas cabeceou fraco, para fora. Aos 41, em rápido contra-ataque, Cleiton Xavier cruzou e Fabinho Capixaba quase fez o segundo do Palmeiras.

Nelsinho veio para o segundo tempo com duas alterações: colocou Luciano Henrique e Sandro Goiano no lugar de Moacir e Daniel Paulista, buscando mais criatividade e pegada. Porém quem ameaçou primeiro foi o Palmeiras. Logo aos 4 minutos, Diego Souza fez grande jogada individual, mas parou nas mãos do goleiro Magrão. Era o ensaio do que aconteceria depois. Aos 12, Vandinho cabeceou e Marcos mais uma vez salvou. Os dois times criavam mais oportunidades na etapa final. Diego Souza, aos 17, mandou uma pancada em cobrança de falta e Magrão fez ótima defesa. Paulo Baier respondeu aos 20. O camisa 10 do Leão bateu da entrada da área, e Marcos operou um milagre.

E, aos 27, veio o golpe final do alviverde. Diego Souza fez mais uma grande jogada individual, limpou três marcadores e tocou com estilo, por cima do goleiro do Sport: golaço! Palmeiras 2 a 0. Silêncio na "Bomboniha". O Sport até tentou diminuir, mas parou mais uma vez em Marcos, após bela cobrança de falta de Luciano Henrique.

Minha avaliação do jogo: o Sport não conseguiu escapar da forte marcação do Palmeiras. Quando conseguiu, principalmente com Paulo Baier, parou na grande atuação de Marcos. Ciro foi muito bem marcado por Maurício Ramos e quase não apareceu na partida. Já no Verdão, uma vitória que pode lançar a equipe muito longe. Era evidente o alívio e a força que o grupo conseguiu com essa vitória. A zaga, tão contestada, foi muito bem, comandada por Edmílson. Os laterais quase não subiam e cumpriram bem o papel de marcadores. Pierre foi, como sempre, incansável. E Diego Souza vai sendo o diferencial dessa equipe, principalmente com a queda de rendimento de Keirrison.

Enfim, uma vitória gigante do Palmeiras, que segue mais vivo do que nunca na Libertadores. Os dois times se enfretam semana que vem, no Palestra. Revanche? Essa será a palavra que vai alimentar o próximo confronto entre alviverdes e rubro-negros.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Duelo de gigantes

Nesta quarta-feira tem mais dois jogos pelas quartas-de-final da Liga dos Campeões da Europa. Dois jogaços. Em campo, quatro gigantes. Destes, dois estão voando baixo. Outros dois não convenceram, mas sempre chegam. Vamos aos jogos.

- No Anfield Road, em Liverpool, o mais repetitivo confronto dos últimos tempos da LC: Liverpool x Chelsea. É simplesmente o quarto confronto em cinco temporadas. Das quatro vezes que se encontraram, três foram em mata-mata e uma na fase de grupos. Pelo mata-mata, o Liverpool passou duas vezes, mas ano passado deu Chelsea.

Os Reds vêm voando baixo. A perseguição ao Manchester no Campeonato Inglês segue firme. O time despachou com autoridade o Real Madrid, nas oitavas da Champions. E, por fim, a dupla Gerrard-Fernando Torres estão jogando muito, mas muito mesmo. O técnico Rafa Benítez tem apenas um problema para a partida: Mascherano, suspenso, deve dar lugar ao brasileiro Lucas. O zagueiro Hyypia está de volta, após contusão, mas deve ser banco.

Com toda a boa fase, o Liverpool é favorito? Seria, se do outro lado não estivesse o forte time do Chelsea. Desde a chegada de Guus Hiddink, o time pode não encantar, mas ganhou um padrão de jogo melhor do que o da era Scolari. Eliminou, meio que no aperto, a Juventus nas oitavas e vai fazendo o seu no Inglês. As duas derrotas para o Liverpool pelo Inglês na temporada já é coisa do passado. Craques também não faltam nos Blues: Drogba está de volta, o xerifão Terry segue firme na zaga, Malouda tem se destacado no meio, além da dupla Ballack-Lampard, que podem resolver a qualquer instante.

Um jogaço! Um clássico. E como em todo clássico, seja na várzea, seja no Anfield Road, não se pode apontar favoritos. Mas, pode se dizer que o Liverpool chega melhor para o confronto e tem tudo para cumprir seu papel dentro de casa. Imperdível.

