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sexta-feira, 19 de outubro de 2012

#Brasileirão: 31ª rodada – O artista


Santos 2x2 Atlético (MG)

O Atlético tinha a briga pelo título. O Santos tinha Neymar. O atacante que jogou no dia anterior pela seleção brasileira, lá na Polônia, desembarcou no Brasil e foi direto para o jogo. Sendo assim, ele não poderia ficar apenas observando. Um artista sempre quer participar da obra.

Eram quase 11 minutos de jogo. Em 20 segundo Miralles fez 1 a 0 para o Santos. A bola encontrou Neymar próximo ao grande círculo. Foram sete toques nela. O primeiro um tapa de calcanhar, dando uma meia-lua no zagueiro. Depois, um corte que fez o marcador derrubar o próprio companheiro de time. Uma limpada no próximo atleticano, uma ameaçada e o tapa no canto, sem chances para o goleiro. Dizem que é golaço. Mas pode chamar de arte. Ou de genialidade.

O Galo não se intimidou e conseguiu empatar ainda no primeiro tempo. Jogava melhor e poderia virar. Mas aí Rafael Marques bateu cabeça com seu companheiro de time e caiu desacordado. Não conseguiu ver a lambança e a falta de organização de um estádio que tem tudo tão arrumadinho, mas coloca degraus onde a ambulância deveria entrar no gramado. Tudo está bem com o zagueiro. Porém, o respeito ao futebol não anda nada legal.

A partida voltou, mas não era mais a mesma. O ritmo caiu. Bernard, também do Galo, foi outro a cabecear outro jogador e cair no gramado.

Aprendi que o artista é aquele que consegue apresentar beleza onde não aparenta haver. Assim, no fim, 
Neymar fez mais uma pintura, dando um chapéu de lambreta, carretilha, ou como preferir. Às vezes, o que é belo não precisa de nome. Apenas necessita acontecer. O ingresso valeu apena, mesmo com o palco não sendo digno de tamanha arte.

#Brasileirão: 31ª rodada – A sobrevida

Bahia 0x1 Palmeiras

Era um jogo decisivo. Era uma batalha. O Palmeiras sabia disso. Era vencer ou vencer. E para toda batalha, é preciso utilizar boas armas. No caso do alviverde, velhas e grandes armas.

Armas estas que foram recrutadas em cima da hora. Marcos Assunção chegou um dia antes. Barcos, horas antes. Sem eles, o Palmeiras foi medíocre. Com eles, voltou a ser grande.

Não foram necessários muitos lances de perigo ou efeito. Bastou apenas um. O chutão de Bruno chegou em Barcos. O argentino foi para o fundo e achou o predestinado Betinho para fazer o gol da vitória. 

Foi só isso. Foi tudo isso. Um gol que vale mais do que qualquer goleada. O Palmeiras não saiu da UTI, mas ainda respira, mesmo que com aparelhos. Uma sobrevida que pode ser o marco para uma saída. Ou apenas uma falsa melhora antes da queda.

Um fato importante. O Palmeiras é outro com Marcos Assunção e Barcos. De um time fraco e digno de rebaixamento, passa ser uma equipe limitada mas focada e guerreira. Capaz de decidir em poucos lances. Ou em apenas um. O que é o suficiente.

#Brasileirão: 31ª rodada – O jogaço

Fluminense 2x2 Grêmio

A expectativa da partida era grande. Duelo entre dois times que brigam pelo título. Poderia ser a última cartada gremista ou a cartada derradeira do tricolor carioca. E jogo bom é assim: se arrasta com algumas boas jogadas, explode em dez minutos e quando parece resolvido, ganha um ingrediente a mais.

O Grêmio abriu o placar aos 09 minutos do segundo tempo. Era melhor em campo e fez 1 a 0 com Elano, com um toque de Ronaldinho Gaúcho. O Fluminense pressionou em seguida e chegou ao empate com Digão. Virou o placar aos 17 com um belo chute de Rafael Sóbis. Ficou com um homem a mais aos 19, após Marcelo Moreno ser expulso antes de completar um minuto em campo.

