
A seleção portuguesa dominou praticamente todo o jogo contra
a República Checa. Para se ter uma ideia, Portugal finalizou 20 vezes durante a
partida, contra apenas dois chutes a gol dos checos. Com esses números, dá para
perceber que poderia ser uma goleada. E poderia mesmo.
Usando bem o lado esquerdo com Fábio Coentrão, Portugal
chegava com facilidade. Cristiano Ronaldo parecia disposto a decidir desde o
começo. Só no primeiro tempo, ele teve boas chances de abrir o placar. Mandou
uma bicicleta pra fora, uma cobrança de falta com perigo e acertou a trave.
O domínio seguiu depois do intervalo. O goleirão Petr Cech
fez o que pode. Conseguiu efetuar grandes defesas e salvar como pode sua
seleção. Cristiano Ronaldo seguia como o cara do jogo. Ou chegava com perigo –
acertou a trave em cobrança de falta – ou deixava os companheiros em boa situação.
Nani apareceu mais no jogo e os portugueses passaram a utilizar mais o lado
direito.

Portugal chega às semifinais com cara de quem pode ir mais longe do
que se imaginava. A seleção evoluiu muito. Os laterais aparecem bem,
principalmente Coentrão pela esquerda. Pepe domina na defesa. Moutinho comanda
o meio. Nani tem chamado o jogo. Só falta um camisa 9 que sirva para fazer gol –
digamos que Ricardo Bueno seria titular por lá.
Além de tudo isso, Portugal tem Cristiano Ronaldo. Se ele sumiu nos dois primeiros jogos,
apareceu quando a seleção mais precisava. Decisivo, craque, vaidoso, midiático.
Tudo em um jogador só. Ele pode fazer história.E pode fazer marketing. Tudo ao mesmo tempo.
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