- No Camp Nou, dois grandes times que chegam em situações diferentes. O Barça é líder e "quase campeão" espanhol. Já o Bayern segue na luta pelo título alemão, mas tomou um sacode do Wolfsburg, adversário direto, no último sábado (com direito a um gol de placa de Grafite). Porém, na Liga dos Campeões, os dois times tem o melhor ataque da competição e não deixaram a desejar até aqui.

O Barcelona voltou a mostrar um bom futebol no comando de Guardiola. Fora um tropeço ou outro, o time tem passeado no Espanhol. Voltou a jogar com um esquema ofensivo, solto, vibrante e conduzido por um craque, assim como no título europeu em 05/06. Se naquela época tinha Ronaldinho Gaúcho jogando o fino da bola, hoje tem Messi. Aliás, o trio ofensivo formado por Messi-Henry-Eto'o se mostra entrosado e fazendo muitos gols - só na LC foram 15. Além dos três, vale destacar a ótima fase do brasileiro Daniel Alves e da dupla de meio-campo Xavi e Iniseta. Mesmo sem Abidal e Gabriel Milito, os espanhóis são muito fortes.

Situação complicada para o Bayern, que não terá sua boa dupla de zaga titular para o confronto. Justamente nesse em que é preciso parar o forte ataque do Barça. Lúcio, machucado, e van Buyten, com problemas particulares. Além dos dois, o artilheiro Klose também está fora. Tudo isso complica para o técnico Jürgen Klinsmann. O treinador joga suas fichas em Luca Toni para resolver na frente e em Ribéry para conduzir o time. O time bávaro é bom, tem bons jogadores - além dos dois citados, tem o lateral Lahm, os meias Van Bommel e Schweinsteiger, mas é fato que ainda não convenceu na temporada. Podolski, sabe-se lá porque, é banco. Porém, quando convenceu, mandou um sacode de 5 e outro de 7 em cima do Sporting, pelas oitavas.

Sim, o Barça é o grande favorito para a partida. Tem mais time, vive melhor momento e joga em casa. Porém, depois do que o Porto fez ontem, quem duvida que o Bayern não surpreenda? Bons jogadores e qualidade a equipe possui. Mesmo com essa possibilidade de o raio cair de novo na LC, eu aposto no Barcelona.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Quem diria

As duas primeiras semifinais mostraram que ou o PB precisa acompanhar mais o futebol português, ou o que aconteceu hoje em Old Traford foi algo fora do comum. Já no El Madrigal, nada fora do eixo.

- Primeiro, a partida de Manchester. Foi melhor e recompensado que ousou mais. É o fato da partida. Mesmo jogando fora de casa, o Porto veio a campo com três atacantes e um meia ofensivo. Fizeram a diferença. Está certo que o goleiro brasileiro Hélton fechou o gol em alguns lances, mas a ousadia de Jesualdo Ferreira foi recompensada. E Sir Alex Ferguson me espantou com o time que escalou. Com Park titular e Tevez no banco. Com três volantes (Carrick, Fletcher e Scholes) e Giggs entre os reservas.

Confesso que não assisti o jogo, mas pelo que li e pelo relatório da partida, o Porto começou como ninguém esperava: pressionando. Pressão que era para ser feita pelos Reds Devils - pelo menos se esperava isso. Os porugueses abriram o placar logo aos 4 minutos, com Cristian Rodríguez. Rooney, aos 15, empatou, depois de falha grotesca de Bruno Alves.

Pelo que parece, o Manchester só melhorou quando Ferguson desfez no segundo tempo a bobagem do início. Colocou a dupla Tevez e Giggs no lugar de Park e Scholes. Deu resultado, só que o segundo gol saiu apenas aos 40, depois de toque de calcanhar de Rooney para Tevez, que não perdoou. Porém, três minutos depois, Mariano Gonzalez recebeu cruzamento de Lisandro López e fez: 2 a 2.

Como fica agora: o Porto vai com a vantagem do empate em até 1 a 1 no jogo de volta, no Estádio do Dragão. Bela vantagem. Porém, nada que o Manchester não possa reverter. Mas eu garanto que tem gente na Inglaterra dizendo que acredita em fantasmas. E dizem que são portugueses...