O jogo parecia decidido. O titulo já parecia ainda mais encaminhado ao tricolor carioca. Porém, o Grêmio não desanimou. Falta de longe, Cavalieri espalmou como deu e a bola terminou nos pés de Zé Roberto antes de morrer nas redes: 2 a 2.

O placar tem sabor de empate para ambos. O Fluminense segue na mesma, na boa. O Grêmio continua garantido na Libertadores e distante do título.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

#Brasileirão: Ponte aérea

Em meio a tantos jogos decisivos, a quarta-feira da 31ª rodada do Brasileirão viu o fator aéreo ser um grande diferencial para vários clubes. Não estamos falando das bolas alçadas na área, arma tão utilizada por muitos. Falamos mesmo é dos aviões, que tiveram um papel importante para os times contarem com suas estrelas que estavam servindo as seleções.


A lista não é pequena. Thiago Neves (Fluminense), Fernando e Marcelo Moreno (Grêmio), Leandro Damião (Internacional), Barcos (Palmeiras), Victor (Atlético/MG) e Neymar (Santos). Isso apenas na quarta-feira. A lista deve ganhar nomes como Jefferson (Botafogo), Dedé (Vasco) e Lucas (Sâo Paulo).

Para alguns times, a correria valeu a pena. Barcos chegou perto do começo da partida, fez bela jogada para o gol de Betinho, que deu a vitória ao Palmeiras. Neymar atuou quase todo o amistoso contra o Japão, viajou e fez um golaço, uma pintura no empate do Santos contra o Galo. Já o Grêmio deve ter sentido um pequeno arrependimento ao colocar Marcelo Moreno em campo, após ver o atacante boliviano ser expulso poucos minutos depois de entrar, no empate contra o Fluminense.

Porém, o que chama mais a atenção é que os clubes precisam se desdobrar e torcer para seus principais atletas concordarem em vencer o cansaço da atuação quase 24h antes, viagem e correria, para ajudar na reta final do Brasileirão. Um absurdo causado pela lambança de um calendário velho, que só beneficia a TV e ninguém mais.

É preciso mudar urgentemente isso.  A tabela do Brasileirão sai sempre depois do calendário FIFA. Mas a CBF insiste em colocar jogos nas mesmas datas. Já passou da hora de pensarmos uma forma diferente de organizar nosso calendário. Temos um dos campeonatos mais competitivos, mas somos um dos raros países que insistem em ter um calendário fora dos padrões europeus.

Não. Eu não quero dizer que devemos seguir porque são melhores que nós. Mas, pelo simples fato de que teremos os dois maiores eventos esportivos mundiais por aqui – Copa do Mundo e Olimpíadas - e teremos que pausar o Brasileirão. Aliás, como tem ocorrido no caso de Copa.

Mudar o calendário e equivaler pelo menos em boa parte aos dos europeus e de boa parte do mundo. Diminuir a participação dos times da Série A nacional nos estaduais – ou diminuir ao máximo os próprios estaduais. Utilizar uma janela de mercado igual aos da Europa – até porque os clubes perdem ou seus jogadores ou muito dinheiro com a situação atual.

Já passou da hora da CBF acordar. Já passou da hora até da Conmebol se pronunciar, fazendo a própria Libertadores seguir durante toda a temporada, assim como a própria Liga dos Campeões da Europa, e fazer a Sulamericana ser disputada ao mesmo tempo.

Utopia ou não, são mudanças necessárias. O fim do “mimimi” só virá se tivermos um calendário organizado e decente. O Brasileirão, tanto deixado em segundo plano, agradece.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

#Brasileirão: A final nossa de cada rodada

O Brasileirão entra na reta final. Cada jogo é uma decisão. Essas e outras frases vão enchendo a cabeça do torcedor. Com muita razão, é claro, porque ganhar ou perder agora pode definir os rumos de muitas equipes. Mas reflete também que ainda não acostumamos com os pontos corridos.

Um exemplo claro: o duelo entre Bahia x Palmeiras. É o jogo da vida (ou da morte) do alviverde. E foi o jogo da vida de ambos para chegarem na situação atual.

