
Romarinho já havia se apresentado no domingo, no clássico
contra o Palmeiras. Quem o acompanhou no Bragantino, sabe que é um jogador
habilidoso e de qualidade. A camisa corintiana pesaria? Não pesou no clássico.
Não pesou na Libertadores. Nem a Bombonera pesou.
Foi um jogo travado, de muita disputa e poucas chances de
gol no primeiro tempo. O Corinthians manteve a mesma disposição tática que o
trouxe a final. O Boca, como esperado, tomou a iniciativa. Mas a primeira
chance foi corintiana, em chute de Paulinho. Além disso, o único bom lance de
ataque foi um voleio de Santiago Silva, que parou em Alessandro. O Boca
controlava, mas pouco arriscava.
Com a entrada de Liédson no lugar de Jorge Henrique, o
alvinegro perdeu movimentação pelas pontas. O time argentino foi para cima no
segundo tempo. Fez em dez minutos muito mais do que em toda primeira etapa.
Começou a jogar em cima de Alessandro e Fabio Santos, e ambos tinham
dificuldades na marcação.
As jogadas dos xeneizes eram todas carimbadas por Riquelme. Seja
nos lances pelo meio, seja nas bolas paradas. O camisa 10 é o cérebro do time.
Curiosamente, em um dos raros lances que não passaram por Riquelme, veio o gol
do Boca. Mouche cobrou escanteio, Santiago Silva aproveitou desvio e cabeceou.
Chicão salvou com o braço (merecia cartão, até ser expulso) e Roncaglia mandou
para o gol: 1 a 0 Boca.
O Corinthians seguiu marcando no campo de defesa, deixando o
Boca atacar. A pressão continuou. Mas aí Tite resolveu mudar o time. E mudou o
jogo.

O técnico Julio Falcioni quase teve a mesma estrela no fim. Viatri,
que entrara no lugar de Santiago Silva, cabeceou no travessão. No rebote, na
pequena área, Cvitanichi, que substituiu Mouche, perdeu a chance de fazer o gol
da vitória.
O Boca lamentou o resultado. Poderia ter melhor sorte. Foi
melhor. Mas podemos dizer: o Corinthians sai da Bombonera com sorte e estrela
de campeão. Mas ainda não é. O gol de Romarinho pode entrar para história do
clube. Ou ser apenas mais um. Depende do jogo no Pacaembu. Ali ele pode ser de
fato o herói. Porém, uma coisa Romarinho conquistou: a confiança, o respeito e
um baita espaço no Corinthians.
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