- Dois golaços. Cada um com seu estilo e cada um para uma equipe. Assim terminou empatado o movimentado jogo entre Villareal e Arsenal, no El Madrigal. O jogo começou daquele jeito de sempre: times se arriscando pouco, um lance aqui, outro lá, mas nada de perigo. Até que Marcos Senna, aos 7 minutos, meteu o sapato na bola e mandou no ângulo de Almunia. Golaço! 1 a 0 Villa. O goleiro do Arsenal teve que sair ainda no primeiro tempo por causa de uma contusão, dando lugar para o goleiro Fabianski. Gallas também saiu ainda no primeiro tempo, queimando outra substituição. Os Gunners chegavam pouco, mas quando iam ao ataque eram conduzidos pela boa dupla de meias Fábregas-Nasri. O espanhol chegou a marcar de falta, mas o árbitro não tinha autorizado.

No segundo tempo, os ingleses começaram pressionado e buscando o empate. Os espanhóis se acomodaram. Aos 20 minutos, depois de muito insistir, o Arsenal foi recompensado. Após lançamento de Fábregas - joga demais! -, Adebayor matou no peito, dentro da área, e enmendou uma meia-bicicleta: um golaço! Tudo igual no placar. Por pouco os Gunners não viraram o placar, com Nasri. Por pouco também não sofreram o segundo, em outro belo chute de Marcos Senna.


No fim, 1 a 1. Vantagem para o Arsenal, que pode ficar no zero a zero, em casa, para se classificar. Incrível como a volta de Fábregas faz diferença ao time londrino. A qualidade no toque e na chegada ao ataque é incrível. Van Persie e Eduardo da Silva fizeram falta. Já o Villareal mostrou ter um time bem organizado taticamente, mas falta criatividade, alguém que desequilibre. Isso pode ser o diferencial do confronto.

Eu ainda aposto em um confronto entre Manchester x Arsenal nas semifinais. Porém, depois do que aconteceu no Old Traford, fico com um pé atrás.

Ingleses x fantasmas

Semana quente também pela Europa. Começam as quartas-de-final da Liga dos Campeões. Será sim o jogo dos ingleses Manchester e Arsenal contra os "fantasmas" Porto, que já aprontou as suas, e Villareal, que quer se vingar da derrota de três anos atrás.

- Nesta terça-feira, dois jogos. O Manchester United recebe o Porto, em Old Traford, tentando espantar qualquer fantasma português - os ingleses já foram eliminados duas vezes pelos rivais. Para isso, os Reds Devils vem motivados pela vitória fantástica sobre o Aston Villa, de virada e com gol no último minuto. Quem pensava que o folêgo dos comandados por Alex Ferguson tinha acabado, se enganou. O técnico inglês terá dois desfalques importantes: o zagueirão inglês Rio Ferdinand e o meia brasileiro Anderson.

No Porto, a esperança está na história, para repetir o feito de eliminar o Manchester novamente. A força da equipe é, sem dúvida, o bom ataque formado pelo argentino Lisando Lopez e o brasileiro Givanildo "Hulk".

É lógico que o Manchester é favorito. Não só pelo peso da camisa e nem por jogar em casa, mas pelo ótimo futebol que apresenta e por ser um time compacto, mesmo com os tropeços recentes. Isso sem falar do elenco, experiente, forte e de qualidade: Cristiano Ronaldo, Giggs, Rooney, etc. Porém, futebol sempre apronta as suas.

- A outra partida que abre as quartas-de-final é o confronto entre Villareal x Arsenal, no El Madrigal. Mais um reencontro. Ambos fizeram as semifinais em 2006, com vitória do Arsenal. Desta vez, os espanhóis querem a revanche.

Para isso, o "Submarino Amarelo" confia no forte poder de marcação e saída de bola do seu meio campo, comandado pelo brasileiro naturalizado espanhol Marcos Senna, que volta a equipe após lesão. Ao seu lado estará o experiente e bom francês Pires, que conhece muito bem o Arsenal, por onde atuou bom tempo da carreira. Na frente, a esperança de gols está nos pés de Nihat.

Já no Arsenal, o grande nome é Cesc Fábregas. Depois de um bom tempo fora, devido uma contusão, ele voltou a campo sábado, na vitória sobre o Manchester City e deu uma nova cara ao meio campo dos Gunners. Junto com ele, quem está de volta é Adebayor, outro importante jogador para o esquema de Arsene Wenger. O Arsenal vem em uma boa crescente e pode surpreender fora de casa.

Será um jogo de duas equipes que não convenceram nos seus campeonatos nacionais, mas que podem sim aprontar na LC. Para mim, o Arsenal ganha, mesmo fora de casa, e se classifica, mantendo o dominío inglês.

Em outro post, analiso os jogos de quarta-feira.

Semana quente

Vai ser um meio de semana daqueles: Copa do Brasil, Libertadores, rreta final de alguns estaduais. Tudo isso antecipando os clássicos e jogos decisivos do final de semana.