Era a 12ª rodada. Uma quinta-feira, 26 de julho. Duas semanas depois do Palmeiras comemorar o título invicto da Copa do Brasil. O adversário era o Bahia. O time paulista somava dez pontos, com quatro jogos de invencibilidade e embalado pela boa vitória sobre o Náutico, em casa. O tricolor baiano não estava bem, com seis jogos sem vencer e apenas oito pontos conquistados. Caio Junior balançava no comando do Bahia.

O Palmeiras teve chances. Pressionou e perdeu várias oportunidades. No segundo tempo, sofreu dois gols de Souza, o primeiro em pênalti discutível. No final, Palmeiras 0x2 Bahia.

Voltamos ao dia 17 de outubro. Agora, o Bahia soma 35 pontos, nove a mais que o Palmeiras. Uma final para o alviverde que não seria tão grande e decisiva se o time vencesse aquela partida do primeiro turno. A vantagem hoje seria de apenas três pontos para o tricolor e a corda palmeirense não estaria tão apertada.

Em um Brasileirão de pontos corridos, o desespero de hoje é resultado da falta de planejamento dois meses atrás. O problema é que muitos sabem. E poucos aprendem.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

#Brasileirão: 27ª rodada - Balada palmeirense

Sábado, 21h. Enquanto alguns pensavam na balada, os palmeirenses começaram a festa no Pacaembu. No ritmo de El Pirata.
Assim como na estreia de Kleina, o alviverde começou com tudo. Abriu 2 a 0 em menos de 15 minutos. Novamente, liquidou a fatura rapidamente. Os gols mostraram que o time vai além de Marcos Assunção. Passa também por Barcos. O argentino mostrou aproveitamento e bom posicionamento para fazer os dois gols.
Gols que mostram duas jogadas que devem ser muito utilizadas por Kleina. Uma não é novidade: a bola parada através de seu camisa 20. Foi assim que começou o primeiro gol. Outra é a mudança de postura na marcação, pressionando a saída de bola adversária. Assim, Maikon Leite roubou a bola no campo de ataque e deixou Barcos na boa para ampliar.
O Palmeiras joga como “time pequeno”. Marca bem e espera a saída rápida. Por isso Maikon Leite pode ser uma boa. Outra mudança: a posição dos três volantes (Henrique, Marcio Araujo e Marcos Assunção). Dois ficam para um poder sair. Vários ataques começaram assim. O terceiro gol saiu assim, com Marcos Assunção chutando de fora e liquidando a fatura.
A Ponte Preta vai comprovando o que vinha acontecendo desde a saída de Gilson Kleina. O time caiu muito de rendimento. Sentiu os gols, teve maior posse de bola, mas não conseguiu levar tanto perigo. E poderia ter saído do Pacaembu levando bem mais que os 3 a 0, se não fosse a trave. E o gol que o Roger perdeu...
Resultado: Palmeiras bem, animado e motivado. Tudo o que precisava para encarar o clássico contra o São Paulo. Partida essa que pode ser o marco da saída do Z4. Por outro lado, a Ponte está em queda. Ou consegue mudar a postura, ou vai ter que se preocupar ainda mais com o rebaixamento.

