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sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

São Paulo 2009

Ganhar mais ainda. A meta do São Paulo para 2009 é ambiciosa e válida, porque tem elenco, estrutura e comissão técnica para isso. O grande desejo do time é a quarta conquista da Libertadores, que vem ficando no quase faz alguns anos.

Para isso, a base foi mantida por inteiro e ainda por cima, foram feitas ótimas contratações. Uma coisa é certa: a briga para ganhar posições e a possbilidade de variação tática que o técnico Muricy Ramalho terá em mãos é muito grande.

As saídas não foram sentidas pelo torcedor. Os zagueiros Anderson (Cruzeiro) e Juninho (Botafogo) não vinham sendo muito utilizados e foram liberados. O mesmo caso de Jancarlos (Cruzeiro) e Éder Luís (Atlético/MG). São bons jogadores, mas que não se adaptaram ou não foram bem na equipe.

Já as contratações foram muito bem selecionadas. Precisava de um lateral-direito, veio Wagner Diniz, do Vasco. De um lateral-esquerdo de ofício, chegou Junior Cesar, do Fluminense. De um matador, e trouxe Washington, também do Fluminense. Um volante com experiência e pegada, Eduardo Costa (ex-Grêmio), e outro com boa saída de bola, Arouca, o terceiro vindo do Flu. Por fim, mais um bom zagueiro: Renato Silva, do Botafogo.

Assim se montou o São Paulo, que pode ser escalado por Muricy Ramalho no 4-4-2, com Rogério Ceni; Zé Luís (Wagner Diniz ou Joílson), André Dias, Miranda e Junior Cesar (Jorge Wagner); Eduardo Costa (Arouca), Hernanes, Hugo e Jorge Wagner (Jean); Borges (Dagoberto) e Washington (Dagoberto). Ou no 3-5-2, com Rogério Ceni; Rodrigo (Renato Silva), Miranda e André Dias; Zé Luís (Wagner Diniz ou Joílson), Eduardo Costa (Arouca ou Jean), Hernanes, Hugo e Jorge Wagner; (Dagoberto) e Washington (Dagoberto). Uma infinidade de boas opções para o estrategista e "bom ranzinza" Muricy conduzir o São Paulo.

Falar do goleiro é fácil. Rogério Ceni é capitão, líder e ídolo do clube porque sempre mostrou potencial. Confesso que já fui muito crítico a ele, em um período em que se destacava mais pelos gols de falta do que pelas defesas. Mas, ano passado, foi diferente ao meu ver. Se destacou fechando o gol e sendo peça fundamental do São Paulo no hexa. É titular incontestável.

A zaga é outro ponto firme da equipe. Jogando com dois zagueiros ou três, se torna compacta, embora que com três homens atue melhor, de forma mais firme. André Dias tem bom posicionamento, Miranda é seguro, rápido e cabeceia bem, e Rodrigo é forte, embora que irregular. Renato Silva pode conseguir um lugar entre os três. É o que chamariam antes de "zagueiro-zagueiro", sabe fazer o básico muito bem. O problema é se Miranda sair.

As laterais foram reforçadas por jogadores rápidos e que apoiam muito bem. Porém, eu penso que Wagner Diniz é muita correria e pouco finalidade, e Junior Cesar ainda irregular demais. Zé Luís e Jorge Wagner ainda exercem melhor as funções, valendo destacar a evolução de Joilson na segunda metade do Brasileiro.

O meio-campo não tem o tão desejado "camisa 10". Isso aos olhos de alguns, porque Hugo fez o papel com grande performace no último Brasileirão, melhor que muitos dos premiados pela CBF. Deve se manter titular ao lado do novo número 10, Hernanes, que é para mim o jogador mais completo do futebol brasileiro. Tem um ótimo toque de bola, sabe marcar, roubar bola, bate bem pro gol, tem agilidade e habilidade. Quase perfeito. Jorge Wagner pode também fazer o papel de meia, como fazia nos tempos de Cruzeiro e Corinthians. A cabeça de área deve ser disputada por Jean, que ainda precisa evoluir; Eduardo Costa, que seria o "xerife", mas precisa manerar nas faltas; e Arouca, que tem uma ótima saída de jogo e marca bem.

No ataque, três nomes para duas vagas. Dagoberto é mais veloz, driblador e atua mais fora da área. Borges (para Muricy "o melhor pivô do Brasil") se firmou bem no ataque tricolor sendo decisivo no Brasileiro e sabe atuar tanto como pivô como fora da área. E Washington é o centroavante que chega para ser o matador da equipe. Três nomes que vão fazer Muricy ter possibilidade de mudança de jogo e uma boa "dor de cabeça".

O Paulistão deve servir como laboratório para a equipe ganhar corpo, visando a Libertadores. È um time que não precisa de reforços, mas saber se encaixar em campo. Todos sabem do potencial de Muricy Ramalho para isso, mas sozinho ele não pode fazer muito. O grande problema pode ser com uma possível saída de Miranda e Hernanes, o que exigiria boas peças de reposição. O fato é: o São Paulo é favorito para tudo esse ano, mas ser favorito não quer dizer nada.

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