- O grande jogo da semana é, certamente, entre Sport x Palmeiras. O clima de decisão envolve a partida, principalmente pelos lados do Palestra. Uma derrota e o Palmeiras deve dar adeus a competição. Luxemburgo fez treino secreto, "escondeu" o time e levou todo mundo para Recife. Até o presidente foi. Nelsinho também faz mistério, muito mais pela escalação do ótimo Ciro. Aliás, será um confronto de jovens artilheiros: Ciro e Keirrison. Um jogaço! Eu não vou perder.

Minha análise: o Palmeiras vai vir com a faca nos dentes. É sim o jogo do semestre para o time e Luxemburgo sabe que a pressão será imensa caso não passar para próxima fase. O time não vem atuando da melhor maneira, embora que possui atletas que possam resolver, como Diego Souza, Cleiton Xavier e K9. O Sport está invicto no ano, tem mantido um padrão tático muito bom, mescla a experiência de Sandro Goiano e Paulo Baier com a juventude - e genialidade - de Ciro. A Ilha vai ferver. Para mim, o Palmeiras não perde. Se ganha, é outros quinhentos.

Ainda pela Libertadores, o Grêmio, sem Celso Roth, recebe hoje o Aurora, lanterninha do Grupo 4, sem nenhum ponto. Se o tricolor não seguir abusando perder gols como tem feito até agora, deve golear. Sobre nomes para o lugar de Roth: Renato Gaúcho é o favorito (e ao meu ver, quem se encaixa melhor com o grupo e o time). Fala-se também em Geninho, Paulo Autuori e até Caio Júnior.

O São Paulo entra em campo na quinta-feira, contra o Defensor, no Morumbi. Uma vitória deixa o tricolor muito perto da vaga, pois abriria seis pontos para o próprio time uruguaio, que ocupa a terceira posição. Mas, se perder, pode complicar. Muricy deve contar com força máxima, e a volta de Borges, recuperado de lesão, é quase certa. O time uruguaio é "encardido". Não se pode bobear.


Fechando os brasileiros na Libertadores, o Cruzeiro vai até La Plata enfrentar o Estudiantes. Uma vitória garante o Cruzeiro na próxima fase. Porém uma derrota não preocupa. E pelo futebol que os argentinos tem apresentado até aqui, não é tão complicado voltar com pontos na bagagem. Aliás, o Cruzeiro está voando baixo. Comandados por Kléber, dá Raposa. Esse jogo já vale pela 5ª rodada.

Entre os outros jogos, destaque para o confronto entre River Plate e Nacional/URU. O River precisa vencer de qualquer maneira para respirar. Outros confrontos: pela 4ª rodada - Nacional/PAR x San Martin; Univ. Chile x Boyacá; Boca Juniors x Guarani/PAR; LDU x Colo-Colo; pela 5ª rodada - Universitário x Libertad; San Luis x San Lorenzo.

- Pela Copa do Brasil, nove jogos dão início a 2ª fase. O Botafogo enfrenta o Americano; o Atlético/PR vai até Natal enfrentar o ABC; em Salvador, confronto de campeões brasileiros: Bahia x Coritiba; o Brasiliense recebe o Goiás; Juventude e Vitória se enfrentam em Caxias do Sul; o embalado e centenário Internacional vai a Campinas enfrentar o rebaixado Guarani; o Flamengo, com três garotos relacionados (entre eles o bom Lenon), vai até Belém enfrentar o Remo; e o Santos, com a cabeça no Paulistão, viaja até Maceió para pegar o CSA. Tudo isso na quarta-feira. Na quinta, o Figueirense, de Roberto Fernandes, recebe a Ponte Preta.

- Nos estaduais, a bola rola pelo returno do quadrangular final do Catarinense. Quarta-feira tem Cricíuma (3°) x Avaí (1°); quinta tem Joinville (4°) x Chapecoense (2°).

No Mineiro, vão ser definidos os dois últimos semifinalistas. O Atlético enfrenta o Uberaba, com a vantagem do primeiro jogo (1x0). Quem passar pega o Rio Branco. No outro jogo, Democrata/GV x Ituiutaba jogam também no Mineirão (!). Quem será o "gênio" que mandou o jogo de dois pequenos para o Mineirão? Não se pensou em gastos, em público? Enfim, mesmo com tudo isso, o Ituiutaba vai com a vantagem de 1 a 0 do primeiro jogo. Quem se classificar, enfrenta o Cruzeiro.