#Brasileirão: 27ª rodada – Freio e protesto

- Cruzeiro 0x0 Internacional: Poucas finalizações, nada de gol. Um placar que freia um pouco mais o sonho dos dois times de quem sabe um dia chegarem ao G4. O Cruzeiro reclama a anulação da cobrança de pênalti de Borges, por invasão, e não seguir a mesma medida na segunda cobrança, que foi desperdiçada. O Inter, principalmente com Leandro Damião, insistiu mas parou em Fábio.
O fato é: não dá para crer que o Cruzeiro chegará ao G4. Não embalou mais depois do bom começo. E só pode sonhar por causa disso. Assim como não dá para crer que o Internacional chegará ao G4. É um time com bom elenco, mas sem conjunto e muito menos regularidade.
- Náutico 2x0 Atlético (GO): O Náutico venceu, segue bem no Brasileirão – dentro dos seus limites – e afundou o Atlético. Ponto. A torcida do Timbu protestou contra a arbitragem, incomodou e gritou algo que incomoda vários torcedores. “Não vão nos derrubar no apito” dizia a faixa. Vuaden mandou retirar a faixa, em uma atitude lamentável, já que existem protestos bem piores que são tolerados. E acabou ajudando o Náutico a abrir o placar, ao marcar um pênalti Mandrake. Ou seja: reclamou, mas foi ajudado. Coincidência ou não.
No geral, placar justo. O Náutico não vai cair. É melhor que várias equipes e sabe fazer valer os jogos no Aflitos. O Atlético (GO) vai cair. A Série B 2013 já é um fato.

domingo, 30 de setembro de 2012

#Brasileirão: 27ª rodada – empate ruim e vitória necessária

- Portuguesa 1x1 Atlético (MG): O empate soma um ponto para cada time. Essa é a regra. Mas não é assim para quem briga pelo título. Nesse caso, são dois pontos a menos. O resultado não foi ruim para o Atlético com relação ao jogo. Mas foi péssimo na luta pela liderança.
O empate não foi ruim porque o Galo viu a Lusa arriscar mais, abrir o placar no começo do segundo tempo e dar trabalho ao goleiro Victor. Conseguiu empatar, mas ficou com um a menos logo depois, após expulsão de Leonardo Silva. Mesmo assim, mandou bola na trave e tudo. No fim, suportou a pressão da Portuguesa.
Resultado: um ponto para cada que faz o Atlético ver o Fluminense abrir vantagem e a Portuguesa seguir em alerta quanto ao Z4. Ou seja: não foi bom para ninguém.
- Vasco 3x1 Figueirense: O Vasco precisava demais dessa vitória. Não apenas por ser favorito diante do cambaleante Figueirense. Principalmente para tentar readquirir fôlego para seguir no G4. O gol de Caio logo aos 12 minutos acendeu um alerta gigante. Porém, a participação decisiva de Juninho salvou a noite. Duas assistências e um gol. O empate veio na hora certa, ainda no primeiro tempo. A virada saiu quando o time voltava a ser pressionado no começo do segundo tempo. No fim, o Reizinho liquidou a fatura.
Mesmo sem convencer, o Vasco está fazendo sua parte. São quatro jogos invictos sob comando de Marcelo Oliveira. Precisa manter o ritmo, pois se vacilar pode ver o G4 escorrer pelas mãos. O Figueirense já vê a Série B 2013 cada vez mais perto.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

#Brasileirão: Pílulas da 26ª rodada

- Fluminense 2x1 Náutico: Tricolor carioca amplia vantagem na liderança com uma mãozona do árbitro, que não marcou um pênalti claríssimo de Gum em Kim. Seria o empate – justo – do time pernambucano. É bom o árbitro Pablo dos Santos não ir passear pelas praias de Recife por um bom tempo...
- Figueirense 1x3 Palmeiras: Vitória do Palmeiras na estreia de Gilson Kleina. Seria o início da assunção palmeirense? Se depender dos pés calibrados de Marcos Assunção, sim. Mas precisa de muito mais para provar que sairá vivo da degola.
- Santos 1x3 Portuguesa: Incrível como o Santos é um time medíocre sem Neymar. Sem, o camisa 11, tem aproveitamento pior que o lanterna do Brasileirão: disputou 51 pontos e ganhou apenas 18, ou seja, 25,49% de aproveitamento, contra 25,6% do Atlético (GO), último colocado. A Lusa, que não tem nada a ver com isso, venceu e não goleou porque não quis. Destaque para Bruno Mineiro, melhor que muito reforço de time grande.
- São Paulo 1x0 Cruzeiro: Na apresentação oficial de Ganso, o tricolor mira vôos bem altos após essa vitória. Já está na cola do G4 e tem tudo para chegar lá. Enquanto isso, Celso Roth vê a sombra de Felipão aumentando na Raposa...
- Ponte Preta 0x0 Vasco: Jogo fraco da rodada e até por isso nada de gols. Incrível a queda do Vasco, que vê o G4 escapando. Parou na Ponte, que busca vida nova – e nada de queda – após a saída de Kleina.
- Botafogo 2x2 Corinthians: Joga muito o tal de Seedorf, não? O holandês arrebentou mais uma vez. Pena que o restante do Botafogo não o acompanhe. Até por isso, parou no Corinthians, que está com a cabeça lá no Japão. Para variar, o segundo gol corintiano teve polêmica – e foi irregular.
- Atlético (GO) 1x2 Flamengo: Em outra “decisão” para quem foge da degola, o Flamengo sofreu, mas conseguiu vencer. Jogo de Love, com duas assistências salvando dois gols perdidos. Um fim de jejum para os cariocas, que respiram um pouco mais aliviados. Porém, se bobear, a degola volta. O Atlético já pode pensar na Série B 2013.
- Atlético (MG) 0x0 Grêmio: Do jeito que o Fluminense gosta. O empate entre os dois concorrentes na caça ao líder fez o tricolor sorrir. Apesar da ausência dos gols, foi um belo jogo, com uma na trave para cada lado e Marcelo Grohe salvando o Grêmio. Já o árbitro Heber Roberto Lopes estava perdido e errou em alguns lances capitais. Enquanto isso, após a “voadora” em Kleber, Ronaldinho é sondado pelo UFC.
- Internacional 3x1 Bahia: Vitória para amenizar, mas que ainda não espanta a crise no Beira-Rio. O colorado está longe de ser o que se esperava. O Bahia até incomodou, mas não foi páreo ao time gaúcho. Com isso, o sinal amarelo voltou a acender no Tricolor de Aço, já que a degola se aproxima novamente.
- Sport 1x0 Coritiba: Falar que o Coritiba não venceu fora de casa não é nenhuma novidade. É sempre o melhor visitante possível. Desta vez, segurou o empate até onde deu. Levou o gol aos 47 do segundo tempo. Resultado? O time paranaense fica um ponto acima da degola. Ou melhor, apenas um ponto a frente do próprio Sport.

sábado, 22 de setembro de 2012

#Brasileirão Assunção palmeirense

Assunção. Segundo o Aurélio, “Ato ou efeito de assumir; Elevação a um cargo ou dignidade”. A vitória palmeirense teve sobrenome Assunção e nome Marcos. A boa e velha arma funcionou e os três pontos vieram.
O Palmeiras precisava ver seu ânimo ser elevado, a confiança subir novamente, o número de pontos crescer. Precisava também de alguém que chamasse para si a liderança. O “ato de assumir” coube a Marcos Assunção, o capitão.
Bastaram sete minutos para as coisas começarem a dar certo. Bastou uma bola parada para que o Palmeiras lembrasse exatamente aquele campeão da Copa do Brasil. Bola dos pés do camisa 20 à cabeça de Thiago Heleno, passando pela falha de Wilson. Logo depois, novamente, a bola saiu dos pés de Assunção para Henrique subir e antecipar o goleiro: 2 a 0 Palmeiras.
O placar poderia ficar 3 a 0, se não fosse marcado impedimento do saltitante Valdívia na frente do goleiro. A cobrança de falta perfeita de Marcos Assunção acabou sendo anulada. A sorte também voltou. O Figueirense poderia ter diminuído antes dos 19 minutos do segundo tempo. Parou no travessão e no goleiro Bruno. Aloisio conseguiu finalmente diminuir.
Mas a noite era dos visitantes. Era de Assunção. Bastaram dois minutos de susto e preocupação para o torcedor palmeirense. Barcos cruzou e o goleiro tentou tirar. A bola procurou os pés de Marcos Assunção, que apenas deu um tapa na bola e comemorou.
Foi a primeira de 13 partidas decisivas. Um jogo que pode marcar muito mais que a boa estreia de Gilson Kleina como técnico do Palmeiras. Pode ser a partida da assunção palmeirense para sair da degola.